Como prometido, é hoje! Aiai, meus posts já são tão gigantescos. E esse assunto é tão inspirador! Tenho medo de ficar sentada aqui pra sempre, escrevendo. Sendo que "pra sempre"= até que o Nathan enjoe de dormir sozinho e venha me buscar.
Ser mãe é diferente do que eu pensava. Beleza. Eu já sabia que ia me surpreender. Mas não sabia exatamente quais seriam os elementos-surpresa. E foram muitos. Vou começar contando de um ou dois e vamos ver onde a gente chega.
A HORA DE DORMIR
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Alguns anos atrás, uma de minhas tias dormia no mesmo quarto com o marido e seus dois filhos. Nem sei bem se dormiam na mesma cama, no mesmo quarto, colchões no chão, espalhados... Não lembro. O que eu mais lembro é do meu pensamento, que foi algo do tipo: "Credo, que coisa esquisita. Eu não ia querer isso não..." Hoje esse negócio de dormir com os filhos tem nome, se chama cama compartilhada. E aos poucos, sei lá como, o Nathan foi se mudando pra minha cama.
Quando ele nasceu, tinha seu próprio quartinho, muito bem planejado e decorado, com seu lindo e às vezes odiado bercinho, onde ele dormia. Meu plano era que ele dormisse sempre no seu quarto, sempre no seu berço. Uma vez li em algum lugar uma "dica" que dizia pra nunca deixar o seu filho subir na sua cama. Nunca. Nem de noite nem de dia, nem pra brincar, nada. Assim ele saberia que aquele não é território pra ele. Na época, lembro de ter achado a ideia interessante, embora não tivesse exatamente pensado em praticá-la. Hoje só consigo dar risada de uma ideia tão boba!!
O Nathan dormiu no berço praticamente todo o seu primeiro ano de vida. Mas uma coisa muito importante é que ele não "adormecia" no berço. Não não. Nunca. Adormecer tinha que ser no colo. De preferência da mamãe. De preferência mamando.
E assim foi. Mesmo quando ele acordava 10 vezes por noite, por cólica ou por carência, eu levantava da minha cama, ia pro quarto dele, ele mamava, eu andava com ele no colo pelo quarto até ele adormecer, colocava no berço, voltava pro meu quarto. Passava 45 minutos ele acordava de novo, eu levantava, fazia tudo de novo, voltava pro meu quarto. Às vezes ele não queria adormecer por nada. Eu andava (putz, já faz 30minutos), cantava (droga, 45 minutos), chacoalhava(não acredito, 1 hora e nada), amamentava de novo(1hora e meia, dooooorme criatura), 2horas... Ufa, dormiu.
E mesmo que eu tivesse que ficar indo e voltando a noite inteira, eu ficava indo e voltando. Algumas dessas vezes que ele não dormia por nada eu o levei pra minha cama. Mas não muitas, porque se o Nathan chorasse o Alessandro reclamava. Ou se mudava pra outro quarto.E assim eu seguia, indo e voltando, indo e voltando. Se minha vida fosse desenho, já ia ter se formado aquele buraquinho no chão no caminho que eu fazia.
Uma curiosidade: quem me conhece bem sabe que adoro planilhas, números e afins. Pois é, eu deixava sempre papel e caneta na cômoda do quarto do Nathan. Anotava várias e, entre elas, quantas vezes eu acordava por noite. Só por diversão. :-P Se o número fosse muito grande, pelo menos tinha o prêmio de consolação de saber que bati meu recorde, hehehe. O recorde foi 12!
É, todos falavam que bebê dá trabalho. Mas eu não sabia de detalhes como esse, que eles podiam demorar até 2 horas pra adormecer, assim, sem motivo algum, sem dor, sem chorar. Às vezes parecia que ele queria apenas ficar ali no colo, me olhando... Aí tinha horas que eu olhava e sentia aquela ternura, um amor tão grande, ficava só ali olhando de volta. Mas conforme os minutos iam passando eu sentia era dor nas costas, dor nos seios e sooooooooono. Muito sono!!!
Com o tempo ele foi acordando cada vez menos à noite e, logo após o aniversário de 1ano, estava acordando no máximo 1 vez. Mas agora ele sempre mamava rápido (tipo 5-10 minutos) e adormecia relativamente rápido. Errr, não, quase isso. Era EU que adormecia relativamente rápido. Quantas e quantas vezes adormeci na poltrona de amamentação! Algumas vezes o Alessandro ia me resgatar. Ele chegava e tava eu lá na poltrona com a cabeça caída, peito de fora e o Nathan no meu colo, dormindo tranquilamente. Imagina a cena! Eu tinha feito um arranjo/pose que permitia que eu adormecesse com ele encaixado, sem risco de cair. Então eu colocava ele pra mamar e dormia mesmo! Alguma hora eu acordava (às vezes horas depois, quando meu salvador não vinha), aí eu colocava ele no berço e ia dormir na minha cama.
Em dezembro do ano passado, quando eu não estava mais trabalhando, começamos a viajar. Passei dias na casa da minha mãe, dias na casa da minha sogra, dias na praia... Nessas viagens o Nathan normalmente dormia comigo. Bem, meu filho é pequenininho, mas não é bobinho, né? A partir do momento que descobriu como era legal dormir com a mamãe, ficou mais difícil fazê-lo continuar no berço. Ele adormecia no meu colo, eu colocava no berço, ele acordava. Eu pegava de novo, esperava adormecer, ele acordava. Ele parecia lutar cada vez mais pra adormecer, porque (imagino eu) sabia que, quando isso acontecesse, ia acabar no berço de novo. Comecei a fazê-lo adormecer na minha cama, mesmo, eu deitada com ele.
Hoje a coisa é assim: tenho uma cama queen no meu quarto e o Nathan tem uma cama de solteiro na cama dele. À noite eu tomo banho com ele na banheira. Ele acostumou a mamar durante o banho e às vezes adormece na banheira, mesmo. Aí o Alessandro o pega, troca e põe na cama. Quando ele não adormece, o Alessandro também o pega e troca e deita com ele na caminha até ele adormecer. Isso é cerca de 21:00.
Entre 00:00 e 01:00 normalmente ele acorda. O Alessandro vai lá e oferece água. Enquanto isso eu faço meus preparativos finais, coloco pijama, escovo os dentes, etc. Às vezes o Nathan se contenta com a água, já deita de novo e volta a dormir. Mas normalmente o que acaba acontecendo é que ele fica sentadinho na cama, calmamente esperando eu chegar. E se ele sentou, já era. "Beleza, já tomei água. Agora cadê a mamãe?". Se o Alessandro tentar sair, ele chora. Mas mesmo se ficar lá, ele não volta a dormir. Fica sentadinho, usando o papai de refém. "Ok mamãe, estou com o papai aqui no quarto. Ninguém precisa chorar hoje! Venha rápido e nenhum ouvido será ferido". Eu chego no quarto, fazemos a troca de reféns, aí o Alessandro pode sair.
Eu deito e ele mama. Quando ele para de mamar, eu espero ele adormecer pra voltar pro meu quarto. O problema é que em 96% das vezes eu adormeço antes dele. Aí eu, que dormia numa confortável cama king size, acabo dormindo espremida com meu filho numa caminha de solteiro, com uma cabecinha no meu braço e perninhas em cima da minha barriga. E achando lindo fofinho cuticuti da mamãe.
Essa é a maternidade real. Além de não saber que eu ia dormir com meu filho, eu não sabia que ia achar lindo. Se tudo correr como o planejado e eu tiver mais um filho, tenho certeza que não vou passar tanto tempo caminhando pelas madrugadas e deixar minha cama quentinha lá sozinha.
OS PRIMEIROS CHOROS
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No primeiro mês de vida do Nathan, eu estava aprendendo a ser mãe. E para isso, nada como uma professora experiente: minha própria mãe. Um dia ele não parava de chorar. Eu estava com ele no colo, amamentei, mas... Sei lá, ele tava chorando assim mesmo. Minha mãe o pegou e o acalmou. Aí quem chorou fui eu. "Buáááá, não consigo acalmar meu próprio filho. E quando minha mãe for embora? O que que eu vou fazer?". É, pós parto é dureza. Tem horas que dá uma insegurança. E enquanto os hormônios estão se ajeitando a gente chora por qualquer gota de leite derramado.
Lembro de algumas vezes o Nathan estar chorando e minha mãe falava: "canta pra ele, filha!" E eu só pensando: "Xiii, o que é que eu canto para essa criaturinha? Eu não conheço canções de ninar". Aí a primeira música que ele ouviu foi uma do Aerosmith, que começa assim: "I could stay awake just to hear you breathing. Watch your smile while you are sleeping, while you're far away and dreaming." (Eu poderia ficar acordada só pra te ouvir respirar. Ver seu sorriso enquanto você dorme, enquanto você tá longe, sonhando.)Ah, é bonitinha, vai! :-) Eventualmente fui lembrando/aprendendo musiquinhas pra cantar pra ele, mas continuei achando legal ficar cantando essa do Aerosmith quando ele já tava quietinho no meu colo, quase adormecido.
Dizem que quando a gente é mãe sabe automaticamente o que fazer. É, mais ou menos... Na vida real a gente às vezes precisa de umas aulas. E por mais que eu tivesse lido livros, artigos, páginas na internet, a presença da minha mãe foi essencial!
AMAMENTAÇÃO
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Antigamente eu não sabia nada sobre amamentação. Só sabia que bebês nasciam, mamavam um tempo no peito, depois paravam e só. Um belo dia, um oftalmologista (?) comentou, por acaso, que esse negócio de mamar exclusivo no peito por 6 meses era exagero. E que os órgãos de saúde recomendavam isso mais pra atingir a classe menos esclarecida, pra quem não dessem porcaria pros bebês e também seria úteil pra países com muita desnutrição. Disse que as fórmulas infantis tinham o mesmo efeito que o leite materno. Achei que fazia sentido. Acreditei e posso até ter repetido essa história por aí. Tsc tsc tsc. Tolinha. Agora eu já aprendi a sempre checar as fontes e não acreditar de cara no que me dizem, só porque o cara é médico. Pô, nem pediatra a criatura era!
Eu também acreditava que leite no peito era igual água no sol, que secava, puf! Lembro de ouvir gente falando que brigou com não sei quem, passou muito nervoso e o leite secou. Uau! Que medo! Eu tinha medo do meu leite secar também. Até avisei o Alessandro mil vezes que ele não podia brigar comigo quando eu tivesse amamentando. Ele que aguentasse e engolisse sapos por um bem maior.
Durante a gravidez, ao pesquisar sobre parto humanizado, sempre acabava trombando com muitas informações. Aprendi que 6 meses de amamentação exclusiva não é frescura e nem coisa pra "pobre desnutrido desinformado", como o cara me disse. Influencia futuramente a obesidade, o paladar, o QI, alergias, lado emocional... São tantos benefícios que vale um post inteiro só pra falar sobre isso. Bom, fica pra outra hora. Quem nunca leu nada sobre o assunto, pode começar por aqui: 1000 dias que valem uma vida. É sobre como o que os bebês "comem" na barriga da mãe + primeiros 2 anos de vida influenciam o resto de suas vidas.
Enfim, li um monte, o suficiente pra me convencer a amamentar no peito exclusivamente por 6 meses e depois continuar até os 2 anos. Por um lado, vi que esse negócio de leite secar é conversa-pra-bovinos-adormecerem. Leite não seca coisíssima nenhuma. Ufa, que bom! Um medo a menos. :-) A produção de leite pode diminuir, é verdade, em épocas de stress. Mas é só continuar colocando o bebê pra mamar, esperar o stress passar que a natureza se encarrega de fazer voltar a jorrar. E claro, sem colocar mamadeira na jogada. Quase toda amamentação começa a terminar com a frase "comecei a complementar com nan". Também aprendi que esse negócio de "eu tinha pouco leite" é coisa que praticamente não existe. Apenas cerca de 1% das mulheres tem algum problema nas glândulas mamárias que impeçam uma produção adequada. Beleza, outro medo que foi pelo ralo abaixo. :-)
Essas foram as novidades boas que eu descobri. Por outro lado, também descobri que amamentar não é fácil? "Ah, não?". Pois é, umas mulheres diziam que doíam, que o filho mamava errado e por isso tinha pouco leite(ué, tem jeito certo e errado?), que ficaram com tendinite por causa da pose (really??), que dava dor nas costas, que o bebê podia quer mamar a noite toda... Xiii, nas fotos bonitas de mulheres amamentando que a gente vê só tem sorriso, parece tudo tão fácil, lindo, meigo e fraterno! Mas como sou uma pessoa feliz e otimista, imaginei que eu seria uma das felizardas pra quem tudo dá certo.
Aí o Nathan nasceu, o leite desceu, o peito encheu e até vazou um pouquinho. Ótimo! Sinal que tinha leite suficiente. Você conhece alguém que disse que não tinha leite suficiente? Pergunta pra ela se o peito vazou no começo. Sim? Então tadinha, alguém comeu bola nessa história. Faltou orientação, faltou uma especialista em amamentação, faltou um pediatra bom, faltou algum hormônio ou talvez dedicação. Mas as glândulas mamárias dela estavam lá, prontinhas e operantes para o trabalho.
Enfim, comecei a amamentar e não era nada igual as fotos bonitas. Doía. Doía muito!!! O peito empedrou, o bico rachou, o bico sangrava, ficava em carne viva, grudava no soutien, o sangue secava, eu puxava pra desgrudar, ahhhhhhhhhhhhhhhhh, que dor, arrancava pedaço, sangrava de novo... Ai, que dureza!! E mesmo assim eu tinha que amamentar. Mais ou menos a cada 2 horas. 12 vezes por dia. Do lado da poltrona de amamentação eu deixava um mordedor. O Nathan tinha ganhado de presente, mas eu pedi emprestado. "Posso pegar, Nathan?". " ". Beleza, quem cala consente.
Cada vez que eu ia amamentar, dava vontade de chorar. E às vezes eu chorava mesmo. Eu colocava o mordedor na boca e encaixava o Nathan no peito. Brrrffffffffffffffff. Mordia o mordedor e abafava o grito. Lágrimas rolavam. As primeiras sugadas eram as piores. Acho que ele fazia bastante força até começar a sair leite e atingir um "ritmo" razoável pra minha ferinha fominha. Depois que entrava no ritmo ficava um pouco menos doído. Aí eu conseguia ficar jogando monster no psp enquanto ele mamava. :-)
E assim continuei amamentando, com muita dor. Amamentar doía. Tomar banho doía quando a água rolava pelo peito. Qualquer mexida de posição que fizesse o soutien se mover milimetricamente, doía. Fui pra praia e quando entrava na água e o mamilo dava aquela encolhida, nossa, como doía! Enfim, dor, dor, dor.
Na maioria das mamadas eu lembrava do filme "Jogos Mortais". Conhecem? Aquela romântica história de um louco que prende pessoas em geringonças e elas são obrigadas a se mutilar pra não morrer. Aí eu ficava pensando se cortar um dedo fora com uma faca doía mais que aquilo que eu tava sentindo. Ficava fazendo essa e outras comparações belíssimas, totalmente apropriadas para o lindo momento amamentação! Ah gente, não era de propósito. As cenas vinham, uai! Quando eu via, já tava pensando no filme de novo.
Aí, um belo dia, 2 meses e 600 mamadas depois, a dor passou. Ahhhhhh. Agora sim. A coisa foi ficando relaxante e gratificante. Foi quando eu comecei a adormecer amamentando, hehehe.
Mais um exemplo de maternidade real derrubando a idealizada. Sabia da possibilidade das dificuldades, mas não imaginei que fosse doer o tanto que doeu. Nem por tanto tempo. Eu consultei 2 médicas, 2 consultoras em amamentação, perguntei pra minha mãe, todas diziam que o Nathan tava mamando certinho, que a pega tava boa. Ninguém entendia por que doía. Eu muito menos. Só sei que foi assim. Só sei que passou. E sei que valeu a pena!
O Nathan mamou só no peito por 6 meses. Cresceu, engordou, ganhou dobrinhas. Mama até hoje, com 1ano e 4 meses e é muito saudável. Praticamente não fica doente. Nunca precisei levar no pronto-socorro nem no médico (só pra consultas de rotina). Nunca teve otite, tão comum em bebês que tomam mamadeira. Febre teve, claro. Todo bebê tem. Acho que foram 5. Todas foram embora sozinhas, sem precisar tomar remédio. O único remédio foi o leite materno, rico em anticorpos. Quando ele tinha febre, dormia comigo na cama a noite toda, mamava a noite toda e já acordava com a temperatura normal. Eu brincava que ele não precisava tomar anti-térmico, porque tomava "peito-térmico", hehehe.
Claro que não dá pra dizer que o leite materno é o único responsável pela saúde dele. Eu sei da influência do acaso, do ambiente, da genética e outros. Mas ainda assim, acho que o leite tem um peso bem considerável.
MÃE MELHOR X MÃE PIOR
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Esse tema de maternidade real é meio comum em blogs por aí. Hoje mais ainda, claro, dia da blogagem coletiva. Mas sei lá, acho que sou diferente das outras mulheres. Sempre vejo mães na defensiva, dizendo que cada um sabe o que é melhor para sua própria família, que só quem passa pela situação que sabe como é difícil, que ninguém tem que dar palpite sobre como criar os filhos dos outros e blábláblá.
Estranho... Nunca me incomodei com comentários alheios, talvez porque sempre estive segura de minhas decisões. Por exemplo, algumas mulheres viram o Nathan no sling e estranharam. Perguntaram se não ia machucar, se ele não ia sufocar, se era desconfortável, se fazia mal pra coluna. Teve quem falou "tadinho", teve quem criticou. Mas nunca liguei, nem fiquei brava ou coisa parecida. Respondia as perguntas e até dava uma aulinha básica. :-) Ué, ninguém nasceu sabendo. Se a pessoa nunca viu, por que ela é obrigada a saber se é bom ou ruim? A gente tem que ser mais tolerante. Volta e meia, em alguma das listas de mães que participo, aparece uma mãe indignada com algum comentário que fizeram sobre o filho no sling. Bah, não entendo essa braveza.
A amamentação também é tema recorrente. Quem não aumentou exclusivo 6meses sempre faz questão de explicar os motivos e dizer que "não-sou-menos-mãe-por-causa-disso". Que discurso mais cansativo... Como se tivesse um "porcentual de maternidade". Ah, eu sou mãe 90%, mas minha vizinha, coitada, é só 80%.O medo de ser julgadas é tão grande entre as mães internéticas, que a necessidade de se explicar é muito grande. Chato isso. Toda mãe já se julga, já se culpa e agora ainda tem que ficar preocupada com o que os outros vão pensar...
E as outras julgam, mesmo. Eu mesma julgo. Ué, sou humana. Vocês também julgam. Às vezes em pensamento, às vezes em voz alta, às vezes com palavras. É normal, gente. Julga e deixa julgar, hehehe. É inevitável. Eu conheço mulheres que não queriam amamentar por medo de o peito cair. O quê? Que absurdo! Julguei mesmo!!! Mãe 10%!!!! Outras por preguiça! (mãe 20%). Outras por dor... (ok, o atenuante é bom, mãe 70% hehehe).
