quarta-feira, 15 de junho de 2011

Educação

  "Como se faz pra achar um canadense numa sala cheia de gente? Sai pisando no pé de todo mundo e vê quem pede desculpas pra você". Hahaha. Já ouviram essa piada? Eu ouvi recentemente. Mas olha... não é bem piada, não. Os canadenses pedem desculpas pra tudo, o tempo todo.
  Se você está no mercado olhando uma prateleira e alguém passa na sua frente, pede desculpas. Ou se por acaso você está bloqueando o caminho e a pessoa quer passar com o carrinho, quando você sai da frente ela passa e também pede desculpas por ter te incomodado. Claro que aí a coisa educada a se fazer é você pedir desculpas também, óbvio! Aliás, no supermercado é um tal de sorry pra lá, sorry pra cá, quase compensa levar um gravador com muitos sorrys gravados. Acho que se você pisar no pé de alguém no mercado, vão mesmo pedir desculpas. Afinal, provavelmente foi culpa da pessoa, que tava com o pé no lugar errado, sei lá. Hmmm, deu até vontade de pisar no pé de alguém, agora, só pra ver o que acontece, huahuahua.
  Quando levo o Nathan pra brincar no Early Years Centre, também reparo que desde pequenininhos as mães ficam ensinando boas maneiras. Pegou o brinquedo da mão do coleguinha? A mãe faz devolver e pedir desculpas. Empurrou? Pede desculpas. Trombou com o carrinho? Desculpas. Se a criança é muito pequenininha, então é a mãe que pede. Mas pode ficar tranquilo que você não ficará sem o seu sorry!
  Nos mercados, lojas e coisas parecidas, tem um "ritual" de comprimento:
- Oi, como você está hoje?
- Estou bem, obrigada. E você?
- Estou bem também.
- Que bom!
  E normalmente depois vem um "Está um dia ótimo/horrível/esquisito hoje, não?". :-) E depois de pagar a conta, vem a despedida, que é uma dessas opções:
- Tenha um bom dia. Tchau!
- Aproveite o resto do seu dia. Tchau!
- Se cuida! Tchau!
  Ou noite, se for o caso. Ah, no elevador só se fala "oi" na entrada, mas na saída você também tem que desejar "enjoy the rest of your day"  pra pessoa. A frase é tão comprida que tem que começar a falar logo que a porta começa a abrir, senão não dá tempo. Já o Nathan só fala "bye" mesmo. :-)
 
  Mas comecei a reparar mais nisso depois que voltei de Montreal. Depois de passar dois dias lá, ao chegar no aeroporto de Toronto alguém me pediu desculpas por alguma coisa, aí eu me toquei que ninguém pediu desculpas pra mim em Montreal. Que absurdo!! Esses canadenses franceses não são iguais aos daqui.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Coisas grátis no Brasil

  Pra quem ficou com inveja do meu post sobre coisas grátis, seus problemas se acabaram!! Acabei de ficar sabendo de dois sites para descobrir amostras e brindes no Brasil. Aí vão:
http://www.amostrasebrindesgratis.com/
http://www.amostrasgratisebrindes.com/
  Quem deu a dica foi a Evelyn. É, pelo jeito quem procura acha. Espero que vocês consigam ganhar muitas coisas, também!

sábado, 11 de junho de 2011

Aulas para crianças

 Acho que já deu pra perceber que entretenimento aqui é o que não falta, né? Principalmente na primavera e verão. Eu até tenho um arquivo onde vou fazendo uma lista de todos os lugares e eventos que tem pra gente ir. :-) Tem parques, museus, zoológicos, festas, feiras...

  E isso que estou marcando só os lugares kids-friendly. Aliás, vocês devem lembrar que comentei dos centros comunitários onde eu levava o Nathan no indoor playground, né? Eu já achava barato os $3 dólares que custava o ingresso, mas agora nem isso preciso pagar. Em toda a província de Ontario tem uns tais de Early Years Centres, lugares do governo com atividades e programas para crianças. Em Toronto também tinha, mas nunca fui atrás porque não tinha carro, então era mais prático ir no centro comunitário, que era pertíssimo de casa.

  Bom, mas aqui em Burlington eu fui! Quer dizer, fomos. :-) No programa básico, que é só chegar-e-brincar, o esquema é o mesmo. Um salão com um monte de brinquedos e, no final, roda de música. E, quando o Nathan deixa, consigo conversar um pouco com outros pais. Estou tentando levá-lo toda 3a. e 5a. No começo ele não desgrudava de mim, mas agora já brinca um pouco sozinho e, em algumas músicas, repete os movimentos das coordenadoras-cantoras. Ele até já está começando a tentar cantar as musiquinhas! Esses lugares são realmente muitos bons! Pra criancinhas que não vão pra escolinha, é ótimo pra poder socializar um pouco, variar o ambiente e os brinquedos.
  Além desse programa básico, tem outros mais estruturados. Também de graça, mas essas aulas é preciso se inscrever com antecedência, porque tem número limitado de vagas. Mas em vez de a preferência ser ordem de inscrição, é por sorteio. Eu acabei de inscrever o Nathan em um desses programas, espero que ele seja sorteado! É específico para crianças de 17meses a 2anos de idade. Nem sei bem o que acontece, só sei que são joguinhos, músicas e outras atividades. O legal é que é bem direcionado pra faixa etária. Isso é bom, porque no programa básico chegar-e-brincar tem desde bebezinhos até crianças mais grandinhas, tipo 6 anos.
  Também tem outras aulas mais "sofisticadas" e essas é preciso pagar. Um desses programas você deixa a criança e volta pra buscar 2 horas depois. Em todas as outras os pais (ou babás, ou avós, etc) ficam o tempo todo com o filho. Tem algumas aulas de pintura, também. Essas acho que paga $100 pelo verão todo, 1 vez por semana. Se o Nathan não for sorteado no outro programa e ainda tiver vaga, vou tentar inscrevê-lo na aula de pintura.
  Ou não!! Hehehe. Tem outras coisas pra se fazer.
NATAÇÃO
As aulas de natação também são super bem divididas. 4-8meses, 8-12meses, 12-18meses, 18-36meses. Ok, essa última categoria já ficou maiorzinha e é justamente a do Nathan. O preço é razoável. $47.16 por 8semanas (8 aulas). Eu pagava bem mais que isso pro Nathan fazer natação no Brasil...
GINÁSTICA
Mais divisões. Com 8 meses de idade já tem aula de ginástica! A primeira categoria é de 8-18meses. Depois disso 18-36meses. Mas diz a página que mesmo sendo uma faixa maior, eles tentam agrupar as crianças dentro da aula por faixa etária. $198 por 10 semanas. Interessante a descrição da aula: programs focus on gross motor development, body awareness, behavioral skills (i.e. listening and waiting your turn) and gymnasium familiarity. Gostei desse lance de ensinar a ouvir e esperar a sua vez. O Nathan tá precisando, hehehe. Ele não tenta roubar o brinquedo dos amiguinhos e espera pacientemente a sua vez no escorregador, nesse ponto ele é bem educado. Mas quando alguém pega um brinquedo que ele acabou de largar, ah, aí faz um escândalo!! As outras crianças têm que esperar um pouco, vai que ele muda de ideia e resolve brincar mais um pouco?
SPORTBALL
Essa é uma aula também específica para 16-24 meses. Nela, as crianças têm um contato inicial com vários esportes (Hockey, soccer, tennis, baseball, basketball, volleyball, golf and football). São muitos, copiei e colei da página da escolinha, hehehe. A escola tem várias aulas, de vários esportes, para diferentes faixas etárias. Não pesquisei muito não, mas eles disseram que são instruções "não competitivas". Hmmm, interessante. Nesse mundo moderno existe toda aquela preocupação em não expor as crianças muito cedo a frustrações e derrotas. Ainda não tenho muito opinião sobre o quanto isso é bom ou ruim. Em excesso, com certeza é ruim. Bom, outro dia escrevo sobre isso. Só pra manter o padrão de informações, $152 por 8 semanas.
VIOLINO
Sim, é isso mesmo! Existe aulas de violino para crianças a partir de 1 ano!! Violin, viola, piano e cello. Eu, hein? Tem que ir de fone de ouvido se for levar o Nathan nessa aula. Nossa, achei que fosse ser mais caro. $270 por 27 aulas. Que barato! Acho que vou levar o Nathan pra tocar violino, hahaha. Aliás, ele adora pegar duas colheres de pau e ficar batendo uma na outra. Ele já tá fazendo o ritmo certinho de um programinha que passa na televisão. Aliás, entrei no site e vi que tem aulas desde recém-nascido! Claro que não é aula de tocar o instrumento, é mais de contato com músicas, ritmos, etc.

