terça-feira, 27 de março de 2012

Ensaio de 1 ano - Nathan (últimas!)




  Ufa, finalmente acabei de postar todas as fotos. Queria fazer isso logo, pra poder postar as fotos do ensaio de 2 anos. :-)
  Esses aqui embaixo são as que eu menos gosto. Não das fotos propriamente ditas, que o Nathan está bem gracinha, mas das montagens que fiz. Acho que no final vai acabando a criatividade e a paciência, hehehe.
  Mas e aí, de todas as páginas, qual vocês gostaram mais?











Ensaio de 1 ano - Nathan (páginas 10 e 11)



Ensaio de 1 ano - Nathan (páginas 8 e 9)



Ensaio de 1 ano - Nathan (páginas 6 e 7)



Ensaio de 1 ano - Nathan (páginas 4 e 5)







  Tô achando muito chato ter que ficar entrando aqui toda hora pra ficar colocando as fotos aos poucos. Acho que vou colocar tudo de uma vez e pronto, hehehe.

Ensaio de 1 ano - Nathan (página 3)

  Mais uma das minhas preferidas.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Feliz com as pequenas coisas

  Eu provavelmente estou chovendo no molhado ao dizer isso mas, hoje, por algum motivo, estava pensando em como a gente é muito mais feliz se consegue se alegrar com pequenas coisas.
  Meu marido não é muito apegado a tradições. Já eu adoooro tradições e comemorações. E sempre tento fazê-lo entender a importância disso na minha vida e o motivo disso trazer mais felicidade. Até porque quero passar isso pros meus filhos também, afinal quero que eles sejam felizes assim como eu sou.

  Acho que é uma coisa familiar, que começou na minha infância. Sempre que alguém da minha família fazia aniversário, os outros 4 integrantes se reuniam de manhã e iam acordar o aniversariante na cama, levando presentes e cantando parabéns. Lembro de em algum aniversário ter acordado primeiro, mas aí fiquei quietinha na cama, de olhos fechados, esperando a comitiva chegar com os meus presentes. :-) Tem jeito mais gostoso de começar o dia do seu aniversário?

  A troca de presentes também é uma coisa simbólica com muito significado pra mim. Por exemplo, faz mais de 10 anos que a minha irmã mora na Alemanha. Mesmo assim, durante todo esse tempo, em todas as datas importantes (Natal, páscoa, aniversário) nós trocamos presentes. Tem gente que não entende, diz que a gente deveria economizar com correio e deixar os presentes pra quando nos encontrássemos. Com isso, a economia com o envio poderia ser utilizada para investir em presentes melhores.
  Ahhhh, essas pessoas não são felizes como a gente é feliz. Eu sou feliz muito mais vezes! Sou feliz ao escolher os presentes, sou feliz ao preparar a caixa, sou feliz na expectativa de saber quando vai chegar e sou feliz ao imaginar que eles vão ficar felizes ao receber o pacote. Assim como também fico super feliz quando recebo a minha caixa com presentes. Isso é muito mais importante que um presente caro. Nossos presentes nunca chegam na data certinha, mas acho até emocionante ficar tentando adivinhar quando eles chegarão, hehehe.
  Tempos atrás estava morreeeeeendo de vontade de comer uma bolacha que só tem no Brasil e minha mãe me mandou pelo correio. Nem sei o que me deixou mais feliz: comer a bolacha ou pensar no carinho e trabalho que meus pais tiveram de comprar e me mandar. Mãe é mãe, né?

  Um outro ótimo exemplo é o Natal. Tem gente que fica feliz só no dia 24 ou 25. Já a minha felicidade começa muito antes. Eu já começo a ficar feliz em novembro, vendo as decorações começarem a aparecer. Também fico feliz ao planejar e comprar minhas próprias decorações. Aí fico feliz no dia 1/dezembro, quando monto a árvore. Fico feliz durante os dias seguintes, quando vejo a árvore montada, quando aceso as luzinhas. Antigamente eu ficava feliz conforme ia comprando os presentes e empilhando embaixo da árvore. Nos últimos dois Natais fiquei feliz ao ver meu filho todo animado brincando com a árvore, com as bolinhas e com os lacinhos (os presentes embaixo da árvore estão cancelados por vários anos, hehehe). Fora a felicidade de planejar a ceia de Natal, ir escolhendo receitas, comprando os ingredientes... Ah, eu adoro as tradições natalinas, que me rendem vários e vários dias de alegria.

