quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Nathan alpinista

  O Nathan acaba de descobrir que escalar é legal.


  Ele já escalou a estante da sala.

  Escalou o rack que fica no escritório. Como eu tava com medo que ele caísse, não fiquei parada tirando a foto. :-) Então não tenho uma dele no topo.





Escalou a beirada da janela do quarto dele.


  Escalou uma árvore. Bom, pelo menos tentou. Ele queria muuuito subir nessa árvore. E quando desceu, ficou reclamando que queria subir de novo e tentando escalar sozinho.

  Mas a foto mais legal vem agora. Sabe aqueles filmes de terror em que as pessoas tiram uma foto qualquer e, quando revelam, aparece um vulto fantasmagórico no fundo? Então, não ficou parecido? Hahahaha.



quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Uí uí iuuuuu

  Estou há algumas semanas sem escrever no blog, como vários perceberam (e reclamaram, hehehe). Mas tive bons motivos. Primeiro a visita da minha irmã (e cunhado e sobrinhas). Depois a visita dos meus sogros. Agora tô com um monte de novidades para contar e fotos para postar. Mas vou começar contando da nova frase que o Nathan aprendeu. Com historinha, claro.

  Não sei se já comentei, mas por aqui tem muitos esquilos. No inverno é o único bicho que se vê por aí, ao ar livre. Até o começo de abril, eu achava inclusive que não existiam mosquitos no Canadá. :-P Logicamente, o Nathan adora esquilos. Sempre corre atrás deles, que sempre fogem e sobem nas árvores.  E quando estamos indo até o parquinho, o Nathan no carrinho, ele sempre vai procurando esquilos. Aí, quando vê um, fica todo contente, aponta e fala "Quiqui!". E quando a gente não vê, eu fico chamando "Esquiiiiiloooo" e ele falando "Quiqui? Quiqui?".
  Semana passada, em uma de nossas idas ao parquinho, ele começou a falar o tal do "uí uí iuuuuuu". E eu achei que esse era o jeito dele de chamar o esquilo. O estranho é que ele continuava falando quiqui, então eu já imaginei que ele estivesse tentando falar outra coisa. Hoje fomos ao parquinho e novamente no caminho ele ficou falando "uí uí iuuuuuu".

  Enfim, chegamos ao parquinho e o Nathan elegeu um amigo. Ele volta e meia faz isso. Escolhe alguma criancinha de idade parecida e fica perseguindo pelo parquinho, pra lá e pra cá. Hoje ele grudou no Jacob, um menino de 17meses que estava lá com a mãe e o avô, que eram bem simpáticos. O Jacob ia no escorregador, ele ia atrás. O Jacob subia, ele subia. O Jacob escorregava, o Nathan escorregava. O Jacob corria na grama, o Nathan ultrapassava e ficava chamando pra brincar de pega pega. Saía correndo na frente e ficava olhando pra trás, pra ver se ele estava vindo. O Nathan também corria atrás das gaivotas e ficava mostrando pro Jacob, a quem ele chamava de bebê. Afinal, ele tem apenas 17meses, enquanto o Nathan já é um senhor toddler de 22 meses.

  Uma hora eles correram até uma fonte redonda que tem no parque e ficaram correndo em volta. Foi quando o Nathan começou a falar "Bebê? Uí uí iuuuuuu". Aí ahá, caiu a ficha! Alguém mais matou a charada? Pausa para pensarem.
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  Não, ninguém descobriu? O que ele estava tentando dizer era: "Where aaaaare yooooouuuu?". (Em português, "Cadê você?"). :-)

  Amanhã eu volto pra tentar colocar os assuntos em dia. Enquanto isso, aqui vai uma foto que tirei dele ontem, no parquinho:

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Nathan e a sombra

Esses dias o Nathan descobriu que tem sombra.
Estávamos andando no estacionamento do prédio, até o nosso carro. Como é um estacionamento subterrâneo, tem várias lâmpadas. Então, conforme íamos andando, a sombra ficava pra frente, pra trás, pro lado, etc. Aí ele ia andando e olhando pra ver se a sombra tava seguindo. Daí a sombra sumia e ele ficava olhando em volta, procurando, até achar de novo. Aí ele dava uma risadinha e ficava apontando. Um barato. :-)
Não sei se ele entendeu o espírito da coisa. Provavelmente não. Mas ele achou super interessante aquela "coisa" que o ficava seguindo, hehehe.

sábado, 10 de setembro de 2011

Ter irmãos

  Li hoje no Minha Mãe Que Disse um texto de uma mãe meio bravinha, porque ela só tem 1 filho e vivem perguntando pra ela quando vai ter o segundo. 
   Não entendo por que tanta revolta, pra falar a verdade. Ok, é chato ouvir 500 vezes a mesma pergunta, mas acho que a gente tem que levar as coisas com mais bom humor, sem dar resposta atravessada. Quem aí nunca julgou ninguém? É normal, faz parte do ser humano. Acho que até já escrevi isso por aqui, não?
  A gente julga o tempo todo, mesmo em pensamento. "Nossa, como dirige mal. Credo, gorda desse jeito comendo um sorvetão. Esse batom rosa tá tão fora de moda! Eca, homem peludo de regata. Xiii, gritando com o filho em público. Hmmm, barriguda usando listras horizontais...". Hehehe, a lista é imensa. :-)
  Já me deram tanto palpite ou fizeram perguntas por amamentar até os 2 anos, por usar sling, por querer parto na água, por trabalhar e deixar o filho na escolinha, por não trabalhar e ficar só com ele em casa... mas nunca me importei. Estou bem resolvida com as minhas decisões.