E sabe o que é o pior? Algumas mulheres querem muito amamentar do jeito OMS de ser, mas por motivos fisiológicos ou por falta de orientação e excesso de pediatras e palpiteiros ruins, acabam não conseguindo levar exclusiva por muito tempo. Mas quando uma delas fala que não conseguiu, a gente não sabe se ela é realmente uma das honestas sem sorte ou uma das fingidas que mal tentou. Aí a gente acaba julgando mal. Por isso que o melhor é a gente ficar quieta. Como dizia a minha mãe: "Pensa antes de falar, Camilla". Ou de escrever, né mãe? Hehehe. :-)
Quer saber o que mais? Eu acho que existe sim mães melhores que as outras. Existe, ué! Nem todo mundo é a melhor mãe que pode ser. A mãe que espanca o filho podia ser melhor. A mãe que deu coca-cola pro recém-nascido podia ser melhor. A mãe que deixa o filho chorando no berço e vai dormir no próprio quarto, fingindo que não tá ouvindo, podia ser melhor. A mãe que toma remédio pra secar o leite podia ser melhor. E também não concordo que toda mãe sabe o que é melhor pro próprio filho. Não, nem todas sabem. Ninguém é enciclopédia, ninguém nasceu sabendo de tudo. Às vezes não sabem por falta de oportunidade, às vezes por preguiça, mas enfim, às vezes não sabem mesmo!
Mas tudo bem, vai, tirando essas aberrações da natureza, eu sei que toda mãe quer o melhor pro seu filho. A gente até erra, mas normalmente erra tentando acertar, fazer o melhor pro filho ser feliz e saudável. E tentando achar o equilíbrio disso tudo. Aliás, isso é uma coisa engraçada. Praticamente toda mãe se acha coluna do meio. Explico. Toda mãe tem umas conhecidas que ela considera mais "relaxadas" e outras que ela considera mais "radicais". Se eu dou bolacha salgada pro meu filho de 1ano, a colega que dá bolacha doce é relaxada. Já a que não dá bolacha nenhuma é radical, hehehe. Pra essa mãe que não dá bolacha nenhuma, nós que damos alguma bolacha somos relaxadas. Já pra ela, as vegetarianas é que são radicais. Já a vegetariana acha que está certa e nós somos relaxadas. Já as veganas é que são radicais. E as veganas acham que isso não é nada, que amamentar o filho até os 5 anos é que é radical.
Enfim, a coisa não tem fim. Por isso, fiquemos todas felizes. Somos todas colunas do meio!!!
MÃE IMPERFEITA
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Como uma boa mãe coluna do meio, não sou perfeita. Confesso que queria... Demorei tanto pra engravidar, tive que fazer tratamento... Aí quando engravidei queria tudo perfeito, porque talvez fosse a única chance. Que tipo de mãe eu sou? Agora vocês finalmente vão saber. Eu sou assim:
- Primeiro queria um parto perfeito! Natural, humanizado, sem cortes e sem sofrimento pra mim nem pro bebê. Saiu tudo meio doido e acabei tendo um parto normal de um bebê sentado com uma anestesia que será sempre uma das minhas melhores amigas!
- Aí queria amamentação perfeita! Bem... por quantos os números estão sendo atingidos, mas o começo foi traumático, como já contei.
- Quando o Nathan começou as papinhas, eu queria papinhas perfeitas!! Comprava legumes orgânicos, cozinhava no vapor, temperava com zero de sal, usando salsinha, cebolinha e coisas assim. Pra não esquecer de variar o cardápio, anotava todo dia na porta da geladeira o que ele tinha comido.
- Queria que ele não visse televisão. Não que eu achasse que ele nunca ia ver. Só queria evitar que virasse aquelas crianças que fica o dia todo com o olho grudado e não brinca, não faz esportes, não faz mais nada. Assim, até perto de 1 ano realmente quase não usamos esse recurso. Mas chegou uma hora que eu tive que assumir que ele é filho de pais que assistem tv! Ou a gente para de assistir e dá o exemplo ou relaxa. O Alessandro, por algum motivo, adora aquele barulhinho de fundo. Ele liga mesmo quando tá no computador ou na cozinha. Enfim, acabei comprando a Galinha Pintadinha e achei lindo ver o Nathan dançando em frente à tv. :-) A BabyTv também foi, muitas vezes, o único jeito de eu ir no banheiro!
- Eu queria usar fraldas de pano. Ah, as fraldas de pano. Desde grávida eu sempre dizia que queria pelo menos experimentar. Até hoje nada, zero. Primeiro eu estava cansada demais, depois continuava cansada, depois tava quase na hora de mudar pro Canadá e não compensava... Ainda não desisti do projeto, mas também não fui atrás. Se eu trombasse com elas na toys r us acho que compraria. Mas ficar caçando sites que vendem, pesquisar qual é melhor, com recheio, sem recheio, regulável, tamanho fixo... Ah, tô com preguiça, vai. Aí não vai dar tempo de escrever meus posts gigantescos aqui no blog. :-P
- Eu queria dentes perfeitos, mas dei chupeta pro Nathan e até ele fazer 1 ano só escovava os dentes de vez em quando, confiando que estavam pelo menos fazendo uma boa escovação na escolinha.
- Queria sentir só alegria por finalmente ter meu filho, mas às vezes senti dor, senti cansaço, senti raiva por ter que levantar da minha cama pela décima vez, tive preguiça de levá-lo pra passear, senti culpa por mandá-lo pra escolinha, senti remorso por ter ido pro shopping e o deixado com o pai...
- Eu resolvi que o Nathan não comeria açúcar até completar 2 anos, mas...
* deixei experimentar um brigadeiro no aniversário.
* Não me divorcei quando o Alessandro o deixou experimentar sorvete.
* deixei tomar um suco adoçado quando estávamos de visita na casa de um amigo numa situação pra lá de delicada, se recuperando de quimioterapia e eu não achei apropriado deixar o Nathan gritando.
- Eu queria amor perfeito! Ah, esse eu consegui. :-) Amo meu filho mais do que tudo.
CAPÍTULO FINAL
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Avisei que ia ser gigantesco, né? Mas já tá acabando. 10 centavos de prêmio pra quem leu até aqui. Para resgatar, comentem dizendo "Eu li, cadê meus 10 centavos?".
Ser mãe é tudo isso. A gente erra, a gente acerta. A gente julga, é julgada. A gente decide, a gente muda de opinião. A gente vai levando, vai descobrindo, vai se transformando.
Eu me considero uma boa mãe, sim. Mas sendo mãe a gente entende várias escolhas das outras mães, mesmo não concordando. Eu não dou chocolate pro Nathan, mas dá pra entender. Afinal, é tão bom ver o filho da gente se deliciando com uma comida! Eu durmo com o Nathan, mas dá pra entender a aversão à cama compartilhada, a vida do casal tem que sofrer ajustes. Eu dou chupeta, mas entendo totalmente a preocupação com o desenvolvimento da arcada dentária e do maxilar das crianças. Por aí vai. Eu só me acho boa mãe, não a dona da verdade.
Minha irmã é ótima mãe, mesmo sem nunca ter pesquisado o que é lecitina de soja no google, hehehe. Se eu e o Alessandro morrermos, ela pode cuidar do Nathan (ok, acho que essa só vai ter graça se você já assistiu um certo episódio de Friends, hehehe).
Minha mãe é ótima mãe, mesmo já tendo me dado chinelada. Essa foi quando eu comi um pedaço de bolo com visitas em casa, quando ela tinha falado pra eu não fazer isso, porque não tinha o suficiente pra todo mundo. Ah, eu tava com fome, mãe. :-) Lembra desse episódio?
Tenho amigas que eu considero ótimas mães, mesmo dando danoninho pros filhos. :-)
Tenho uma ex-amiga de internet que cortou relações comigo porque me achava muito radical. Péssima amiga, mas parece ser ótima mãe.
Tenho uma conhecida que deu leite de vaca, de caixinha, pros filhos bebezicos de tudo, mas que ainda assim é uma ótima mãe. Ela não sabia. Quando os filhos dela nasceram, ela simplesmente não sabia que não podia! Nunca leu em lugar nenhum, nunca ninguém explicou... Acontece!
Arggg, esse post é a coisa mais confusa e sem foco que já escrevi. Reflexo da minha vida confusa. Espero não ter escrito muita besteira. Mãe, juro que tentei pensar antes de escrever, mas agora o sono já tá grande, não tô mais pensando direito, hehehe. Melhor parar por aqui. Porque na teoria eu achei que quando o Nathan tivesse 1ano e 4meses eu já poderia dormir a hora que eu quisesse. Mas na vida real ele tá mandando na minha hora de dormir e tá quase meia-noite. Vou lá antes que eu vire abóbora. Um beijo e tchau!
sexta-feira, 8 de abril de 2011
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Sal com açúcar?
Aiai, não dá pra elogiar...
Vocês lembram que escrevi esses dias que aqui no Canadá tinha um monte de opções de sal? Pois é, aí fui lá, escolhi um tal de sal de mesa "table salt" e comprei. Abri, usei, o sal estava cumprindo sua função de salgar e tudo ia bem.
A embalagem estava acabando, fui no mercado e comprei outro sal de mesa, mas de outra marca (tava mais barato). Aí hoje abri o pacote. Estava lá na cozinha esperando a água ferver e, enquanto o Nathan sapateava em cima do pacote de pipoca, fiquei lendo a embalagem. Ingredientes: Salt, Calcium Silicate, Sugar, Potassium Iodide. Peraí, sugar??? Açúcar???? AÇÚCAR!!! Grrr, que raiva! Eu fujo de açúcar mais que o Nathan da troca de fralda e vou dar de cara com ele logo no sal?
Bom, não gosto de jogar dinheiro fora, então vou fingir que não vi e usar o sal normalmente. Ele tem gosto salgado, deve ser bem pouco açúcar. Francamente, não sei qual a utilidade do açúcar ali dentro... Será que é pra correr mais soltinho? Será que é pra economizar? Será que é pra atrair formigas? Vou até tentar descobrir depois. Mas que não compro mais essa marca, não compro! Humpf.
Vocês lembram que escrevi esses dias que aqui no Canadá tinha um monte de opções de sal? Pois é, aí fui lá, escolhi um tal de sal de mesa "table salt" e comprei. Abri, usei, o sal estava cumprindo sua função de salgar e tudo ia bem.
A embalagem estava acabando, fui no mercado e comprei outro sal de mesa, mas de outra marca (tava mais barato). Aí hoje abri o pacote. Estava lá na cozinha esperando a água ferver e, enquanto o Nathan sapateava em cima do pacote de pipoca, fiquei lendo a embalagem. Ingredientes: Salt, Calcium Silicate, Sugar, Potassium Iodide. Peraí, sugar??? Açúcar???? AÇÚCAR!!! Grrr, que raiva! Eu fujo de açúcar mais que o Nathan da troca de fralda e vou dar de cara com ele logo no sal?
Bom, não gosto de jogar dinheiro fora, então vou fingir que não vi e usar o sal normalmente. Ele tem gosto salgado, deve ser bem pouco açúcar. Francamente, não sei qual a utilidade do açúcar ali dentro... Será que é pra correr mais soltinho? Será que é pra economizar? Será que é pra atrair formigas? Vou até tentar descobrir depois. Mas que não compro mais essa marca, não compro! Humpf.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Não percam! 6a.feira, 8/abril, blogagem coletiva: Maternidade Real
Já ouviram falar de blogagem coletiva? É quando várias blogueiras resolvem escrever sobre o mesmo assunto, no mesmo dia. Parece divertido, né? Tô dentro. :-) Já tinha visto a ideia algum tempo atrás, mas na época acho que o tema da vez não me interessou muito.
Mas nesta 6a.feira, então, escreverei sobre Maternidade Real. A autora da ideia é Carol Passuelo, deste blog aqui: http://vinhosviagenseumavidacomum.blogspot.com. - "A idéia é falar um pouco de como a experiência é diferente da teoria, de como a vida real é diferente da idealizada. E que não há nenhum problema nisso!"
Alguém mais se anima?
Mas nesta 6a.feira, então, escreverei sobre Maternidade Real. A autora da ideia é Carol Passuelo, deste blog aqui: http://vinhosviagenseumavidacomum.blogspot.com. - "A idéia é falar um pouco de como a experiência é diferente da teoria, de como a vida real é diferente da idealizada. E que não há nenhum problema nisso!"
Alguém mais se anima?
terça-feira, 5 de abril de 2011
Bebidas
Falei das comidas e do café, mas faltou duas bebidas importantíssimas! Pelo menos aqui em casa: leite e suco de laranja.
Eu adoro um leite!! Se deixar, tomo de manhã, de tarde e à noite. Mas recentemente, internet vai, internet, comecei a ler por aí que o leite que compramos no supermercado, na caixinha, tão prático, não é tão bom quanto eu pensava. O processo de pasteurização destroi (destrói ainda tem acento?) uma enzima chamada fostatase, que é importantíssima para a absorção do cálcio. Logo, por mais que o leite tenha cálcio, se a gente toma leite de caixinha, o teor de cálcio absorvido é mais baixo. O leite desnatado também perde algumas coisas. (Um site interessante para quem quiser ler sobre o assunto é este aqui: http://pat.feldman.com.br/?p=1941). Outro que fala que todos-os-leites-são-ruins-não-deveríamos-tomar-nunca é este aqui: http://www.formerfatguy.com/articles/dont-drink-milk.asp#axzz1Ii0PUt1K
Mas enfim, baixa absorção de cálcio não é tanto problema assim, já que outros estudos dizem que o corpo tenta se virar pra absorver mais cálcio quando a oferta é pequena. E vegetais também tem cálcio. Enfim, problema do meu corpo. Ele que se vire. Só queria tentar dar uma ajudinha, né? Ainda no Brasil eu comecei a tentar comprar leite de saquinho, igual antigamente. É que esse é apenas pasteurizado e não pasteurizado UHT, que significa temperaturas ultra altas! Quanto mais alta a temperatura, mais nutrientes se perdem. E voltei a tomar leite integral, o que não foi sacrifício nenhum, hehehe. É muito mais gostoso. :-)
Outra vantagem do saquinho é que o leite é só leite. Dêem uma olhada no conteúdo desse leite de caixinha integral: Leite integral, vitaminas (C, A e D), pirofosfato férrico e estabilizantes trifosfato de sódio, monofosfato de sódio, difosfato de sódio e citrato de sódio. Bom, tá certo que esse é vitaminado. Mas mesmo um integral básico da parmalat tem estabilizante citrato de sódio. Já esse desnatado tem estabilizante citrato de sódio, tripolifosfato de sódio e fosfato trissódioco.
Mas enfim, tô desviando do assunto. O que ia dizer é que em Jaguariúna estava bem difícil achar leite de saquinho tipo A, só achava tipo B. Tá certo que dá quase no mesmo. Os dois são só leite pasteurizado, só que o tipo A tem maior controle de higiene. E aqui no Canadá achar leite que é só leite é a coisa mais fácil que existe!! Todo mercado tem na geladeira esses leites frescos, sem estabilizantes. Só que também vem em caixinhas, o que é bem mais prático. E mesmo sendo só leite, tem várias opções. Eles não usam muito a classificação integral-semi-desnatado-desnatado. Eles indicam a porcentagem de gordura. Os com 3,25% ou 3,8% são integrais. O 2% é semi e abaixo de 1% é desnatado. Já vi até 0,1%.
Acho que até existem os leites longa vida, que não precisam ser refrigerados, mas até agora não procurei. Estou satisfeita com essa opção. Mas devo dizer que baratos eles não são. Normalmente pago $4,50 na caixinha de 2 litros. Se for orgânico, uns $6.00. Mas orgânico eu só compro se estiver em promoção. :-)
Esse aqui é bem bom. Ah sim, nem tudo é perfeito, é leite + vitamina D. Acho que no Canadá a lei obriga a adicionar vitamina D, porque ninguém toma sol no inverno. Uma hora vou pesquisar sobre isso...
Mas leite até que eu não me preocupava tanto no Brasil. Era mais chato, mas possível achar o que eu queria. O difícil mesmo era achar suco de laranja sem açúcar. Engraçado como qualquer restaurante ou bar faz esses sucos, mas no mercado eu só achava suco de laranja adoçado. Estranho, né? Só tinha aqueles DelValle ou coisa parecida. Por 2 vezes apareceu no mercado em Jaguariúna uma marca de suco sem açúcar. Eu aproveitava e comprava várias caixinhas! E na próxima ida ao mercado... pronto, não tinha mais! Imagino que não tenha feito sucesso e retiraram do mercado. Interessante também que na motorola tinha. :-) Na geladeira do restaurante da mot tinha um suco de laranja fresco pra vender que não tinha açúcar. Era bem gostoso e nem era caro. Mas por algum motivo obscuro nunca achei aquela marca pra vender no mercado.
Enfim, que tinha, tinha, só era um pouco mais difícil de achar. Já aqui... ah, como é fácil!! Eu vou na geladeira de qualquer mercado e tem umas 5 marcas de suco de laranja. Nenhuma tem açúcar ou qualquer aditivo e todas tem opção com ou sem polpa. Compramos de galão aqui em casa! Também tem outros sabores de suco sem açúcar. Acho ótimo, assim posso dar pro Nathan sem preocupações. Aliás, ele adoooora suco de laranja!
E por falar em bebidas, o Nathan continua adorando vitaminas!! Hoje bati leite + iogurte + banana + maçã + pêra + mamão. Ele gostou que tomou o copo inteiro de uma vez, como se fosse água. :-)
E pra terminar meu post com uma bebida, vou tomar um chazinho, que minha garganta tá meio ruim. Tchau pra vocês!
Eu adoro um leite!! Se deixar, tomo de manhã, de tarde e à noite. Mas recentemente, internet vai, internet, comecei a ler por aí que o leite que compramos no supermercado, na caixinha, tão prático, não é tão bom quanto eu pensava. O processo de pasteurização destroi (destrói ainda tem acento?) uma enzima chamada fostatase, que é importantíssima para a absorção do cálcio. Logo, por mais que o leite tenha cálcio, se a gente toma leite de caixinha, o teor de cálcio absorvido é mais baixo. O leite desnatado também perde algumas coisas. (Um site interessante para quem quiser ler sobre o assunto é este aqui: http://pat.feldman.com.br/?p=1941). Outro que fala que todos-os-leites-são-ruins-não-deveríamos-tomar-nunca é este aqui: http://www.formerfatguy.com/articles/dont-drink-milk.asp#axzz1Ii0PUt1K
Mas enfim, baixa absorção de cálcio não é tanto problema assim, já que outros estudos dizem que o corpo tenta se virar pra absorver mais cálcio quando a oferta é pequena. E vegetais também tem cálcio. Enfim, problema do meu corpo. Ele que se vire. Só queria tentar dar uma ajudinha, né? Ainda no Brasil eu comecei a tentar comprar leite de saquinho, igual antigamente. É que esse é apenas pasteurizado e não pasteurizado UHT, que significa temperaturas ultra altas! Quanto mais alta a temperatura, mais nutrientes se perdem. E voltei a tomar leite integral, o que não foi sacrifício nenhum, hehehe. É muito mais gostoso. :-)
Outra vantagem do saquinho é que o leite é só leite. Dêem uma olhada no conteúdo desse leite de caixinha integral: Leite integral, vitaminas (C, A e D), pirofosfato férrico e estabilizantes trifosfato de sódio, monofosfato de sódio, difosfato de sódio e citrato de sódio. Bom, tá certo que esse é vitaminado. Mas mesmo um integral básico da parmalat tem estabilizante citrato de sódio. Já esse desnatado tem estabilizante citrato de sódio, tripolifosfato de sódio e fosfato trissódioco.
