terça-feira, 22 de novembro de 2011

Aniversário do Nathan - 2 anos

  Domingo o Nathan completou 2 aninhos. Como eu adoro comemorações e datas especiais, não podia deixar passar em branco. Mesmo conhecendo poucas pessoas aqui, deu pra fazer uma festinha.
  Comecei a planejar tudo com mais de 1 mês de antecedência. Decidi o tema (macacos), pesquisei coisas para decoração na internet e fui em algumas lojas de festas locais, para comparar preços. Aí, como eu sou uma pessoa organizada e metódica, fiz um cronograma de atividades, hehehe. Sim, datas e prazos para tudo. 1a. semana fazer convites, 2a. semana preparar lembrancinhas e fazer teste de receitas, 3a.semana blábláblá, tal dia fazer brigadeiro, tal dia fazer coxinhas, etc.
  Tudo ia de vento em papo, eu estava dentro dos prazos, até que... engravidei e comecei a passar mal, muito mal, buáááá. Não tinha ânimo nem forças pra nada e meu cronograma começou a ficar todo atrasado. Até os convites foram colocados no correio em cima da hora. Bom, minha mãe e uma colega canadense disseram que receberam os convites antes da festa. Minha sogra e minha cunhada não se manifestaram e minha sobrinha afirma que não foi convidada. Gente, será que os correios canadenses são tão não confiáveis??
  Bom, pra quem não viu, segue o convite:



  Bom, o convite saiu e o resto fui tendo que adaptar. Não fiz o cartão de agradecimento. As lembrancinhas eu comprei em vez de fazer. Os salgadinhos fui fazendo beeeeem devagarzinho. Às vezes fazia o recheio de manhã, a massa à tarde e montava à noite. Aí congelava tudo. Os brigadeiros e gelbinhos o Alessandro ajudou a enrolar.
  Uns 3 dias antes dei a missão de encher bexigas pro Alessandro, mas ele não estava dando conta do recado sozinho. Eu com a pressão baixa, não conseguia encher nada... Aí no domingo ele acabou alugando um tanque de hélio pra encher. :-)
  Ah, sim, eu também tinha planejado fazer um bolo teste dias antes. Afinal, nunca tinha feito um bolo em forma de macaco. Bom, os planos foram por água abaixo e, no dia anterior à festa, fui direto fazer o bolo final da festa. Ainda bem que a minha receita não estava enfeitiçada, hehehe. Deu trabalho, muuuuito trabalho. Demorei 4 horas só com a parte de decorar o bolo. Fiquei bem cansada e fui dormir tarde bem no dia anterior à festa. Mas enfim, ficou bem bonitinho. E até gostosinho, êêêêêêê. :-)
  No domingo, dia da festa, um casal de amigos ajudou com a decoração e fizeram a árvore de bexigas. A Fabiana também fez mini pizzas e ajudou a arrumar tudo. Nossa, uma mão na roda essa ajuda. Aliás, ela é muito legal e já tinha se oferecido pra ajudar a fazer os docinhos e salgadinhos. Mas sabe quando você tá tão mal que você não quer nem ver nem falar com ninguém? Então, eu tava assim. Só queria ficar em casa, quietinha, de preferência dormindo. Não que o Nathan deixasse, hehehe. Mas pelo menos nos dias de escolinha eu conseguia descansar um pouquinho mais.
  Mas enfim, a comida ficou gostosa, a decoração bonita e a festa animada. E o que é mais importante: o Nathan ficou muito feliz! Adorou abrir os presentes, brincar com os presentes, brincar com a decoração e, principalmente, adorou soprar velinhas! Foram vários parabéns e muitos assopramentos de velinhas. Até filmei. :-) Mas primeiro deixa eu colocar algumas fotos. Acho que quase todo mundo já viu no facebook, mas vão algumas aqui, assim mesmo.
  O bolo! Não dá pra ver, mas ele era de chocolate e o recheio um creme de chocolate com morangos.

  O banner também fui eu que fiz, só mandei imprimir. Mas me arrependi de não ter feito maior. Na hora que coloquei na parede, me pareceu pequeno.

  Quando a gente mora do Brasil, aprende a fazer tudo. Coxinha, pastelzinho, bolinha de queijo...

   O Nathan gostou muito desses macacos infláveis.

  Olha o biquinho dele tentando assoprar a velinha, hehehe.

 Ufa, missão cumprida. Nada como um filho feliz para fazer uma mãe feliz. Ele está até hoje (na verdade, neste exato momento) brincando com as bexigas. :-) Os presentes ele abriu todos, mas depois da festa, quando ele dormiu guardei quase todos. Vou dar de novo aos poucos, aí ele aproveita mais.  
 