  Em relação a filhos, hoje só tenho 1, mas pretendo ter um segundo. Assim como a autora daquele post, sinto que a minha família está completa, não sinto falta de um segundo e na verdade tenho até preguiça de pensar em "começar tudo de novo". Mas quero fazer isso por ele. E os motivos não são simplistas como ela comentou, de "ter alguém pra brincar" ou "para que ele não seja tão egoísta". Ter irmão é tão mais do que isso!! Quando você se dá bem com seus irmãos, tem tanta coisa boa!

- Brincar junto quando é criança
- Dividir o quarto e ficar acordado até tarde, conversando no escuro
- Dividir o quarto e ficar piando depois que a mãe fala "Não quero ouvir nem mais um pio"
- Brincar com o brinquedo dos irmãos (e ficar bravo quando pegam os seus, obviamente, hehe)
- Ter companhia para jogos de tabuleiro
- Rir das gracinhas que o irmão mais novo fala
- Fazer castelos de areia na praia
- Fazer guerra com bolinhas de neve
- Se espelhar nos bons exemplos do irmão mais velho
- Contar segredos
- Pedir conselhos
- Ficar orgulhoso com as conquistas dos irmãos
- Torcer pros irmãos passarem no vestibular
- Ter torcida pro vestibular!
- Companhia pra ir pra balada quando são adolescentes
- Fazer planos de férias juntos
- Compartilhar as emoções da gestação
- Fazer complô com um dos irmãos contra um dos outros
- Ter mais chances de comer brigadeiro em festas de aniversário
- Fazer campanha juntos para os pais fazerem plano de saúde
- Ficar super feliz de ir visitar seu irmão que você não vê há meses
- Ficar super feliz quando sua irmã que você não vê há meses vem te visitar
- Ter sobrinhos!
- Ficar feliz de ver os priminhos brincando juntos
- Dividir experiências sobre o crescimento dos filhos
- Ter tios para os filhos.
- Dar apoio uns aos outros quando os pais estão doentes ou... vão embora. :-(
- Relembrar o passado
- Ter piadinhas internas


  Ah, gente, é tanta coisa. Você pode encontrar outras pessoas para cada um desses itens. Mas você não vai encontrar um amigo que sirva pra todas essas coisas juntas. Mesmo que você tenha amigos de longuíssima data, eles não foram na sua primeira comunhão (opa, nisso às vezes até os irmão falham, né Taia? hehehe), não vieram te acordar pra te dar feliz aniversário quando você completou 7anos,você não os ajudou a aprender andar de bicicleta... Enfim, pra ter esse pacote completo, só tendo irmãos! Eu amo os meus e sou muito mais feliz porque eles existem. E é por isso que eu espero que um dia, o Nathan tenha um irmão ou irmã muuuito legal e saiba do que eu estou falando.
  Eu sei que as condições financeiras pesam na decisão e entendo quem tem esse motivo pra parar no primeiro. Aliás, sei que tem vários outros bons motivos. Nem tô aqui querendo criticar as assumidas mães de filho único. Cada um sabe de seus problemas. Tô dizendo é que eu recomendo! Agora chega de rasgação de seda que esses dois já são muito mimados! :-)

  E por falar em irmãos, aqui vai uma foto nossa tirada há uns10 anos, hehehe (se um de vocês souber a data correta, me avise!). Deve ter alguma mais atual, mas... ah, eu gosto dessa! :-)

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Sabonete antibacteriano

  Eu sempre usei sabonetes "normais". Aí um dia, na casa de alguém, lavei as mãos com um sabonete antibacteriano. Achei que tinha o maior cheiro de desinfetante, hehehe. Eca! O tempo passou e comecei a reparar que o sabonete antibacteriano ficou mais comum, comecei a encontrá-lo na casa de amigos, parentes, etc. Principalmente na época que a gripe suína tava na moda. Mas enfim, como eu achava os sabonetes normais bons o suficiente e o cheiro dos antibacterianos bem meia boca, nunca pensei em comprar um. Fora que eu já tinha lido em algum lugar (talvez aqui) que crianças deveriam usar sabonetes normais (e não antibacterianos), porque um pouco de bactéria é bom pro sistema imunológico, que algumas bactérias na verdade são benéficas e tal.

  Chegando aqui no Canadá, fui comprar sabonete na Bath & Body Works, minha loja preferida para sabonete líquido!! Cheiro vai, cheiro vai, achei um com um cheiro maaaraaavilhoso e resolvi levá-lo. Quando olho a descrição, vejam só! É antibacterial! Que coisa! Eu achei que todos os antibacterianos fossem fedidérrimos, hehehe. Comprei assim mesmo e até comprei alguns a mais para dar de presente.