  Ufa, acho que agora acabou. Fico até perdida com tanta aula. Nem sei o que escolher. Alguém tem sugestões? :-) Ainda bem que ele não vai ter que estudar inglês, no futuro, hehehe. Isso que eu só listei as atividades possíveis para a idade do Nathan. Depois dos 3 anos aumentam muito as possibilidades. Depois dos 5, então, explosão!! Aula de equitação, mergulho de plataforma, nado sincronizado, golfe, futebol americano, hockey, futebol, patinar, aula de skate (!), teatro, tênis, pintura... Ufa! Mas as que mais chamaram a atenção foram essas aqui:
1) Educational Robotics. Introduce your child to the World of Engineering & Science through instructive play, experiment, technology, problem solving and teamwork. Uau, aula de robótica!! Eu ia ter adorado uma aula dessas quando era adolescente.
2) Learn to program video games like pros! Uau!!! Aula de programação para crianças a partir dos 7 anos!! E eu só fui aprender isso na faculdade, huahuahua.

  Isso tudo aqui em Burlington, cidade de meros 170.000 habitantes. Aí fica mais fácil o país mandar gente pras olimpíadas, né? Olha só quanta opção!! Isso foi só o que eu vi numa revistinha que a prefeitura distribui com as atividades de verão. Imagina se eu sair pesquisando!
  Aiai, que responsabilidade. Como é que posso escolher atividades para ele começar cedo, ele sendo tão pequenininho? Será que ele vai crescer e reclamar: pô mãe, por que você não me colocou na aula de violino desde pequenininho? Teria sido mais fácil!! Ou na aula de hockey, ou baseball, ou... sei lá. Adolescente sempre arruma motivo pra reclamar, hehehe.

  Bom, mas enquanto vou me assentando na cidade e não escolho mais coisas pra ele fazer, brincamos muito em casa e... vamos no parquinho, é claro! Ainda mais agora que os jatos de água estão ligados. Acho que a maioria já viu a foto no facebook, mas vou colocar aqui de novo.





























  E agora algumas fotos da gente na "praia" e a caminho dela. Já falei que moro a 2 quadras do lago, né? Então, chegando no lago, se a gente virar à direita e for margeando, a gente acaba chegando nessa "praia". A gente não foi muito longe, parece que se andar mais chega num lugar com mais areia. Ali onde a gente foi achei meio blééé. Não deu vontade de voltar, não. Mas tinha até bastante gente, inclusive algumas dentro da água! Que coragem... Tava calorzinho, mas ventando. Bom, eis as fotos.







 Deu pra perceber que foi a Cintya que tirou as fotos de novo, né? Hehehe. Tem umas muito lindas! E para dar continuidade, ela deveria se especializar no photoshop, pra diminuir o tamanho do meu nariz, apagar as marcas de espinha, pentear o cabelo, hehehe. Aliás, não consigo encontrar fotos dela pra colocar aqui! Cintya, para de se esconder, poxa!

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Fim de semana em Montreal

  Minha cunhada está passando férias aqui no Canadá e, esta semana, foi fazer um curso de francês em Montreal. Aí fomos "levá-la" até lá e aproveitamos para passear um pouquinho pela cidade, que eu não conhecia ainda.
  Demos sorte, o clima estava ótimo!!! Fez sol praticamente o tempo todo, mas não estava um calor horripilante, devia estar uns 25. Bom, embaixo do sol devia estar mais. Pior que eu esqueci o protetor solar. E o sol não deixa de queimar só porque você não está na praia. Resultado, terminei o sábado com os ombros, peito e rosto vermelhos.
  Bom, mas após um bom turismo, vamos ao que importa: fotos!

 O Nathan correu muuuuuito no aeroporto! Ele achou divertidíssimo todo aquele espaço. Nessa foto tínhamos acabado de chegar em Montreal e estávamos esperando as malas.

Brincando no quarto do hotel. Dormiu super bem, não deu trabalho nenhum. Mas também, estava sempre com muuuito sono, fazer turismo cansa, né Nathan?


 Nada como ter uma fotógrafa junto!! Finalmente temos algumas fotos de nós três juntos. :-) Fora que a Cintya tira fotos melhor do que eu. Reparem como saíram fotos bonitas!