  Agora tá mais fácil ainda ser feliz. Fico feliz ao ganhar um abraço e um beijo do meu filho. Ao chegar em casa e vê-lo correndo todo feliz na minha direção. Fico feliz quando o vejo dormindo. Quando ele dá aquele sorriso enorme ao ver um presente embrulhado (aliás, presente embrulhado também é muito mais legal, hehehe). Fico feliz ao planejar sua festinha de aniversário... Ah, ter filho é uma fonte de felicidade inesgotável!!

  E aí, não concordam que quem é feliz com as pequenas coisas é muito mais feliz? Não dá pra esperar os grandes eventos da vida. Não dá pra ser feliz só quando passar no vestibular, quando se formar, quando comprar "aquele" carro ou quando comprar uma casa. Essas coisas acontecem muito poucas vezes na nossa vida. Eu acho que dei sorte e minha família contribuiu muito para que eu hoje seja assim. Mas se você não teve a mesma sorte, não tem problema. Comece já suas próprias tradições e garanta muito mais momentos felizes pra você e pra sua família.

domingo, 25 de março de 2012

Ensaio de 1 ano - Nathan (página 1)

  Acabei sendo interrompida ontem e não coloquei todas as fotos. Mas já que vai tudo separado, acho que vou colocar uma foto por dia, pra ficar mais emocionante. :-) Ou talvez uma por post... Bom, sei lá. Por enquanto, aproveitem esta página.

  Essa é a página 1. Sempre considero essa a 1a. página de scrapbooking digital que eu fiz. É que foi a primeira que eu fiz totalmente do zero, sem me inspirar em nada. Peguei a foto, escolhi as cores gerais, fui adicionando, montando, experimentei diferentes backgrounds e, mudança vai, mudança vem, taí o resultado. Mesmo tendo sido a primeira, ainda é uma das minhas preferidas. Por algum motivo, gostei da combinação de verde com marrom.

sábado, 24 de março de 2012

Video - Nathan tocando bateria

  Video do Nathan tocando bateria. A gente filmou porque achou interessante que ele bate as palhetas antes de começar. Não sei onde ele viu isso. :-)



Ensaio de 1 ano - Nathan (página 2)



  Eu não gosto muito de fotos com chupeta. Bom, fora que eu também não gosto muito de chupeta at all. :-) Mas nesse caso, tive que abrir uma exceção. Justo no dia do ensaio, o Nathan tava meio doentinho, com uma febrinha. E não dava pra marcar pra outro dia, porque já era 17/dezembro. O fotógrafo tava entrando de férias, a gente quase indo pro Canadá... Enfim, tinha que ser aquele dia. Olha a carinha dele de acabadinho.
  A gente tirava umas fotos, fazia pausa, ele mamava, dava uma passeada... A chupeta também ajudava.
Mas enfim, decidi manter a foto, pra registrar a história.

Ensaio de 1 ano - Nathan (capa)

  Calma, tá tudo certo, não é um engano. Eu sei que o Nathan já tem 2 anos e 4 meses. Mas acho que nunca cheguei a divulgar completamente as fotos do ensaio fotográfico que fizemos quando ele tinha um aninho.
  Os motivos são vários. Primeiro, porque o fotógrafo meio que perdeu as fotos, se fingiu de morto, se escondeu, ignorou emails, telefonemas e nisso váááários meses se passaram até que, com ajuda da minha mãe, finalmente consegui as fotos. Nisso eu já tava aqui no Canadá e, nessa época, estava bem começando a descobrir que esse negócio de scrapbook digital é bem legal. :-) Aí decidi que em vez de simplesmente fazer um álbum com as fotos, iria fazer em formato de scrapbooking.
  Mas... a vida atarefada de uma mãe, a gravidez, o perfeccionismo, juntando com a imprevisibilidade do processo criativo, fizeram com que até agora eu não tivesse acabado. Até ontem! E nem foi graças à minha imensa força de vontade. O que aconteceu é que um tempo atrás comprei um super desconto pra imprimir um photobook e ele venceria hoje, sábado. Então, com a areia escorrendo pela ampulheta, tive que agilizar o negócio e declarar o fim do álbum.
  Então pronto, acabei e estou pronta pra divulgar as fotos. Se alguma vovó quiser uma cópia do álbum, avise até 30/março ou cale-se para sempre.