Mas enfim, tô desviando do assunto. O que ia dizer é que em Jaguariúna estava bem difícil achar leite de saquinho tipo A, só achava tipo B. Tá certo que dá quase no mesmo. Os dois são só leite pasteurizado, só que o tipo A tem maior controle de higiene. E aqui no Canadá achar leite que é só leite é a coisa mais fácil que existe!! Todo mercado tem na geladeira esses leites frescos, sem estabilizantes. Só que também vem em caixinhas, o que é bem mais prático. E mesmo sendo só leite, tem várias opções. Eles não usam muito a classificação integral-semi-desnatado-desnatado. Eles indicam a porcentagem de gordura. Os com 3,25% ou 3,8% são integrais. O 2% é semi e abaixo de 1% é desnatado. Já vi até 0,1%.
Acho que até existem os leites longa vida, que não precisam ser refrigerados, mas até agora não procurei. Estou satisfeita com essa opção. Mas devo dizer que baratos eles não são. Normalmente pago $4,50 na caixinha de 2 litros. Se for orgânico, uns $6.00. Mas orgânico eu só compro se estiver em promoção. :-)
Esse aqui é bem bom. Ah sim, nem tudo é perfeito, é leite + vitamina D. Acho que no Canadá a lei obriga a adicionar vitamina D, porque ninguém toma sol no inverno. Uma hora vou pesquisar sobre isso...
Mas leite até que eu não me preocupava tanto no Brasil. Era mais chato, mas possível achar o que eu queria. O difícil mesmo era achar suco de laranja sem açúcar. Engraçado como qualquer restaurante ou bar faz esses sucos, mas no mercado eu só achava suco de laranja adoçado. Estranho, né? Só tinha aqueles DelValle ou coisa parecida. Por 2 vezes apareceu no mercado em Jaguariúna uma marca de suco sem açúcar. Eu aproveitava e comprava várias caixinhas! E na próxima ida ao mercado... pronto, não tinha mais! Imagino que não tenha feito sucesso e retiraram do mercado. Interessante também que na motorola tinha. :-) Na geladeira do restaurante da mot tinha um suco de laranja fresco pra vender que não tinha açúcar. Era bem gostoso e nem era caro. Mas por algum motivo obscuro nunca achei aquela marca pra vender no mercado.
Enfim, que tinha, tinha, só era um pouco mais difícil de achar. Já aqui... ah, como é fácil!! Eu vou na geladeira de qualquer mercado e tem umas 5 marcas de suco de laranja. Nenhuma tem açúcar ou qualquer aditivo e todas tem opção com ou sem polpa. Compramos de galão aqui em casa! Também tem outros sabores de suco sem açúcar. Acho ótimo, assim posso dar pro Nathan sem preocupações. Aliás, ele adoooora suco de laranja!
E por falar em bebidas, o Nathan continua adorando vitaminas!! Hoje bati leite + iogurte + banana + maçã + pêra + mamão. Ele gostou que tomou o copo inteiro de uma vez, como se fosse água. :-)
E pra terminar meu post com uma bebida, vou tomar um chazinho, que minha garganta tá meio ruim. Tchau pra vocês!
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Comidas e cortes de boi
Acho que já comentei que uma coisa legal de morar num país novo é ir no mercado e ter um monte de coisa nova pra experimentar. Uma dessas coisas é granola. Acho que já faz uns 10 anos que como granola no café da manhã todo dia. Tudo começou em uma época que meu intestino não andava lá essas coisas. Eu devia ter uns 20 anos, sei lá. Aí minha ginecologista falou que eu tinha que comer mais fibra. Eu realmente não comia muito bem nessa época. Até comia frutas de vez em quando, mas não gostava de salada e vegetais só comia os básicos, tipo cenoura, batata, milho, tomate...
Aí cereal matinal me pareceu uma boa ideia. Primeiro comi all-bran, que era bem bléééé. Pra piorar era parecido com a comida da minha tartaruga, hehehe. Aí comecei a comer granola, que tinha praticamente o mesmo efeito e não era tão ruim. Ou então aveia. Enfim, assim se iniciou o hábito e até hoje, todos os dias, como granola com banana e leite no café da manhã, faça chuva, faça sol ou tenha pizza de ontem pedindo pra ir pro micro-ondas. :-)
Agora vem a parte boa. Aqui tem um moooooooooonte de marcas de granolas. Muitas mesmo!! E a maioria é super deliciosa, muito melhor do que no Brasil. Ah sim, essas bem deliciosas também são mais calóricas. Mas compensa. Quando eu ainda trabalhava na motorola, já gostava das granolas americanas. Aí quando alguém viajava a trabalho pros Estados Unidos, eu pedia pra trazer granola pra mim. Tanta gente pedindo muamba e eu encomendando granola, era engraçado, hehehe. Agora eu já tenho uma marca preferida. Então estou intercalando essa marca preferida com uma novidade. Quero experimentar todas!
Não sei se já comentei aqui sobre o café... Comprei um café solúvel, mais para aqueles dias de muuuuito sono, já que nunca achei esses cafés muito gostosos. Aí esses dias fui fazer e percebi que não tinha açúcar em casa. Mas como era para fins "terapêuticos" mesmo, não pra ser gostoso, resolvi fazer assim mesmo. Experimentei e... surpresa!!! É gostosinho! Eu sempre achei os nescafés no Brasil super amargos. Mas este aqui tem um sabor super suave, adorei!! Agora, quando quero tomar algo quentinho sem calorias, faço esse cafezinho e tomo sem açúcar, mesmo. Aí alguém me falou que no Brasil eles pegam os melhores grãos e exportam, por isso que o nescafé no Brasil é amargo. Poxa, estou começando a acreditar. Mãe, você que já gosta de café no Brasil, tem que vir me visitar logo! Acho que você vai adorar o café daqui. :-)
Outra coisa que eu gostei muito: opções saudáveis. A maioria já sabe que não quero que o Nathan coma açúcar antes de completar 2 anos. Pelo menos essa é a meta. :-) Por outro lado, também acho chato ficar comendo sempre as mesmas coisas. No Brasil, nunca dei danoninho, por exemplo. Tentei uma vez iogurte natural misturado com fruta, mas ele não gostou muito. Bom, só tentei uma vez. Mas chegando aqui, achei uma marca de iogurte para bebês que é ótima!! Não tem nenhuma adição de açúcar, o doce é todo das frutas. Feito com leite integral, sem aromatizantes artificiais, sem corantes, sem gelatina e ainda tem trecos vivos, igual yakult. :-) Não é 100% natural, mas já tá valendo. E o melhor é que ele gostou. Hoje à tarde abri a geladeira pra pegar alguma coisa, o Nathan tava perto, viu os potinhos de iogurte, foi correndo pegar um e ficou levantando pra mim, pra eu abrir. Que bonitinho. :-) Aí fui andando pra sala, abrindo, e ele foi correndo na frente, subiu no sofá e ficou sentadinho de frente pra tv, esperando eu levar. Ahhh, como é fofo esse meu Nathan! Dá vontade de ir lá acordá-lo só pra dar mais um abraço! Hmmm, pensando bem, não dá não. Deixa ele dormir que daqui a pouco ele acorda querendo mamar, hehehe.
Esses dias fiz um sorvete, esse sim bem natural. Ia iogurte natural, creme de leite, berries (usei blueberry e raspberry), essência de baunilha e um pouco de mel pra adoçar. O Alessandro não quis nem chegar perto, hehehe. Também, com Haagen Daz no freezer, concorrência desleal! Mas o Nathan gostou bastante, que bom!! Porque as berries puras ele não achou muita graça. Principalmente a blueberry, que tem formato de bolinha, aí ele acha que é brinquedo e fica jogando no chão.
Outra coisa boa são as bolachinhas. No Brasil ele comia club social. Mas mesmo a versão que a embalagem chamava de integral levava farinha refinada, que não é lá muito nutritiva. Aí comprei aqui uns biscoitinhos de arroz bem naturais e o Nathan adora! Eu normalmente levo quando a gente sai de casa e prefiro domar a ferinha, hehehe. Ele vai comendo um atrás do outro e pedindo mais, mais, mais. Marca de bolachas e biscoitos também tem de monte. Já comprei várias, todas integrais e o Nathan só não gostou de uma delas. Ele também gosta de pringles, que não é nada natural, hehehe. Mas essa ele só experimentou uma vez. Me pegou no flagra, aí tive que dar, né? Normalmente, tudo o que eu como ele come e vice-versa. E é por isso que não tenho açúcar em casa. Se não quero que ele coma, tenho que dar o exemplo, né? Errr, sim, tem sorvete no freezer e chocolate no armário, mas juro que é tudo do Alessandro, rsrsrs. :-)
Ainda não estou sentindo muita falta de comidas do Brasil. Aqui tem arroz, tem feijão, tem carne, tem granola, tem leite, tem tomate, tem alface. Pronto, a base da minha alimentação tá toda aí. :-) E hoje achei picanha no açougue, iuhuuu!!! O Alessandro fez no grill e ficou uma delícia, tão boa quanto no Brasil. Mas confesso que essa não foi tão fácil de achar. Eles cortam o boi de um jeito bem diferente. Para fins didáticos, segue abaixo o mapa dos cortes do boi no Brasil:
Agora vejam como o boi é cortado por aqui:
Captaram o problema? Diz a lenda que picanha é sirloin. A figura não é muito boa, mas enfim o que normalmente acontece é que quando você pede "sirloin", dependendo da fatia, pode vir qualquer coisa. Pode ser alcatra, maminha, contrafilé, etc. Menos filé. O filet mignon eles cortam direitinho e chamam de "tender loin", que eu poderia traduzir livremente como "lombo macio". :-)
Depende do açougue ou coisa parecida, o sirloin é mais dividido, como abaixo
Mas acho que os açougueiros aqui são meio indecisos. Hoje, por exemplo, eu comprei "top sirloin". E ele não seguiu essa 2a. figura, não. Veio umas fatiazonas de carne que pelo que eu decifrei começavam ali no meio, onde eles chamaram de top sirloin (e eu de alcatra) e ia até em cima, onde eles chamam de sirloin e eu chamo de picanha. :-) E por sorte estava com a gordura, ebaaaa. Porque em todos os restaurantes onde já pedi sirloin, até hoje, vieram sem gordura. E onde já viu picanha sem gordura? Quiabo surdo!!
Bom, picanha comida, ainda restam alguns itens a serem encontrados. Não que eu tenha procurado, mas nunca trombei aqui com pão de queijo, coxinha, risoles nem pastel. Mas já vi esfiha, guaraná e até tapioca. :-) O pão de queijo eu agora tenho 2 pacotes que minha mãe mandou, ebaaa! Já coxinha, risoles, pastel acho que vou ter que fabricar eu mesma. Ou então procurar no bairro onde moram os brasileiros em Toronto. Ouvi dizer que eles se concentram no bairro "Little Portugal". Fui num mercado lá uma vez e no painel de classificados tinha alguns anúncios em português. :-)
Que mais? Ah, adoro as opções de berries aqui! Cereja, framboesa, morangos, blueberry, raspberry, nham nham. Cogumelos grandões. 15 tipos diferentes de maçãs (sim, eu contei um dia desses no mercado, hehehe). French vanilla, um tipo de cappucino sabor baunilha que é uma delícia! Sorvete Haagen Dazs que só custa $4.00 o pote! Milhões de tipos de pães, incluindo pão francês igual do Brasil.
Ufa, melhor terminar logo esse post que já tá me dando fome. :-)
Aí cereal matinal me pareceu uma boa ideia. Primeiro comi all-bran, que era bem bléééé. Pra piorar era parecido com a comida da minha tartaruga, hehehe. Aí comecei a comer granola, que tinha praticamente o mesmo efeito e não era tão ruim. Ou então aveia. Enfim, assim se iniciou o hábito e até hoje, todos os dias, como granola com banana e leite no café da manhã, faça chuva, faça sol ou tenha pizza de ontem pedindo pra ir pro micro-ondas. :-)
Agora vem a parte boa. Aqui tem um moooooooooonte de marcas de granolas. Muitas mesmo!! E a maioria é super deliciosa, muito melhor do que no Brasil. Ah sim, essas bem deliciosas também são mais calóricas. Mas compensa. Quando eu ainda trabalhava na motorola, já gostava das granolas americanas. Aí quando alguém viajava a trabalho pros Estados Unidos, eu pedia pra trazer granola pra mim. Tanta gente pedindo muamba e eu encomendando granola, era engraçado, hehehe. Agora eu já tenho uma marca preferida. Então estou intercalando essa marca preferida com uma novidade. Quero experimentar todas!
Não sei se já comentei aqui sobre o café... Comprei um café solúvel, mais para aqueles dias de muuuuito sono, já que nunca achei esses cafés muito gostosos. Aí esses dias fui fazer e percebi que não tinha açúcar em casa. Mas como era para fins "terapêuticos" mesmo, não pra ser gostoso, resolvi fazer assim mesmo. Experimentei e... surpresa!!! É gostosinho! Eu sempre achei os nescafés no Brasil super amargos. Mas este aqui tem um sabor super suave, adorei!! Agora, quando quero tomar algo quentinho sem calorias, faço esse cafezinho e tomo sem açúcar, mesmo. Aí alguém me falou que no Brasil eles pegam os melhores grãos e exportam, por isso que o nescafé no Brasil é amargo. Poxa, estou começando a acreditar. Mãe, você que já gosta de café no Brasil, tem que vir me visitar logo! Acho que você vai adorar o café daqui. :-)
Outra coisa que eu gostei muito: opções saudáveis. A maioria já sabe que não quero que o Nathan coma açúcar antes de completar 2 anos. Pelo menos essa é a meta. :-) Por outro lado, também acho chato ficar comendo sempre as mesmas coisas. No Brasil, nunca dei danoninho, por exemplo. Tentei uma vez iogurte natural misturado com fruta, mas ele não gostou muito. Bom, só tentei uma vez. Mas chegando aqui, achei uma marca de iogurte para bebês que é ótima!! Não tem nenhuma adição de açúcar, o doce é todo das frutas. Feito com leite integral, sem aromatizantes artificiais, sem corantes, sem gelatina e ainda tem trecos vivos, igual yakult. :-) Não é 100% natural, mas já tá valendo. E o melhor é que ele gostou. Hoje à tarde abri a geladeira pra pegar alguma coisa, o Nathan tava perto, viu os potinhos de iogurte, foi correndo pegar um e ficou levantando pra mim, pra eu abrir. Que bonitinho. :-) Aí fui andando pra sala, abrindo, e ele foi correndo na frente, subiu no sofá e ficou sentadinho de frente pra tv, esperando eu levar. Ahhh, como é fofo esse meu Nathan! Dá vontade de ir lá acordá-lo só pra dar mais um abraço! Hmmm, pensando bem, não dá não. Deixa ele dormir que daqui a pouco ele acorda querendo mamar, hehehe.
Esses dias fiz um sorvete, esse sim bem natural. Ia iogurte natural, creme de leite, berries (usei blueberry e raspberry), essência de baunilha e um pouco de mel pra adoçar. O Alessandro não quis nem chegar perto, hehehe. Também, com Haagen Daz no freezer, concorrência desleal! Mas o Nathan gostou bastante, que bom!! Porque as berries puras ele não achou muita graça. Principalmente a blueberry, que tem formato de bolinha, aí ele acha que é brinquedo e fica jogando no chão.
Outra coisa boa são as bolachinhas. No Brasil ele comia club social. Mas mesmo a versão que a embalagem chamava de integral levava farinha refinada, que não é lá muito nutritiva. Aí comprei aqui uns biscoitinhos de arroz bem naturais e o Nathan adora! Eu normalmente levo quando a gente sai de casa e prefiro domar a ferinha, hehehe. Ele vai comendo um atrás do outro e pedindo mais, mais, mais. Marca de bolachas e biscoitos também tem de monte. Já comprei várias, todas integrais e o Nathan só não gostou de uma delas. Ele também gosta de pringles, que não é nada natural, hehehe. Mas essa ele só experimentou uma vez. Me pegou no flagra, aí tive que dar, né? Normalmente, tudo o que eu como ele come e vice-versa. E é por isso que não tenho açúcar em casa. Se não quero que ele coma, tenho que dar o exemplo, né? Errr, sim, tem sorvete no freezer e chocolate no armário, mas juro que é tudo do Alessandro, rsrsrs. :-)
Ainda não estou sentindo muita falta de comidas do Brasil. Aqui tem arroz, tem feijão, tem carne, tem granola, tem leite, tem tomate, tem alface. Pronto, a base da minha alimentação tá toda aí. :-) E hoje achei picanha no açougue, iuhuuu!!! O Alessandro fez no grill e ficou uma delícia, tão boa quanto no Brasil. Mas confesso que essa não foi tão fácil de achar. Eles cortam o boi de um jeito bem diferente. Para fins didáticos, segue abaixo o mapa dos cortes do boi no Brasil:
Agora vejam como o boi é cortado por aqui:
Captaram o problema? Diz a lenda que picanha é sirloin. A figura não é muito boa, mas enfim o que normalmente acontece é que quando você pede "sirloin", dependendo da fatia, pode vir qualquer coisa. Pode ser alcatra, maminha, contrafilé, etc. Menos filé. O filet mignon eles cortam direitinho e chamam de "tender loin", que eu poderia traduzir livremente como "lombo macio". :-)
Depende do açougue ou coisa parecida, o sirloin é mais dividido, como abaixo
Mas acho que os açougueiros aqui são meio indecisos. Hoje, por exemplo, eu comprei "top sirloin". E ele não seguiu essa 2a. figura, não. Veio umas fatiazonas de carne que pelo que eu decifrei começavam ali no meio, onde eles chamaram de top sirloin (e eu de alcatra) e ia até em cima, onde eles chamam de sirloin e eu chamo de picanha. :-) E por sorte estava com a gordura, ebaaaa. Porque em todos os restaurantes onde já pedi sirloin, até hoje, vieram sem gordura. E onde já viu picanha sem gordura? Quiabo surdo!!
Bom, picanha comida, ainda restam alguns itens a serem encontrados. Não que eu tenha procurado, mas nunca trombei aqui com pão de queijo, coxinha, risoles nem pastel. Mas já vi esfiha, guaraná e até tapioca. :-) O pão de queijo eu agora tenho 2 pacotes que minha mãe mandou, ebaaa! Já coxinha, risoles, pastel acho que vou ter que fabricar eu mesma. Ou então procurar no bairro onde moram os brasileiros em Toronto. Ouvi dizer que eles se concentram no bairro "Little Portugal". Fui num mercado lá uma vez e no painel de classificados tinha alguns anúncios em português. :-)
Que mais? Ah, adoro as opções de berries aqui! Cereja, framboesa, morangos, blueberry, raspberry, nham nham. Cogumelos grandões. 15 tipos diferentes de maçãs (sim, eu contei um dia desses no mercado, hehehe). French vanilla, um tipo de cappucino sabor baunilha que é uma delícia! Sorvete Haagen Dazs que só custa $4.00 o pote! Milhões de tipos de pães, incluindo pão francês igual do Brasil.