Bebê 2 - 1a. consulta e 1o. ultrassom

  Semana passada tive minha 1a. consulta de pré-natal. Desde já aviso que consultas sem ultrassom não têm a menor graça. A médica mais fez perguntas do que outra coisa. Perguntou a data da última menstruação, perguntou várias coisas sobre a gravidez e parto do Nathan, mediu minha pressão (baixíssima, 8x5), me pesou e perguntou se eu tinha alguma dúvida.
  Também pediu vários exames de sangue de rotina (hiv, hepatite, glicose, tireóide, etc). A médica também não acreditou muito na data que eu passei pra ela como sendo a de concepção, porque estava muito longe da data da última menstruação. Oras, como ela acha que acidentes acontecem? :-) Mas nem insisti muito na minha convicção, porque aí ela me pediu um ultrassom pra ajudar a determinar a idade gestacional. Eba!! Normalmente o 1o. ultrassom aqui é só com 12 semanas, aquele da translucência nucal.
  Ela não me falou pra deixar de fazer nem comer nada. Quando perguntei sobre isso, ela me falou das coisas que eu já sabia que devia evitar - carne mal passada, sushi (buáááá), embutidos, café, etc. Me receitou um remédio pra enjoo, específico pra grávidas e também me deu dicas já conhecidas - comer frequentemente, comer uma bolachinha antes de levantar da cama, chá de gengibre, etc.
  Aí finalmente ela me falou das opções de acompanhamento pré-natal e parto:
Opção 1 - Continuar o pré-natal com a médica de família. Mas, como ela não faz parto, no último trimeste eu seria encaminhada para um obstetra, pra finalizar o pré-natal com ele. O motivo eu não sei, já que na hora P quem faz o parto é o obstetra de plantão, não necessariamente aquele obstetra que te acompanhou no finzinho da gestação. Conta final - 1 (médico família) + 1 (obstetra) + 1 (plantonista) = 3 cuidadores diferentes.
Opção 2 - Achar um médico de família que faz partos. Aí teoricamente você faz tanto o pré-natal quanto o parto com o mesmo médico. Mas pelo que a minha própria médica me explicou, mesmo nesses casos são poucos os médicos que garantem que vão estar lá na hora do seu parto. No fim, o parto também acaba sendo com o plantonista. Conta final - 1 (médico família) +1 (plantonista) = 2 cuidadores.
Opção 3 - Parteira. E aqui devo fazer um parênteses pra explicar que as parteiras canadenses são mais qualificadas do que o nome sugere. Elas fazem curso superior de 4 anos em universidade, mais 1 ano de "residência". Não só fazem partos, como também fazem o pré-natal, têm autorização para pedir exames de sangue, analisar os resultados, pedem ultrassom, prescrevem medicação, pedem anestesia... Enfim, praticamente tudo o que um médico faz. Acho que só não fazem cesárea.
  Já estão percebendo pra onde esta conversa está caminhando, né? Com a parteira, você faz todo o pré-natal com ela e mais uma suplente. E no seu parto, ela garante que estara lá. A não ser que coincidam dois partos ao mesmo tempo, caso em que você vai com a suplente. Tudo isso coberto pelo sistema público de saúde. E você também pode escolher parto no hospital ou parto em casa. Tudo bonitinho, regulado e previsto pelo sistema de saúde.
  Ah sim, no caso de parteira ela também acompanha o bebê nas primeiras 6 semanas de vida, dando assistência a amamentação, dicas iniciais sobre cuidados, etc.

  Depois de me contar sobre essas 3 opções, minha médica fala: "Ah, mas infelizmente acho que você não vai mais conseguir uma parteira. Elas são muito concorridas. Se você não liga logo no comecinho da gravidez, dificilmente consegue uma vaga". O que ela não sabia é que eu sou muito esperta, háá!! Logo que fiz o teste de gravidez, corri pra internet e fui procurar opções de parto. No mesmo dia descobri sobre esse lance de parteiras e, por via das dúvidas, já liguei na 2a.feira seguinte e fiz minha inscrição. E consegui uma vaga! Semana que vem é minha primeira consulta com a parteira. Espero que ela seja legal. De qualquer forma, sempre tenho como voltar para a opção 1 ou 2.