  Essa é a capa. E aí, gostaram do estilo? Levo jeito? Falem que siiiiiim, por favoooooooor, não façam uma grávida chorar. :-)

segunda-feira, 19 de março de 2012

Admirador declarado

  Tem um cara que tá apaixonado por mim. Ele faz de tudo pra ir em todos os lugares que eu vou. Adora conversar comigo. Me dá muitos abraços, me conta os seus problemas, me traz presentes, me dá comida...
  Só que às vezes ele é meio inconveniente. Vive me chamando pra ir pra cama. Já tentou me beijar na boca à força, segurando a minha cabeça com as duas mãos. Inclusive já me flagrou sem roupa várias vezes.
  Mas devo confessar que essa paixão é totalmente correspondida. É que além de ele ser lindo, não dá pra resistir quando ele me dá aquele abraço apertado, sorri e fala "Minha mamãe!".

quinta-feira, 15 de março de 2012

Atendimento ao consumidor - parte 2

  Já escrevi aqui uma vez sobre atendimento ao consumidor, elogiando que no Canadá ele funciona. Mas resolvi escrever novamente, porque tive mais algumas experiências positivas.

1. Cancelando voucher
  Ano passado comprei, num desses sites de compras coletivas (tipo groupon), um voucher para passar 5dias em um resort na República Dominicana. O voucher era emitido por um agência de turismo. Aí, no começo deste ano, liguei na tal agência para agendar a viagem. Bom, "liguei" é modo de dizer. Eu disquei vááárias vezes, ouvi várias mensagens automáticas, apertei muitos botões, mas nunca consegui falar com ninguém. Era só "aperte o botão 5 para isso", "aperte o botão 9" para aquilo, musiquinha, musiquinha, musiquinha, nossos atendentes estão ocupados e por aí vai. Apertei a tecla 8 para deixar recado, mas não me deram retorno. Mandei email, não responderam.
  Aí, só me restou ir no site do voucher (dealticker ou dealfinder, não lembro) e reclamar. No dia seguinte já me mandaram email falando que a compra do voucher seria cancelada, mas que como tinha passado muito tempo, não dava mais pra desfazer a compra no cartão de crédito. Mas sem problemas, me mandaram um cheque pelo correio e pronto! Nossa, se soubesse que ia ser tão fácil, nem tinha insistido tanto telefonando pra aquela agência feia, chata, boba, careca.
  Aliás, essa agência estragou tudo. Até então, todas as minhas experiências com compras e atendimento ao consumidor tinham sido excelentes. Mas tudo bem, o saldo final ainda é super positivo.

2. Consertando produto
   Aí um belo dia nosso tablet parou de funcionar. Liguei no customer service da Asus e em menos de minutos consegui falar com alguém. Uau! A mulher não era a mais simpática do mundo, mas fez o seu papel. Abriu uma ordem de serviço e me passou as informações . Tive que mandar pra eles pelo correio, mas esse foi o único transtorno. Em menos de uma semana o tablet voltou pelo correio, consertado, funcionando como se nada tivesse acontecido. Que fácil!

3. Devoluções
 Nem precisa falar muito, né? Aqui, se você não gostou, é só devolver e pronto. Mês passado fiz umas compras na Gap online. A blusa que comprei pra mim não ficou legal (também, com essa barriga em crescimento as coisas estão ficando complicadas), então fui em uma das lojas da Gap no shopping, falei que queria devolver e... pronto! Crédito retornado no cartão de crédito. Sequer me perguntaram se eu não gostei, se não serviu... Não, nada.