Ufa, melhor terminar logo esse post que já tá me dando fome. :-)
sábado, 2 de abril de 2011
País de velhinhos
Normalmente ninguém fica muito feliz com a ideia de envelhecer. Mas se for pra ser velho, bom mesmo é morar no Canadá! Estou impressionada em ver como a vida deles é melhor por aqui. Bom, pelo menos em Toronto.
Tudo já começa com a acessibilidade para os cadeirantes. Até agora, não vi nenhuma calçada sem guia rebaixada nas esquinas. A grande maioria dos prédios ou estabelecimentos com escada tem rampa ou um mini-elevadorzinho pra cadeirantes. Na verdade, em 2 meses aqui, até agora só vi UM lugar que tinha escadas mas não rampa nem coisa parecida. Era um McDonald's lá do centrão. Eu IA entrar lá, mas estava sozinha com o Nathan dormindo no carrinho, então desisti. Tirando também esse McDonald's, praticamente todo prédio tem, a cerca de 1,5metro da porta, um botãozinho pros cadeirantes apertarem e a porta se abrir automaticamente. Ótimo, né? Assim os cadeirantes podem andar desacompanhados por aí.
Outra coisa que ajuda são os meios de transporte. Do lado de fora dos ônibus também tem um botão que os cadeirantes podem apertar, aí uma parte do ônibus (bem do lado do motorista) abaixa até o nível do solo, a pessoa sobe, depois aquela parte sobe de novo. Mas acho que essa facilidade não é assim tão popular, até hoje não vi ninguém usando. Acho que os cadeirantes preferem o metrô.
Embora nem toda estação tenha elevador, a maioria tem. As mais novas já foram bem projetadas e os elevadores ficam super bem localizados. As mais antigas vão sendo reformadas aos poucos. Mas pelo menos as informações são muito boas e todo mapa de metrô tem um símbolo indicando se aquela estação é acessível ou não. Eu sempre presto atenção nisso, porque com o Nathan no carrinho é bem mais fácil se tiver elevador. Quanto estamos eu e o Alessandro, ainda dá pra carregar o carrinho na escada. Mas sozinha já não dá. Por enquanto só andei de metrô sozinha com o Nathan uma vez, das outras vezes estávamos sempre nós três. Mas, como o Alessandro começa a trabalhar 2a. feira, é bom que eu já esteja acostumada.
Aqui o pessoal da 3a. idade é às vezes chamado de older adults, ou "adultos mais velhos". :-) Bonitinho, né? Hehehe. No Brasil eu sei que tem atividades para a 3a. idade nos SESCs, mas não sei muito sobre o assunto. Já aqui, vi por acaso no centro comunitário aqui perto que tem um mooooooonte de atividades para eles. Aulas de hidroginática, sessões de cinema, danças, aulas de culinária... Bom, não lembro de tudo porque não estava prestando atenção. Mas sei que todos os dias tinha umas 3 ou 4 atividades, tanto de manhã, à tarde e à noite. Os vestiários e banheiros do centro comunitário também são projetados para que cadeirantes possam utilizá-los. Aliás, até a piscina tem rampa!! Mas não sei muito bem como ela é utilizada.
Tem outros benefícios financeiros para seniors, também. Agora é época de imposto de renda por aqui e eu vi as propagandas falando de 2 benefícios para os esses cidadãos. Um era para quem é dono de uma casa. Eles ganham uns $500 de desconto no imposto de renda. Se eles não pagam, então recebem os tais $500. Os seniors que tem renda mais baixa tem um outro benefício e também recebem tipo $1000. Ah sim, renda baixa por aqui ouvi dizer que é menos de $30.000 por ano, ou seja, $2500 por mês.
Outra coisa importantíssima é o sistema de saúde. Aqui ninguém tem que se preocupar que o plano de saúde vai ficar muito alto com o passar dos anos, simplesmente porque NÃO EXISTE plano de saúde privado. Aqui a saúde é toda pública, todos os hospitais são públicos e por aí vai. E diferentemente do sus, a coisa funciona. Claro que acaba tendo regras, senão vira a casa da mãe joana. E se não for emergência talvez você não seja atendido tão rápido quanto gostaria, mas em caso de urgência você vai ser passado na frente. E se tiver uma doença grave, não vai morrer no corredor de um hospital, esperando vaga.
Aqui todo mundo tem médico de família. Então, se você quiser uma consulta em um especialista, o seu médico de família tem que indicar. Isso é pra evitar que os hipocondríacos ou desocupados fiquem usando o sistema de saúde à toa e tomando o lugar de quem realmente precisa. Faz sentido, né? Eu mesma já fiz uns exames preventivos no Brasil bem inúteis, só porque tinha plano de saúde e podia fazer. Por exemplo, todo ano eu fazia exame pra ver meus níveis de colesterol, triglicérides e glicemia. Pra quê? Eu sempre fui magra, saudável e todo ano eles estavam ótimos. Besteira, né? Pois é.
Bom, mas só vou saber melhor como isso funciona quando chegar minha carteirinha. Na nossa província, Ontario, nos primeiros 3 meses a gente não tem direito a usar o sistema de saúde. Acho que eles fazem isso pra evitar que o pessoal venha doente, se trate e vá embora. Vi um documentário dizendo que vários americanos fazem isso. É que nos Estados Unidos é exatamente o contrário daqui. Lá não existe saúde pública, é tudo pago. Com exceção, talvez, de alguns veteranos de guerra ou coisa assim. Aliás, recomendo o documentário "Sicko" do Michael Moore, é bem interessante. Um dos casos que ele mostra é de um homem que cortou 2 dedos fora (acho que com uma serra, não lembro). Colocou os dedos no gelo e correu pro hospital, a tempo de grudar de novo. Mas... ele não tinha plano de saúde. Então falaram pra ele que o dedo maior custaria tipo 20.000 dólares e o menor 15.000. Não lembro direito dos valores, mas era nessa ordem de grandeza. Aí o cara pensou na conta bancária, considerou valor, dívidas, etc e... recolocou só um dos dedos e jogou fora o outro. Triste demais, não? :-( Perder um dedo por não ter dinheiro. Mas enfim, isso já é outro assunto.
A única amostra do sistema de saúde aqui eu tive 1 mês atrás. Tava com mastite e precisando de antibiótico, então fui numa "walk-in clinic". Esse é um tipo de clínica que você pode ir pra se consultar com um médico, sem ter que marcar consulta. Como se fosse um pronto socorro para casos que não são de emergência. Qualquer um pode ir a qualquer hora, não precisa falar com o médico da família nem nada. Beleza, fui. Como ainda não tinha cumprido meus 3 meses de carência, tive que pagar a consulta. Não lembro se paguei $60 ou $130... Preenchi a ficha e me falaram que provavelmente ia esperar 60-90 minutos. Era perto da hora do almoço, então fui almoçar e voltei.
Com exatos 90 minutos me chamaram. Aí veio uma enfermeira ou assistente, sei lá, me fazer as perguntas básicas, o que eu estava sentindo, alergias, etc, anotou tudo e me falou pra aguardar. Fiquei mais uns 20 minutos na salinha esperando o médico. Bom, pelo menos dava pra esperar deitada e tinha revistas lá. :-) A "consulta" propriamente dita bateu recorde de velocidade. Também, eu já cheguei lá com o diagnóstico pronto e até com a medicação. Falei "estou sentindo isso, isso e isso, portanto é mastite. Para mastite, os melhores antibióticos são x, y e z". Mostrei pra ele o texto de uma clínica de amamentação de Toronto com a lista dos antibióticos recomendados. Ele perguntou qual eu já tinha tomado (pra ter certeza que não daria reação), eu escolhi um deles e pronto! Ele escreveu a receita e tchau. Não chegou a se sentar, não pediu pra ver o vermelho no peito, nada. Então tá, né?
Mas enfim, voltando aos velhinhos, também parece que eles estão bem mais presentes por aí. A pirâmide demográfica aqui acho que não é mais uma pirâmide. Bom, não é à toa que o Canadá fica deixando imigrantes virem pra cá, né? Precisa de gente nova trabalhando, pra poder bancar os idosos. Seja como for, é muito comum encontrar o pessoal da 3a. idade andando por aí. Também tem muita gente com cadeira de rodas motorizada nas ruas. Ah, e as calçadas aqui são ótimas pra se andar! São largas, espaçosas, tanto nos bairros quanto no centro. Bom, tem que ser, né? Afinal, no inverno boa parte delas está tomada pela neve.
E por último, obviamente, as vagas de estacionamento para cadeiras de rodas são respeitadas!!
É, eu ainda não se vou ficar morando pra sempre no Canadá, mas é pra cá que eu quero vir quando for velhinha. :-)
Tudo já começa com a acessibilidade para os cadeirantes. Até agora, não vi nenhuma calçada sem guia rebaixada nas esquinas. A grande maioria dos prédios ou estabelecimentos com escada tem rampa ou um mini-elevadorzinho pra cadeirantes. Na verdade, em 2 meses aqui, até agora só vi UM lugar que tinha escadas mas não rampa nem coisa parecida. Era um McDonald's lá do centrão. Eu IA entrar lá, mas estava sozinha com o Nathan dormindo no carrinho, então desisti. Tirando também esse McDonald's, praticamente todo prédio tem, a cerca de 1,5metro da porta, um botãozinho pros cadeirantes apertarem e a porta se abrir automaticamente. Ótimo, né? Assim os cadeirantes podem andar desacompanhados por aí.
Outra coisa que ajuda são os meios de transporte. Do lado de fora dos ônibus também tem um botão que os cadeirantes podem apertar, aí uma parte do ônibus (bem do lado do motorista) abaixa até o nível do solo, a pessoa sobe, depois aquela parte sobe de novo. Mas acho que essa facilidade não é assim tão popular, até hoje não vi ninguém usando. Acho que os cadeirantes preferem o metrô.
Embora nem toda estação tenha elevador, a maioria tem. As mais novas já foram bem projetadas e os elevadores ficam super bem localizados. As mais antigas vão sendo reformadas aos poucos. Mas pelo menos as informações são muito boas e todo mapa de metrô tem um símbolo indicando se aquela estação é acessível ou não. Eu sempre presto atenção nisso, porque com o Nathan no carrinho é bem mais fácil se tiver elevador. Quanto estamos eu e o Alessandro, ainda dá pra carregar o carrinho na escada. Mas sozinha já não dá. Por enquanto só andei de metrô sozinha com o Nathan uma vez, das outras vezes estávamos sempre nós três. Mas, como o Alessandro começa a trabalhar 2a. feira, é bom que eu já esteja acostumada.
Aqui o pessoal da 3a. idade é às vezes chamado de older adults, ou "adultos mais velhos". :-) Bonitinho, né? Hehehe. No Brasil eu sei que tem atividades para a 3a. idade nos SESCs, mas não sei muito sobre o assunto. Já aqui, vi por acaso no centro comunitário aqui perto que tem um mooooooonte de atividades para eles. Aulas de hidroginática, sessões de cinema, danças, aulas de culinária... Bom, não lembro de tudo porque não estava prestando atenção. Mas sei que todos os dias tinha umas 3 ou 4 atividades, tanto de manhã, à tarde e à noite. Os vestiários e banheiros do centro comunitário também são projetados para que cadeirantes possam utilizá-los. Aliás, até a piscina tem rampa!! Mas não sei muito bem como ela é utilizada.
Tem outros benefícios financeiros para seniors, também. Agora é época de imposto de renda por aqui e eu vi as propagandas falando de 2 benefícios para os esses cidadãos. Um era para quem é dono de uma casa. Eles ganham uns $500 de desconto no imposto de renda. Se eles não pagam, então recebem os tais $500. Os seniors que tem renda mais baixa tem um outro benefício e também recebem tipo $1000. Ah sim, renda baixa por aqui ouvi dizer que é menos de $30.000 por ano, ou seja, $2500 por mês.
Outra coisa importantíssima é o sistema de saúde. Aqui ninguém tem que se preocupar que o plano de saúde vai ficar muito alto com o passar dos anos, simplesmente porque NÃO EXISTE plano de saúde privado. Aqui a saúde é toda pública, todos os hospitais são públicos e por aí vai. E diferentemente do sus, a coisa funciona. Claro que acaba tendo regras, senão vira a casa da mãe joana. E se não for emergência talvez você não seja atendido tão rápido quanto gostaria, mas em caso de urgência você vai ser passado na frente. E se tiver uma doença grave, não vai morrer no corredor de um hospital, esperando vaga.
Aqui todo mundo tem médico de família. Então, se você quiser uma consulta em um especialista, o seu médico de família tem que indicar. Isso é pra evitar que os hipocondríacos ou desocupados fiquem usando o sistema de saúde à toa e tomando o lugar de quem realmente precisa. Faz sentido, né? Eu mesma já fiz uns exames preventivos no Brasil bem inúteis, só porque tinha plano de saúde e podia fazer. Por exemplo, todo ano eu fazia exame pra ver meus níveis de colesterol, triglicérides e glicemia. Pra quê? Eu sempre fui magra, saudável e todo ano eles estavam ótimos. Besteira, né? Pois é.
Bom, mas só vou saber melhor como isso funciona quando chegar minha carteirinha. Na nossa província, Ontario, nos primeiros 3 meses a gente não tem direito a usar o sistema de saúde. Acho que eles fazem isso pra evitar que o pessoal venha doente, se trate e vá embora. Vi um documentário dizendo que vários americanos fazem isso. É que nos Estados Unidos é exatamente o contrário daqui. Lá não existe saúde pública, é tudo pago. Com exceção, talvez, de alguns veteranos de guerra ou coisa assim. Aliás, recomendo o documentário "Sicko" do Michael Moore, é bem interessante. Um dos casos que ele mostra é de um homem que cortou 2 dedos fora (acho que com uma serra, não lembro). Colocou os dedos no gelo e correu pro hospital, a tempo de grudar de novo. Mas... ele não tinha plano de saúde. Então falaram pra ele que o dedo maior custaria tipo 20.000 dólares e o menor 15.000. Não lembro direito dos valores, mas era nessa ordem de grandeza. Aí o cara pensou na conta bancária, considerou valor, dívidas, etc e... recolocou só um dos dedos e jogou fora o outro. Triste demais, não? :-( Perder um dedo por não ter dinheiro. Mas enfim, isso já é outro assunto.
A única amostra do sistema de saúde aqui eu tive 1 mês atrás. Tava com mastite e precisando de antibiótico, então fui numa "walk-in clinic". Esse é um tipo de clínica que você pode ir pra se consultar com um médico, sem ter que marcar consulta. Como se fosse um pronto socorro para casos que não são de emergência. Qualquer um pode ir a qualquer hora, não precisa falar com o médico da família nem nada. Beleza, fui. Como ainda não tinha cumprido meus 3 meses de carência, tive que pagar a consulta. Não lembro se paguei $60 ou $130... Preenchi a ficha e me falaram que provavelmente ia esperar 60-90 minutos. Era perto da hora do almoço, então fui almoçar e voltei.
Com exatos 90 minutos me chamaram. Aí veio uma enfermeira ou assistente, sei lá, me fazer as perguntas básicas, o que eu estava sentindo, alergias, etc, anotou tudo e me falou pra aguardar. Fiquei mais uns 20 minutos na salinha esperando o médico. Bom, pelo menos dava pra esperar deitada e tinha revistas lá. :-) A "consulta" propriamente dita bateu recorde de velocidade. Também, eu já cheguei lá com o diagnóstico pronto e até com a medicação. Falei "estou sentindo isso, isso e isso, portanto é mastite. Para mastite, os melhores antibióticos são x, y e z". Mostrei pra ele o texto de uma clínica de amamentação de Toronto com a lista dos antibióticos recomendados. Ele perguntou qual eu já tinha tomado (pra ter certeza que não daria reação), eu escolhi um deles e pronto! Ele escreveu a receita e tchau. Não chegou a se sentar, não pediu pra ver o vermelho no peito, nada. Então tá, né?
Mas enfim, voltando aos velhinhos, também parece que eles estão bem mais presentes por aí. A pirâmide demográfica aqui acho que não é mais uma pirâmide. Bom, não é à toa que o Canadá fica deixando imigrantes virem pra cá, né? Precisa de gente nova trabalhando, pra poder bancar os idosos. Seja como for, é muito comum encontrar o pessoal da 3a. idade andando por aí. Também tem muita gente com cadeira de rodas motorizada nas ruas. Ah, e as calçadas aqui são ótimas pra se andar! São largas, espaçosas, tanto nos bairros quanto no centro. Bom, tem que ser, né? Afinal, no inverno boa parte delas está tomada pela neve.
E por último, obviamente, as vagas de estacionamento para cadeiras de rodas são respeitadas!!
É, eu ainda não se vou ficar morando pra sempre no Canadá, mas é pra cá que eu quero vir quando for velhinha. :-)
quarta-feira, 30 de março de 2011
Comendo sozinho
Há mais ou menos uma semana o Nathan parou de comer. Quer dizer, não é que parou de comer totalmente. Estava comendo menos e também estava um pouco mais rebelde do que o normal. Comecei a perceber a diferença no café da manhã. Faz meses que ele tem comido cereal de manhã e tudo ia bem. Aí, de repente, passou a comer cada vez menos. Comia alguns colheradas e não queria mais. Era aproximar a colher da boca dele que ele gritava. Ele não gosta quando ele não quer comer e a gente oferece comida. E isso não é porque eu estou forçando nem nada. Ele considera a simples oferta uma grande ofensa!! Só de ver a colher já grita, se contorce e joga a cabeça pra trás.
Nem a minha tática das duas colheres estava funcionando. Meses atrás, ele começou a ficar bravo na hora da comida e ficava tentando roubar a colher. Mas como ele ainda não sabia comer sozinho, só brincava e sempre virava a colher de cabeça pra baixo, comecei a pegar sempre 2 colheres, uma ficava comigo e outra com ele. Aí ele brincava com a colher, tentando comer e entre uma colherada e outra dele eu ia dando comida. Mas agora essa tática parou de funcionar. Ele ficava bravo do mesmo jeito quando eu oferecia comida. Aí às vezes apontava pro meu prato, mas quando eu oferecia do meu cereal, ele também gritava e não queria.
Em outras refeições do dia ele também fez isso, mas o café da manhã é o meu termômetro, porque é a refeição que sei que ele adora e sempre come bastante. Como esses dias ele estava com uma tossezinha e um pré-molar nascendo, achei que talvez fosse alguma dorzinha. Então beleza, resolvi esperar a manha passar.