 O Nathan está com mania de fazer biquinhos. Acho que aproveitou que estava em Montreal e resolveu treinar para falar francês.

A Notre Dame estava fechada, estava tendo um casamento. Deixa, eu não queria entrar mesmo.


 Passeando de barco. Agora ele parece comportadinho, mas o Nathan ficou correndo pelo barco praticamente o tempo todo!


 Dentro do Biodome. Ele achou bem legal ver os passarinhos, macacos e peixes. Ah, mas teve uma hora que ele tava no carrinho e o colocamos bem de cara para um vidro. Aí passou um peixão e ele se assustou. Tadinho...

 Jardim Botânico.




 Parquinho do Jardim Botânico.



  No Jardim Botânico tinha uma mulher de burca, argh!!! Não tinha nem os olhos pra fora. Inteirinha de preto, até de luvas ela estava. O marido dela lá numa boa, com roupas leves e claras, os filhos dela brincando no parquinho com roupas normais e a coitada passando calor embaixo do pano preto. Ela estava com um bebê bem pequenininho no carrinho. Aí, lá pelas tantas, ela caminhou até um canto escondido do gramado com o bebê no colo e ficou fazendo altas manobras. E mexia, remexia, bebê pra cá, bebê pra lá, etc, etc. Não dava pra enxergar nada, claro, mas pela pose e as manobras, deu pra perceber que ela estava tentando encontrar um jeito de amamentar. Aiai, tadinha.
  O que será que aconteceria se eu resolvesse dar de mamar pro Nathan ali do lado? Melhor não provocar... Vai que o moço descobre onde eu moro e bombardeia a minha casa?

  Enfim, foi um fim de semana bem gostosinho. Andamos muito e comemos muito croissant! Montreal é uma cidade bem bonitinha. Bom, pelo menos na área turística. A ciclovia é bem comprida e muito bem estruturada. Aliás, a cidade é perfeita pra andar de bibicleta, patins e coisas parecidas. Tem lugares onde você pode alugar bicicletas, naquele esquema self-service. Você paga, desencaixa e, quando acabar de usar, é só encaixar de novo em um dos vários pontos. Além das bicicletas tradicionais, também tem umas carrocinhas movidas a pedais, que várias pessoas pedalam. Entenderam o esquema? Hmmm, não sei se consegui explicar, então vai mais uma foto:
Legal, não? Tem até carregador de crianças na frente. :-) Meus companheiros de turismo não se animaram muito, talvez porque estava sol e calor. Quem sabe numa próxima vez?
 

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Amamentação, a polêmica

  Ultimamente está na moda falar de amamentação. Acho que a maioria dos leitores já deve estar sabendo, principalmente os frequentadores do facebook. Mas resumidamente, para os desavisados, eu explico. Um belo dia uma mulher foi numa exposição com seu bebê, ele ficou com fome, ela começou a amamentá-lo. Um segurança foi reclamar e disse que era proibido. A mulher não gostou, comentou com suas amigas, a coisa se espalhou e resolveram fazer um protesto: reuniram um monte de mães e foram todas lá amamentar no local da exposição (Itaú Cultural). O nome do protesto foi chamado de Mamaço.
  Isso virou notícia em todas as mídias. Jornais, blogs, revistas e, finalmente, até o cqc resolveu falar sobre o assunto. Alguns elogiaram, outros criticaram, outros ironizaram e, claro, o cqc fez piada. Aí, pra continuar o vai-e-vem, alguns elogiaram o cqc, outros criticaram, outros ironizaram e por aí vai (um resumo do que eles falaram foi comentado aqui).

  Aí eu fico aqui pensando onde eu me posiciono nessa polêmica toda. Afinal, o Nathan tem 18 meses e ainda mama. E em 18 meses de mamadas, obviamente já teve várias ocasiões em que ele teve que mamar em público. Ele já mamou no carro, no shopping, praça de alimentação, no avião, na praia, no aeroporto, sala de espera de consultórios, restaurantes e lojas. Eu concordo com a ideia do mamaço, porque a proibição foi realmente absurda. Em primeiro lugar tem que vir sempre o direito do bebê de mamar. Pô, a amamentação já é tão difícil!! O peito dói, peito cheio incomoda, às vezes racha, às vezes sangra, às vezes empedra, às vezes infecciona, a gente fica doente, tem febre... É, meus amigos, amamentar não é só sacar o peito, não. Aí, quando tá tudo certo, vem um mané querer atrapalhar? Se liga, figura! Vai procurar ladrão, ô segurança.

 Mas eu até entendo o pessoal que diz que não se sente confortável vendo as mulheres com peito de fora. Quer dizer, entendo em parte. Lembro que, antes de engravidar, eu sempre achava estranho essa história de amamentação em público. Via mulheres amamentando em lugares tipo ônibus e achava esquisitíssimo. Pensava sempre que eu não iria fazer a mesma coisa. Meu raciocínio era assim: "Eu não saio mostrando o peito por aí. Por que vou começar, só porque tem leite dentro?". Nessa onda de polêmica, muitos disseram que os homens são uns safados, que só pensam bobagem, que não podem ver peito sem pensar em sexo e blablablá. Mas eu nem sou homem e também sempre achei estranho. Por que será que dá essa aflição na gente? Falta de costume? Uma coisa que eu não gosto é de ver gente roendo unhas. Arggh, me dá uma aflição, um nervoso, vontade de falar "Paaaaara!". É, acho que prefiro ver bebê mamando que gente roendo unhas.
 
  Por outro lado, mesmo achando estranho, nunca me passou pela cabeça que devesse ser proibido amamentar em público. Queria mais era que proibissem fumar em público, jogar lixo no chão, homens peludos de camiseta regata... :-P Essas coisas abomináveis.
  Uma coisa que me incomoda é mania que algumas pessoas tem de querer se meter na vida dos outros, em coisas que não mudam em nada a sua própria vida. A mulher tá amamentando. Não gostou? Olha pro outro lado, uai. Por que isso te afeta tanto? Ou por exemplo aquele pessoal que tenta impedir o casamento homossexual. Não importa se você concorda, discorda, é a favor, sua mãe diz que é feio, você acha nojento ou a bíblia diz que é pecado. O pecado não é seu! A vida não é sua. Por que você quer ter o direito de decidir sobre a vida alheia? Isso nem impede que eles continuem sendo gays, vivendo juntos, tenham filhos... Só atrapalha um pouco. Pra que, né? Bom, mas uma polêmica por vez, vamos voltar ao assunto, hehehe.