4. Recuperando produto
  Essa foi a mais impressionante, eu acho... Um dia fui no Canadian Tire (uma loja que vende tudo, até pneus) e comprei algumas coisas. Entre elas, uns preguinhos pra pendurar quadro na parede. Aí à noite, quando fui dormir, pensei: "Hmmm, estranho. Eu guardei as compras mas não me lembro de ter guardado os preguinhos. Será que ficaram no carro?". Me parecia meio improvável. Pensei bem e não me lembrava de ter colocado de volta no carrinho, após pagar as compras. Fiquei achando que o item ficou na loja.
  Por acaso, 2 dias depois fui lá de novo pra comprar outra coisa e já tinha esquecido essa história. Mas quando estava passando pelo caixa, vi os preguinhos pra vender e lembrei! Aí, como perguntar não ofende, perguntei pra moça:
- Ei, se por acaso alguém paga por um item e esquece na esteira, vocês guardam? Tem como eu recuperar?
- Ah, sim. A gente anota num caderninho a data e hora aproximada. Você tá com a notinha?
- Hmmm, não sei! Lembrei disso de repente... Deixa eu ver... Ah, tá aqui.
  Por sorte ainda estava na minha bolsa. Aí ela viu o código do produto, data da compra e foi lá checar o caderninho.
- É, pra esse dia não foi anotado nenhum esquecimento.
- Tudo bem, não tem problema. Eu devo ter esquecido no carrinho, então. Quando faço compras junto com meu filho, faço tudo com pressa, mesmo.
- Ah, mas vem aqui comigo. Vamos ali falar com a gerente.
- Ok.
  E lá fomos falar com a gerente. E eu só imaginando por que é que isso ia adiantar alguma coisa... Ou será que a gerente tinha um outro caderninho-caixa-2? :-P Então a caixa explica a história pra gerente, mostra o tal produto, mostra a minha notinha e enquanto isso eu ali pensando que estávamos incomodando a mulher à toa, já que o caderninho já tinha sido checado. Aí a gerente repete as perguntas:
- Você esqueceu em cima da esteira?
- Então, eu "acho" que sim. Só sei que o produto nunca chegou em casa. Mas talvez eu tenha esquecido no carrinho e alguém pegou. A moça disse que não tá no livro, né? Não tem problema.
- Tudo bem, pode levar.
- Oi?
- Aqui, pega, é seu. Tenha uma boa noite.
- Ah, muito obrigada. Boa noite pra você também!
 
  Depois disso, fiquei com a maior consciência pesada e fui revirar meu carro, com medo de os preguinhos terem caído em algum cantinho e já pensando no que que eu ia falar quando fosse devolver. Ia colocar a culpa no Nathan, lógico, hehehe. Tadinho. :-) Mas não achei os preguinhos!!! Então fui pra casa e todos viveram felizes pra sempre. E eu tenho mais um motivo pra continuar comprando no Canadian Tire.   

terça-feira, 13 de março de 2012

Fazendo compras com o Nathan

  Ir no mercado com seu filho de 2 anos pode ser complicado. Mas eu diria que as coisas vão sempre melhorando. Antigamente íamos no mercado e ele ficava pedindo pra descer do carrinho, queria abrir as embalagens, chorava, fazia escândalo, queria pegar tudo... Já agora ele se comporta bem melhor.
  O mais importante é ter regras e cumpri-las. Regra número 1: no mercado ele só fica no carrinho. Sempre fiz assim, nunca deixei sair e agora ele nem tenta mais. Algum dia ele vai estar crescido o suficiente. Mas por enquanto, só no carrinho.
  Regra número 2: não pode abrir coisas dentro do mercado. A gente abre em casa ou, dependendo do que for, às vezes no carro. 
  Regra número 3: arrumar alguma coisa pra ele fazer. Normalmente eu passo as coisas pra ele ir jogando dentro do carrinho. E às vezes ele se apega a uma delas e fica segurando/brincando até chegar no caixa.
  Regra número 4: não demorar no mercado. Essa é pra mim, hehehe. Por mais que ele se se comporte, obviamente ele enjoa. Então normalmente só o levo junto se for pra coisas rápidas. Compras compridas eu deixo pro fim de semana, quando ele fica em casa com o pai dele.
  Regra número 5: não ir no mercado quando o Nathan está cansado, com sono ou com fome. Nem precisa explicar, né? 

