sábado, 25 de junho de 2011

Fim de semana na beira do Kennebec Lake

  Fim de semana passado fomos para um chalé na beira do lago Kennebec, em Arden, Ontario. O lugar ali era uma propriedade particular com uns 15 chalés e uma prainha particular do resort.
  Como ainda não era oficialmente verão e acho que ainda era período escolar, não estava muito cheio. Sábado o dia todo só tinha a gente na praia. Quer dizer, nós e o Jack Daniels, hehehe. O Jack é o cachorro do dono do lugar. Que cachorrinho simpático! A gente jogava pauzinho, ou frisbee e ele ia buscar. O Nathan também fez carinho e ele todo simpático, até deitou pra ganhar carinho na barriga. Quando a gente ia embora da praia, ele ia seguindo a gente até o chalé. E quando ninguém estava brincando com ele, ele ficava na água tentando pegar peixes com a boca. :-)
  O clima estava muito bom. Não estava calorzão (uns 20 e poucos graus), mas pelo menos fez sol o tempo todo. E a água do lago não era gelada! Até estranhei. Mesmo assim, só entrei até o joelho. O Nathan aproveitou bastante. Tinha vários brinquedos disponíveis na praia, nem precisava levar nada. Então ele brincou com pazinha, baldinhos, caminhõezinhos, etc.
  Já tem algumas fotos no facebook, e agora mais algumas aqui. Er, não exatamente "algumas". Acho que hoje eu exagerei. :-)
   Nosso chalé, já com a decoração retocada pelo Nathan.












   Viram os peixinhos?











  Nathan escolhendo brinquedos.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Batendo o carro

  Dias atrás, eu e o Nathan fomos no mercado. Fizemos nossas comprinhas, entramos no carro, comecei a dirigir, parei no sinal vermelho, estava lá tranquila aguardando pra virar à direita e... bum! Yep, alguém bateu atrás de mim. Ô vida...O Nathan se assustou e chorou um pouquinho, eu tinha um café no porta-copos que tombou e sujou minha calça, mas fora isso nada de mais aconteceu.
  Como o lugar era bem movimentado e os carros pareciam estar pouco danificados, entrei no estacionamento de uma loja qualquer que tinha ali do lado e o cara me seguiu. Como bom canadense, foi super educado. Ele perguntou correndo se tava tudo bem, se alguém tinha se machucado e também ouvi muitos e muitos sorrys. Não sei se ele tava mexendo no celular ou em alguma coisa no carro, mas enfim se distraiu e bateu.
  Como aqui no Canadá seguro é obrigatório, não me irritei muito, sabia que ia estar tudo coberto. Na minha escala de irritamento, se antes da batida, de 0 a 10 eu estava nível 1 (não sou lá muito fã de dirigir), depois da batida estava talvez nível 2. :-) 
 Bom, o procedimento agora era trocar informações de seguro. Aqui, quando a gente faz seguro a gente recebe várias cópias de um papelzinho rosa que tem as informações do carro, da apólice, do dono do veículo, etc. Eu sabia exatamente onde estava o meu papelzinho: em casa, na sala, em cima da mesa. O cara estava com o dele. Então dirigi até em casa pra buscar e o cara me seguiu.
  Chegando aqui ele ligou pra polícia, que veio fazer o BO. Enquanto a polícia não chegava, fui buscar meu papelzinho rosa. Subi, desci, dei bolacha pro Nathan, tirei foto dos carros e continuei no estacionamento do meu prédio esperando o policial.
   Olhando de fora, só dava pra ver que tinha desencaixado o pára-choques.

  Esse é o carro do moço, um Prius. Bem bonito, por sinal. O carro, não o moço. :-P

  Algumas bolachas e vários sorrys depois, a polícia chegou. Pediu desculpas pela demora, perguntou se alguém tinha se machucado e depois o que tinha acontecido. O cara explicou. O policial pediu habilitação, documento do veículo e papéis de seguro pra nós dois. Enquanto ele pegava, o policial perguntou pra mim o que tinha acontecido. Expliquei. Fui procurar o documento do carro, aí ouvi ele perguntando novamente pro cara o que aconteceu. Aí ele olhou os estragos e foi lá fazer o BO. Aí ele ficou um tempo no carro, enquanto o Nathan corria, brincava nas poças ou comia mais bolacha e eu corria atrás dele. O policial ainda me chamou de novo pra perguntar o nome e idade do Nathan, perguntar se a gente tinha se machucado e, pra não perder o costume, perguntar o que tinha acontecido.
  BO feito, ele entregou uma cópia pra mim, outra pro cara, disse pra cada um de nós ligar pra sua própria seguradora e... caso alguém estivesse sentindo falta, quis novamente se certificar que tinha entendido o que aconteceu. "Ok, então vocês na rua... ah, rua tal, esperando pra virar na rua... Brant, ok. O sinal estava vermelho, você estava parada, blablabla". Suponho que esse monte de repetição é técnica policial pra ver se a gente cai em contradição. Finalmente ele se desculpou novamente por ter demorado pra chegar, a demora pra fazer o BO e me liberou.
  Mais alguns sorrys de despedida e, enquanto eu tentava pegar as compras no carro com o Nathan protestando pois queria continuar pisando nas poças, ainda vi o policial cochichando com o outro cara. Não sei se ele levou só uma bronca ou uma multa, eu só ouvi uma parte em que o policial dizia que consultou a ficha dele e viu que... ahhh, a parte mais interessante eu não ouvi. :-)
  Mas sei que fiquei até com dó do moço. O carro dele era novinho, novinho. Acho que ele tinha comprado há menos de 1 semana. E segundo o papelzinho rosa do seguro dele, o seguro só começava a valer 2 dias depois. Xiii, o que será que aconteceu?