  Aí hoje por acaso li novamente um artigo sobre esses sabonetes. Primeiro, li que uma pesquisa feita com mais de 200 famílias mostrou que o número de bactérias em casas que usam os antibacterianos é praticamente igual ao número encontrado em casas que usam os sabonetes normais. Que coisa, não??
  Segundo, o uso desses sabonetes pode contribuir para o surgimento de superbactérias, aquelas famosas que não morrem com a antibiótico nenhum. O-oh, aí complica, hein? Já estão até cogitando banir esses sabonetes.

  Bom, sem paranoia nem pra um lado nem pro outro. Embora eu vá continuar comprando sabonetes normais, não vou deixar de usar meu sabonete super cheirosinho pra lavar as mãos. :-) Mas o Nathan continuará tomando banho com a linha Johnsons Natural, com 98% de ingredientes naturais.

  E vocês? Usam sabonete antibacteriano? Até pra tomar banho?


quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Gatiu - o video

  Hoje vou só colocar um video aqui. É do Nathan brincando com os carrinhos (bibis) dele. Vejam como ele fala "got you" quando pega os carrinhos. :-)


segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Quarto do Nathan

 Já coloquei aqui no blog algumas fotos do Nathan dormindo em sua pequena cama, mas ainda não tinha colocado fotos do quarto propriamente dito. Agora que adicionamos mais um item na decoração (o border), resolvi tirar mais fotos.

  Esse cogumelo é uma luminária, mas muuuuuuuuito fraquinho. Só ajuda pra achar chupetas perdidas. :-) E parece bom para crianças que não gostam de dormir no escuro total. Não é o caso do Nathan, que dorme no escuro numa boa.

   Olha só a cara do malandrinho! Ele adora brincar em cima da cama. Fica pulando, pulando, pulando e aí se joga no colchão. E já fica esperando porque sabe que eu vou fazer cosquinha e fazer "pffffff" na barriga dele.
   Eu procurei muuuuito um edredon com tema de insetos para o quarto dele, mas não achei. :-( Quer dizer, não achei no tamanho queen size. Eu queria pra combinar com a luminária que eu já tinha comprado para a parede. Bom, acabei acabando esse de dinossauros, que também é bonitinho e o Nathan adora!! Toda noite, antes de domir, ele fica apontando e falando "dissa".


  Nessa foto dá pra ver a luminária de besouro. Eu lembro que quando a minha irmã estava grávida da 1a. filha dela eu fui visitá-la na Alemanha e eu vi essa luminária na Ikea de lá. Me encantei e acreditam que nunca esqueci da luminária? :-)
  Bom, não é exatamente o mesmo tema, mas tá tudo relacionado, né? Afinal, uma floresta que tem dinossauros também tem insetos, certo? :-D

  O resto dessa parede ainda está vazio, como vocês podem ver. Tirando, é claro, alguns adesivos temporários. Esses que o Nathan tá colando na foto são uns adesivos de EVA. Ele adorou brincar com eles, ficou ali um tempão. Claro que hoje já arrancou praticamente tudo. :-) Nessa parede tem o interruptor de macaquinho, mas não consigo achar a foto! Onde será que ela foi parar?? Bom, outra hora tiro foto de novo e coloco aqui.
  Nessa parede, logo ao lado do besouro acho que vou colocar letras de madeira com o nome do Nathan. E estou pensando também em um organizador de brinquedos. Alguém tem alguma outra ideia brilhante? Esses dias vi uns adesivos de dinossauros (próprios pra parede) que achei bem legal, mas não sei se não vai ficar poluído demais.
  Fora isso, também quero um tapete. Adoro tapetes!! E quando o inverno chegar, acho que vou gostar mais ainda. :-)

 

domingo, 4 de setembro de 2011

Gatiu

  Um dia desses estávamos indo ao parquinho, eu, Alessandro e Nathan. No caminho, em um gramadão estavam brincando uma senhora e um cachorro. Ela jogava o frisbee, o cachorro ia pegar e assim por diante. O Nathan adora cachorros, então correu pra lá. Como a mulher era simpática e ficou incentivando, deixamos o Nathan ficar brincando um pouco com o cachorrinho. Ele até tentava jogar o frisbee, mas não conseguia jogar longe, então nem sempre o cachorro se tocava que era hora de ir buscar. :-) Às vezes ele ia, às vezes não.

  Sei que nisso o Nathan começou a falar "gatiú" o tempo todo. Era gatiú pra lá, gatiú pra cá e a gente sem saber o que raios ele estava falando. Eu achei que ele estivesse confundindo o cachorro com um gatinho. Por outro lado, ele chamou o cachorro de auau, então não, não era isso. Aí achei que fosse o jeito dele de falar parquinho, mas quando eu chamava pra continuar andando até o parquinho, ele não queria ir, então também não era isso. Enfim, fomos embora pro parquinho e ficou tudo por isso mesmo.

  Aí algum dia dessa semana, estávamos no tapete da sala brincando com uma bola. A gente jogava, o Nathan pegava a bola e falava "gatiú". Aí caiu a ficha!! Eu não tinha me tocado ainda porque estava procurando palavras em português. Mas agora ficou claro, ele estava falando em inglês got you, ou seja, "te peguei". :-) E realmente, aquele dia na grama ele falava gatiu quando pegava o frisbee. Aha, mais um mistério solucionado e mais uma palavra para o vocabulário dele.