   Ok, então:
1) Sou a favor da amamentação. Sempre. Em qualquer lugar.
2) Acho que peitos de fora em público meio esquisito.


  O que fazer então? Bom, eu sempre tentei usar a estratégia do paninho na cabeça do bebê. Mas isso também não é tão simples quanto parece. Às vezes o paninho cai, às vezes o paninho escorrega, às vezes você esquece o paninho em casa, às vezes todos os paninhos da mochila estão sujos e babados. E a pobre da mãe aqui tentando se esconder e se tapar. E finalmente, chega uma idade em que o bebê se rebela contra o paninho e insiste em querer apreciar a paisagem enquanto faz o seu lanche. Aí já era, meu amigo. Roubar doce de criança pode ser fácil. Agora, fazer um bebê de mais de 1 ano mamar embaixo do pano... quase impossível! Felizmente nessa idade ele já mama poucas vezes e normalmente dá pra esperar chegar em casa, a não ser em casos de crise.

  Ah sim, devo dizer que, depois desses 18 meses, encaro de forma diferente a amamentação em público. Agora entendo os motivos. Quando o filho tá chorando e com fome, essa passa a ser a prioridade número 1 de uma mãe. Acho que todas prefeririam amamentar em casa, no conforto de suas poltronas. Mas se você não tá em casa, paciência! Eu sempre tentei me organizar pra adivinhar o horário da fome do Nathan e estar em lugares "bons" na hora da mamada. Mas às vezes a bola de cristal embaça... E às vezes a gente tem que viver um pouco, que mãe lactante também é gente, né? Fora que acostumei. Acabei convivendo com muitas mães que amamentam, então aos poucos comecei a achar normal.
  Será que o problema não é esse, então? A gente acha estranho porque não tá acostumado? Afinal, nesse mundo moderno, infelizmente as mamadeiras estão sendo usadas muito mais do que deveriam... Inclusive, hoje prefiro ver bebê mamando no peito do que mamando mamadeira. Quando vejo um bebezico pequeno na mamadeira, secretamente fico conjecturando se a mamadeira é necessária mesma, se foi preguiça da mãe, falta de informação ou falta de apoio... Eu conheço as estatísticas e sei que na grande maioria dos casos, falta de leite não foi, mesmo que elas mesmas não saibam disso. Mas essa questão já é bem mais complicada e o ideal é analisar caso a caso, porque existem regras, mas também exceções.

  Enfim, não precisava tanto barulho por causa desse assunto. O problema é que algumas pessoas possuem pouca instrução ou QI baixo, sei lá e não sabem o que fazer quando se deparam com uma cena que não querem ver. Tadinhas... Mas como eu sou muito legal, eu ensino! Vamos lá. Preparados?

Método 1: fechar os olhos. Instruções: movimente suas pálpebras em direção à parte inferior dos seus olhos, até que sua visão esteja totalmente bloqueada. Mantenha-as nessa posição por alguns minutos e, se necessário, repita o procedimentos quantas vezes forem necessários, até a visão indesejada mudar.

Método 2: virar a cabeça. Instruções: rotacione a cabeça para a esquerda ou direita, conforme a visão que se deseja evitar, por pouco mais de 90 graus.

Método 3:virar o corpo. Instruções: Erga o pé esquerdo, movimenta a perna para a esquerda fazendo um arco de 90graus e posicione-a no chão. Em seguida, faça movimento semelhante com a perna direita, trazendo-a para junto da perna esquerda, acompanhando o movimento das pernas com  o tronco. Repita se necessário.

  Dúvidas?

Ps: Seria lindo eu colocar uma foto do Nathan mamando para ilustrar esse post, mas... já comentei que sou envergonhada? Eu quero ter o direito, se necessário, mas... odeio amamentar em público!!

sábado, 28 de maio de 2011

Censo

  O censo aqui é bem interessante. Eu já tinha recebido duas correspondências escrito "Censo", mas não abri nenhuma delas. Como não tinha o meu nome e sim "morador", fiquei em dúvida se era pra eu abrir, já que tinha acabado de mudar quando recebi a primeira. Enfim, a segunda chegou, fui deixando pra depois, pra depois e acabei esquecendo. Aí recebi uma hoje com o título "2o. lembrete do Censo", aí abri.
  Bom, a carta diz que é obrigatório por lei responder e, que se eu não responder até o dia 31, alguém vai me ligar. Ufa, ainda está em tempo, hehehe. Sempre prefiro evitar o máximo possível de ligações. Nunca se sabe quando vai ter um indiano/chinês de sotaque esquisito do outro lado da linha. :-)
  A parte boa é que dá pra responder online, ebaaa. Eu lembro de no Brasil muita gente ficar desconfiado, não querer deixar um estranho (o recenseador) entrar na sua casa e ficar respondendo perguntas pessoais. Faz todo o sentido, no Brasil acontece cada coisa... Então, brasileiros, fica aí a dica! Censo online! Pra um país que já tem até voto eletrônico, faz todo o sentido.
   Achei que foram tão poucas perguntas! Basicamente quem mora na casa, idades e que idiomas falam. Não pergunta sobre renda, posses, tamanho da casa ou coisas assim. Ah, e a pergunta sobre relações familiares é super complexa. Só pra falar que é casado tem 4 opções:

  Esse mundo de hoje é muito complicado. :-)
  Mas a pergunta mais inusitada foi a última: "Você autoriza que as informações deste censo estejam disponíveis para seus familiares e historiadores daqui 92 anos, 2103?". Oi?? Reli 3 vezes, pra ver se é 2103 mesmo (e não dois mil e treze). É isso mesmo. Minhas informações permanecem sigilosas por "apenas" 92 anos, depois ficam disponibilizadas para meus descendentes e historiadores. Poxa, precisa mesmo perguntar?? Tá bom vai, eu deixo. Acho que em 2103 meus ossos não vão se importar com isso, não...


quinta-feira, 26 de maio de 2011

Festival de circo

  Acho que já falei que uma das coisas boas de se morar aqui é a variedade de entretenimento para crianças. Pois é, este fim de semana estava tendo em Toronto uma espécie de festival de circo em um complexo que tem na beira do lago (Harbourfront Centre).
  Logo que chegamos já ganhamos de um pirata uma sacolinha com várias coisas, tipo moedinhas, anel de caveira, tatuagem de pirata, carimbo, um vale-desconto para restaurantes e... mais alguma coisa que não lembro agora. No lugar do evento tinha várias barraquinhas, com diferentes coisas pra fazer, tudo grátis! Alguns exemplos:
1. Bichinhos de bexiga
 Ok, esse não é exatamente um bichinho. Nessa foto não dá pra ver, mas ele na verdade é um alien. :-P Oh well, o que importa é que o Nathan gostou. :-)

2. Pinturas no rosto
3. Show de talentos (o Nathan ficava subindo no palco para mostrar como ele é bom em correr pelo palco)
4. Desenhos, pintura ou colorir
5. Tirar foto com roupas de circo
6. Workshop de lego (basicamente tinha montanhas e montanhas de lego pras crianças brincarem)

  Também tinha palcos onde ficavam se apresentando mágicos, comediantes e malabaristas. Hmmm, acho que as fotos que eu tirei não ficaram muito ilustrativas.