  Do meu lado, aconteceu o seguinte. Liguei pra seguradora e expliquei o que aconteceu. A atendente também perguntou se estavam todos bem, se ninguém tinha se machucado e tal. Ela pareceu extremamente feliz que estávamos todos bem (Uau, que bom que estão todos bem. Isso é maravilhoso!) e em seguida já prosseguiu com os trâmites. Pediu número do BO, dados do seguro do moço e perguntou se eu tinha algum local preferencial para o conserto. Como eu disse que não, ela me passou o endereço de uma "oficina" perto da minha casa. Disse também que já ia mandar email pra eles avisando que eu ia levar o carro.
  No dia seguinte, antes que saíssemos de casa, ligaram da oficina dizendo que tinham recebido o email do seguro e perguntaram quando eu ia levar o carro. Eu disse que já estava indo. Aí fui. Lugar limpinho, atendentes uniformizados, tudo bonitinho. Já me atenderam na hora, deram uma olhadinha no carro, estimaram o conserto em 2 dias e combinamos a data para eu levar para o conserto. Mais tarde nesse mesmo dia, a seguradora ligou novamente pra avisar que eu fui declarada oficialmente como "não culpada" e portanto isso não contaria negativamente na hora de renovar o seguro.
  Levei só na 2a.feira, porque fim de semana passado a gente viajou e eu preferia viajar com meu próprio carro. Quando então fui levar o carro, também foi rapidíssimo. A oficina já tinha "conversado" com a seguradora e o carro reserva já estava lá me esperando. Só tive o trabalho de fazer o "click" da cadeirinha do Nathan. O moço tirou do meu carro, colocou no carro reserva (um Kia Soul), me mostrou como fazia pra instalar, mas disse que não podia fazer pessoalmente. É que se acontece alguma coisa, ele podia se tornar responsável.
  Fazer o que, né? Canadá é vizinho dos Estados Unidos e por aqui também se processa bastante, muitas vezes por besteira. Na tv sempre vejo propagandas de advogados com coisas do o tipo "Você escorregou e se machucou? Você pode ter direito a dinheiro de reparação. Nos procure!". Acho que também por isso que tanta gente perguntou tantas vezes se a gente tinha se machucado. Aliás, pra não dizer que não aconteceu nada, no dia seguinte eu tava com uma baita dor no pescoço. Acho que retesei na hora da batida, sei lá.
  Enfim, 2 dias depois me ligaram pra avisar que o carro tava pronto. Fui buscar, assinei uns papeizinhos, mudei a cadeirinha de volta e... pronto! Só isso! O carro ainda voltou bem mais limpo do que antes, hehehe. :-)
  Nem sei quem pagou o conserto. Teoricamente o seguro do cara que bateu no meu carro, mas não sei se o seguro dele já tava valendo. De qualquer forma, é a minha seguradora que faz a cobrança (do cara ou do seguro dele), então eu nem fico sabendo, mesmo.
  All in all, fiquei bastante satisfeita com o atendimento. Uma batida é sempre chato, é um transtorno, mas podia ter sido muito pior. Só fiquei me perguntando se todos teriam sido tão bonzinhos se eu tivesse sido a culpada pelo acidente. Bom, espero nunca descobrir!

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Mensagens Subliminares

  Vou reproduzir aqui um texto interessante que vi neste site.
  Antes de mais nada, é claro que eu não acho que toda criança desmamada vai virar alcoólatra, hehehe. Só achei interessante alguns pontos, que servem pra gente refletir. Como é que a gente toma as decisões sobre criar nossos filhos? Pensando em quem? Em agradar a criança? Ou a nós mesmos, pensando na nossa comodidade? Ou pra agradar aos nossos amigos? Ou o pediatra? Ou a sociedade? Ou uma mistura de tudo isso?
  Também fiquei pensando que algumas coisas que a gente diz ou faz correndo, sem pensar muito, podem ter um impacto profundo nas crianças. E podem ser interpretadas de forma muito diferente do que a gente imagina. É, meu caro leitor, criar filhos é uma delícia, mas fácil... nem tanto. :-)


Recém-nascido Nós dizemos: "Você pode chorar o quanto quiser, não vou pegá-lo novamente!"
Nós pensamos: "Isso é de cortar o coração, mas não pode ser que os especialistas estejam errados."
A criança pensa: "Eles não me amam. Eles não se importam com meu sofrimento. Mamãe é perfeita, então deve haver algo errado comigo. Eu é que não mereço o amor de ninguém."
Vinte anos depois, nós dizemos: "Mas o quê foi que você viu no João? Como você deixa ele tratá-la desse jeito? Você não sabe que merece mais do que isso?"

BebêNós dizemos: "Não vai mais mamar no peito - você já está muito grande para isso!"
Nós pensamos: "Eu gostaria de continuar, mas não agüento mais as críticas dos parentes"
A criança pensa: "Acabo de perder a coisa mais importante da minha vida: aquele aconchego e o alimento com que eu me sentia melhor. Devo ter feito alguma coisa ruim. Devo ser uma pessoa horrível."
Vinte anos depois, nós dizemos: "Porquê você bebe tanto?"

Aos 2 anosNós dizemos: "Você não pode mais dormir na nossa cama. Você não vai ficar sozinho. Veja, o ursinho fará companhia para você!"
Nós pensamos: "A vovó acha que não está certo você dormir na nossa cama. Eu não tenho certeza, mas é mais importante para nós agradá-la do que agradar você. De qualquer modo, o ursinho deixará você feliz."
A criança pensa: "Não é justo! Eles se aconchegam com uma pessoa de verdade. Eles não me conhecem direito. Eles não se importam com meus sentimentos. Bom, pelo menos eles me deram esse ursinho."
Vinte anos depois, nós dizemos: "Eu sei que você está chateada porque o João terminou com você, mas isso não é motivo para você se encher de dívidas com o cartão de crédito. Será que tudo isso que você compra vai fazer você se sentir melhor por ter sido abandonada? Quando foi que você se tornou tão materialista?"

Aos 4 anosNós dizemos: "Você já sabe que não devia bater em seu irmão! Vou lhe dar uma surra que jamais esquecerá!"
Nós pensamos: "Deve haver outro modo de resolver isso, mas era assim que meu pai fazia, então deve estar certo"
A criança pensa: "Eu estava tão bravo com meu irmão que bati nele. Meu pai ficou tão bravo de eu bater nele, que está batendo em mim. Acho que adulto pode bater, mas criança não. O quê eu posso fazer quando ficar bravo novamente? Bom, pelo menos vai chegar o dia em que eu também serei adulto."
Vinte anos depois, nós dizemos: "Briga de bar? Uma pessoa adulta não agride os outros só porquê está brava! Com quem você aprendeu a apelar para a violência?"