  Outra palavra que ele aprendeu sozinho foi bubble. Também não sei onde aprendeu, já que sempre que a gente faz bolha de sabão a gente fala bolha, ou bolhinha. Nada como a imersão para ensinar uma língua, né? :-)
  E já que estamos falando de bolhas, para o post não ficar só com texto, vou colocar aqui um vídeo do Nathan estourando bolhas no Canada Day.


sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Pobres, tenham menos filhos!

  Ei, não sou eu que estou dizendo, é o governo do Canadá. Ok, deixa eu explicar do começo.
  Aqui existe uma ajuda do governo para famílias com filhos, chamada Canada Child Tax Benefit (CCTB). Essa todo mundo ganha, independente da renda. Claro, se o seu salário é alto a ajuda é menor e, se a renda familiar é baixa, recebe um pouco mais. Até agora nunca consegui calcular/estimar quanto a gente vai receber, porque depende de um monte de informações que são encontradas no formulário do "imposto de renda". Como a gente ainda não declarou isso (só ano que vem), não sei calcular esses valores.
  Mas enfim, na página do CCTB diz que o básico anual é $1348. Se você tiver 2 filhos, $1348 pra cada um. Se você tiver TRÊS filhos, aí além de $1348 para cada um dos três, recebe $94 a mais. Se tiver 4, $118 a mais e assim por diante. Isso é para incentivar a natalidade, já que no mundo moderno cada vez as pessoas têm menos filhos.

  Agora vem a parte interessante. Tem um outro programa do governo, chamado National Child Benefit Suplement. Um não tem nada a ver com o outro. Você pode se inscrever nos dois. Confesso que também não entendi muito bem ainda como funciona, mas sei que este aqui é direcionado para pessoas de baixa renda. E aqui o incentivo é ao contrário!! O benefício é "por família" e não por criança. Só que famílias com apenas um filho ganham mais: $2088. Se tiver dois filhos, ganha $1848 e se forem três ou mais $1758.
  Pra mim o recado está claro. Se você tem baixa renda, nada de ficar tendo um monte de filhos pra viver às custas do governo, hehehe. :-)

  Ainda tem uma terceira ajuda, chamada Universal Child Care Benefit, pra ajudar com os gastos de berçário/escolinha. E pelo que entendi você recebe mesmo que seu filho não vá para nenhuma escolinha e fique em casa com você. Ok, se querem me dar dinheiro, eu aceito!

  Enfim, agora que estou com um tempinho, vou me inscrever pra tudo isso e ver como funciona.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Ele dorme bem?

  Durante o primeiro ano de vida do Nathan, várias pessoas me perguntavam: "Ele já dorme a noite inteira?". A resposta, obviamente, era sempre "Não, muito pelo contrário". Aliás, é tão raro um bebê dormir a noite toda, além de que as minhas olheiras já forneciam a resposta, que eu tenho uma teoria para essa pergunta recorrente. Acho que as pessoas perguntam só pra gente ter uma chance de reclamar e desabafar: "Pois é, não dorme. Acorda 10 vezes com cólica, só adormece no peito, não quer o pai, eu vivo com sono e blábláblá". Mas aí as coisas vão melhorando, as olheiras sumindo e magicamente todo mundo para de perguntar. E justo agora que a resposta mudou, ninguém pergunta, tsc tsc tsc.

  Olha, eu sei que elogiar é sempre um risco, mas como eu gosto de viver perigosamente, vou falar: o Nathan está dormindo a noite toda!! Iu-huuu! Finalmente!! Demorou 1 ano e 9meses. :-) Ele já tinha dormido a noite toda alguns dias esporádicos, mas agora acho que vai! Semana passada inteira ele dormiu bem e esta semana também, sendo que já é 5a.feira. Acho que dá pra escrever no blog, hehehe.

  Umas 20:30 eu tomo banho com ele na banheira e o papai o coloca pra dormir. Aí ele só vai acordar no outro dia, entre 06:30 e 07:00. E continua com seu cochilo pós-almoço, que dura 2 ou 3 horas. E sempre acorda chamando "Mamãe, mamãe!". Aí eu vou lá, ele mama, ficamos enrolando na cama, eu tento convencê-lo a dormir mais um pouco, ele não concorda, eu aproveito pra abraçar muuuito, dar muitos beijos, até que ele desce da cama e guarda a chupeta na estante.

  E assim viramos mais uma página. Pra falar a verdade, nem fez tanta diferença... Nos últimos meses ele só tava acordando uma vez, sempre depois da meia noite, só queria companhia (ou mamar uns minutinhos) e a cama dele é bem grande. Então eu dormia lá e pronto. Ele foi aprendendo a dormir menos grudado, aí foi ficando confortável. Será que existem mães que nunca dormiram com seus filhos? Acho que sim, né? Quando eu estava grávida, achava que cada um tinha que dormir no seu quadrado e pensava que ia fazer o possível pra que ele sempre dormisse no próprio quarto. Mas acabei dormindo muuuitas vezes com ele e hoje digo que é muito gostoso! Acordar com o Nathan todo feliz, me dando beijo, juntinho de mim e falando mamãe... não tem preço. :-) Mamães que não sabem o que é isso: experimentem, porque é muito bom! Mesmo que às vezes a gente fique com torcicolo e dor nas costas, porque eles grudam mesmo!