Além disso, ficavam andando pra lá e pra cá pessoas fantasiadas, com perna de pau, com bexigas, com roupa de pirata, etc. Tipo esse moço aqui:

  Ah, outra atividade muito popular entre as crianças era rolar na grama. Mas por algum motivo obscuro, enquanto todas rolavam grama abaixo (era uma descida), o Nathan rolava pra cima. :-)

  Ah, como de costume, tinha barraquinhas vendendo hotdog e sorvete. Mas também tinha milho na espiga, churros e outras coisinhas. Teve ainda a distribuição de uns potinhos de frutas. Quer dizer, parecia uma geleia, mas não levava açúcar. Enfim, saudável, mas não era assim uma delícia. E a gente nem comeu porcarias, almoçamos num restaurante na beira do lago. Esse que tá no canto esquerdo da foto. Errr, quer dizer, os dois mocinhos comeram batata frita...


   Antes de ir embora, o Nathan e o Alessandro ficaram um bom tempo brincando perto desse leão e nesses postes. Nada especial nos postes, só ficava indo de um pro outro rindo, essas coisas que só criança acha graça. Mas o Nathan fez o maior sucesso! Teve um grupo de uns 6 chineses que parou pra olhar e... ficou! Ficaram uns 10 minutos só assistindo os dois brincando. Bom, eu achei mesmo que tava uma gracinha ele dando risada, mas no começo tava em dúvida se eles tavam aquele tempo todo parados só assistindo. Mas conforme os dois iam andando, eles iam virando e acompanhando. E pra não restar dúvidas, assim que eles pararam de brincar pra gente ir embora, o grupo debandou, hehehe.

  Dentro do pavilhão estava tendo outras acrobacias, mas a gente não chegou a entrar lá. Um dos meus dois homens sempre fica cansado antes de eu enjoar dos eventos! Ainda bem que tem vários por aqui. Tudo bem, próximo fim de semana arrumo outro lugar pra gente ir. :-)

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Ser mãe é perder filhos.

  Um belo dia eu engravidei. Eu compartilhava fotos, ultrassom e deixava uns poucos escolhidos passarem a mão na barriga pra sentir o Nathan chutar. Mas isso é quase zero de interação. O bebê era meu, meu, só MEU, huahuahua. Eu que o nutria, eu que o sentia se mexer, soluçar, esticar os bracinhos... Sabia onde estava a cabeça, onde estava o bumbum... Nem vem, era meu e pronto!
  Aí ele nasceu. Assim que ele nasceu eu já o perdi. A neonatologista o levou. :-( Ei, aonde você vai com o meu bebê?? Volta aqui!! Ele é meu!! A gente nunca se separou antes!! Mas ok, enfim ele voltou e agora sim, é meu de novo!
  Ah, é, o pai dele quer segurar, pegar no colo. Ok, ok, ele é nosso. Mas agora chega, ele é da mamãe e do papai, de mais ninguém, combinado?
  Aí chega a tia Cintya. Ok, tias têm sobrinhos e o sobrinho é dela. Titia pega o Nathan no colo. Percebo que senti um ciuminho. Ponho a culpa nos hormônios pós-parto. :-) Bom, melhor ciúme que a famosa depressão pós-parto, né?
  Aos poucos a família vai conhecendo o novo integrante. Então o meu bebê vira o Nathan da vovó, o Nathan do vovô, o Nathan das titias, do titio, o Nathan das tias-avós e assim por diante. Puxa vida, ele era só meu, agora eu tenho que compartilhá-lo com tanta gente... É como se, com cada pessoa nova, cada interação, eu o perdesse um pouquinho.
  O tempo passa, ele começa a sorrir e, aos 6 meses, começa a comer. Até então, ele só mamava no peito. Aqueles 7,3kg de gente? Tudo eu que fiz!! Cada pedacinho de pele, cada fio de cabelo, cada dobrinha. Com minha gordura, com o meu leite. Mas aí eu o perco mais um pouquinho e tenho que dividi-lo com as comidas.
  Ele começa a ir para a escolinha e a perda é enorme, monstruosa!! Tenho que compartilhar meu bebê com aquelas tias todas. Eu vou buscá-lo e elas me contam o que ele fez, como passou o dia. Poxa, eu perdi tudo isso?? Perdi ele disputando a panelinha? Perdi ele comendo espinafre com abóbora e raspando o prato? Ah, você viu que tem um dentinho novo nascendo? Eu já tinha visto, tá? Nhénhénhénhé, vi pri-meeei-roooo! Humpf, querendo ver o dente do meu filho antes de mim, humpf!
  O crescimento continua, ele aprende a engatinhar, aprende a andar e... ué, cadê o meu bebê??? Ele estava aqui agora mesmo, onde agora tem um menininho. Hello, alguém viu um bebê por aí? Ele é pequenininho, mama de 2 em 2 horas e não consegue segurar o pescoço. Alguém? Não? É, ele foi embora. :-( Eu amo muito, demais, mais que tudo esse menininho que tá no lugar dele, mas eu também amava o bebezinho. Não tem como ter os 2? Não??
  Não, não tem. Perdi. Perdi um recém-nascido, perdi um bebê que sorria o tempo todo pra todo mundo, perdi um bebê que engatinhava, perdi um bebê que não falava. E hoje, de certa forma, o perdi mais um pouquinho.
  O Nathan é totalmente grudado em mim. Normal, né? Quem é a única pessoa que ele viu todos os dias de sua vida, sem falhar um? Só eu. Mas desde o começo do ano, eu e o Alessandro estávamos passando quase a mesma quantidade de tempo com ele, já que ninguém estava trabalhando. Aí, mês passando, quando ele começou a trabalhar, achei que o Nathan fosse sentir bastante a falta dele. Mas no fim, não vi muita diferença. Passava o dia numa boa, brincando, tudo normal. Mas claro que, quando o Alessandro chegava, ia correndo pra porta, todo feliz.
  Até hoje é assim. Quando o papai sai pra trabalhar, ele dá tchauzinho e parece não ligar muito. Mas à noite, quando ele ouve o barulho da porta, vai correndo encontrá-lo. É uma gracinha de se ver. Como eu achei que ele podia estar sentindo falta do papai, mesmo sem demonstrar muito, resolvi tentar mudar a rotina noturna pra que eles passassem mais tempo juntos. Em vez de tomar banho comigo, ele tomaria banho com o Alessandro. Ops, péssima ideia!! Foi entrar na banheira para os gritos começarem. Fui pra banheira junto (os gritos continuaram). O Alessandro saiu da banheira (mais gritos). Ele sai do banheiro (os gritos começam a diminuir). O Nathan pede pra mamar e os gritos passam. Ok, voltando à rotina. Sim, senhor Nathan, isso não se repetirá, perdoe a nossa falha. É, aparantemente ele continua sendo o Nathan da mamãe... Fica feliz ao ver o papai, vai no colo dele, abraça, dá beijo, mas se tiver escolha, sempre vai querer a mamãe. Quer dizer, até ontem...
  Tava sol, calorzinho, então fomos pro parquinho que tem aqui perto de casa, onde a gente sempre vai. Mas dessa vez o Alessandro também foi. O Nathan foi no balanço, o Alessandro ficou empurrando e eu tirando fotos. Aí eu passei a máquina pro Alessandro tirar fotos da gente e continuei empurrando e... o Nathan reclamou! Ué, que que foi?? Eu não sei empurrar direito? Ficou esticando o bracinho e fazendo cara de emburrado.
   Achamos que queria a máquina, mas não. Sair? Também não. Ok, papai empurra. Ah, beleza, a manha parou na hora. Olha a alegria do mocinho:

  Trocamos de novo, só pra checar e realmente ele não queria que eu empurrasse. Então tá, né?
  Eventualmente ele pede pra sair do balanço. Pega na mão do papai e vai puxando ele até o escorregador. Eu vou acompanhando. O Nathan escorrega e, quando chega no final, vou ajudá-lo a descer e... ganho um não! Assim, na cara! De repente! Sem nem uma conversinha antes. Um não acompanhado de uma giradinha de ombro e bracinhos batendo na minha mão. O papai vai pegá-lo e ele ergue os bracinhos.
  E assim, dia 22 de maio de 2011, aos 18meses e 2 dias do Nathan, perdi a exclusividade. Não tenho mais a preferência em 100% do tempo. Agora às vezes ele prefere o papai. O que eu achei? Achei super bonitinho. :-) Estranho seria se ele nem ligasse pro pai dele. O Nathan estava acostumado a ir sempre só comigo no parquinho, então ontem é que como se ele estivesse mostrando onde ficava cada brinquedo, mostrando que já sabia escorregar sozinho, querendo partilhar também com ele aquela diversão. Tá certo que eu também não podia ir pra muito longe, que ele reclamava, mas dava pra perceber que ontem a preferência era pelo papai. E eu fico feliz com mais esse avanço. Quero muito que eles sejam próximos, que sejam amigos, que brinquem juntos. Afinal, nada mais triste que uma família desunida...
  Não tem problema. Eu já perdi tantos filhos... Eu aguento. Vai ser muito pior quando eu perder o Nathan pro videogame, pro computador, pra namorada... Arghhh!! Nathan, dá um cantinho que tô indo aí dormir com você!

sábado, 21 de maio de 2011

Orgânicos

  Hoje está um dia liiiindo!! Solzão, temperatura de cerca de 23graus lá fora. Claro que fui levar o Nathan no parquinho de manhã. Nós dois de camiseta, sem casaco! Uau!! Agora ele está no seu cochilo pós-almoço, mas quando formos lá de novo à tarde vou colocar bermuda nele. No sol fica muito quente.

  Quase que desvio do assunto... Bom, outra hora conto mais sobre o parquinho e o laguinho que tem lá. Agora queria falar sobre os orgânicos. Já contei que aqui eles estão em toda a parte? Pois é, quando eu estava em Toronto achava que era porque estava numa cidade grande que eu encontrava tantas opções. Mas não, aqui em Burlington é a mesma coisa. É muito legal!! Várias prateleiras e corredores de produtos orgânicos nos mercados. E não são só frutas. Tem cereal orgânico, leite orgânico, aveia orgânica... E tem açougues só de carnes orgânicas, obviamente mais caras que as normais.
  No Brasil eu comprava todos os orgânicos que encontrava, mas era pouca coisa. Só legumes e ovos. Aqui, como a oferta de produtos é muito grande, eu regulo um pouco, já que eles são sempre caros... Tento priorizar leite, ovos e carnes, que são produtos em que a diferença entre orgânico e tradicional é maior. Mas se prestar atenção nas promoções, também dá pra fazer negócio. O que eu fiz com o leite foi comprar de saquinho. O preço do leite orgânico de saquinho é o mesmo preço do leite fresco de caixinha. Aí não fico com dor no bolso e ainda temos uma opção mais saudável. :-) Para usar saquinhos, comprei aquele treco que não sei o nome em português mas que aqui se chama milk pitcher. Para quem não faz ideia do que estou falando, segue foto:
  Esse porta-saquinhos-de-leite me lembra a minha vó... Não sei por que, já que minha mãe também usava esse negocinho antigamente. Eu coloco o saquinho de leite, corto as duas pontinhas com a tesoura e frequentemente lembro da minha vó. Lembro da tesourinha que ela usava, do ganchinho na parede onde ela ficava pendurada, lembro dela colocando a mesa para o café... Puxa, que saudade que me deu. E agora vontade de chorar, bolinhas... Será que continuo escrevendo ou faço uma pausa para chorar e relembrar?
  Bom, continuando. Para comprar carnes orgânicas baratas também tenho um método: sites de compras coletivas. Sabem do que estou falando, né? No Brasil o mais conhecido é o groupon, ou clube urbano. Pois é, aqui eu estou cadastrada em uns 10 desses sites de descontos. É uma maravilha! Aí de vez em quando tem promoção de açougues orgânicos. Acabei de comprar um voucher que, ao preço de $30 dólares, me dá direito a:
- 3 8oz Ribeyes,               (8 oz deve dar uns 230gramas. Então aqui são 3 bifes de 230gramas )
- 3 8oz Striploins,            
- 3 9oz Chicken Breasts,  (peito de frango. 3 peitos de 255gramas cada )
- 3 6oz Wild B.C. Salmon Filets,   (salmão)
- 1lb Bacon,                                 (1/2kg de bacon)
- 1lb Peameal Bacon,                    (não faço ideia do que seja peameal bacon)
- 6 Berkshire Breakfast Sausages,  (algum tipo de linguiça)
- 3 Berkshire Sausages (Wine or Chorizo)  (outro tipo de linguiça)