Aos 6 anosNós dizemos: "Bom, hoje é um grande dia para você. Não tenha medo, apenas faça tudo o que a professora mandar."
Nós pensamos: "Por favor não me faça ficar com vergonha de seu comportamento na escola!"
A criança pensa: "Mas estou com medo! Não estou preparada para passar tantas horas longe deles! Eles devem estar cansados de mim. Talvez se eu fizer tudo o que a professora mandar, eles gostem mais de mim e me deixem ficar em casa."
Vinte anos depois, nós dizemos: "O quê? Seus amigos a convenceram a experimentar drogas? Você não tem opinião própria?"

Aos 8 anosNós dizemos: "Sua professora disse que você não presta atenção às aulas. Como você vai aprender alguma coisa na vida?"
Nós pensamos: "Se meu filho não for nada na vida, vou me sentir um fracasso."
A criança pensa: "Não estou interessado no que a professora está dizendo, mas acho que é ela quem sabe. As coisas que me interessam não devem ser importantes."
Vinte anos depois, nós dizemos: "Você já está com 28 anos e ainda não sabe o quê quer fazer da vida? Você não se interessa por nada?"

Aos 10 anosNós dizemos: "Quebrou mais um prato? Ah, não faz mal, eu mesma lavo."
Nós pensamos: "Eu sei que eu deveria ter mais paciência, mas pelo menos assim os pratos ficam limpos."
A criança pensa: "Puxa, como sou desastrada. É melhor eu nunca mais tentar ajudar."
Vinte anos depois, nós dizemos: "Você quer o emprego mas não vai nem se candidatar? Você deveria ter mais fé em si mesma!"

Aos 12 anosNós dizemos: "Saia e vá brincar com seus amigos - você vai se divertir mais com eles do que passando o dia zanzando dentro de casa."
Nós pensamos: "Eu sei que eu deveria passar mais tempo com você, mas tenho tanto o que fazer. Ainda bem que há tantas crianças aqui por perto."
A criança pensa: "Gostaria de fazer alguma coisa com mamãe e papai, mas eles estão sempre muito ocupados. Acho que meus amigos gostam mais de mim do que eles."
Vinte anos depois, nós dizemos: "Você nunca liga para nós e não vem nos visitar. Você não se importa com nossos sentimentos?"

Aos 14 anosNós dizemos: "Por favor saia da sala, querido. Seu pai e eu temos que conversar uma coisa em particular. "
Nós pensamos: "Temos alguns segredos que preferimos que você não saiba."
A criança pensa: "Eu realmente não faço parte dessa família."
Vinte anos depois, nós dizemos: "Você está preso? Por quê não nos disse que estava tendo problemas? Você não sabe que não existem segredos dentro de uma família? Nós nos esforçamos tanto. Onde será que nós erramos?"

por Jan Hunt, Psicóloga diretora do "The Natural Child Project"

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Sound of Music Festival

  Aqui no Canadá o dia dos pais é no 3o. domingo de junho. E nesse mesmo fim de semana, todo ano acontece aqui em Burlington o Sound of Music Festival. Mais exatamente... adivinham onde? Sim, no parque em frente ao lago, a 2 quadras aqui de casa, ebaaaa. :-)
  Na verdade, no começo não me animei muito. Eu sabia que ia ter várias bandas tocando, vários palcos, inclusive no fim de semana tinha palcos até no centro da cidade, no meio da rua. Aí achei que fosse ser basicamente música. Ou seja, não exatamente um programa para criancinhas de 1 ano e meio. Mas felizmente eu estava enganada!
  Era um típico festival de verão. Pra quem mora em Maringá, eu compararia com uma Expoingá, talvez. Mas melhor, com muito mais diversão. Tinha parquinho, barraquinhas vendendo comida, barraquinhas vendendo tranqueira, artesanato, etc. E claro, música. Muita música. O festival começava na 5a.feira e terminava domingo. Como coincidiu de ser o fim de semana que fomos para um chalé na beira de outro lago, só fomos no primeiro dia de festival, 5a.feira. As programações infantis só aconteceriam no fim de semana, então essas nós perdemos. Mas ainda assim estava bem legal.
  Logo que chegamos reparamos na banda que estava tocando. Era uma banda local que eu não conheço, tocando uma música idem. Um rock/pop básico bem legal. Na hora falei pro Alessandro: "Se fosse no Brasil ia estar tocando um pagode", hehehe. Vai dizer que não? Se não fosse pagode, seria sertanejo, axé, sei lá. Não que eu tenha ódio mortal desses estilos, mas prefiro bem mais a música daqui.
  Mas... antes de mais blábláblá, vamos a algumas fotos!
  Bom, esse é o nosso famoso parquinho. Lá ao fundo montaram um parque de diversões e nessa foto também dá pra ver algumas barraquinhas.

  Pra comer, as coisas típicas daqui. Cupcakes, hotdogs, batata frita, funnel cake, hamburgers, etc.  A comida acabava atraindo algumas gaivotas e o Nathan se divertiu bastante correndo atrás delas.




   O Alessandro comprou numa das barraquinhas essa maquininha que faz bolhas de sabão. Você só precisa apertar o botão. O legal é que ela faz umas bolhonhas! Por serem maiores, o Nathan conseguia pegá-las mais facilmente. Ele se divertiu um montão correndo atrás das bolhas. Primeiro ele tentava estourar com a mão. Depois começou a tentar manobras mais radicais. Tentava pegar com a boca, nariz, dava cabeçada, hehehe. Muito engraçado.
  Interessante que bolhas de sabão agradam todo mundo. Quase todo mundo que passava tentava estourar algumas bolhas. Adultos, velhos, crianças, enfim, unanimidade!