  Hoje fomos no mercado e eu levei uma lista um pouco maior. Mas fui sem muitas expectativas. Se não desse pra comprar tudo, sem problemas. Depois eu iria de novo. E não é que foi super tranquilo? Eu passava as coisas pra ele, que ia jogando pra dentro do carrinho. Lá pelas tantas peguei um pegador de macarrão e ele ficou brincando com o treco o resto do tempo que passamos lá dentro. Esticava apontando pra toda pessoa que passava, só checando pra ver se alguém mais também tinha uma "espada" pra duelar com ele. Ninguém tinha, pena. Mas todos que passavam achavam graça e davam uma risadinha.
  De vez em quando ele apontava para alguma guloseima, tipo batata frita, coelho de chocolate  ou cookies e ficava repetindo o nome: "Cookie! Cookie!!". Como eu não queria levar porcarias, eu simplesmente falava "É, são cookies, Nathan! Legal, né? E olha ali daquele lado, tomate!" e continuava andando. Bom, funcionou. :-) Não teve nenhum ataque de manha e nenhuma compra imprevista.
  Na hora de passar no caixa, ele também gosta de me ajudar a colocar as compras na esteira. Como ele está sentadinho, não alcança. Mas aí eu vou tirando do carrinho, passo pra ele e ele coloca na esteira. Ele fica todo feliz de ajudar. :-)

  Saindo do mercado, ele estava com os dois papezinhos que peguei no caixa: aquele com a descrição das compras e o comprovante do cartão de crédito. A barra do carrinho, onde eu seguro pra empurrar, tem uma parte mais larguinha no meio e foi ali em cima que ele colocou os papeizinhos. Quando estávamos saindo do mercado, eu falei pra ele: "Agora tem que tirar daí, senão vai voar". Ele não quis tirar. Claro que voou. Eu peguei, dei pra ele, avisei que ia voar, então ele colocou ali no apoio mas ficou meio que segurando. Só que aí bateu um ventão e um dos papeizinhos saiu voando. Ainda comecei a tentar correr atrás, mas o vento continuou levando, levando, levando, então desisti.
  Ah, mas o Nathan não se conformava. Ficava apontando naquela direção e falando "Aiá! Aiá! Aiá!". Tradução: "Ele voou pra lá! Voou pra lá! Voou pra lá!". Guardei as compras no carro e coloquei o carrinho de compras no lugar certinho. Ai perguntei:
- Nathan, você quer ir lá procurar o papelzinho?
- Yeah!
  O coloquei no chão e lá foi ele correndo pelo estacionamento. Andamos, andamos, andamos (o estacionamento é enorme), pausa pra olhar os passarinhos, andamos, andamos, andamos, pausa pra correr atrás de alguns passarinhos, andamos mais um pouquinho e... não é que achamos o papelzinho? Hehehe. :-)
  Aí beleza, finalmente pudemos voltar pro carro (com mais algumas pausas, claro) e ir pra casa.

  Viram? É fácil fazer compras com seu filho de 2anos. É só não ter pressa nenhuma.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Violência Obstétrica - Dia Internacional da Mulher - Blogagem Coletiva

  Tô meio atrasada. Esse post era pra ter saído dia 08/março. Mas enfim, aí vai.

  Houve uma época em que eu não sabia nada sobre partos. Aí, um belo dia, cheguei num site que mostrava o vídeo de um nascimento. E logo em seguida o site falava algo do tipo "É um absurdo que ainda existam nascimentos assim! Isso é uma violência!".
  Eu fiquei com a maior cara de ué, assisti de novo e não entendi nada. Não lembro exatamente do vídeo, mas lembro que o bebê nascia, o médico o virava de cabeça pra baixo, dava palmadas, a enfermeira o pegava, esfregava o rosto pra limpar o sangue, colocava pra pesar, media, jogava um treco nos olhos dele, dava uma injeção e... durante esse tempo todo, o bebê berrava.

  Assisti de novo e novamente não achei onde estava o problema. Mas isso faz tempo. Hoje sei onde estava o problema: na minha cabeça. Quer dizer, na verdade o problema está na novela, nos filmes, nos hospitais, nas mídias. O problema é que a gente se acostuma com determinados tipos de violência e passa a achar: 1) que são normais e 2) que não existe outra forma de ser.
  Tipo mulheres africanas que sofrem mutilação dos seus clitóris, acham que "tem que ser assim mesmo" e, quando crescem, submetem suas filhas ao mesmo procedimento. Claro que esse é um exemplo extremo. Mas é só pra demonstrar que às vezes a gente sofre/pratica violência sem nem perceber.