  Mesmo assim, é bom ver que ele tá crescendo e ficando mais independente. E é bom também saber que se eu quiser ficar acordada até mais tarde, assistindo um filme ou coisa parecida, não vou ser interrompida por ele acordando. E se algum dia acharmos uma alma caridosa pra ficar aqui em casa de plantão, eu e o Alessandro vamos até poder sair pra jantar, ir ao cinema, sem preocupações e sem hora pra voltar. E aí, alguma alma caridosa a fim de vir pro Canadá?
  E pra encerrar o post, uma foto dele dormindo, claro. :-) Cochilo da tarde.


domingo, 28 de agosto de 2011

Nathan cantando Sleeping Bunnies

  Atendendo a pedidos (da Sophia), aí vai o link para o vídeo do Nathan cantando. Aliás, só hoje eu consegui identificar a música que ele estava cantando esse dia. É a música "Sleeping Bunnies". Pra quem não entendeu a pronúncia do Nathan, aí vai a letra:

See the sleeping bunnies, sleep till nearly noon
Shall we wake them with a merry tune?
Oh, so still...
Are they ill?
Shhhhh.
Wake up, little bunnies and hop hop hop
Wake up, little bunnies and hop hop hop
Hop hop hop
Hop hop hop
Aaaaaand stooooop

  A gente aprendeu essa musiquinha no Early Years Centre, onde eu levo o Nathan pra brincar. Começa a musiquinha com todas as crianças deitadinhas no chão. Depois do "shhhhh" todo mundo fica quietinho, em silêncio, momento de suspense... Aí vem o "wake up" e todas levantam e começam a pular, pular, pular. :-) Depois repete-se a música com sleeping froggies e sleeping kangaroos.
  O Nathan adora essa musiquinha e, quando acaba, ele fica lá deitado no chão, querendo mais. No videozinho, o iáiáiá do Nathan tá no ritmo do hop hop hop. E o "qui dó" dele é o "aaand stooop". :-)


terça-feira, 23 de agosto de 2011

Atchuu e outras Nathanices

  O Nathan aprendeu a espirrar. Não espirrar, espirrar, que espirrar não se aprende. :) O que ele sabe fazer é imitar espirros. Assistiu algum desenho e faz vários dias que fica "espirrando" por aí. O mais engraçado é que ele espirra com sotaque inglês, hehehe. Ele não espirra atchim, ele espirra "atchuuuu". :-)
  Ahh, isso me lembra de uma novidade! O Nathan voltou a me chamar de mamãe, êêêêêê. Mas não foi fácil. Já faz algumas semanas que ele estava tendo aulas. Eu pegava álbuns de fotos e ficava apontando ora pra mim, ora pro Alessandro, sempre dizendo que era o papai ou a mamãe. Mas na hora do teste ele sempre reprovava. Eu  apontava pro Alessandro e perguntava: quem é esse, Nathan?  "Papai!". E apontando pra mim: e quem é essa? "Papai!". "Não, Nathan, essa é a mamãe". "Papai!". Também dei instruções pro Alessandro, que deveria me chamar de mamãe várias vezes perto dele.
  E não é que funcionou? Faz duas semanas que ele voltou a me chamar de mamãe. Mas parece que ele não entendeu totalmente o espírito da coisa. Fiz novamente o teste da foto. Quem é esse, Nathan? "Papai!" E quem é essa? "Papai!". Como se ele pensasse "Esse é o papai que eu chamo de papai. E esse é o papai que eu chamo de mamãe". :-) Tudo bem, a parte boa é que ele me chama de mamãe e eu acho a coisa mais fofa do mundo!! Mas confesso que ele às vezes tem umas recaídas e fala papai. Aí eu não respondo, ele lembra e fala mamãe, hehehe.
  Olha aí um vídeo para mostrar que eu não estou mentindo! O video é a coisa mais sem graça do mundo, é só o Nathan me chamando, mesmo. Estávamos no corredor do subsolo, voltando da lavanderia. Eu ia filmá-lo passeando alegremente com o balde, mas mal comecei a filmar e ele desistiu do balde.

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 O Nathan agora raramente fala apenas "bye", como antes. Agora ele fala bye bye. :-) Mas também voltou a falar tchau muito de vez em quando! Ele parece que está começando a entender o espírito da coisa. Ou seja, que quando a pessoa fala tchau, ele responde tchau e se fala bye, ele responde bye.