  Teve um desfile, também. Na 5a.feira só passou rapidinho essa banda tocando. Mas no fim de semana ia ter um desfile bem grandão, com mais de 50 "entidades" desfilando. Esse deu pena de perder. :-(

  Estávamos lá, brincando, quando do nada passaram umas moças distribuindo esses colares, totalmente grátis! Eu ainda não entendo muito bem por que ficam dando coisas pra gente nos festivais, mas enfim, pegamos! E mais uma vez o Nathan achou super legal ficar brincando com eles. Colocava, tirava, jogava, fazia voltas no pescoço, na mão... Como criança é criativa, né? Ele encontrou muitas formas de brincar com eles.

  Outra coisa que distribuíram foram uns sacos de lixo... hmmm, como é a palavra mesmo? Sabe, quando a coisa se decompõe rapidamente? Ah, sei lá, enfim, uns sacos de lixo ecológicos verdes. :-) Quase que levamos uma coleção, já que o Nathan fez amizade com a mocinha que distribuía os saquinhos. Os dois ficaram dançando um tempão.
  Aliás, o Nathan continua super político. Ele vai andando, acenando e falando oi pra todo mundo. Quer dizer, ele fala "ai". Acho que é uma mistura de oi com hi. :-) Se a pessoa não responde de cara, ele insiste e fica falando "Ai. ai" até ela responder. Bom, volta e meia ele encontra alguém mais mal humorado que não responde ou que não reparou, aí ele fica meio decepcionado... Mas aí já muda o foco e vai falar oi pra outra pessoa. Ele também sempre se despede falando bye, é muito educado!

  Ah, repararam em uma das fotos lá em cima que tem uma barraca escrita "Imposters"? Então, essa barraca vende óculos, relógios, etc similares aos de grifes famosas. Mas não são falsificações propriamente ditas. Por exemplo, tem um óculos igualzinho a um modelo da Gucci. Aí eles colocam uma plaquinha escrito algo do tipo "Compare o preço deste a um óculos Gucci". Claro que a palavra Gucci está escrito grandona, enquanto todo o resto está em letras miúdas, hehehe. Ah, sim, e o óculos não tem nenhum logo, nada escrito Gucci. Afinal, são imitações, mas não falsificações. Bem melhor assim.
  Ainda me lembro quando morei em Recife, de ter visto no centro da cidade umas carrocinhas vendendo cds piratas. Os piratas andavam tranquilamente pelo centro, passando ao lado de policiais, numa boa, como se não estivessem fazendo nada ilegal. Que horror...
  Antes que me acusem de hipocrisia, o meu windows e o meu office são originais, viu? :-) Hehehe. Ok ok, nem sempre foram. Mas estou correndo atrás do prejuízo e há muitos anos só compro software original. Também compro minhas músicas em vez de fazer download. Pago pelos meus filmes. Compro seriados. Tenho que dar o bom exemplo para o meu filho, né?

  Mas voltando para o festival, também deu pena de perder o Family Zone no fim de semana. Teve pintura de rosto, bichinhos de bixiga, cama elástica, atividades de colorir, shows com músicas infantis, marionetes e sei lá o que mais. Tudo grátis, que ótimo!

  Como são legais esses festivais! Aí de cara a gente se pergunta: puxa, mas como tem tanta coisa legal no Canadá? Por que no Brasil não tem essas coisas? Well, uma parte do motivo eu sei. Trabalharam nesse festival 600 voluntários! Todos muito bem organizados, divididos em comitês de comunicação, captação de doações, logística, programação, patrocínio, etc. Além disso, no festival passavam umas moças pedindo doações, para que eles consigam manter o festival gratuito todos os anos. E muitas pessoas doam. Aí está o segredo da coisa. Será que no Brasil seria fácil de achar tanta gente pra trabalhar de graça? Não sei. Talvez sim e apenas falte tentar. Afinal, no Brasil tem tanta gente boa! Vai saber...
  Enquanto isso, seguimos nos divertindo e aproveitando, já que o verão começou ontem e ainda temos pelo menos mais 3 meses de muitos festivais por aí.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Open Doors Burlington e outras fotos

  Fim de semana passado teve o "Open Doors Burlington". É um fim de semana em que museus e outros lugares não cobram entrada e lugares normalmente fechados abrem suas portas. Tempos atrás também teve um Open Doors Toronto, mas acho que a gente foi num aniversário aquele fim de semana. Enfim, um desses lugares que só abre na época do Open Doors é o corpo de bombeiros. Aí, como ele fica super pertinho de casa, fomos lá. Algumas fotos:

  Essa mostra o Nathan apontando pra mim, hehehe. Ele queria subir no caminhão de bombeiros, mas não com o bombeiro. :-)
  Uma coisa interessante que eu fiquei sabendo é que 70% dos bombeiros são voluntários. Eles treinam uma vez por semana e, fora isso, só são chamados pra ajudar em casos graves. Nesses dias, recebem uma gratificação, mas nem sei quanto é. Ainda assim, pretty amazing! Esse na foto é um dos voluntários.






  Outro lugar que fomos é numa casa onde morou uma família bem tradicional de Burlington. Vieram pra cá em 18xx e alguém morou lá até 1987. Não tava esperando grande coisa, mas até que foi bem legal. A família gostava de guardar velharia, então toda a mobília velha estava lá, louça, etc. Depois que virou museu deram uma modificada. Tiraram as coisas mais modernas e deixaram do jeito que estava na 1a. ou 2a. geração de moradores. Foi interessante ver a cozinha. Não tinha geladeira, não tinha microondas, fogão a lenha e... nem pia tinha!! Mal dava pra reconhecer que era uma cozinha. Depois acabei vendo que no canto da cozinha tinha um poço. Isso mesmo, um poço bem no meio da casa! Hoje estava com grade e um vidro, mas não sei como era na época antiga, não ouvi a história do guia, o Nathan não deixou. :-) Mas enfim, com isso eles conseguiam ter água na cozinha sem ter que ir lá fora. Quando se mora num lugar de frio intenso, acho que isso é bastante importante.
  Outra coisa interessante era um quarto que só era acessível a partir de outro quarto. A especulação é que era o quarto das adolescentes. Como elas só podiam sair do quarto passando pelo quarto dos pais, isso evitaria fugas noturnas ou visitas indesejadas. :-)
  Mas o mais interessante foi conhecer o banheiro. Olha o progresso!, também não precisava ir lá fora pra ir no banheiro. Novamente, com as temperaturas que faz por aqui... Mas fica no cantinho do fundo da casa. Lugar pra tomar banho não vi, era só um lugar pra necessidades, mesmo. A privada já era das  "modernas", de sentar, não um buraco no chão. Mas era de madeira, quadradona. A parte interessante é que... tinha 3 privadas, uma do ladinho da outra, hehehe. Sendo que a terceira era uma pequenininha, pra crianças. Well, família que caga unida...
  Acabamos não tirando fotos lá dentro. Pena... Mas tava na hora do almoço, todo mundo pensando em comida, não fotos. Só temos algumas no gramado da casa.