Ontem, na hora da janta, novamente ele gritando e não aceitava nenhuma colherada. Ele já tava com a colher dele, lazanha no pratinho e eu tentando dar comida com outra colher, mas essa tática realmente não estava funcionando. Ele começou a apontar pro meu prato, mas quando ofereci não quis. Apontou pro prato do Alessandro, mas quando ele ofereceu também não quis. Aí o Alessandro deu na mão dele um garfo com lazanha e ele comeu. A gente achou que, depois que ele experimentasse e visse que era gostoso, ia continuar comendo. Mas não, continuava recusando colheradas. Aí coloquei lazanha na colher e dei a 2a. colher na mão dele. Também comeu. Quando ele ficou com as DUAS colheres, ficou feliz e começou a comer. Quer dizer, ainda tá aprendendo. Derruba na mesa, no chão, no colo, mas de vez em quando acerta a boca. :-)
Bom, aparentemente mistério resolvido: ele queria comer sozinho! Então quando ele me via com outra colher na mão, ficava bravo, porque sabia que eu ia tentar uma colherada pra ele. E quando eu achava que ele tava apontando pro meu prato, acho que ele tava é apontando pra segunda colher. Hoje de manhã nem tentei dar uma colherada pra ele. Só coloquei o pratinho na frente dele, com a colher. Ele comeu praticamente tudo. Primeiro com a colher, aí de repente cansou e começou a comer com a mão, mesmo, que vai mais rápido. :-) Mas terminou o pratinho (com a ajuda da mesa, da cadeira e do chão). No almoço a mesma coisa. Cortamos tudo e demos o pratinho pra ele. Ele começou com a colher e terminou com a mão. Sem gritos e sem manha.
É, os bebês crescem, né? Já faz algum tempo que ele tá tentando comer sozinho. Tanto que eu estava dando uma segunda colher pra ele ir treinando. Só não sabia que, a partir desse momento, eu tentar dar comida pra ele seria uma ofensa tão grande. :-) O ruim é que comendo sozinho ele desvia mais facilmente dos legumes. Se bem que às vezes ele me surpreende. Esses dias estávamos comendo fora, oferecemos várias opções de comida, peixe, até carne, mas o que ele quis foi... brócolis! :-) Pegou um arvorezinha e mandou ver! Aqui vai a foto, pra provar que não estou mentindo. Ele vai ser igual o menino da propaganda, quando crescer, hehehe. Pra quem não conhece ou não lembra, esta é a propaganda.
Agora, seguem fotos da bagunça típica de crianças aprendendo a comer sozinhas. Aiaiai, eu finjo que nem tô vendo... Seguem fotos. Filmamos o Nathan comendo, mas o meu blog continua não gostando de anexar vídeos. Acho que é a terrível conexão com a internet daqui de casa. Bom, mas logo mudaremos. Aguardem notícias!
Nem a minha tática das duas colheres estava funcionando. Meses atrás, ele começou a ficar bravo na hora da comida e ficava tentando roubar a colher. Mas como ele ainda não sabia comer sozinho, só brincava e sempre virava a colher de cabeça pra baixo, comecei a pegar sempre 2 colheres, uma ficava comigo e outra com ele. Aí ele brincava com a colher, tentando comer e entre uma colherada e outra dele eu ia dando comida. Mas agora essa tática parou de funcionar. Ele ficava bravo do mesmo jeito quando eu oferecia comida. Aí às vezes apontava pro meu prato, mas quando eu oferecia do meu cereal, ele também gritava e não queria.
Em outras refeições do dia ele também fez isso, mas o café da manhã é o meu termômetro, porque é a refeição que sei que ele adora e sempre come bastante. Como esses dias ele estava com uma tossezinha e um pré-molar nascendo, achei que talvez fosse alguma dorzinha. Então beleza, resolvi esperar a manha passar.
Ontem, na hora da janta, novamente ele gritando e não aceitava nenhuma colherada. Ele já tava com a colher dele, lazanha no pratinho e eu tentando dar comida com outra colher, mas essa tática realmente não estava funcionando. Ele começou a apontar pro meu prato, mas quando ofereci não quis. Apontou pro prato do Alessandro, mas quando ele ofereceu também não quis. Aí o Alessandro deu na mão dele um garfo com lazanha e ele comeu. A gente achou que, depois que ele experimentasse e visse que era gostoso, ia continuar comendo. Mas não, continuava recusando colheradas. Aí coloquei lazanha na colher e dei a 2a. colher na mão dele. Também comeu. Quando ele ficou com as DUAS colheres, ficou feliz e começou a comer. Quer dizer, ainda tá aprendendo. Derruba na mesa, no chão, no colo, mas de vez em quando acerta a boca. :-)
Bom, aparentemente mistério resolvido: ele queria comer sozinho! Então quando ele me via com outra colher na mão, ficava bravo, porque sabia que eu ia tentar uma colherada pra ele. E quando eu achava que ele tava apontando pro meu prato, acho que ele tava é apontando pra segunda colher. Hoje de manhã nem tentei dar uma colherada pra ele. Só coloquei o pratinho na frente dele, com a colher. Ele comeu praticamente tudo. Primeiro com a colher, aí de repente cansou e começou a comer com a mão, mesmo, que vai mais rápido. :-) Mas terminou o pratinho (com a ajuda da mesa, da cadeira e do chão). No almoço a mesma coisa. Cortamos tudo e demos o pratinho pra ele. Ele começou com a colher e terminou com a mão. Sem gritos e sem manha.
É, os bebês crescem, né? Já faz algum tempo que ele tá tentando comer sozinho. Tanto que eu estava dando uma segunda colher pra ele ir treinando. Só não sabia que, a partir desse momento, eu tentar dar comida pra ele seria uma ofensa tão grande. :-) O ruim é que comendo sozinho ele desvia mais facilmente dos legumes. Se bem que às vezes ele me surpreende. Esses dias estávamos comendo fora, oferecemos várias opções de comida, peixe, até carne, mas o que ele quis foi... brócolis! :-) Pegou um arvorezinha e mandou ver! Aqui vai a foto, pra provar que não estou mentindo. Ele vai ser igual o menino da propaganda, quando crescer, hehehe. Pra quem não conhece ou não lembra, esta é a propaganda.
Agora, seguem fotos da bagunça típica de crianças aprendendo a comer sozinhas. Aiaiai, eu finjo que nem tô vendo... Seguem fotos. Filmamos o Nathan comendo, mas o meu blog continua não gostando de anexar vídeos. Acho que é a terrível conexão com a internet daqui de casa. Bom, mas logo mudaremos. Aguardem notícias!
Acabou!
Ops, acho que deixei cair um grãozinho...
quinta-feira, 24 de março de 2011
Água mole em louça suja, tanto bate até que limpa
A gente mora em um apartamento alugado, como já falei. E o dono tem um funcionário que eu chamarei aqui de síndico, pra facilitar. Bom, esse síndico é bem eficiente. Logo que chegamos, a gente percebeu que o aspirador não estava funcionando. Não dava pra ficar sem, pois pra quem mora em apartamento, é essencial. Afinal, não dá pra simplesmente varrer a sujeira pro quintal. Aqui a limpeza é aspirar e depois passar mop. Então falamos pro síndico que não estava funcionando. No dia seguinte saímos pra ir em algum lugar e, quando voltamos, lá estava um aspirador novinho na nossa porta.
Passados alguns dias, usei o liquidificador pela primeira vez e estava vazando. Comentamos com o síndico e, novamente, no dia seguinte tinha um liquidificador novinho na nossa porta.
Outro problema foi o chuveiro. Aqui o chuveiro é uma daquelas duchas com mangueira. Ou você encaixa ela lá em cima para a função chuveiro, ou desprende e usa como ducha. Bom, o que ocorre é que ela estava com um pequeno vazamento na ducha, só que ele foi aumentando. Antes que a coisa aumentasse, o Alessandro mandou mensagem pro síndico falando pra ele vir olhar no mesmo dia, que tava vazando bastante. E realmente no mesmo dia ele foi lá e trocou a ducha.
O maior problema foi a lavadora de louças. Ela estava com um vazamento e alagava completamente a cozinha se usada. Como sempre, falamos com o síndico, que foi lá dar uma olhada. Olhou, mexeu, fuçou, levou um ajudante, mas não conseguiu resolver o problema. Chamou um técnico especializado (que nem foi no dia seguinte, eu já estava acostumada), que olhou, mexeu, fuçou e disse que tinha que trocar uma peça. A tal peça custava mais ou menos metade do preço de uma nova, portanto, mais uma vez ganhamos um eletrodoméstico novo em folha.
Aqui eu faço um parênteses e me pergunto. Será que os antigos moradores só comiam fora de casa? Não lavavam louça, usavam pratos e talheres descartáveis? Deixavam a casa suja? Não tomavam banho? Bom, eu sei que eles eram indianos, então pelo menos as duas últimas perguntas posso adivinhar a resposta, huahahua. Ou talvez apenas eles não fossem de reclamar... Mas estou pagando caro por uma casa mobiliada, uai, por que não?
Enfim, finalmente foi instalada a nossa nova máquina de lavar louça, êêêêêê. Aí, só por diversão, resolvi ler o manual antes de usá-la. Eu nunca tive máquina de lavar no Brasil, então não sei se isso é novidade, mas aprendi pelo menos 3 coisas!!
1. Se a lavadora não for usada por mais de 2 semanas, pode acumular hidrogênio e você tem que fazer uns procedimentos para evitar explosão.
2. A pressão da água deve estar entre 20 e 120 libras por polegada quadrada. Legal, super fácil de seguir essa instrução. Ah, mas tem ajuda! Para descobrir se a pressão é suficiente, pegue um pote de 2quart e abra a torneira de água quente no máximo (todas as outras torneiras fechadas na hora desse teste). O pote deve se encher em menos de 14 segundos. Bom, só falta eu descobrir que quantidade é "2 quart".
3. A quantidade de detergente depende da "dureza" da água. Se a água for mole, você deve usar pouco detergente. Se for dura, deve usar mais detergente e, se possível, um amaciador de água.
Beleza. Manual lido, ignorei tudo isso, coloquei um tablete de detergente e pronto. :-) Louça limpa!
Mas fiquei curiosa com essa história da dureza da água e fui pesquisar. Hmmm, acho que é neste ponto que vou perder a maioria dos meus leitores, hehehe. Enfim, a dureza da água é uma medida da quantidade de cálcio e magnésio. Água muito dura tem muitos desses minerais. Aí você tem que usar mais detergente, senão fica tipo um pozinho meio branco nas louças. Aliás, eu já tinha reparado nesse pozinho quando fervi as chupetas do Nathan. Não é bem um pó, que dá pra passar a mão. Mas a água foi evaporando, evaporando e foi deixando um esbranquiçado áspero na chupeta.
Aqui em Toronto a água oscila, dependendo do ano está Medium Hard ou Hard. Em 2009 a medida era 8.4 grãos por galão. É, acho que vou ter que comprar o tal do amaciante que, a propósito, é um treco que remove cálcio e magnésio. Achei que a louça não parecia bem enxaguada, ficou meio opaca, sei lá. E quem diria, pra lavar louça é melhor água mole do que dura!
Viram? Ler blog também é educativo. :-)
Passados alguns dias, usei o liquidificador pela primeira vez e estava vazando. Comentamos com o síndico e, novamente, no dia seguinte tinha um liquidificador novinho na nossa porta.
Outro problema foi o chuveiro. Aqui o chuveiro é uma daquelas duchas com mangueira. Ou você encaixa ela lá em cima para a função chuveiro, ou desprende e usa como ducha. Bom, o que ocorre é que ela estava com um pequeno vazamento na ducha, só que ele foi aumentando. Antes que a coisa aumentasse, o Alessandro mandou mensagem pro síndico falando pra ele vir olhar no mesmo dia, que tava vazando bastante. E realmente no mesmo dia ele foi lá e trocou a ducha.
O maior problema foi a lavadora de louças. Ela estava com um vazamento e alagava completamente a cozinha se usada. Como sempre, falamos com o síndico, que foi lá dar uma olhada. Olhou, mexeu, fuçou, levou um ajudante, mas não conseguiu resolver o problema. Chamou um técnico especializado (que nem foi no dia seguinte, eu já estava acostumada), que olhou, mexeu, fuçou e disse que tinha que trocar uma peça. A tal peça custava mais ou menos metade do preço de uma nova, portanto, mais uma vez ganhamos um eletrodoméstico novo em folha.
Aqui eu faço um parênteses e me pergunto. Será que os antigos moradores só comiam fora de casa? Não lavavam louça, usavam pratos e talheres descartáveis? Deixavam a casa suja? Não tomavam banho? Bom, eu sei que eles eram indianos, então pelo menos as duas últimas perguntas posso adivinhar a resposta, huahahua. Ou talvez apenas eles não fossem de reclamar... Mas estou pagando caro por uma casa mobiliada, uai, por que não?
Enfim, finalmente foi instalada a nossa nova máquina de lavar louça, êêêêêê. Aí, só por diversão, resolvi ler o manual antes de usá-la. Eu nunca tive máquina de lavar no Brasil, então não sei se isso é novidade, mas aprendi pelo menos 3 coisas!!
1. Se a lavadora não for usada por mais de 2 semanas, pode acumular hidrogênio e você tem que fazer uns procedimentos para evitar explosão.
2. A pressão da água deve estar entre 20 e 120 libras por polegada quadrada. Legal, super fácil de seguir essa instrução. Ah, mas tem ajuda! Para descobrir se a pressão é suficiente, pegue um pote de 2quart e abra a torneira de água quente no máximo (todas as outras torneiras fechadas na hora desse teste). O pote deve se encher em menos de 14 segundos. Bom, só falta eu descobrir que quantidade é "2 quart".
3. A quantidade de detergente depende da "dureza" da água. Se a água for mole, você deve usar pouco detergente. Se for dura, deve usar mais detergente e, se possível, um amaciador de água.
Beleza. Manual lido, ignorei tudo isso, coloquei um tablete de detergente e pronto. :-) Louça limpa!
Mas fiquei curiosa com essa história da dureza da água e fui pesquisar. Hmmm, acho que é neste ponto que vou perder a maioria dos meus leitores, hehehe. Enfim, a dureza da água é uma medida da quantidade de cálcio e magnésio. Água muito dura tem muitos desses minerais. Aí você tem que usar mais detergente, senão fica tipo um pozinho meio branco nas louças. Aliás, eu já tinha reparado nesse pozinho quando fervi as chupetas do Nathan. Não é bem um pó, que dá pra passar a mão. Mas a água foi evaporando, evaporando e foi deixando um esbranquiçado áspero na chupeta.
Aqui em Toronto a água oscila, dependendo do ano está Medium Hard ou Hard. Em 2009 a medida era 8.4 grãos por galão. É, acho que vou ter que comprar o tal do amaciante que, a propósito, é um treco que remove cálcio e magnésio. Achei que a louça não parecia bem enxaguada, ficou meio opaca, sei lá. E quem diria, pra lavar louça é melhor água mole do que dura!
Viram? Ler blog também é educativo. :-)
domingo, 20 de março de 2011
Carteira de motorista
Estou tentando tirar minha carteira de motorista aqui no Canadá.
Aqui tem um esquema bem interessante para tirar carteira. Quando você completa 16 anos, pode fazer uma prova escrita, que contém perguntas tanto sobre plaquinhas de trânsito (igual no Brasil) quanto sobre regras em geral. Se você passar, ganha uma carteira de motorista tipo G1. Na verdade ela é basicamente uma permissão para aprender a dirigir. Tendo essa G1, você só pode dirigir se do seu lado estiver um adulto que já tenha carteira há pelo menos 4 anos. Também não pode dirigir de madrugada, não pode ter mais ninguém no carro, não pode dirigir em rodovias, etc. Enfim, só adianta mesmo pra aprender a dirigir.
Depois de um ano, se tudo correr bem, aí você faz um teste de rua e, se passar, ganha a carteira G2. Com essa você já pode dirigir sozinho, mas ainda tem algumas restrições. Depois de 1 ano com a carteira G2, você faz outro teste, que inclui dirigir em rodovias. Se passar, aí sim você tem sua carteira definitiva.
Achei legal. Quer dizer, legal pra quem nasce aqui. Pensar em passar por todo esse processo não me pareceu nada divertido!! Mas felizmente, se você já tinha carteira de motorista em outro país, tem uma solução mais curta. Ufa! Primeiro, tivemos que ir no consulado pedir um documento atestando que a nossa carteira de motorista é válida, quando foi emitida, etc. Não satisfeitos, mesmo assim temos que fazer uma tradução juramentada da carteira. E não adianta trazer do Brasil. Tem que ser feita por um tradutor da associação dos tradutores de Ontario (província à qual Toronto pertence). Taxa no consulado, mais taxa de 40dólares do tradutor. Como meu nome de casada não está na carteira de motorista, ainda tive que pagar mais 60dólares para traduzir a certidão de casamento.
Aí fui em um dos centros de direção e fiz a prova de conhecimento (mais 85 dólares) e já saí com a carteira G1. Achei que talvez não fosse passar. Quando comecei a estudar, me deparei com cada pergunta que eu não fazia ideia da resposta!! Exemplos:
Você deve dirigir em uma velocidade que te permita:
a) Parar em 60 metros
b) Parar em 150 metros
c) Parar em 90 metros
d) Parar em uma distância segura
E agora, cara pálida? Tinha perguntas do tipo "Que distância você deve manter do carro da frente? 2 segundos? 3 segundos? 5segundos?" ou "A quantos metros do veículo da frente você deve usar luz baixa?"ou, pior, "Quando um ônibus escolar está parado com as luzes piscando, quantos pontos você perde na carteira se não parar o carro?".
Ah, aqui é uma infração gravíssima não parar o carro quando o ônibus escolar está com as luzes piscando. Ele pisca quando crianças estão subindo ou descendo do ônibus. E nesse momento, ninguém pode se mexer. Todos os carros dos dois lados da rua precisam ficar parados e a uma boa distância (pelo menos 20 metros). Então tá, né? No meu tempo as mães ensinavam as crianças a olhar pros dois lados antes de atravessar a rua, mas tudo bem. :-) Uma hora vou pesquisar o número de atropelamentos por aqui, deve ser bem baixo...
Enfim, estudei, passei e agora, como já tenho carteira de motorista estrangeira, posso fazer direto um teste de rua e, se passar, ganho a carteira de motorista definitiva.
Mas... diz a lenda que a prova aqui também é cheia de coisinhas. Não é igual no Brasil, que é só seguir as regras, ir devagarzinho, não deixar o carro morrer e beleza. Não, aqui você tem que se "inserir no trânsito". Ou seja, tem que dirigir sem atrapalhar ninguém ou, em bom português, não pode ser uma anta. Se dirigir meio devagar, reprova. Se tirar o pé do acelerador pra trocar de faixa, reprova. Ah, aqui também é preciso olhar por cima do ombro e não apenas pelos retrovisores. Se você vai mudar de faixa, tem que olhar MESMO, virando a cabeça e até girando um pouquinho o corpo. Se olhar só no retrovisor, reprova. Vamos ver se vou lembrar de tudo isso no dia da prova... Fora as regras diferentes, tipo virar à direita com sinal vermelho (pode, desde que não tenha placa dizendo que não pode). Ou até virar à esquerda com sinal vermelho, se a rua que você está virando for mão única. Se você estiver parado no sinal vermelho, não tiver trânsito nenhum na rua de mão única que você vai virar, tiver um carro parado atrás de você e você não virar logo, adivinha? Adivinharam, hehehe. Reprova. :-) Afinal, estou atrapalhando o carro atrás de mim à toa.