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Outra coisa que o Nathan adora falar é "Ei!!". É muito engraçadinho. No começo a gente pegava alguma coisa que ele estava brincando, só pra vê-lo falando "ei!". Quando eu o levo pra brincar no Early Years Centre e alguma criança pega um brinquedo dele, ele também fala "ei!". Hehehe.
  Aliás, ele é muito educadinho. Nunca empurra, nunca bate, nunca pega nada da mão de outra criança. Mas... se tentarem pegar da mão dele, ele não deixa. E se conseguirem, porque ele estava distraído, ele vai atrás e não descansa até pegar de volta. Parece até que ele ouviu a famosa frase do pai dele: "Nunca comece uma briga, mas termine todas", hehehe. Não concordo muito não, mas enfim... também não quero que ele seja um coitadinho que apanhe quieto. Ah, mas ainda tem muito tempo pra pensar nisso. Por enquanto eu acho lindo o meu fofinho educadinho.

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  Por falar em educação, ele aprendeu a jogar restos no lixo. Esses dias ele estava na sala, comendo seu cereal em sua mesinha. Aí uma hora acho que ficou satisfeito, foi até a cozinha, abriu o armário debaixo da pia e... jogou o resto no lixo, hehehe.
  Muito bem, Nathan. Mas acho que eu devia é me esforçar mais pra ensiná-lo a recolher os brinquedos antes de dormir. Isso sim seria bem útil!!

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  Ele está aprendendo palavras novas, mas por algum motivo todas as novas são oxítonas e têm no máximo duas sílabas. Então ele fala:
- copô (copo)
- gafô (garfo)
- pipo (pipoca)
- patô (prato)
- dissá (dinossauro)
- cadê
  Queria conseguir explicar pra ele que é só pegar o "ca" do cadê, jogar no fim do "pipo" e voilá! Pipoca! Hehehe.

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O Nathan teve mais alguns episódios de dormir a noite inteira. Mas na maioria das noites ainda acorda uma vez (só uma) de madrugada me chamando.

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Hoje mostrei pro Nathan o video da Helena (prima dela) comendo a 1a. papinha. Ele ficou assistindo todo interessado e tentou dar um beijo no monitor. Aí logo em seguida ele pegou um telefone pra brincar e ficou "falando": "Aiô. Hahahaha. Blablabla bebê". Parecia que ele estava contando pra alguém que tinha acabado de ver o video de um bebê. :-)

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E por falar em beijo, o Nathan está super beijoqueiro. Quer dizer, ele aprendeu a dar beijo de boa noite, então beija qualquer um que esteja deitado. Ou no chão. Ele beija o cachorrinho de pelúcia, beija a bonequinha, beija o vovô (um bonequinho do Lego), etc. Ele ganhou um chapeuzinho de pirata no festival que fomos domingo, aí hoje ele beijou a caveirinha do chapéu, hahaha.
  Se eu ou o papai deitamos no chão e fingimos que tá dormindo, ele também vem e dá beijo. E pra ele, beijo não tem lugar, ele beija o que estiver na frente. Se por acaso for o rosto, o beijo vai no rosto. Senão pode ser perna, braço, joelho, ombro, tá tudo valendo. :-) E enquanto a gente não levanta ele continua dando beijo. Dá um, espera um pouco, dá mais um, observa e assim vai. Que menininho mais fofoooooooooooooo!!

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Ok, acho que chega de Nathanices por hoje. No próximo post conto sobre o último festival que fomos e o programa de brincadeiras no parque. Bye bye!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Procura-se vovó. Simpática, carinhosa e que dê a mão.

  Estávamos no estacionamento do nosso prédio, indo pro carro. Eu, Alessandro e o Nathan. Normalmente eu e o Alessandro vamos na frente chamando o Nathan, que fica enrolando. Ele corre um pouquinho, para, agacha, mexe em alguma sujeira no chão, levanta, corre mais um pouquinho, senta em um degrauzinho na frente de um pilar, a gente chama, ele dá risada, levanta, corre pra direção oposta em que o carro está, alguém corre atrás dele, ele começa a correr mais rápido dando risadinha. Quando eu estou chegando bem perto, ele já dá uma paradinha, porque sabe que eu vou pegá-lo. Eu fico falando "Vou te pegar, vou te pegar!" e ele ri, ri, ri. Quando eu o pego, sempre corro um pouco com ele de ponta-cabeça, ele adora!! :-) Às vezes ele anda o caminho todo até o carro direto, sem escalas. Normalmente quando está ansioso pra ir pra piscina ou coisa assim. :-)
  Aí, esses dias, estávamos indo pro carro e do nosso lado uma velhinha indo pro carro dela. Aí o que o Nathan faz? Estica o bracinho pra dar a mão pra velhinha!!! Hein? Oi? Ele já deu muitos hi-5 por ai, mas nunca andou de mão dada com ninguém fora pai e mãe. A velhinha foi simpática e eles deram alguns passinhos de mão dadas.
  Olha, tá certo que minha mãe e minha sogra são super bem conservadas e a velhinha era bem velhinha, mas... sei não, hein? Acho que ele está sentindo falta de uma Vovó!! :-)