  Ah sim, tem mais algumas fotos do Nathan nos jatos de água. Conheci um casal de brasileiros no parquinho e o moço tirou umas fotos bem legais pra gente. Aí vão algumas.


quarta-feira, 15 de junho de 2011

Educação

  "Como se faz pra achar um canadense numa sala cheia de gente? Sai pisando no pé de todo mundo e vê quem pede desculpas pra você". Hahaha. Já ouviram essa piada? Eu ouvi recentemente. Mas olha... não é bem piada, não. Os canadenses pedem desculpas pra tudo, o tempo todo.
  Se você está no mercado olhando uma prateleira e alguém passa na sua frente, pede desculpas. Ou se por acaso você está bloqueando o caminho e a pessoa quer passar com o carrinho, quando você sai da frente ela passa e também pede desculpas por ter te incomodado. Claro que aí a coisa educada a se fazer é você pedir desculpas também, óbvio! Aliás, no supermercado é um tal de sorry pra lá, sorry pra cá, quase compensa levar um gravador com muitos sorrys gravados. Acho que se você pisar no pé de alguém no mercado, vão mesmo pedir desculpas. Afinal, provavelmente foi culpa da pessoa, que tava com o pé no lugar errado, sei lá. Hmmm, deu até vontade de pisar no pé de alguém, agora, só pra ver o que acontece, huahuahua.
  Quando levo o Nathan pra brincar no Early Years Centre, também reparo que desde pequenininhos as mães ficam ensinando boas maneiras. Pegou o brinquedo da mão do coleguinha? A mãe faz devolver e pedir desculpas. Empurrou? Pede desculpas. Trombou com o carrinho? Desculpas. Se a criança é muito pequenininha, então é a mãe que pede. Mas pode ficar tranquilo que você não ficará sem o seu sorry!
  Nos mercados, lojas e coisas parecidas, tem um "ritual" de comprimento:
- Oi, como você está hoje?
- Estou bem, obrigada. E você?
- Estou bem também.
- Que bom!
  E normalmente depois vem um "Está um dia ótimo/horrível/esquisito hoje, não?". :-) E depois de pagar a conta, vem a despedida, que é uma dessas opções:
- Tenha um bom dia. Tchau!
- Aproveite o resto do seu dia. Tchau!
- Se cuida! Tchau!
  Ou noite, se for o caso. Ah, no elevador só se fala "oi" na entrada, mas na saída você também tem que desejar "enjoy the rest of your day"  pra pessoa. A frase é tão comprida que tem que começar a falar logo que a porta começa a abrir, senão não dá tempo. Já o Nathan só fala "bye" mesmo. :-)
 
  Mas comecei a reparar mais nisso depois que voltei de Montreal. Depois de passar dois dias lá, ao chegar no aeroporto de Toronto alguém me pediu desculpas por alguma coisa, aí eu me toquei que ninguém pediu desculpas pra mim em Montreal. Que absurdo!! Esses canadenses franceses não são iguais aos daqui.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Coisas grátis no Brasil

  Pra quem ficou com inveja do meu post sobre coisas grátis, seus problemas se acabaram!! Acabei de ficar sabendo de dois sites para descobrir amostras e brindes no Brasil. Aí vão:
http://www.amostrasebrindesgratis.com/
http://www.amostrasgratisebrindes.com/
  Quem deu a dica foi a Evelyn. É, pelo jeito quem procura acha. Espero que vocês consigam ganhar muitas coisas, também!

sábado, 11 de junho de 2011

Aulas para crianças

 Acho que já deu pra perceber que entretenimento aqui é o que não falta, né? Principalmente na primavera e verão. Eu até tenho um arquivo onde vou fazendo uma lista de todos os lugares e eventos que tem pra gente ir. :-) Tem parques, museus, zoológicos, festas, feiras...

  E isso que estou marcando só os lugares kids-friendly. Aliás, vocês devem lembrar que comentei dos centros comunitários onde eu levava o Nathan no indoor playground, né? Eu já achava barato os $3 dólares que custava o ingresso, mas agora nem isso preciso pagar. Em toda a província de Ontario tem uns tais de Early Years Centres, lugares do governo com atividades e programas para crianças. Em Toronto também tinha, mas nunca fui atrás porque não tinha carro, então era mais prático ir no centro comunitário, que era pertíssimo de casa.