PRIMEIRO ULTRASSOM
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  Aí, hoje, fiz meu primeiro ultrassom. De acordo com meus cálculos, hoje eu completo 9 semanas. E o ultrassom deu... 9semanas e 1 dia. :-) Ahá, acho que acertei, hein? O bebê mede 2,5cm e consegui ver uma cabecinha, um toquinho de braço e um toquinho de perna. Também vi o coração batendo, a 173bpm. E o bebê estava agitadinho, se mexendo. É, acho que agora dá pra acreditar que é de verdade. É incrível, mas tem um bebê aqui. Crescendo, parasitando e se mexendo.
  Quase fugindo do assunto, vocês tomam mesmo 4 copos de água 1 hora antes de um ultrassom? Esse era o procedimento que eles queriam que eu fizesse. Hahaha, tá bom. O ultrassom era 08:30. Eles queriam que eu tomasse 4 copos de água até 07:30 e não fosse no banheiro até a hora do ultrassom. Ignorei total, né? Me conheço! Levantei 07:00, banheiro, tomei café da manhã normalmente e tal. 08:00, antes de sair de casa, fui no banheiro de novo e só então tomei 1copo. Às 08:15, no caminho, tomei outro (levei uma garrafinha). Às 08:35, quando começou o ultrassom, estava me perguntando se tinha sido o suficiente, quando a moça comenta: "Ah, sua bexiga está bem cheia!" Será que a capacidade da minha bexiga é de 300ml? E é por isso que vou tanto ao banheiro? Enfim, na hora do ultrassom, quando ela começou a apertar aquela maquininha, argh, já deu vontade de ir de novo!

  Bom, é isso. Infelizmente aqui o relatório vai direto pro consultório da minha médica, então não tenho nem uma fotinha pra postar, snif snif. Só agora pensei que devia ter pedido pra moça pra tirar uma foto da tela com o celular. Mas também não sei se ela ia deixar... De qualquer forma, acho que vou ter que ir lá pedir uma cópia pra levar pra parteira. Aí finalmente vou ter um registro. O bebê 2 merece, né? Afinal, do Nathan tenho tantos ultrassons e fotos!
  O melhor de tudo é que agora está confirmado. Eu não estou louca e não é gravidez psicológica. :-) Portanto preparem-se e comprem as passagens que o bebê 2 vem aí!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Fotos recentes

  Olá. Acho que faz tempo que não coloco fotos do Nathan aqui, então esse post é mais pra isso. Não tem muitas recentes, porque ultimamente a falta de forças impera. Mas vou garimpar algumas aqui.






  Novas decorações do quarto do Nathan. Na verdade os macaquinhos não combinam muito com o tema oficial, que é dinossauros. Mas achei tão bonitinhos! E o Nathan adora macacos e, claro, adorou os adesivos. Bom, pelo menos combina com o quadrinho do interruptor, que também tem um macaquinho. :-)
  Já essa parede que vocês estão vendo nem existe mais, hehehe. Os adesivos não eram de muito boa qualidade e volta e meia desgrudava uma pontinha. Aí, claro, o Nathan ficava brincando de arrancar e grudar de novo. Aí, pouco a pouco, foi rasgando uns, perdeu a cola de outros e... só sobraram os dinossauros voadores, hehehe.



  Essa foto não tem nada de especial. Só achei bonitinho ele vendo tv abraçado com o ursinho.

  Brincando na casa do amiguinho Caio. O Nathan adora esse bebê!! Ele e a mãe dele às vezes vão junto com a gente naquele programa pra mães e crianças no Early Years Centre. Aí o Nathan fica todo feliz, vai conversando e brincando com ele o caminho todo. Também sempre faz carinho nele.
  Hoje fomos nós 4 na casa de uma outra amiguinha. Aí no caminho o Nathan começou a falar "Pé! Pé! Bebê. Pé. Bebê", mas eu e a Fabiana estávamos conversando e nem demos muita bola. Eu achei que talvez ele estivesse querendo tirar o tênis, mas estava muito frio pra isso. Até que ela entendeu o que ele estava falando: tinha caído o sapato do pé do Caio, ele estava avisando. :-)


  Essa foto é mais pra mostrar a jaqueta nova. Todo lugar que ele vai, sempre elogiam a jaqueta "de couro" dele. :-) Essa foto foi num festival que a gente foi, mas tava muito muito frio. Quer dizer, eu é que não estava com roupa o suficiente pro frio que estava fazendo. Ele me pegou de surpresa.