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

"Comprando" um médico

  Em abril, eu escrevi em outro post que na nossa província, Ontario, você só tem direito ao sistema de saúde gratuito após 3 meses, lembram? Pois é, passaram 3 meses, as carteirinhas chegaram e com isso ganhei uma nova missão: procurar um médico de família.
  Aqui funciona assim: o seu médico principal é o tal "médico de família". E embora o nome sugira e seja muito mais prático e útil que a família inteira se consulte com a mesma pessoa,  isso não é obrigatório. Ele é apenas o seu médico default. Não importa o que você tenha ou o que você precise, é nele que você vai. Seja dor de cabeça, dor de barriga, dor de ouvido, micose, febre, tosse, herpes, vômito, problemas de visão, unha encravada, dor nas costas... Enfim, deu pra entender, né? Acho que equivale a um clínico geral. Você vai nele e, se necessário, ele te encaminha pra um especialista.
  Ok, mas aí vem a parte mais difícil: achar um. Como a ideia é que você arrume um médico e fique com ele até que a morte os separem, os médicos não podem simplesmente ir aceitando todo mundo que bata na porta. Se eles tiverem sob seus cuidados muita gente, aí sempre vai ser difícil para os pacientes conseguirem uma boa data para consulta. É uma pena, porque você talvez tenha um amigo que tem um médico que é um sooonho, maravilhoso, mas você não pode se consultar com ele, porque não está aceitando novos clientes.
  Então aqui funciona assim. Você liga para um número (tipo secretaria de saúde) e a mensagem automática te dá o nome e telefone de vários médicos que estão aceitando novos pacientes. Tem uma página na internet também, mas é um pouco menos atualizada.
  De posse do nome e telefone dos médicos, qual é o próximo passo? Oras, pesquisar na internet, é claro. :-) Eu peguei o nome de 7 médicos e fui colocando no google. Acabei encontrando uma página sensacional, que tem não apenas o currículo dos médicos, mas "reviews". Sim, reviews!! Sabe quando você compra uma geladeira e vai lá no site dar sua opinião? Pois é, aqui tem sites com opinião sobre os médicos. Gente falando que tal médico empurra muito remédio, outro que sempre atrasa, outro que é difícil marcar consultas e por aí vai.
  De cara descartei os formados na Índia. Sorry, preconceito total. :-( Mas acho tão difícil entender aquele sotaque indiano e a comunicação com um médico é fundamental, né? Deixei lá no fundo da lista, pra recorrer só se não gostasse dos outros. Review vai, review vem, me decidi por uma médica canadense, formada aqui na região, com reviews que diziam que ela não é daquelas que adora empurrar remédio. Pra mim isso é fundamental, já que eu odeio remédios. Pra mim remédio só se tudo o mais falhar. Não é que eu tenha algo contra engolir balinhas, mas todo remédio traz junto um risco (mesmo pequeno) de efeito colateral. Fora que para o organismo é saudável enfrentar as doenças sozinho. O sistema imunológico fica fortalecido.
  Enfim, liguei e marquei a consulta inicial. Essa 1a. consulta parece uma entrevista de emprego. Sendo que EU sou o entrevistador. A médica se apresentou, falando coisas tipo "Oi, meu nome é tal, eu sou formada em tal universidade, sou médica há x anos, especialista em blá, gosto de trabalhar com prevenção, minha política pra vacinas é x, eu atendo pacientes em casa..." e por aí vai. Sensacional, hã? Eu até já sabia quase tudo o que ela disse, porque tinha visto o currículo na internet. Mas achei bem interessante a "entrevista". :-)
  Depois dessa apresentação inicial, se você decidir que quer a pessoa como seu médico de família, você preenche um formulário que é enviado pro governo de Ontario, declarando oficialmente aquele médico como "seu" e ele, por sua vez, te declara como paciente. Uma vez assinado, se você se arrepender e quiser mudar, só pode depois de no mínimo 6 meses.
  Pra falar a verdade, na apresentação inicial eu não achei a médica suuuuper legal. Eu queria fazer perguntas, mas ela respondia sem profundidade, dizendo que ia deixar pra discutir melhor na consulta "de verdade". E embora ela não tenha sida mal educada, achei que ela não se esforçou nada pra ser simpática. Mas... ela estava grávida! De gêmeos. Portanto, eu dei um desconto, hehehe. Conheço mulheres maravilhosas que viraram grávidas xiliquentas. :-) Então, considerando os bons reviews que li na internet e que dava pra mudar de médico depois, resolvi assinar os papéis.
  Isso foi no final de maio. A primeira consulta "de verdade" tava marcada pro começo de julho. Eu lembrava que a consulta era no dia 21 de julho e, embora achasse que era às 10:00, tava marcada há tanto tempo que, uma semana antes, liguei pra confirmar o horário. A recepcionista me disse que sim, realmente era às 10:00... da semana anterior. Gaaaaaahhh!! Que raiva!!! Por que eu não anotei no meu calendar assim que cheguei em casa? Por quê? Por quê? Por quê??? E a atendente ainda me avisou que em breve eu receberia pelo correio uma conta. Gaaaaaaaaah! Por quê? Por quê? Por quê??? Em casos normais, é o governo que paga pelas consultas. Mas... se você faltou e não avisou, o médico ficou lá de bobeira e não recebeu. Logo, paga, moleque!!
  Então tá, né? Consulta remarcada pra 11/agosto, ontem. Fui pra consulta "meio assim", já que não tinha achado a médica super legal da primeira vez. Mas, para minha alegria, ontem eu adorei o atendimento!! Ela atendeu a mim, ao Nathan e ao Alessandro e, no total, ficamos mais de uma hora e meia em consulta. Todo mundo pesado e medido, anotou todo o nosso "passado" médico. Aquelas perguntas de praxe: se alguém da família teve câncer, diabetes, ataque cardíaco antes dos 60anos, pressão alta, depressão, etc.
  Aqui no Canadá as vacinas são aplicadas pelos médicos de família, nos consultórios. O Alessandro tomou reforço de tétano. E o Nathan... tadinho... tomou vacina e chorou, chorou, chorou, chorou, chorou, chorou, chorou, chorou, chorou, chorou, chorou, chorou, chorou, chorou, chorou, chorou, chorou, chorou, chorou, chorou, chorou, chorou, chorou, chorou, chorou, chorou, chorou, chorou, chorou, chorou, chorou, chorou, chorou, chorou, chorou, chorou, chorou, chorou, chorou, chorou... Acho que só uma outra vez na vida o vi chorar tanto assim. Chorou de dor e de susto, também. Tadinho... Não tem como uma criancinha entender o que aconteceu. Ele deve ter se sentido traído. "Poxa, mamãe segurou meus bracinhos e papai minhas perninhas pra essas moças me machucarem? Por quê? Por quê? Por quê?". Sorry Nathan, um dia eu te explico. Você vai entender!
  Depois da vacina, a médica e o Alessandro saíram do consultório e eu fiquei lá tentando acalmar o Nathan. Mas o choro não passava, não passava, não passava. Perguntei se queria mamar, não queria. Cheguei a abrir a porta, mas ele viu a médica do lado de fora e gritava ainda mais alto e tentava fechar a porta. Fechei de novo e lembrei que tinha uma chupeta na mochila! Dei a chupeta e aí finalmente ele parou de chorar e até mamou um pouco. Mas mesmo depois de um tempo calmo, quando saímos da sala o choro voltou. Provavelmente porque ele viu a médica...
  Ela ainda queria falar algumas coisas com a gente sobre o Nathan, mas aí ficamos conversando na salinha de espera, mesmo, aproveitando que não tinha ninguém lá. Porque voltar pra salinha o Nathan não queria de jeito nenhum. Finalmente ele começou a brincar com uns adesivos que ela deu e ficou quieto. Ufa, que dureza! Já fico triste só de pensar que tenho que voltar em um mês para dar o reforço.
  Mas enfim, agora pelo menos estou tranquila em relação a médicos. O esquema do consultório também é legal porque, a qualquer hora do dia ou da noite, você pode ligar lá que a mensagem automático te dá o nome de algum outor médico da "equipe" da médica que está de plantão. E, se tudo o mais falhar, você sempre pode ir direto a um hospital ou walk-in clinic. Acho que também falei dessas clínicas naquele mesmo post que citei no começo. São lugares onde você vai e é atendido na hora (errr, mais ou menos na hora, né? Depende da sorte e da fila) mesmo sem marcar consulta. Bom, agora não estou vendo nenhum motivo que me levaria a uma clínica assim... Mas é bom saber que elas existem, caso eu precise.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Titi