  Bom, mas aqui em Burlington eu fui! Quer dizer, fomos. :-) No programa básico, que é só chegar-e-brincar, o esquema é o mesmo. Um salão com um monte de brinquedos e, no final, roda de música. E, quando o Nathan deixa, consigo conversar um pouco com outros pais. Estou tentando levá-lo toda 3a. e 5a. No começo ele não desgrudava de mim, mas agora já brinca um pouco sozinho e, em algumas músicas, repete os movimentos das coordenadoras-cantoras. Ele até já está começando a tentar cantar as musiquinhas! Esses lugares são realmente muitos bons! Pra criancinhas que não vão pra escolinha, é ótimo pra poder socializar um pouco, variar o ambiente e os brinquedos.
  Além desse programa básico, tem outros mais estruturados. Também de graça, mas essas aulas é preciso se inscrever com antecedência, porque tem número limitado de vagas. Mas em vez de a preferência ser ordem de inscrição, é por sorteio. Eu acabei de inscrever o Nathan em um desses programas, espero que ele seja sorteado! É específico para crianças de 17meses a 2anos de idade. Nem sei bem o que acontece, só sei que são joguinhos, músicas e outras atividades. O legal é que é bem direcionado pra faixa etária. Isso é bom, porque no programa básico chegar-e-brincar tem desde bebezinhos até crianças mais grandinhas, tipo 6 anos.
  Também tem outras aulas mais "sofisticadas" e essas é preciso pagar. Um desses programas você deixa a criança e volta pra buscar 2 horas depois. Em todas as outras os pais (ou babás, ou avós, etc) ficam o tempo todo com o filho. Tem algumas aulas de pintura, também. Essas acho que paga $100 pelo verão todo, 1 vez por semana. Se o Nathan não for sorteado no outro programa e ainda tiver vaga, vou tentar inscrevê-lo na aula de pintura.
  Ou não!! Hehehe. Tem outras coisas pra se fazer.
NATAÇÃO
As aulas de natação também são super bem divididas. 4-8meses, 8-12meses, 12-18meses, 18-36meses. Ok, essa última categoria já ficou maiorzinha e é justamente a do Nathan. O preço é razoável. $47.16 por 8semanas (8 aulas). Eu pagava bem mais que isso pro Nathan fazer natação no Brasil...
GINÁSTICA
Mais divisões. Com 8 meses de idade já tem aula de ginástica! A primeira categoria é de 8-18meses. Depois disso 18-36meses. Mas diz a página que mesmo sendo uma faixa maior, eles tentam agrupar as crianças dentro da aula por faixa etária. $198 por 10 semanas. Interessante a descrição da aula: programs focus on gross motor development, body awareness, behavioral skills (i.e. listening and waiting your turn) and gymnasium familiarity. Gostei desse lance de ensinar a ouvir e esperar a sua vez. O Nathan tá precisando, hehehe. Ele não tenta roubar o brinquedo dos amiguinhos e espera pacientemente a sua vez no escorregador, nesse ponto ele é bem educado. Mas quando alguém pega um brinquedo que ele acabou de largar, ah, aí faz um escândalo!! As outras crianças têm que esperar um pouco, vai que ele muda de ideia e resolve brincar mais um pouco?
SPORTBALL
Essa é uma aula também específica para 16-24 meses. Nela, as crianças têm um contato inicial com vários esportes (Hockey, soccer, tennis, baseball, basketball, volleyball, golf and football). São muitos, copiei e colei da página da escolinha, hehehe. A escola tem várias aulas, de vários esportes, para diferentes faixas etárias. Não pesquisei muito não, mas eles disseram que são instruções "não competitivas". Hmmm, interessante. Nesse mundo moderno existe toda aquela preocupação em não expor as crianças muito cedo a frustrações e derrotas. Ainda não tenho muito opinião sobre o quanto isso é bom ou ruim. Em excesso, com certeza é ruim. Bom, outro dia escrevo sobre isso. Só pra manter o padrão de informações, $152 por 8 semanas.
VIOLINO
Sim, é isso mesmo! Existe aulas de violino para crianças a partir de 1 ano!! Violin, viola, piano e cello. Eu, hein? Tem que ir de fone de ouvido se for levar o Nathan nessa aula. Nossa, achei que fosse ser mais caro. $270 por 27 aulas. Que barato! Acho que vou levar o Nathan pra tocar violino, hahaha. Aliás, ele adora pegar duas colheres de pau e ficar batendo uma na outra. Ele já tá fazendo o ritmo certinho de um programinha que passa na televisão. Aliás, entrei no site e vi que tem aulas desde recém-nascido! Claro que não é aula de tocar o instrumento, é mais de contato com músicas, ritmos, etc.

  Ufa, acho que agora acabou. Fico até perdida com tanta aula. Nem sei o que escolher. Alguém tem sugestões? :-) Ainda bem que ele não vai ter que estudar inglês, no futuro, hehehe. Isso que eu só listei as atividades possíveis para a idade do Nathan. Depois dos 3 anos aumentam muito as possibilidades. Depois dos 5, então, explosão!! Aula de equitação, mergulho de plataforma, nado sincronizado, golfe, futebol americano, hockey, futebol, patinar, aula de skate (!), teatro, tênis, pintura... Ufa! Mas as que mais chamaram a atenção foram essas aqui:
1) Educational Robotics. Introduce your child to the World of Engineering & Science through instructive play, experiment, technology, problem solving and teamwork. Uau, aula de robótica!! Eu ia ter adorado uma aula dessas quando era adolescente.
2) Learn to program video games like pros! Uau!!! Aula de programação para crianças a partir dos 7 anos!! E eu só fui aprender isso na faculdade, huahuahua.

  Isso tudo aqui em Burlington, cidade de meros 170.000 habitantes. Aí fica mais fácil o país mandar gente pras olimpíadas, né? Olha só quanta opção!! Isso foi só o que eu vi numa revistinha que a prefeitura distribui com as atividades de verão. Imagina se eu sair pesquisando!
  Aiai, que responsabilidade. Como é que posso escolher atividades para ele começar cedo, ele sendo tão pequenininho? Será que ele vai crescer e reclamar: pô mãe, por que você não me colocou na aula de violino desde pequenininho? Teria sido mais fácil!! Ou na aula de hockey, ou baseball, ou... sei lá. Adolescente sempre arruma motivo pra reclamar, hehehe.

  Bom, mas enquanto vou me assentando na cidade e não escolho mais coisas pra ele fazer, brincamos muito em casa e... vamos no parquinho, é claro! Ainda mais agora que os jatos de água estão ligados. Acho que a maioria já viu a foto no facebook, mas vou colocar aqui de novo.





























  E agora algumas fotos da gente na "praia" e a caminho dela. Já falei que moro a 2 quadras do lago, né? Então, chegando no lago, se a gente virar à direita e for margeando, a gente acaba chegando nessa "praia". A gente não foi muito longe, parece que se andar mais chega num lugar com mais areia. Ali onde a gente foi achei meio blééé. Não deu vontade de voltar, não. Mas tinha até bastante gente, inclusive algumas dentro da água! Que coragem... Tava calorzinho, mas ventando. Bom, eis as fotos.