Ah, e quando estou esperando pra virar à esquerda, o carro não pode ficar na diagonal (nem sequer os pneus). Tenho que ficar com o carro como se eu fosse ir reto. Por quê? Porque vai que um carro bate atrás de mim e eu já estou com os pneus pra esquerda? Aí meu carro vai ser jogado ao encontro dos carros que estão vindo na direção contrária. Entenderam? Pois é, aqui tem regra pra tudo. Por isso vou fazer pelo menos uma aulinha com um instrutor oficial aqui, pra ele me dizer se acha que eu estou dirigindo muito brasileiramente.
Até agora só dirigi aqui uma vez, um dia que alugamos um carro. Eu já tinha dirigido no Canadá em 2008 e achado tranquilo. Mas dessa vez fiquei tentando me lembrar de todas essas coisinhas, aí fiquei meio tensa. Ainda mais tentando me entender com o gps e com o Alessandro reclamando do meu lado... Ainda bem que pelo menos o Nathan tava quietinho esse dia.
Aliás, já compramos uma cadeirinha de carro pra ele, mesmo sem ter carro. Parece que a multa se pegarem uma criança fora da cadeirinha é 5000 dólares. Com isso, a cadeirinha de quase 300 pareceu até barata. :-) Até tinha várias marcas e modelos mais baratos, mas... já que tô pagando pela segurança dele, então vamos fazer a coisa direito. Comprei um dos mais seguros em caso de impacto lateral (é sempre considerado o maior perigo para bebezinhos em cadeirinhas de carro). Na verdade, comprei o mesmo modelo que tínhamos no Brasil. Naquela época, pesquisei um mooooooooonte. Então agora resolvi economizar tempo e aproveitei pra comprar o mesmo. Ou quase o mesmo. No Brasil Eu tinha o Britax Marathon, agora tenho o Britax Marathon 65, há! Com algumas melhorias.
O Nathan parecia estar com saudade da cadeirinha, vejam só! Quando chegamos perto do carro e ele viu a cadeirinha, já ficou se contorcendo todo no meu colo e esticando os bracinhos, querendo sentar logo. Fizemos várias paradas esse dia e, após todas elas, ele voltou pra cadeirinha numa boa, não deu trabalho nenhum. Olhou um pouco a paisagem, dormiu um pouco... tudo tranquilo.
No Brasil ele não era assim tão fã de cadeirinha. Logo que sentava, se tivesse alguém do lado ele ficava quietinho, mas só por algum tempo. Depois de uns 5 minutos já começava a reclamar. Aí o acompanhante tinha que ficar cantando, brincando, lendo historinha, senão ele ficava gritando. A não ser que estivesse com sono, aí ele dormia.
Outra hora triste era quando eu o buscava na escolinha. Como eu tinha ficado o dia inteiro longe dele, logo que eu chegava na escolinha ele ficava super feliz quando me via, abria aquele sorriso e vinha na minha direção. Bom, no começo ele era muito pequenininho, então ele só chorava me olhando. Mais pra frente vinha engatinhando e, nos últimos dias de escolinha, andando. Aí beleza, muito abraço, muito beijo e... hora de ir pra cadeirinha, pra ir pra casa. Ah, aí ele ficava bravo. Depois de um dia inteiro longe, não queria se separar de mim pra nada. Então o trajeto da escolinha até em casa era tortura! Mesmo durando só 3 ou 4 minutos.
Agora que estamos juntos o tempo todo, acho que ele perdeu o trauma de cadeirinha. Que bom. :-) Acho que ele gosta mais da cadeirinha do que do carrinho. Realmente, é bem mais confortável... É toddler Nathan, torce pra eu conseguir tirar logo minha carteira, hehehe.
Aqui tem um esquema bem interessante para tirar carteira. Quando você completa 16 anos, pode fazer uma prova escrita, que contém perguntas tanto sobre plaquinhas de trânsito (igual no Brasil) quanto sobre regras em geral. Se você passar, ganha uma carteira de motorista tipo G1. Na verdade ela é basicamente uma permissão para aprender a dirigir. Tendo essa G1, você só pode dirigir se do seu lado estiver um adulto que já tenha carteira há pelo menos 4 anos. Também não pode dirigir de madrugada, não pode ter mais ninguém no carro, não pode dirigir em rodovias, etc. Enfim, só adianta mesmo pra aprender a dirigir.
Depois de um ano, se tudo correr bem, aí você faz um teste de rua e, se passar, ganha a carteira G2. Com essa você já pode dirigir sozinho, mas ainda tem algumas restrições. Depois de 1 ano com a carteira G2, você faz outro teste, que inclui dirigir em rodovias. Se passar, aí sim você tem sua carteira definitiva.
Achei legal. Quer dizer, legal pra quem nasce aqui. Pensar em passar por todo esse processo não me pareceu nada divertido!! Mas felizmente, se você já tinha carteira de motorista em outro país, tem uma solução mais curta. Ufa! Primeiro, tivemos que ir no consulado pedir um documento atestando que a nossa carteira de motorista é válida, quando foi emitida, etc. Não satisfeitos, mesmo assim temos que fazer uma tradução juramentada da carteira. E não adianta trazer do Brasil. Tem que ser feita por um tradutor da associação dos tradutores de Ontario (província à qual Toronto pertence). Taxa no consulado, mais taxa de 40dólares do tradutor. Como meu nome de casada não está na carteira de motorista, ainda tive que pagar mais 60dólares para traduzir a certidão de casamento.
Aí fui em um dos centros de direção e fiz a prova de conhecimento (mais 85 dólares) e já saí com a carteira G1. Achei que talvez não fosse passar. Quando comecei a estudar, me deparei com cada pergunta que eu não fazia ideia da resposta!! Exemplos:
Você deve dirigir em uma velocidade que te permita:
a) Parar em 60 metros
b) Parar em 150 metros
c) Parar em 90 metros
d) Parar em uma distância segura
E agora, cara pálida? Tinha perguntas do tipo "Que distância você deve manter do carro da frente? 2 segundos? 3 segundos? 5segundos?" ou "A quantos metros do veículo da frente você deve usar luz baixa?"ou, pior, "Quando um ônibus escolar está parado com as luzes piscando, quantos pontos você perde na carteira se não parar o carro?".
Ah, aqui é uma infração gravíssima não parar o carro quando o ônibus escolar está com as luzes piscando. Ele pisca quando crianças estão subindo ou descendo do ônibus. E nesse momento, ninguém pode se mexer. Todos os carros dos dois lados da rua precisam ficar parados e a uma boa distância (pelo menos 20 metros). Então tá, né? No meu tempo as mães ensinavam as crianças a olhar pros dois lados antes de atravessar a rua, mas tudo bem. :-) Uma hora vou pesquisar o número de atropelamentos por aqui, deve ser bem baixo...
Enfim, estudei, passei e agora, como já tenho carteira de motorista estrangeira, posso fazer direto um teste de rua e, se passar, ganho a carteira de motorista definitiva.
Mas... diz a lenda que a prova aqui também é cheia de coisinhas. Não é igual no Brasil, que é só seguir as regras, ir devagarzinho, não deixar o carro morrer e beleza. Não, aqui você tem que se "inserir no trânsito". Ou seja, tem que dirigir sem atrapalhar ninguém ou, em bom português, não pode ser uma anta. Se dirigir meio devagar, reprova. Se tirar o pé do acelerador pra trocar de faixa, reprova. Ah, aqui também é preciso olhar por cima do ombro e não apenas pelos retrovisores. Se você vai mudar de faixa, tem que olhar MESMO, virando a cabeça e até girando um pouquinho o corpo. Se olhar só no retrovisor, reprova. Vamos ver se vou lembrar de tudo isso no dia da prova... Fora as regras diferentes, tipo virar à direita com sinal vermelho (pode, desde que não tenha placa dizendo que não pode). Ou até virar à esquerda com sinal vermelho, se a rua que você está virando for mão única. Se você estiver parado no sinal vermelho, não tiver trânsito nenhum na rua de mão única que você vai virar, tiver um carro parado atrás de você e você não virar logo, adivinha? Adivinharam, hehehe. Reprova. :-) Afinal, estou atrapalhando o carro atrás de mim à toa.
Ah, e quando estou esperando pra virar à esquerda, o carro não pode ficar na diagonal (nem sequer os pneus). Tenho que ficar com o carro como se eu fosse ir reto. Por quê? Porque vai que um carro bate atrás de mim e eu já estou com os pneus pra esquerda? Aí meu carro vai ser jogado ao encontro dos carros que estão vindo na direção contrária. Entenderam? Pois é, aqui tem regra pra tudo. Por isso vou fazer pelo menos uma aulinha com um instrutor oficial aqui, pra ele me dizer se acha que eu estou dirigindo muito brasileiramente.
Até agora só dirigi aqui uma vez, um dia que alugamos um carro. Eu já tinha dirigido no Canadá em 2008 e achado tranquilo. Mas dessa vez fiquei tentando me lembrar de todas essas coisinhas, aí fiquei meio tensa. Ainda mais tentando me entender com o gps e com o Alessandro reclamando do meu lado... Ainda bem que pelo menos o Nathan tava quietinho esse dia.
Aliás, já compramos uma cadeirinha de carro pra ele, mesmo sem ter carro. Parece que a multa se pegarem uma criança fora da cadeirinha é 5000 dólares. Com isso, a cadeirinha de quase 300 pareceu até barata. :-) Até tinha várias marcas e modelos mais baratos, mas... já que tô pagando pela segurança dele, então vamos fazer a coisa direito. Comprei um dos mais seguros em caso de impacto lateral (é sempre considerado o maior perigo para bebezinhos em cadeirinhas de carro). Na verdade, comprei o mesmo modelo que tínhamos no Brasil. Naquela época, pesquisei um mooooooooonte. Então agora resolvi economizar tempo e aproveitei pra comprar o mesmo. Ou quase o mesmo. No Brasil Eu tinha o Britax Marathon, agora tenho o Britax Marathon 65, há! Com algumas melhorias.
O Nathan parecia estar com saudade da cadeirinha, vejam só! Quando chegamos perto do carro e ele viu a cadeirinha, já ficou se contorcendo todo no meu colo e esticando os bracinhos, querendo sentar logo. Fizemos várias paradas esse dia e, após todas elas, ele voltou pra cadeirinha numa boa, não deu trabalho nenhum. Olhou um pouco a paisagem, dormiu um pouco... tudo tranquilo.
No Brasil ele não era assim tão fã de cadeirinha. Logo que sentava, se tivesse alguém do lado ele ficava quietinho, mas só por algum tempo. Depois de uns 5 minutos já começava a reclamar. Aí o acompanhante tinha que ficar cantando, brincando, lendo historinha, senão ele ficava gritando. A não ser que estivesse com sono, aí ele dormia.
Outra hora triste era quando eu o buscava na escolinha. Como eu tinha ficado o dia inteiro longe dele, logo que eu chegava na escolinha ele ficava super feliz quando me via, abria aquele sorriso e vinha na minha direção. Bom, no começo ele era muito pequenininho, então ele só chorava me olhando. Mais pra frente vinha engatinhando e, nos últimos dias de escolinha, andando. Aí beleza, muito abraço, muito beijo e... hora de ir pra cadeirinha, pra ir pra casa. Ah, aí ele ficava bravo. Depois de um dia inteiro longe, não queria se separar de mim pra nada. Então o trajeto da escolinha até em casa era tortura! Mesmo durando só 3 ou 4 minutos.
Agora que estamos juntos o tempo todo, acho que ele perdeu o trauma de cadeirinha. Que bom. :-) Acho que ele gosta mais da cadeirinha do que do carrinho. Realmente, é bem mais confortável... É toddler Nathan, torce pra eu conseguir tirar logo minha carteira, hehehe.
quinta-feira, 17 de março de 2011
Bebês crescidos
Os bebês vão crescendo, se desenvolvendo e às vezes a gente nem se dá conta...
Sempre que dou banho no Nathan, falo pra ele que estou lavando o pezinho, as costinhas, o bumbum, etc... Também tento falar sempre o nome das coisas várias vezes, pra ele ir aprendendo. Mas eu não sabia que estava funcionando! Aí um desses o Alessandro começou a perguntar pra ele onde estava a barriguinha, onde estava o narizinho, a orelhinha e ele ia colocando a mão. Sabia tudo! Gente, quando que ele aprendeu tudo isso e eu nem percebi? Mas acho que é normal para a idade que ele tinha na época - 14 meses.
Esses dias eu não achava o controle remoto da tv. Aí perguntei pro Nathan: "Você sabe onde tá o controle remoto? Busca pra mamãe". Aí ele trouxe pra mim. Ele tinha guardado dentro de uma lixeira. :-)
Ele agora já fala mamãe direitinho. É uma gracinha. De vez em quando ele fica repetindo a palavra, fala com tanto orgulho! "Mamãiiiiiinnnn". Lindo, lindo. Preciso conseguir gravar isso. É uma vozinha tão doce. Ele também sabe falar papai direitinho. Também fala não, bola, mais, tchau, tá, peta (chupeta). "Bacha" pra ele é bolacha ou qualquer coisa gostosa, tipo batata frita. Tem um desenho na tv que o personagem canta uma musiquinha que fala "Here we go, go go go on an adventure...". Aí o Nathan sempre repete "go go go". :-) Ele também fala "desce" quando quer descer da cadeirinha. Engraçado que eu ensinei pra ele a falar "descer", mas ele só fala "desce", com ênfase na 1a. sílaba. Então tá. :-)
Ele também "abô" ou só bô pra dizer "acabou". Ele fala isso e põe as mãozinhas com as palmas pra cima. E ele fala quando ele acaba o suco, ou a comida ou quando ele vê alguém terminando o prato/copo também.
E por falar em descer, ele consegue subir/descer sozinho do sofá, coisa que ele fez vááárias vezes por dia. Na cama ele não consegue subir, mas sabe descer sozinho.
Ele tem dormido no quartinho dele, numa cama de solteiro encostada na parede e com travesseiros do outro lado. Minha mãe me deu bronca hoje que ainda não comprei uma gradinha pra cama, rsrsrs. Vou comprar. Ele nunca caiu, mas não é bom esperar o ladrão atacar pra só depois trancar a porta, né? É que normalmente não tem como cair, porque eu durmo lá com ele quase a noite toda. Não é planejado. Mais ou menos 21:00 eu dou banho e o Alessandro coloca ele pra dormir. Aí lá por 01:00 o Nathan acorda pra mamar. Quado chego, ele sempre está sentadinho na cama. Eu vou lá, ele mama e eu acabo adormecendo e ficando por lá mesmo. Às vezes eu acordo lá por 5 ou 6 da madrugada e volto pro meu quarto.
Dia desses estava dormindo no meu quarto, quando ouço um barulho na babá eletrônica. Mas não era barulho de choro, parecia um nhéééé de porta rangendo. Saio do quarto e vejo o Nathan andando no corredor! Ele acordou e, em vez de chorar, resolveu descer da cama e me procurar. Que bonitinho. :-)
Pra finalizar, vou colocar um video, atendendo a pedidos. Esses tempos acho que mandei pra alguns de vocês o link do vídeo do Nathan limpando a neve. Bom, qualquer coisa taí o link pra quem não viu.
Como o Nathan é muito esforçado e tem limpado a neve com muito afinco, o serviço já rendeu bastante! Segue novo vídeo abaixo, pra vocês verem como já tem bem menos neve, agora.
Xiii, não deu certo o upload. A conexão com a internet aqui é meio boba... Outra hora tento fazer o upload. Fiquem só com o texto, enquanto isso.Abraços!
Sempre que dou banho no Nathan, falo pra ele que estou lavando o pezinho, as costinhas, o bumbum, etc... Também tento falar sempre o nome das coisas várias vezes, pra ele ir aprendendo. Mas eu não sabia que estava funcionando! Aí um desses o Alessandro começou a perguntar pra ele onde estava a barriguinha, onde estava o narizinho, a orelhinha e ele ia colocando a mão. Sabia tudo! Gente, quando que ele aprendeu tudo isso e eu nem percebi? Mas acho que é normal para a idade que ele tinha na época - 14 meses.
Esses dias eu não achava o controle remoto da tv. Aí perguntei pro Nathan: "Você sabe onde tá o controle remoto? Busca pra mamãe". Aí ele trouxe pra mim. Ele tinha guardado dentro de uma lixeira. :-)
Ele agora já fala mamãe direitinho. É uma gracinha. De vez em quando ele fica repetindo a palavra, fala com tanto orgulho! "Mamãiiiiiinnnn". Lindo, lindo. Preciso conseguir gravar isso. É uma vozinha tão doce. Ele também sabe falar papai direitinho. Também fala não, bola, mais, tchau, tá, peta (chupeta). "Bacha" pra ele é bolacha ou qualquer coisa gostosa, tipo batata frita. Tem um desenho na tv que o personagem canta uma musiquinha que fala "Here we go, go go go on an adventure...". Aí o Nathan sempre repete "go go go". :-) Ele também fala "desce" quando quer descer da cadeirinha. Engraçado que eu ensinei pra ele a falar "descer", mas ele só fala "desce", com ênfase na 1a. sílaba. Então tá. :-)
Ele também "abô" ou só bô pra dizer "acabou". Ele fala isso e põe as mãozinhas com as palmas pra cima. E ele fala quando ele acaba o suco, ou a comida ou quando ele vê alguém terminando o prato/copo também.
E por falar em descer, ele consegue subir/descer sozinho do sofá, coisa que ele fez vááárias vezes por dia. Na cama ele não consegue subir, mas sabe descer sozinho.
Ele tem dormido no quartinho dele, numa cama de solteiro encostada na parede e com travesseiros do outro lado. Minha mãe me deu bronca hoje que ainda não comprei uma gradinha pra cama, rsrsrs. Vou comprar. Ele nunca caiu, mas não é bom esperar o ladrão atacar pra só depois trancar a porta, né? É que normalmente não tem como cair, porque eu durmo lá com ele quase a noite toda. Não é planejado. Mais ou menos 21:00 eu dou banho e o Alessandro coloca ele pra dormir. Aí lá por 01:00 o Nathan acorda pra mamar. Quado chego, ele sempre está sentadinho na cama. Eu vou lá, ele mama e eu acabo adormecendo e ficando por lá mesmo. Às vezes eu acordo lá por 5 ou 6 da madrugada e volto pro meu quarto.
Dia desses estava dormindo no meu quarto, quando ouço um barulho na babá eletrônica. Mas não era barulho de choro, parecia um nhéééé de porta rangendo. Saio do quarto e vejo o Nathan andando no corredor! Ele acordou e, em vez de chorar, resolveu descer da cama e me procurar. Que bonitinho. :-)
Pra finalizar, vou colocar um video, atendendo a pedidos. Esses tempos acho que mandei pra alguns de vocês o link do vídeo do Nathan limpando a neve. Bom, qualquer coisa taí o link pra quem não viu.