  O Nathan, como toda boa criança, às vezes inventa seus próprios nomes para os objetos. Além disso, ele inventa também suas próprias onomatopeias. E as usa para nomear objetos, também nada de anormal.
Bibi - é como ele chama os carros.
Auau- cachorro
Minhau - gato
quaqua - pato
iiiiiiiiii - cavalo
bééé - ovelha
ú ú - macaco
pópó - galinha
  Ainda tem mais. Ele sabe o nome de vários animais.
  Ele também inventou um novo nome para a chupeta, e aí tem historinha. O Nathan só a usa pra dormir e a rotina é mais ou menos assim: eu tomo banho com o Nathan na banheira, aí o Alessandro o pega, troca e põe pra dormir, enquanto eu finalmente posso tomar um banho relaxante. :-) Antigamente, quando o Alessandro vinha buscá-lo trazia a chupeta, meio que pra convencê-lo, porque ele nunca queria sair do banho (ou se separar de mim). Depois, ele começou a trazer a chupeta ainda durante o banho, pra ele já ir relaxando e acalmando.
  Aí... sabem aquele alça que tem na chupeta, né? Então, depois de ferver a chupeta, às vezes eu balançava pra sair a água e aquela alcinha batia na parte "grandinha" da chupeta, fazendo um barulhinho. Com o tempo claro que o Nathan associou e percebeu que esse barulhinho era da chupeta. Então, para ele dar risada, na hora do banho às vezes de longe o Alessandro faz o barulhinho com ela. O Nathan percebe na hora e já fica todo animado, dando risada, apontando pra porta, esperando a chupeta chegar. :-)
  E recentemente, quando ouve o barulhinho, o Nathan começou, além de apontar e se animar, a falar "titi, titi". Pra mim o barulhinho seria um tictictic, mas assim também tá bom. Tem coisa que só a mãe entende, né? :-)

  Não tenho nenhuma foto legal pra ilustrar esse post. Aliás, acho que não tiramos fotos em agosto, ainda! Então, especialmente dedicada para a Alessandra, aí vai uma foto do mês passado do Nathan com sua camiseta Glorinha-Alice-Princesas, hehehe. :-)