 Deu pra perceber que foi a Cintya que tirou as fotos de novo, né? Hehehe. Tem umas muito lindas! E para dar continuidade, ela deveria se especializar no photoshop, pra diminuir o tamanho do meu nariz, apagar as marcas de espinha, pentear o cabelo, hehehe. Aliás, não consigo encontrar fotos dela pra colocar aqui! Cintya, para de se esconder, poxa!

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Fim de semana em Montreal

  Minha cunhada está passando férias aqui no Canadá e, esta semana, foi fazer um curso de francês em Montreal. Aí fomos "levá-la" até lá e aproveitamos para passear um pouquinho pela cidade, que eu não conhecia ainda.
  Demos sorte, o clima estava ótimo!!! Fez sol praticamente o tempo todo, mas não estava um calor horripilante, devia estar uns 25. Bom, embaixo do sol devia estar mais. Pior que eu esqueci o protetor solar. E o sol não deixa de queimar só porque você não está na praia. Resultado, terminei o sábado com os ombros, peito e rosto vermelhos.
  Bom, mas após um bom turismo, vamos ao que importa: fotos!

 O Nathan correu muuuuuito no aeroporto! Ele achou divertidíssimo todo aquele espaço. Nessa foto tínhamos acabado de chegar em Montreal e estávamos esperando as malas.

Brincando no quarto do hotel. Dormiu super bem, não deu trabalho nenhum. Mas também, estava sempre com muuuito sono, fazer turismo cansa, né Nathan?


 Nada como ter uma fotógrafa junto!! Finalmente temos algumas fotos de nós três juntos. :-) Fora que a Cintya tira fotos melhor do que eu. Reparem como saíram fotos bonitas!



 O Nathan está com mania de fazer biquinhos. Acho que aproveitou que estava em Montreal e resolveu treinar para falar francês.

A Notre Dame estava fechada, estava tendo um casamento. Deixa, eu não queria entrar mesmo.


 Passeando de barco. Agora ele parece comportadinho, mas o Nathan ficou correndo pelo barco praticamente o tempo todo!


 Dentro do Biodome. Ele achou bem legal ver os passarinhos, macacos e peixes. Ah, mas teve uma hora que ele tava no carrinho e o colocamos bem de cara para um vidro. Aí passou um peixão e ele se assustou. Tadinho...

 Jardim Botânico.




 Parquinho do Jardim Botânico.



  No Jardim Botânico tinha uma mulher de burca, argh!!! Não tinha nem os olhos pra fora. Inteirinha de preto, até de luvas ela estava. O marido dela lá numa boa, com roupas leves e claras, os filhos dela brincando no parquinho com roupas normais e a coitada passando calor embaixo do pano preto. Ela estava com um bebê bem pequenininho no carrinho. Aí, lá pelas tantas, ela caminhou até um canto escondido do gramado com o bebê no colo e ficou fazendo altas manobras. E mexia, remexia, bebê pra cá, bebê pra lá, etc, etc. Não dava pra enxergar nada, claro, mas pela pose e as manobras, deu pra perceber que ela estava tentando encontrar um jeito de amamentar. Aiai, tadinha.
  O que será que aconteceria se eu resolvesse dar de mamar pro Nathan ali do lado? Melhor não provocar... Vai que o moço descobre onde eu moro e bombardeia a minha casa?

  Enfim, foi um fim de semana bem gostosinho. Andamos muito e comemos muito croissant! Montreal é uma cidade bem bonitinha. Bom, pelo menos na área turística. A ciclovia é bem comprida e muito bem estruturada. Aliás, a cidade é perfeita pra andar de bibicleta, patins e coisas parecidas. Tem lugares onde você pode alugar bicicletas, naquele esquema self-service. Você paga, desencaixa e, quando acabar de usar, é só encaixar de novo em um dos vários pontos. Além das bicicletas tradicionais, também tem umas carrocinhas movidas a pedais, que várias pessoas pedalam. Entenderam o esquema? Hmmm, não sei se consegui explicar, então vai mais uma foto:
Legal, não? Tem até carregador de crianças na frente. :-) Meus companheiros de turismo não se animaram muito, talvez porque estava sol e calor. Quem sabe numa próxima vez?
 

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Amamentação, a polêmica

  Ultimamente está na moda falar de amamentação. Acho que a maioria dos leitores já deve estar sabendo, principalmente os frequentadores do facebook. Mas resumidamente, para os desavisados, eu explico. Um belo dia uma mulher foi numa exposição com seu bebê, ele ficou com fome, ela começou a amamentá-lo. Um segurança foi reclamar e disse que era proibido. A mulher não gostou, comentou com suas amigas, a coisa se espalhou e resolveram fazer um protesto: reuniram um monte de mães e foram todas lá amamentar no local da exposição (Itaú Cultural). O nome do protesto foi chamado de Mamaço.
  Isso virou notícia em todas as mídias. Jornais, blogs, revistas e, finalmente, até o cqc resolveu falar sobre o assunto. Alguns elogiaram, outros criticaram, outros ironizaram e, claro, o cqc fez piada. Aí, pra continuar o vai-e-vem, alguns elogiaram o cqc, outros criticaram, outros ironizaram e por aí vai (um resumo do que eles falaram foi comentado aqui).

  Aí eu fico aqui pensando onde eu me posiciono nessa polêmica toda. Afinal, o Nathan tem 18 meses e ainda mama. E em 18 meses de mamadas, obviamente já teve várias ocasiões em que ele teve que mamar em público. Ele já mamou no carro, no shopping, praça de alimentação, no avião, na praia, no aeroporto, sala de espera de consultórios, restaurantes e lojas. Eu concordo com a ideia do mamaço, porque a proibição foi realmente absurda. Em primeiro lugar tem que vir sempre o direito do bebê de mamar. Pô, a amamentação já é tão difícil!! O peito dói, peito cheio incomoda, às vezes racha, às vezes sangra, às vezes empedra, às vezes infecciona, a gente fica doente, tem febre... É, meus amigos, amamentar não é só sacar o peito, não. Aí, quando tá tudo certo, vem um mané querer atrapalhar? Se liga, figura! Vai procurar ladrão, ô segurança.