Como o Nathan é muito esforçado e tem limpado a neve com muito afinco, o serviço já rendeu bastante! Segue novo vídeo abaixo, pra vocês verem como já tem bem menos neve, agora.
domingo, 13 de março de 2011
Que horas são?
Quando o Nathan chora de madrugada, a primeira coisa que sempre faço é ver que horas são. Não sei exatamente por que faço isso... Acho que é pra ver se ele está evoluindo, se está acordando cada vez mais tarde, se está perto de dormir a noite toda, sei lá. Ele ainda tem acordado pelo menos 1 vez por noite pra mamar. Se bem que muito de vez em quando, do nada, ele acaba dormindo a noite toda. E agora normalmente está acordando umas 07:00, 07:30.
Mas aí hoje, quando ele acordou, eu morrendo de sono olhei no celular e vi que eram 08:30. Achei estranho. Primeiro, se já eram 08:30, por que raios eu estava com tanto sono? Segundo, parecia que tava muito escuro pra ser 08:30. Bom, vai ver estava bem nublado lá fora...
Mas enfim, levantei, troquei o Nathan, etc e fui na cozinha preparar o café da manhã. Ué, o relógio do fogão estava marcando 07:50. Estranho... Por que no celular tava um horário e no fogão outro? Suspeito... Liguei a tv: 08:50. Olhei no meu computador: 08:50. Olhei no dash: 08:50.
Mistério, mistério... Até ontem o fogão e todos os outros aparelhos estavam sincronizados. Comecei a desconfiar que o horário mudou. Mas eu sabia como tirar a dúvida de vez! É que o celular, o computador, a tv, todos pegam o horário da rede, então não podiam estar errados. Fui checar então meu relógio de pulso. Ahá! 07:50! Ok, por mais estranho que pareça, o horário mudou. Mas será possível que o horário de verão começa agora? Não começou nem a primavera ainda!
Pois é, depois vi na internet que realmente começou hoje o "daylight savings time". Como traduzir isso? Horário de economia diurna?? Horário de verão é que não é, pois ainda estamos no inverno. :-) Aliás, o horário diferente vai de hoje, 13/março até 06/novembro!! Eu, hein! São pouco mais de 4 meses de horário normal! Por que não mudam tudo logo de uma vez?
Interessante também que o horário não muda meia-noite, igual no Brasil. Muda 02:00 da madrugada, hehehe. A recomendação é esperar chegar 02:00 e aí adiantar o relógio para 03:00. O motivo eu não faço ideia! Só sei que é assim.
E sei também que achei bom, adoro quando fica claro até mais tarde. :-)
Mas aí hoje, quando ele acordou, eu morrendo de sono olhei no celular e vi que eram 08:30. Achei estranho. Primeiro, se já eram 08:30, por que raios eu estava com tanto sono? Segundo, parecia que tava muito escuro pra ser 08:30. Bom, vai ver estava bem nublado lá fora...
Mas enfim, levantei, troquei o Nathan, etc e fui na cozinha preparar o café da manhã. Ué, o relógio do fogão estava marcando 07:50. Estranho... Por que no celular tava um horário e no fogão outro? Suspeito... Liguei a tv: 08:50. Olhei no meu computador: 08:50. Olhei no dash: 08:50.
Mistério, mistério... Até ontem o fogão e todos os outros aparelhos estavam sincronizados. Comecei a desconfiar que o horário mudou. Mas eu sabia como tirar a dúvida de vez! É que o celular, o computador, a tv, todos pegam o horário da rede, então não podiam estar errados. Fui checar então meu relógio de pulso. Ahá! 07:50! Ok, por mais estranho que pareça, o horário mudou. Mas será possível que o horário de verão começa agora? Não começou nem a primavera ainda!
Pois é, depois vi na internet que realmente começou hoje o "daylight savings time". Como traduzir isso? Horário de economia diurna?? Horário de verão é que não é, pois ainda estamos no inverno. :-) Aliás, o horário diferente vai de hoje, 13/março até 06/novembro!! Eu, hein! São pouco mais de 4 meses de horário normal! Por que não mudam tudo logo de uma vez?
Interessante também que o horário não muda meia-noite, igual no Brasil. Muda 02:00 da madrugada, hehehe. A recomendação é esperar chegar 02:00 e aí adiantar o relógio para 03:00. O motivo eu não faço ideia! Só sei que é assim.
E sei também que achei bom, adoro quando fica claro até mais tarde. :-)
quinta-feira, 10 de março de 2011
Abaixo as bitucas!
Março é o mês em que normalmente a neve começa a derreter. Quer dizer, é o mês onde vão aumentando o número de dias com temperaturas positivas. Porque um diazinho só não dá nem pro cheiro. Os montes de neve acumulada durante o inverno são bem grandinhos, então um diazinho só não é o suficiente pra derreter tudo.
Mas pouco a pouco a neve vai derretendo e a gente vai vendo o que tem por baixo. E vejam só, existe grama após a neve. :-) É até legal pra mim, que cheguei no inverno, ver o que tem por baixo. Onde eu achava que era grama, tinha um caminho. Onde eu achava que era calçada, na verdade era rua e por aí vai.
Umas das coisas não muito lindas que eu vi logo nos primeiros dias de neve derretida foram bitucas de cigarro. Muitas!!! Centenas de bitucas. Bem na porta de uma estação de metrô. As calçadas devem ser limpas regularmente, porque no dia seguinte já não vi praticamente nenhuma. E aquele acúmulo deve ser porque no inverno, com a nevezona, não se limpa totalmente a calçada. Faz-se apenas um caminho principal para as pessoas passarem, fazendo montes de neve dos lados. Aí o pessoal joga bituca, a neve cobre, joga mais bituca, neva mais um pouco e cobre... Aí, quando a neve derrete, todas aquelas camadas de bitucas vão descendo, descendo, até chegar no chão. Resultado: no primeiro dia de neve derretida, muuuuitas bitucas de cigarro. Argh...
Aí fiquei pensando... Hoje em dia as pessoas educadas, quando passeiam com seus cachorros, levam um saquinho pra recolher as fezes. Mas então, por que é que os fumantes educados não levam um potinho para recolher suas bitucas? Será que não existem fumantes educados? Ou apenas ninguém teve essa ideia antes?
Inclusive, eu acho muito mais importante recolher bitucas. Afinal, o cocô é natural, biodegradável e, depois de algumas chuvas, vai se desfazendo. Já a bituca demora até 2 anos pra se desfazer. Acabei de pesquisar, não sabia quanto tempo demorava, hehehe.
Aliás, nessa pesquisa vi que já existem dicas na internet para fumantes se livrarem das bitucas. Uma delas é garrafinha pet com um pouco de água dentro. Interessante... Eu tinha pensado em caixinha de tictac. Aparentemente, existem alguns fumantes educados por aí. A gente não percebe porque os chatos é que incomodam e chamam a atenção. Se bem que o site que eu achei falava sobre recolher as bitucas para previnir incêndios. Também é um motivo nobre, claro, mas não deveria ser o único. Ou por acaso manter a cidade limpa não é motivo o suficiente?
Enfim, o seja qual for o motivo, fica aqui lançada a minha campanha: FUMANTES, RECOLHAM SUAS BITUCAS!! E para comemorar, criei um logotipo para a campanha:
Mas pouco a pouco a neve vai derretendo e a gente vai vendo o que tem por baixo. E vejam só, existe grama após a neve. :-) É até legal pra mim, que cheguei no inverno, ver o que tem por baixo. Onde eu achava que era grama, tinha um caminho. Onde eu achava que era calçada, na verdade era rua e por aí vai.
Umas das coisas não muito lindas que eu vi logo nos primeiros dias de neve derretida foram bitucas de cigarro. Muitas!!! Centenas de bitucas. Bem na porta de uma estação de metrô. As calçadas devem ser limpas regularmente, porque no dia seguinte já não vi praticamente nenhuma. E aquele acúmulo deve ser porque no inverno, com a nevezona, não se limpa totalmente a calçada. Faz-se apenas um caminho principal para as pessoas passarem, fazendo montes de neve dos lados. Aí o pessoal joga bituca, a neve cobre, joga mais bituca, neva mais um pouco e cobre... Aí, quando a neve derrete, todas aquelas camadas de bitucas vão descendo, descendo, até chegar no chão. Resultado: no primeiro dia de neve derretida, muuuuitas bitucas de cigarro. Argh...
Aí fiquei pensando... Hoje em dia as pessoas educadas, quando passeiam com seus cachorros, levam um saquinho pra recolher as fezes. Mas então, por que é que os fumantes educados não levam um potinho para recolher suas bitucas? Será que não existem fumantes educados? Ou apenas ninguém teve essa ideia antes?
Inclusive, eu acho muito mais importante recolher bitucas. Afinal, o cocô é natural, biodegradável e, depois de algumas chuvas, vai se desfazendo. Já a bituca demora até 2 anos pra se desfazer. Acabei de pesquisar, não sabia quanto tempo demorava, hehehe.
Aliás, nessa pesquisa vi que já existem dicas na internet para fumantes se livrarem das bitucas. Uma delas é garrafinha pet com um pouco de água dentro. Interessante... Eu tinha pensado em caixinha de tictac. Aparentemente, existem alguns fumantes educados por aí. A gente não percebe porque os chatos é que incomodam e chamam a atenção. Se bem que o site que eu achei falava sobre recolher as bitucas para previnir incêndios. Também é um motivo nobre, claro, mas não deveria ser o único. Ou por acaso manter a cidade limpa não é motivo o suficiente?
Enfim, o seja qual for o motivo, fica aqui lançada a minha campanha: FUMANTES, RECOLHAM SUAS BITUCAS!! E para comemorar, criei um logotipo para a campanha:
quarta-feira, 9 de março de 2011
Patinar
Para quem ainda não sabe, eu adoro patinar! Quando eu era criança e morava em Portugal, fazia patinação artística em patins com rodinhas. Eu gostava muito e até que ia bem. Cheguei a competir e ganhei até medalha. :-) Não fazia nenhum triple axel, mas dava meus pulinhos, hehehe.
Um dos atrativos pra mim no Canadá era então a ideia de patinar no gelo. E realmente aqui é bem fácil achar lugar pra patinar. Um desses lugares é no centrão de Toronto, no "quadrado do Nathan" (O nome da praça é Nathan Phillips Square, hehehe). Fora essa praça, a maioria dos centros comunitários também tem pista pra patinar. O centro comunitário a 2 quadras de casa também tem, mas descobrimos tarde demais. A temporada de patinação aqui acaba em fevereiro. Depois disso os dias com temperaturas acima de 0 são muito frequentes, aí o gelo derrete.
Mas enfim, no meu aniversário ainda era fevereiro, estava super frio, então resolvi comprar de presente pra mim mesma um par de patins. Comprei o mais barato que achei, já que não sabia absolutamente nada sobre patins para gelo. Você compra e na mesma hora eles afiam o patins na loja pra você. Mas não achei tão afiado assim... Não sei como é que o náufrago conseguiu arrancar o dente com um deles. :)
Aí fui patinar na praça do Nathan. Na foto abaixo, se vocês olharem muito bem, ao fundo passo fundo dá pra ver onde tá escrito Nathan.
Achei bem legal e divertido. Mas o Alessandro não queria que eu tentasse fazer nada avançado, já que ainda não temos direito ao seguro saúde aqui, hehehe. Bom, pelo menos não caí, ainda mais que o Alessandro estava com a câmera na mão. :-)
O chato de patinar é que os melhores dias para patinar são justamente os mais frios!!! Bolinhas... Na primeira vez que fui acho que estava -8. Horrível!! Como eu estava me mexendo bastante, até que não senti muito frio no corpo. Mas o meu nariz sofreu bastante. E depois de uns 15 minutos, o meu maxilar tava meio amortecido, ficava meio esquisito pra falar. Eu, hein... Fomos tomar um cafezinho depois pra esquentar, aí fomos pra casa. Na 2a. vez fui sozinha, aí patinei bem mais tempo, mais rápido e até dei umas rodadinhas, hehehe.
Ah, nessa praça tinha onde alugar patins, mas o Alessandro póóóóó. No centro comunitário tem aulas de patinação para iniciantes mas, novamente, só ficamos sabendo quando já era tarde. Mas tudo bem, fica pro inverno que vem. Qualquer coisa, até lá já vamos ter seguro saúde e ele pode cair à vontade. :-)
Um dos atrativos pra mim no Canadá era então a ideia de patinar no gelo. E realmente aqui é bem fácil achar lugar pra patinar. Um desses lugares é no centrão de Toronto, no "quadrado do Nathan" (O nome da praça é Nathan Phillips Square, hehehe). Fora essa praça, a maioria dos centros comunitários também tem pista pra patinar. O centro comunitário a 2 quadras de casa também tem, mas descobrimos tarde demais. A temporada de patinação aqui acaba em fevereiro. Depois disso os dias com temperaturas acima de 0 são muito frequentes, aí o gelo derrete.
Mas enfim, no meu aniversário ainda era fevereiro, estava super frio, então resolvi comprar de presente pra mim mesma um par de patins. Comprei o mais barato que achei, já que não sabia absolutamente nada sobre patins para gelo. Você compra e na mesma hora eles afiam o patins na loja pra você. Mas não achei tão afiado assim... Não sei como é que o náufrago conseguiu arrancar o dente com um deles. :)
Aí fui patinar na praça do Nathan. Na foto abaixo, se vocês olharem muito bem, ao fundo passo fundo dá pra ver onde tá escrito Nathan.
Achei bem legal e divertido. Mas o Alessandro não queria que eu tentasse fazer nada avançado, já que ainda não temos direito ao seguro saúde aqui, hehehe. Bom, pelo menos não caí, ainda mais que o Alessandro estava com a câmera na mão. :-)
O chato de patinar é que os melhores dias para patinar são justamente os mais frios!!! Bolinhas... Na primeira vez que fui acho que estava -8. Horrível!! Como eu estava me mexendo bastante, até que não senti muito frio no corpo. Mas o meu nariz sofreu bastante. E depois de uns 15 minutos, o meu maxilar tava meio amortecido, ficava meio esquisito pra falar. Eu, hein... Fomos tomar um cafezinho depois pra esquentar, aí fomos pra casa. Na 2a. vez fui sozinha, aí patinei bem mais tempo, mais rápido e até dei umas rodadinhas, hehehe.
Ah, nessa praça tinha onde alugar patins, mas o Alessandro póóóóó. No centro comunitário tem aulas de patinação para iniciantes mas, novamente, só ficamos sabendo quando já era tarde. Mas tudo bem, fica pro inverno que vem. Qualquer coisa, até lá já vamos ter seguro saúde e ele pode cair à vontade. :-)
quinta-feira, 3 de março de 2011
Nathan e as chupetas
Ah, as chupetas. Adoro e odeio essas coisinhas... Durante a gravidez, mudei de ideia um monte de vezes sobre o que é melhor. Eu li sobre as vantagens e resolvia dar. Lia sobre as desvantagens e resolvia não dar mais. Fiquei nesse vai e volta os 9 meses.
Quando o Nathan nasceu eu estava na fase do "não dar". Ficava pensando principalmente no prejuízo para o desenvolvimento dos ossos, maxilares e dentes. Sim, porque hoje já se sabe que as chupetas não são ruins apenas para os dentes, podem trazer prejuízos bem maiores. Não vão causar danos catastróficos em 100% dos casos, é claro. Mas... nunca se sabe. Tudo ia bem, ele era um recém-nascido tranquilíssimo que só chorava pra mamar e dormia bastante. Até que ele fez 1 mês e as cólicas começaram. Ele chorava bastante e o Alessandro começou a achar uma boa ideia a chupeta. Minha mãe também incentivou e, com isso, acabei abrindo um pacote. Mas só os dois davam usavam. Eu sempre tirava a chupeta na 1a. oportunidade.
Com 6 semanas fomos pra praia e eventualmente minha mãe ficava com o Nathan pra eu ir na areia (ele praticamente só ficou dentro de casa, nem viu o mar). Nessa época mamãe=peito e o Nathan sentia muito a minha falta quando eu não estava, chorava, então a chupeta o acalmava bastante. Foi aí que comecei a me conformar mais com a dona chupeta. Mas continuei sempre tentando restringir ao máximo o uso e sempre tirar da boca dele assim que possível.
Mas confesso que para colocar o Nathan pra dormir ela era maravilhosa! Praticamente um sonífero. Nos primeiros meses a gente desenvolveu uma rotina tão boa que era levar o Nathan pro quarto, deixar tudo escuro, ligar o ar e, por fim, colocar a chupeta. O último passo era praticamente um interruptor. Era colocar a chupeta e ele começar a fechar os olhinhos. Depois disso só uma ninadinha rápida e pronto. Isso era bom porque qualquer um conseguia colocá-lo pra dormir com essa rotina. Eu, o Alessandro, minha mãe, a Cintya... Ah, eu adorava a chupeta nessa época!! :-) Mesmo porque ele ainda não tinha dentes para eu me preocupar. E ter um bebê pequeno (e um com cólica que acordava mais de 10 vezes por noite) era muito, muito canstivo. Eu estava sempre cansada e com sono. Logo, outras pessoas conseguindo colocá-lo pra dormir era muito, muito bom.
Bom, dando fast forward na história, ele continua com sua chupeta. E agora que já tá mais espertinho, é mais difícil tirar a chupeta dele. Mas eu sempre tiro. Quando ele acorda, ainda deixo um pouquinho enquanto troco a fralda e troco a roupa dele. Depois peço a chupeta. Normalmente ele me dá para eu guardar, mas se acorda de mau hurmor, aí faz manha. :) E sempre tenho que guardar longe do campo de visão, porque a qualquer hora do dia, se ela é avistada, ele quer e berra bastante se eu recuso. Mas eu tento dar só pra dormir ou quando ele está com muito sono, nos momentos que precedem o adormecer. Ah, e pra andar de carrinho, até porque ele sempre acaba dormindo. :) Já o Alessandro dá o tempo todo. Não tem muita tolerância para manhas...
Além de chupar, a chupeta é um brinquedo pro Nathan. Ele gosta de ficar molhando a chupeta nos líquidos, pra depois por na boca. A gente diz que ele gosta de "dipar" a chupeta. Ela já dipou no leite, na banheira, na piscina, no mar... Fica dipando e pondo na boca, dipando e pondo na boca.
Outra coisa que ele gosta de fazer é tentar colocar a chupeta na nossa boca. É que ele é muito bonzinho, sempre oferece o que está comendo. Com a chupeta é a mesma coisa. Quando ele tenta fazer isso comigo ou o Alessandro, às vezes de brincadeira a gente pega a chupeta e coloca na boca, mas do outro lado, mordendo aquela alcinha ou o canto da chupeta. Com o tempo, o que ele aprendeu a fazer? Vide foto!
Hehehe. Tava muito engraçado. O Alessandro tentava colocar a chupeta do jeito certo, o Nathan ia lá e virava pra morder o ladinho. Depois tirava da boca e morria de dar risada. :-)
Aliás, o Nathan e o Alessandro tem uma brincadeira deles. Nos últimos meses, tem sido sempre o Alessandro que o troca depois do banho e o coloca pra dormir. Aí a brincadeira é que o Nathan coloca a chupeta na boca do Alessandro e depois chuta com o pé pra derrubar da boca dele, hehehe. Olha só o papai querendo criar um lutador. :)
E por falar em banho, essa é a última atividade antes de dormir. Como às vezes o Nathan já adormece no banho, já levo a chupeta, pra ele ir relaxando. Bom, o relaxamento às vezes demora a acontecer, porque ele brinca bastante. E quando cansa de brincar, pede pra mamar e é nessa que às vezes ele adormece.