  Bom, esse é o pacote básico. Também tem outras opções, substituindo bacon e linguiça. Aliás, aqui a gente nunca sabe o que vai encontrar quando vê escrita "linguiça". Tem de boi, de porco, de carneiro, de frango, vegetariana, mistura disso, mistura daquilo. Pra quem gosta de variar e experimentar novidades, é ótimo!
   Ribeye é tipo contrafilé, mas faz parte da costela e é molinho. Striploin é parecido com nosso contrafilé. Ah, esses cortes de carne são muito confusos. Pra quem quiser tentar desvendar esses cortes, releia o meu post sobre isso. :-)
  Enfim, não é exatamente barato, mas assim fica bem mais razoável.

  Outras coisas orgânicas que já comprei aqui:
 Salmão

 Aveia

 Granola

 Azeite

 Manteiga

 Ovos

 Leite

  Outra coisa que já vi foi lavanderias fazendo propaganda de "lavagem orgânica". É, acho que o termo orgânico está sendo utilizado à toa por aí... Em geral isso significa que eles utilizam produtos que são menos agressivos pro meio ambiente. 

  Mas o cúmulo mesmo foi isso aqui:
 
  Tintura de cabelo orgânica??? Ah, vai ser orgânico assim lá na fazenda!!

terça-feira, 17 de maio de 2011

Atendimento ao consumidor

  Eu já tinha ouvido falar que por aqui vale a pena reclamar. Então, como estava insatisfeita com dois produtos, resolvi fazer o teste! Primeiro, foi com o produto "johnson's baby bubble bath & wash". É, o nome é comprido.
  É basicamente um sabonete líquido, que teoricamente também faria bolhas na banheira. Pois é, teoricamente. Segui as instruções, joguei 3 tampinhas, agitei, agitei e nada de bolhas. Humpf. Tentei outro dia com mais, outro dia com menos, quase desenvolvi tendinite de tanto agitar, mas formou apenas uma espuminha. Então fui no site da Johnson's e escrevi relatando o ocorrido. Sabem o que aconteceu? Me mandaram email pedindo desculpas, perguntando o nome do lote e, dias depois, recebi aqui em casa um cupom para eu escolher outro produto, totalmente grátis! Pode ser qualquer shampoo, condicionador, sabonete, etc para bebês. Razoável, não?
  O segundo produto insatisfatório é um band-aid. É isso aí, até de band-aid eu reclamo. :-) Mas ele não para grudado, uai!! Não é pelo dinheiro, é uma questão de princípio. :-P Então escrevi reclamando e aconteceu a mesmíssima coisa. Me pediram desculpas por email, perguntaram o número do lote e me mandaram pelo correio um voucher para pegar grátis, em qualquer mercado, qualquer produto Band-aid, ou Listerine, ou FirstAid, ou... tem várias opções de marcas da Johnson's. Mas aqui tem uns 20 modelos de band-aid diferentes. De diferentes tamanhos, formatos, cores, etc. Não gostei daquele específico, mas ainda acho que a marca é melhor do que as genéricas.
  Legal, não? Quase dá vontade de sair reclamando aleatoriamente, só pra ganhar mais coisas, hehehe. Brincadeira, eu não faria isso não. Se a falta de ética imperar, esse modelo deixa de funcionar. E eu também prefiro sempre fazer tudo certinho.
  Aí semana passada aconteceu uma coisa chata. Recebemos uma carta da administradora do prédio dizendo que o cheque que dei pra pagar o aluguel voltou. Achei estranhíssimo... Eu tenho uma conta em banco aqui, mas não uso pra praticamente nada. Só abri pra pedir um cartão de crédito e, com isso, construir um histórico de crédito. Já falei da importância disso por aqui, não? Eu tenho que pagar certinho todo mês, porque aí fica registrado que eu sou uma "boa pagadora" e com isso é mais fácil financiamento pra comprar casa e os juros são mais baixos!! Se eu não tiver cartão, não tenho nenhum registro que diga se eu sou pagadora ou não.
  Anyway, minha conta é só pra isso, então ela tá lá quietinho, com o mesmo saldo (praticamente nulo) faz quase 3 meses. Como na hora de pagar aluguel precisava de cheque e o Alessandro tava sem talão, transferi dinheiro da outra conta pra essa minha e dei o cheque. Ou seja, eu sabia que tava tudo certo.
  Fui correndo no banco. Era 6a.feira, umas 18:30 (a agência fica aberta até 20:00). As duas caixas estavam vendo televisão e batendo papo, hehehe. Fui numa delas, que foi muito simpático, olhou os extratos e chegou à conclusão que alguém cometeu um erro. Como eu não estava na "minha" agência oficial, rolaram alguns telefonemas entre eles, até que ela veio me dizer que alguém na minha agência cometeu um erro, mas que já estava sendo corrigido.
  Falei que beleza, mas que tinha um problema. Minha administradora dizia que eu tinha que pagar uma taxa de 25 dólares por causa do cheque que voltou. Levei a carta pra eles verem e no próximo dia útil eles jogaram $25 na minha conta. Okay, é o mínimo que podiam fazer. Mas pelo menos foi rápido e não teve burocracia nenhuma.