 Mas eu até entendo o pessoal que diz que não se sente confortável vendo as mulheres com peito de fora. Quer dizer, entendo em parte. Lembro que, antes de engravidar, eu sempre achava estranho essa história de amamentação em público. Via mulheres amamentando em lugares tipo ônibus e achava esquisitíssimo. Pensava sempre que eu não iria fazer a mesma coisa. Meu raciocínio era assim: "Eu não saio mostrando o peito por aí. Por que vou começar, só porque tem leite dentro?". Nessa onda de polêmica, muitos disseram que os homens são uns safados, que só pensam bobagem, que não podem ver peito sem pensar em sexo e blablablá. Mas eu nem sou homem e também sempre achei estranho. Por que será que dá essa aflição na gente? Falta de costume? Uma coisa que eu não gosto é de ver gente roendo unhas. Arggh, me dá uma aflição, um nervoso, vontade de falar "Paaaaara!". É, acho que prefiro ver bebê mamando que gente roendo unhas.
 
  Por outro lado, mesmo achando estranho, nunca me passou pela cabeça que devesse ser proibido amamentar em público. Queria mais era que proibissem fumar em público, jogar lixo no chão, homens peludos de camiseta regata... :-P Essas coisas abomináveis.
  Uma coisa que me incomoda é mania que algumas pessoas tem de querer se meter na vida dos outros, em coisas que não mudam em nada a sua própria vida. A mulher tá amamentando. Não gostou? Olha pro outro lado, uai. Por que isso te afeta tanto? Ou por exemplo aquele pessoal que tenta impedir o casamento homossexual. Não importa se você concorda, discorda, é a favor, sua mãe diz que é feio, você acha nojento ou a bíblia diz que é pecado. O pecado não é seu! A vida não é sua. Por que você quer ter o direito de decidir sobre a vida alheia? Isso nem impede que eles continuem sendo gays, vivendo juntos, tenham filhos... Só atrapalha um pouco. Pra que, né? Bom, mas uma polêmica por vez, vamos voltar ao assunto, hehehe.

   Ok, então:
1) Sou a favor da amamentação. Sempre. Em qualquer lugar.
2) Acho que peitos de fora em público meio esquisito.


  O que fazer então? Bom, eu sempre tentei usar a estratégia do paninho na cabeça do bebê. Mas isso também não é tão simples quanto parece. Às vezes o paninho cai, às vezes o paninho escorrega, às vezes você esquece o paninho em casa, às vezes todos os paninhos da mochila estão sujos e babados. E a pobre da mãe aqui tentando se esconder e se tapar. E finalmente, chega uma idade em que o bebê se rebela contra o paninho e insiste em querer apreciar a paisagem enquanto faz o seu lanche. Aí já era, meu amigo. Roubar doce de criança pode ser fácil. Agora, fazer um bebê de mais de 1 ano mamar embaixo do pano... quase impossível! Felizmente nessa idade ele já mama poucas vezes e normalmente dá pra esperar chegar em casa, a não ser em casos de crise.

  Ah sim, devo dizer que, depois desses 18 meses, encaro de forma diferente a amamentação em público. Agora entendo os motivos. Quando o filho tá chorando e com fome, essa passa a ser a prioridade número 1 de uma mãe. Acho que todas prefeririam amamentar em casa, no conforto de suas poltronas. Mas se você não tá em casa, paciência! Eu sempre tentei me organizar pra adivinhar o horário da fome do Nathan e estar em lugares "bons" na hora da mamada. Mas às vezes a bola de cristal embaça... E às vezes a gente tem que viver um pouco, que mãe lactante também é gente, né? Fora que acostumei. Acabei convivendo com muitas mães que amamentam, então aos poucos comecei a achar normal.
  Será que o problema não é esse, então? A gente acha estranho porque não tá acostumado? Afinal, nesse mundo moderno, infelizmente as mamadeiras estão sendo usadas muito mais do que deveriam... Inclusive, hoje prefiro ver bebê mamando no peito do que mamando mamadeira. Quando vejo um bebezico pequeno na mamadeira, secretamente fico conjecturando se a mamadeira é necessária mesma, se foi preguiça da mãe, falta de informação ou falta de apoio... Eu conheço as estatísticas e sei que na grande maioria dos casos, falta de leite não foi, mesmo que elas mesmas não saibam disso. Mas essa questão já é bem mais complicada e o ideal é analisar caso a caso, porque existem regras, mas também exceções.

  Enfim, não precisava tanto barulho por causa desse assunto. O problema é que algumas pessoas possuem pouca instrução ou QI baixo, sei lá e não sabem o que fazer quando se deparam com uma cena que não querem ver. Tadinhas... Mas como eu sou muito legal, eu ensino! Vamos lá. Preparados?

Método 1: fechar os olhos. Instruções: movimente suas pálpebras em direção à parte inferior dos seus olhos, até que sua visão esteja totalmente bloqueada. Mantenha-as nessa posição por alguns minutos e, se necessário, repita o procedimentos quantas vezes forem necessários, até a visão indesejada mudar.

Método 2: virar a cabeça. Instruções: rotacione a cabeça para a esquerda ou direita, conforme a visão que se deseja evitar, por pouco mais de 90 graus.

Método 3:virar o corpo. Instruções: Erga o pé esquerdo, movimenta a perna para a esquerda fazendo um arco de 90graus e posicione-a no chão. Em seguida, faça movimento semelhante com a perna direita, trazendo-a para junto da perna esquerda, acompanhando o movimento das pernas com  o tronco. Repita se necessário.

  Dúvidas?

Ps: Seria lindo eu colocar uma foto do Nathan mamando para ilustrar esse post, mas... já comentei que sou envergonhada? Eu quero ter o direito, se necessário, mas... odeio amamentar em público!!