  Voltando ao vídeo... Pra mim aquele era um parto como outro qualquer. Eu nunca tinha parado pra pensar no bebê, no ponto de vista dele e o que ele poderia estar sentindo. Eu nunca nem tinha pensado que bebê também tem sentimentos, também sentem frio, medo, stress.
  Bom, o tempo passou, muita coisa mudou na minha cabeça e, esses tempos, vi novamente um vídeo como aquele.  Hoje eu já penso no ponto de vista do bebê, então me deu vontade de chorar. O bebê passa 9 meses na barriga da mãe dele. É um ambiente escurinho, quentinho, sempre na mesma temperatura, com o barulho constante do coração da mãe. Lá a alimentação é também constante pelo cordão umbilical e ele nunca sente fome ou sede. Ele consegue se mexer, nadar, chupar o dedo.
  Aí de repente ele vai pra fora: puf!!! Luzes fortes machucam seus olhos (dor 1). Palmada no bumbum (dor 2). O centro cirúgico é refrigerado, está muito mais frio do que os 37graus que é a única temperatura que ele conhece (dor 3). O cordão umbilical é cortado imediatamente. De uma hora pra outra não há mais oxigênio vindo pelo cordão e o pulmão ainda tá aprendendo a funcionar. A sensação é semelhante a sufocar (dor 4). Um colírio é jogado em seu olhos e arde (dor 5). Injeção de vitamina K (dor 6). Ele passou 9 meses encolhido e a enfermeira o estica todo pra fazer a medição (dor 7). O bebê não sabe onde está, sente medo. A única pessoa com quem ele esteve contato esse tempo todo, a mãe, está longe. Ainda não o viu, não o pegou. O bebê não sabe o que está acontecendo. Só percebe que, de repente, tudo mudou. E tudo mudou pra pior. Ele estava confortável, agora é uma dor atrás da outra e um desconforto atrás do outro. Ele não consegue nem se mexer, sequer se virar. É ou não é uma violência?
  Ahh, agora muitas de vocês devem estar pensando o mesmo que eu pensei quando assisti aquele vídeo em meados de 2006/2007. "Ué, mas não é assim mesmo? Como que tinha que ser, então?". Bom, primeiro precisamos considerar que às vezes as coisas dão errado no parto. Às vezes existe algum problema e o bebê precisa ser levado às pressas. Ok, a gente quer o melhor pro bebê e às vezes o melhor é assim. Mas de agora diante vamos pensar no cenário feliz, em que dá tudo certo.
  No chamado "parto humanizado", o lugar do parto é especial. Luz fraquinha, temperatura não tão baixa, talvez música suave. O bebê nasce e imediatamente vai pro colo da mãe. Peladinho e sujinho, mesmo. Alguns nem consideram o vérnix sujeira. O calor da mãe ajuda a esquentá-lo. Por cima jogam um lençol ou cobertor. Eles ficam ali se conhecendo, sem pressa. O bebê mama pela 1a. vez. Aos poucos o cordão umbilical para de pulsar, só então ele é cortado. Talvez pelo pai. Muitos bebês nascem e não choram. Por que chorar, se está tudo bem, tudo calmo e tranquilo? Os procedimentos a serem feitos são escolhidos pelos pais. Se for dada uma injeção, é dada no colinho da mãe, mesmo.
  
  E por enquanto falei só do bebê. É que minha experiência com parto foi meio doida. Eu queria que fosse normal, mas precisava ser cesárea, o bebê não sabia disso, foi descendo e pá, virou parto normal. Aí embolou tudo. Tem coisas que não sei dizer se foram violência ou foi só por conta do calor da situação.
   De qualquer forma, muitas mulheres passam por um parto violento e nem se dão conta. Acham que foi tudo normal, simplesmente porque várias outras mulheres passam pelas mesmas coisas. Elas não sabem que pode ser diferente, que pode ser melhor. Não sabem que a maioria das cesáreas são realizadas por causa de desculpas bobinhas dos médicos. Ao contrário, acreditam que foram necessárias e agradecem a eles. Algumas realmente são necessárias, lógico, mas é preciso muita informação (pelo menos no Brasil) para separar o joio do trigo. 
  Mas enfim, não vou falar muito desse assunto, que já tá cheio de blog falando disso por aí. O que vou fazer é divulgar o Teste da Violência Obstétrica. Se o teste te deixar com a pulga atrás da orelha ou se você quiser mais informações sobre parto, o que é normal, o que é não é, quais são os motivos pra cesárea que na verdade são apenas desculpas, etc, sugiro os sites Parto no Brasil e Mamíferas.