Normalmente ele não é daquelas crianças que vai desnudando a mãe pra mamar. Ele costuma apontar para o meu peito e falar "mamá". Se eu recuso ou demora, aí sim ele começa a mexer na minha roupa. Mas quando o coloco pra mamar, aí vai no esquema "self service". Ele tira a chupeta da boca e começa a mamar. Aí para de mamar e põe a chupeta. Muda de ideia e vai pro peito. Muda de novo e põe a chupeta. Enfim, fica alternando peito/chupeta até dormir ou ficar satisfeito.
Hoje estávamos nesse processo dentro da banheira, quando uma hora que ele tirou a chupeta, bateu com ela na água e espirrou água no meu rosto. Aí eu falei "ai"e virei o rosto brincando. Ele achou suuuper engraçado! Aí já viu, né? 15 minutos de ele batendo com a chupeta na água pra espirrar em mim e eu falando "ai" pra ele rir. Tava tão bonitinho, ele dava cada gargalhada, tão gracinha! :-) Chegou uma hora que ele só fingia que ir mamar. Colocava a boca no peito, mas acho que era só pra me enganar. Nem chegava a mamar, só encostava a boca, batia a chupeta e já começava a rir antes mesmo de eu falar "ai" e virar o rosto. Muito danadinho esse Nathan!
Enfim, foi bastante divertido. Só quero ver se essa moda vai pegar e agora todo dia vamos ter essa sessão chupeta-espirrando-água. E pra finalizar o post, uma foto com chupeta, claro. :-)
Ps: reparem nas pantufas de joaninha, que fofas!
Quando o Nathan nasceu eu estava na fase do "não dar". Ficava pensando principalmente no prejuízo para o desenvolvimento dos ossos, maxilares e dentes. Sim, porque hoje já se sabe que as chupetas não são ruins apenas para os dentes, podem trazer prejuízos bem maiores. Não vão causar danos catastróficos em 100% dos casos, é claro. Mas... nunca se sabe. Tudo ia bem, ele era um recém-nascido tranquilíssimo que só chorava pra mamar e dormia bastante. Até que ele fez 1 mês e as cólicas começaram. Ele chorava bastante e o Alessandro começou a achar uma boa ideia a chupeta. Minha mãe também incentivou e, com isso, acabei abrindo um pacote. Mas só os dois davam usavam. Eu sempre tirava a chupeta na 1a. oportunidade.
Com 6 semanas fomos pra praia e eventualmente minha mãe ficava com o Nathan pra eu ir na areia (ele praticamente só ficou dentro de casa, nem viu o mar). Nessa época mamãe=peito e o Nathan sentia muito a minha falta quando eu não estava, chorava, então a chupeta o acalmava bastante. Foi aí que comecei a me conformar mais com a dona chupeta. Mas continuei sempre tentando restringir ao máximo o uso e sempre tirar da boca dele assim que possível.
Mas confesso que para colocar o Nathan pra dormir ela era maravilhosa! Praticamente um sonífero. Nos primeiros meses a gente desenvolveu uma rotina tão boa que era levar o Nathan pro quarto, deixar tudo escuro, ligar o ar e, por fim, colocar a chupeta. O último passo era praticamente um interruptor. Era colocar a chupeta e ele começar a fechar os olhinhos. Depois disso só uma ninadinha rápida e pronto. Isso era bom porque qualquer um conseguia colocá-lo pra dormir com essa rotina. Eu, o Alessandro, minha mãe, a Cintya... Ah, eu adorava a chupeta nessa época!! :-) Mesmo porque ele ainda não tinha dentes para eu me preocupar. E ter um bebê pequeno (e um com cólica que acordava mais de 10 vezes por noite) era muito, muito canstivo. Eu estava sempre cansada e com sono. Logo, outras pessoas conseguindo colocá-lo pra dormir era muito, muito bom.
Bom, dando fast forward na história, ele continua com sua chupeta. E agora que já tá mais espertinho, é mais difícil tirar a chupeta dele. Mas eu sempre tiro. Quando ele acorda, ainda deixo um pouquinho enquanto troco a fralda e troco a roupa dele. Depois peço a chupeta. Normalmente ele me dá para eu guardar, mas se acorda de mau hurmor, aí faz manha. :) E sempre tenho que guardar longe do campo de visão, porque a qualquer hora do dia, se ela é avistada, ele quer e berra bastante se eu recuso. Mas eu tento dar só pra dormir ou quando ele está com muito sono, nos momentos que precedem o adormecer. Ah, e pra andar de carrinho, até porque ele sempre acaba dormindo. :) Já o Alessandro dá o tempo todo. Não tem muita tolerância para manhas...
Além de chupar, a chupeta é um brinquedo pro Nathan. Ele gosta de ficar molhando a chupeta nos líquidos, pra depois por na boca. A gente diz que ele gosta de "dipar" a chupeta. Ela já dipou no leite, na banheira, na piscina, no mar... Fica dipando e pondo na boca, dipando e pondo na boca.
Outra coisa que ele gosta de fazer é tentar colocar a chupeta na nossa boca. É que ele é muito bonzinho, sempre oferece o que está comendo. Com a chupeta é a mesma coisa. Quando ele tenta fazer isso comigo ou o Alessandro, às vezes de brincadeira a gente pega a chupeta e coloca na boca, mas do outro lado, mordendo aquela alcinha ou o canto da chupeta. Com o tempo, o que ele aprendeu a fazer? Vide foto!
Hehehe. Tava muito engraçado. O Alessandro tentava colocar a chupeta do jeito certo, o Nathan ia lá e virava pra morder o ladinho. Depois tirava da boca e morria de dar risada. :-)
Aliás, o Nathan e o Alessandro tem uma brincadeira deles. Nos últimos meses, tem sido sempre o Alessandro que o troca depois do banho e o coloca pra dormir. Aí a brincadeira é que o Nathan coloca a chupeta na boca do Alessandro e depois chuta com o pé pra derrubar da boca dele, hehehe. Olha só o papai querendo criar um lutador. :)
E por falar em banho, essa é a última atividade antes de dormir. Como às vezes o Nathan já adormece no banho, já levo a chupeta, pra ele ir relaxando. Bom, o relaxamento às vezes demora a acontecer, porque ele brinca bastante. E quando cansa de brincar, pede pra mamar e é nessa que às vezes ele adormece.
Normalmente ele não é daquelas crianças que vai desnudando a mãe pra mamar. Ele costuma apontar para o meu peito e falar "mamá". Se eu recuso ou demora, aí sim ele começa a mexer na minha roupa. Mas quando o coloco pra mamar, aí vai no esquema "self service". Ele tira a chupeta da boca e começa a mamar. Aí para de mamar e põe a chupeta. Muda de ideia e vai pro peito. Muda de novo e põe a chupeta. Enfim, fica alternando peito/chupeta até dormir ou ficar satisfeito.
Hoje estávamos nesse processo dentro da banheira, quando uma hora que ele tirou a chupeta, bateu com ela na água e espirrou água no meu rosto. Aí eu falei "ai"e virei o rosto brincando. Ele achou suuuper engraçado! Aí já viu, né? 15 minutos de ele batendo com a chupeta na água pra espirrar em mim e eu falando "ai" pra ele rir. Tava tão bonitinho, ele dava cada gargalhada, tão gracinha! :-) Chegou uma hora que ele só fingia que ir mamar. Colocava a boca no peito, mas acho que era só pra me enganar. Nem chegava a mamar, só encostava a boca, batia a chupeta e já começava a rir antes mesmo de eu falar "ai" e virar o rosto. Muito danadinho esse Nathan!
Enfim, foi bastante divertido. Só quero ver se essa moda vai pegar e agora todo dia vamos ter essa sessão chupeta-espirrando-água. E pra finalizar o post, uma foto com chupeta, claro. :-)
Ps: reparem nas pantufas de joaninha, que fofas!
quarta-feira, 2 de março de 2011
Brinquedos e atividades do Nathan
Continuando caçando atividades pra fazer com o Nathan. Ele tem poucos brinquedos aqui, não tem quintal, não tem Afta, então ele fica entediado muito facilmente. Bom, a vantagem é que para um toddler da idade dele, quase tudo é brinquedo, né? Um dos preferidos é um galão de água de 10 litros, que ele adora carregar pra todo lado. Aqui ele está com o galão na sala:
Aqui com o galão no corredor:
E quando ele ganhou um 2o. galão, então? Uau, ele achou o máximo!!
Hehehe, dá uma vontade enorme de jogar fora, porque já tem tralha demais espalhada pela casa. Mas ele gosta tanto desses galões, que não dá coragem...
Bom, mas eventualmente até dos galões ele enjoa. Uma coisa boa é que bem pertinho de casa também tem um centro comunitário. Ontem fomos lá na piscina, no horário para bebês e toddlers. Ahhhh, muito melhor! A piscina era igualzinha a outra que a gente foi, mas dessa vez a água estava bem quentinha, parecia uma banheira. Então o Nathan gostou e eu também. Muito bom! No mesmo horário, na outra piscina, estava tendo hidroginástica. Aí depois, no vestiário, o Nathan fez o maior sucesso com as velhinhas. :) Digo, as "adultas mais velhas". Aqui eles são todos "politicamente corretos". Os mais velhos são chamados sempre de seniors ou "older adults". Mas outra hora escrevo um post só sobre isso...
Outra atividade que tem nesse centro comunitário é o indor playground. É um horário em que eles fecham uma quadra de basquete e jogam um monte de brinquedos lá dentro e tapetes de EVA pras crianças brincarem. Aí tem bolas, quebra cabeça, bonecas, carrinhos, tambor, pianinho, aquelas casinhas pequenas que cabem crianças, aqueles carrinhos de entrar dentro (tipo o que Nathan tinha no Brasil, snif...) e por aí vai. O Nathan gostou muito!! No começo ele sempre vai nas bolas, que são o brinquedo preferido dele. Mas depois ele já começou a explorar e brincou com um pouco de tudo. Logo que chegamos ele ainda tava estranhando o ambiente diferente, cheio de estranhos. Então ele ia de um lado pro outro me puxando pela mão. Mas depois de um tempo já tava brincando sozinho, só olhava de vez em quando pra ver onde eu estava.
Aliás, isso é uma coisa que ele já está fazendo há algum tempo: me puxar pela mão pra me levar onde ele quer. Ele me puxa pra cozinha quando tá com sede ou quer comer alguma coisa. Me puxa até o computador quando quer ver videozinhos. E à noite, quando está com bastante sono, me puxa até o banheiro, para tomar banho. :-) Ele sabe que é essa a rotina. Tomar banho, mamar e dormir. Uma gracinha esse toddler Nathan.
Voltando ao centro comunitário, ele fica num parque, onde também tem um parquinho. Mas agora, com esse frio, ele não está sendo muito frequentado, não. Fomos lá ver e estava vazio, vazio. Também, com esse tanto de neve... Mas colocamos o Nathan num balanço um pouquinho e ele gostou bastante:
Já esse brinquedo aqui ele não achou tão emocionante:
Aqui, dia 21/fevereiro é feriado, para comemorar o Dia da Família. Nesse dia levamos o Nathan em uma espécie de parque de diversões. Estava um frio horrendo!!! Foi chatíssimo ir até lá de ônibus, mas pelo menos o parque era num lugar fechado. A gente almoçou lá, o Nathan comeu um monte de pipoca, andamos num morango que girava, o Nathan andou de carrossel, brincou de jogar bolinhas para ganhar prêmios, assistiu um showzinho de uns palhaços... Enfim, o Nathan até que se divertiu. Eu achei cansativo e o Alessandro, claro, detestou. :)
Uma coisa bem legal lá foi um moço que fazia bichinhos com bexiga. O cara era muito bom! Sabia fazer umas 3 raças diferentes de cachorro! Um gatinho que realmente parecia gatinho, não era igual o cachorrinho. Fez até passarinho. O Nathan gostou bastante de ficar olhando e acabou ganhando um poodle. :) E aqui vai a foto dele no carrossel:
O Nathan, como já falei, gosta bastante de brincar com neve. Então, quando não tem nenhuma atividade programada, eu o levo ali em frente de casa, só pra sair de casa um pouco. O chato é o processo de encapotamento, só pra sair pela porta. Dá uma preguiça... Fora que, agora que começou a fazer temperaturas positivas, volta e meia um pouco de neve derrete e forma poças. E o Nathan adooooora ficar chafurdando nas poças. Aí tenho que ficar de olho o tempo todo, porque é só dar bobeira que ele taca as mãos na água.
No último fim de semana fizemos nosso 1o. boneco de neve aqui! Segue foto:
Não é uma gracinha? :) Tem uma foto dele com cachecol, mas o Alessandro tirou com o celular dele e não me mandou. E agora tô com preguiça de pegar, tá tarde. Então vai essa mesma.
Bom, então é mais ou menos isso que o Nathan anda fazendo. Fora pedir pra ver videozinhos. Ele não pode ver um laptop, que pede. O que é mais um motivo pra arrumar coisas pra fazer fora de casa. Mas para um inverno com temperaturas horripilantes, até que está bom de coisas pra fazer.
Ufa, esse post ficou lotado de fotos!! Espero que tenham gostado. Beijo pra todos!
Aqui com o galão no corredor:
E quando ele ganhou um 2o. galão, então? Uau, ele achou o máximo!!
Hehehe, dá uma vontade enorme de jogar fora, porque já tem tralha demais espalhada pela casa. Mas ele gosta tanto desses galões, que não dá coragem...
Bom, mas eventualmente até dos galões ele enjoa. Uma coisa boa é que bem pertinho de casa também tem um centro comunitário. Ontem fomos lá na piscina, no horário para bebês e toddlers. Ahhhh, muito melhor! A piscina era igualzinha a outra que a gente foi, mas dessa vez a água estava bem quentinha, parecia uma banheira. Então o Nathan gostou e eu também. Muito bom! No mesmo horário, na outra piscina, estava tendo hidroginástica. Aí depois, no vestiário, o Nathan fez o maior sucesso com as velhinhas. :) Digo, as "adultas mais velhas". Aqui eles são todos "politicamente corretos". Os mais velhos são chamados sempre de seniors ou "older adults". Mas outra hora escrevo um post só sobre isso...
Outra atividade que tem nesse centro comunitário é o indor playground. É um horário em que eles fecham uma quadra de basquete e jogam um monte de brinquedos lá dentro e tapetes de EVA pras crianças brincarem. Aí tem bolas, quebra cabeça, bonecas, carrinhos, tambor, pianinho, aquelas casinhas pequenas que cabem crianças, aqueles carrinhos de entrar dentro (tipo o que Nathan tinha no Brasil, snif...) e por aí vai. O Nathan gostou muito!! No começo ele sempre vai nas bolas, que são o brinquedo preferido dele. Mas depois ele já começou a explorar e brincou com um pouco de tudo. Logo que chegamos ele ainda tava estranhando o ambiente diferente, cheio de estranhos. Então ele ia de um lado pro outro me puxando pela mão. Mas depois de um tempo já tava brincando sozinho, só olhava de vez em quando pra ver onde eu estava.
Aliás, isso é uma coisa que ele já está fazendo há algum tempo: me puxar pela mão pra me levar onde ele quer. Ele me puxa pra cozinha quando tá com sede ou quer comer alguma coisa. Me puxa até o computador quando quer ver videozinhos. E à noite, quando está com bastante sono, me puxa até o banheiro, para tomar banho. :-) Ele sabe que é essa a rotina. Tomar banho, mamar e dormir. Uma gracinha esse toddler Nathan.
Voltando ao centro comunitário, ele fica num parque, onde também tem um parquinho. Mas agora, com esse frio, ele não está sendo muito frequentado, não. Fomos lá ver e estava vazio, vazio. Também, com esse tanto de neve... Mas colocamos o Nathan num balanço um pouquinho e ele gostou bastante:
Já esse brinquedo aqui ele não achou tão emocionante:
Aqui ainda é no Eglinton Park, num lugar que no verão deve ser um gramadão ou um campo de futebol americano. Ficamos brincando de fazer bolinhas de neve. O Nathan adora bolinhas, como eu já disse. Sejam de neve, de borracha, de pedra, qualquer coisa.
No fundo da foto abaixo dá pra ver o motivo do parquinho estar vazio. No inverno, a brincadeira é escorregar na ladeira de neve naquela prancha que eu não sei o nome. Mas se eu descobrir o nome a tempo, vou comprar pra gente ir lá escorregar ainda neste inverno. Não sei se vai dar tempo... As pistas de patinar no gelo desse parque, por exemplo, já fecharam. Agora só no próximo inverno. Que pena, quase nem usei meus patins novos...
Aqui, dia 21/fevereiro é feriado, para comemorar o Dia da Família. Nesse dia levamos o Nathan em uma espécie de parque de diversões. Estava um frio horrendo!!! Foi chatíssimo ir até lá de ônibus, mas pelo menos o parque era num lugar fechado. A gente almoçou lá, o Nathan comeu um monte de pipoca, andamos num morango que girava, o Nathan andou de carrossel, brincou de jogar bolinhas para ganhar prêmios, assistiu um showzinho de uns palhaços... Enfim, o Nathan até que se divertiu. Eu achei cansativo e o Alessandro, claro, detestou. :)
Uma coisa bem legal lá foi um moço que fazia bichinhos com bexiga. O cara era muito bom! Sabia fazer umas 3 raças diferentes de cachorro! Um gatinho que realmente parecia gatinho, não era igual o cachorrinho. Fez até passarinho. O Nathan gostou bastante de ficar olhando e acabou ganhando um poodle. :) E aqui vai a foto dele no carrossel:
O Nathan, como já falei, gosta bastante de brincar com neve. Então, quando não tem nenhuma atividade programada, eu o levo ali em frente de casa, só pra sair de casa um pouco. O chato é o processo de encapotamento, só pra sair pela porta. Dá uma preguiça... Fora que, agora que começou a fazer temperaturas positivas, volta e meia um pouco de neve derrete e forma poças. E o Nathan adooooora ficar chafurdando nas poças. Aí tenho que ficar de olho o tempo todo, porque é só dar bobeira que ele taca as mãos na água.
No último fim de semana fizemos nosso 1o. boneco de neve aqui! Segue foto:
Não é uma gracinha? :) Tem uma foto dele com cachecol, mas o Alessandro tirou com o celular dele e não me mandou. E agora tô com preguiça de pegar, tá tarde. Então vai essa mesma.
Bom, então é mais ou menos isso que o Nathan anda fazendo. Fora pedir pra ver videozinhos. Ele não pode ver um laptop, que pede. O que é mais um motivo pra arrumar coisas pra fazer fora de casa. Mas para um inverno com temperaturas horripilantes, até que está bom de coisas pra fazer.
Ufa, esse post ficou lotado de fotos!! Espero que tenham gostado. Beijo pra todos!
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