  Ouvi dizer que quando a gente reclama de alguma coisa que aconteça na Air Canada a gente ganha vouchers para upgrades grátis pra 1a. classe. Vou voar pra Montreal mês que vem. Tô quase torcendo pra ter um motivo pra reclamar. :)

domingo, 15 de maio de 2011

Os bebês são espertos, as mães é que são bobas

  Um dia desses eu tava na cozinha preparando alguma refeição e o Nathan brincando por perto, como de costume. Eu deixo sempre as coisas mais inofensivas nas prateleiras e gavetas de baixo, pra ele brincar. Aí ele pegou uma latinha de sopa, colocou na boca e ficou chupando. Ele já viu o Alessandro com lata de coca, acho que foi tentar fazer igual. Depois ficou chacoalhando a lata em cima de uma bacia. E eu pensando "Tadinho, deve estar chateado que não consegue fazer sair nada...".
  Aí ele pega uma colher, encosta na bacia, coloca a colher na boca, chacoalha a lata de novo, coloca a colher na bacia, coloca a colher na boca... Não preciso falar mais nada, né? A loira aqui finalmente se tocou que ele tava brincando de comidinha, hehehe. :-) Ah, foi a primeira vez, tem que dar um desconto, né? Nem sabia que crianças tão pequenininhas já brincavam disso. Mas faz todo o sentido, ele imita a gente em tudo. Não tirei foto, mas hoje filmei ele brincando.


  O vocabulário dele ainda é muito limitado. Acho que a Giovanna (prima dele) com essa idade já falava mais. Mas aos poucos vão saindo algumas coisas. As mais comuns são:
- cocô (cocô ou controle remoto)
- bola (ou bóia)
- pas (passear ou pasta de dente)
- mais
- não 
- aô (acabou)
- auau (cachorro)
- nhau (gato)
- ele tentando falar tartaruga é muito engraçado. Sai tagugu, guguga, gagutu, gagugu... Enfim, sempre várias sílabas. :-)
- desce (descer ou subir)
- pa (pato)
- mão (ele fala quando quer que eu limpe a mão dele)
- có (colo)

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  Esses dias eu engasguei com alguma coisa, tava tossindo aí ele veio dar tapinhas nas minhas costas. Prestativo, não?

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  Outro dia o Alessandro tava assistindo hockey e de repente falou "gol" e levantou os braços. Lógico que logo em seguida o Nathan levantou os braços e falou gol também. :-) Aí depois disso foram vários e vários gols.

  Bom, outra hora conto mais historinhas do Nathan. Agora tá tarde e vou dormir. Tubai.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

No meio do caminho tinha uma porta

  Era um típico dia de Primavera em Burlington, Ontario. Um pouco de sol, muitas nuvens, temperatura máxima 20 graus. Começamos o dia como qualquer outro. Acordei na cama do Nathan, com ele me dando cabeçadas, me escalando e rindo. Tomamos café, o Alessandro foi trabalhar e eu fui colocar uns quadrinhos na parede do quarto do Nathan. Enquanto isso ele ficou brincando perto de mim.
  Fui pro escritório buscar alguma coisa e ele foi atrás. Mas no caminho ele viu o banheiro, correu pra dentro e fechou a porta. Ele adora essa brincadeira. Ele encosta a porta, eu fico falando "Cadê o Nathan?", aí ele abre a porta, eu falo "Achei!" e ele moooorre de dar risada. Mas às vezes ele empurra a porta com muita força e ela fecha. Aí ele não consegue abrir e, claro, chora ou grita. Quando eu percebo que a porta fechou, abro correndo, por medo que ele se tranque lá dentro. O que não é um medo infundado, pois hoje foi justamente isso o que aconteceu.
  Eu fui rápida, como sempre. Eu acho que o problema hoje foi a fechadura. Sabe aquelas fechaduras que não tem chave, mas sim um trequinho que vai pra esquerda/direita? Aqueles que você dá uma apertadinha e uma rodadinha? Bom, é um desses. O que eu imagino que aconteceu é que o trequinho foi rodado quando a porta estava aberta. Aí o Nathan empurrou a porta e, pronto! Travou.
  Claro que o Nathan começou a chorar. Eu mexi na fechadura, nada. O choro continuava. Girei, girei, forcei, nada. O choro aumentando. Liguei pro Alessandro, que disse que em 15 minutos chegaria em casa. Ok, mas isso não fez o Nathan se sentir melhor. Liguei pro meu síndico/zelador, caiu na secretária eletrônica. Deixei recado, vai que ele chega logo em seguida? E o choro no mesmo embalo. Comecei a dar trombadas na porta, nada. Chutei. Nada. E os choros continuam firmes e fortes. Eu falava com o Nathan o tempo todo, colocava meus dedos por baixo da porta, pra ele ver que eu estava perto, mas não parecia fazer diferença. Examinei a fechadura. Tinha um furo pequenininho, mas eu não tinha nada que coubesse ali dentro. Não tinha nenhum parafuso, nada que eu conseguisse tirar assim facilmente. Choro, choro, choro e mais choro.
  Nisso ouvi um tónhonhóim. A porta do banheiro tem, bem embaixo, uma molinha que impede que ela bata na parede. Na ponta da mola tem uma borrachinha, que o Nathan já arrancou algumas vezes pra brincar. E todo mundo sabe qual é o 1o. lugar que criancinhas dessa idade colocam tudo, né? Pois é. Aí comecei a ficar muito preocupada, achando que ele poderia colocar a borrachinha na boca e engasgar, ou subir na privada e cair, ou bater a cabeça, ou... sei lá! Liguei pro Alessandro de novo, não atendeu...
  O choro tava alto, ardido, sofrido, doído. Peguei um martelo. E aqui está o resultado:
  Yep, é isso mesmo, quebrei a porta. Perda total, mas abraçar o seu filho novamente... não tem preço!
   O Alessandro ficou bravo, porque estava a apenas 5 minutos dali e acha que poderia ter feito um serviço melhor. Bom, jamais saberemos. O banheiro não tem janelas, as dobradiças ficam do lado de dentro. Só tirando toda a fechadura. Agora que eu estou aqui calminha e o Nathan tá dormindo feliz no seu quartinho, eu também acho que poderia ter esperado e nada teria acontecido. Afinal, uma criança se esgoelando nessa situação normalmente continua se esgoelando, não faz pausas para brincar.

  Ah, uma coisa interessante! O meu síndico-zelador veio aqui depois, quando não adiantava mais, obviamente. Aí ele quis ver o estrago.
- Como isso aconteceu?
- Meu filho se trancou aí dentro, então eu quebrei a porta.
- Mas por que você fez isso, você não tem outro banheiro?
- ... (essa sou eu sem palavras).
  Oi?? Ele achou mesmo que eu queria apenas USAR o banheiro? Já pensou? "Alessandro, estou apertada pra ir no banheiro! Sai daí logo senão vou quebrar a porta!!"


  E você, meu caro leitor, já passou por isso? Resolveu a situação de uma forma mais elegante ou à la Chuck Norris, como eu? :-)