  Essas fotos foram no Halloween. Ia ter uma festa lá do Early Years Centre (lá onde sempre levo o Nathan pra brincar). Íamos levar o Nathan e o Caio, mas... justo nesse dia o Nathan não dormiu muito bem à noite e perdemos a hora. Aí, quando chegamos lá, estava lotado e não pudemos entrar, snif. :(
  Aliás, aqui não tem jeitinho com as normas de segurança. No programa normal, mesmo, o limite é 50 pessoas. E as coordenadoras ficam sempre de olho na lista de assinaturas. Deu 50, elas colocam o aviso de "Stop!" na porta e não tem conversa. Não entra mais ninguém, até que alguém saia. De vez em quando chega a formar filinha na porta. Dá uma dó ver aquelas crianças lá fora, só olhando as de dentro brincando...
  Bom, mas voltando ao Halloween, já que a festa não deu certo, fomos em um Burger King, que pelo menos tem esse playground, que o Nathan gostou bastante. Aí, claro, ele comeu batata frita. E aí, acharam que ele ficou bem de super homem? Hehehe.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Bebê 2 - primeiras impressões

  Ainda não escrevi muito sobre a gravidez propriamente dita e, na verdade, ia até esperar um pouco mais. É que tudo ainda parece tão irreal, tão de mentira. Mas o cansaço, o sono, os enjoos e a azia constante me lembram que tem algo diferente acontecendo.

A DESCOBERTA
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  Logo que descobri a gravidez, meu primeiro pensamento foi: "Tadinho do Nathan!". Sim, eu só conseguia pensar no Nathan, que ele ia sofrer, que ele ia ficar com ciúmes, que ele não ia entender e blábláblá. Bom, eu sei e todo mundo sabe que crianças sentem ciúmes com a chegada de um irmãozinho. Normal. Maaaaas... acho que o que pegou pra mim foi que algum tempo atrás eu li um texto de um psicológo falando sobre como crianças pequenininhas reagem a essa novidade.
  Já faz tempo que eu li e não lembro muitos detalhes. Mas lembro certinho de ele dizendo que, para crianças abaixo dos 3 (acho) anos, é como se o seu marido chegasse em casa com uma nova esposa, dizendo pra você: "Olha, querida, a partir de agora eu vou ter 2 esposas. Mas não se preocupe, que eu vou amar vocês duas igualzinho, viu? Você vai continuar sendo o meu amor". E pra piorar, no começo a nova esposa vai demandar mais atenção.
  Terrível essa analogia, não? Pensar que seu filho vai se sentir assim, traído, abandonado, rejeitado... Hoje ele é minha razão de viver, minha vida, meu tudo. E de repente... não vai ser mais. Ele vai sentir a diferença.
  Mas claro, nem tudo está perdido. O autor dizia que isso acontecia mais fortemente com crianças pequenininhas. Eu acho que ele dizia abaixo de 3anos, mas não tenho certeza. Porque depois disso as crianças já entendem melhor o mundo, já sabem o que significa esse negócio de irmãos, têm amiguinhos que têm famílias grandes e assim por diante. Então, mesmo que a criança se sinta muito triste no começo, no fim tudo se ajeita.
  Enfim, esse é o motivo do meu drama. Um artigo escrito por esse feio chato bobo careca!! Esse era uma das razões pelas quais eu planejava uma diferença de 3 ou 4 anos entre os filhos.

MUDANÇA DE PLANOS
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  Não é à toa que o Nathan começou a ir pra escolinha este mês. A ideia era eu dar uma atualizada no meu currículo, uma estudadinha básica e... voltar a trabalhar. Pois é, era, né? Eu estava em contato com um recruiter, estávamos discutindo vagas. Fui honesta e perguntei a opinião dele sobre procurar emprego estando grávida. Ele me disse que era melhor esperar. Que se eu contasse provavelmente ninguém iria me contratar e, se não contasse, ia pegar muito mal depois.
  Então é isso. Pelo menos mais um ano sem trabalhar. Provavelmente mais. Deu uma peninha. Eu estava chateada de ficar menos tempo com o Nathan mas, ainda assim, a ideia de voltar a trabalhar me animava. Eu gosto do ambiente de escritório, de me sentir útil, de ganhar dinheiro... :-)

DÚVIDAS
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  Se eu não vou trabalhar, o Nathan continua na escolinha ou sai da escolinha? Essa dúvida na verdade permanece. Eu e o Alessandro conversamos várias vezes, mas ainda não chegamos a uma conclusão. O principal é que a gente não tem dinheiro pra bancar, o que praticamente encerraria o assunto. A gente gasta mais por mês do que o Alessandro ganha. Não estávamos preocupados porque temos alguma reserva e esperávamos que eu fosse arrumar emprego relativamente fácil e rápido, assim como ele.
  Por outro lado, eu queria manter o plano de dar uma estudada, mesmo grávida, pra não ficar tão desatualizada. Fora que, depois que o bebê nascer, talvez me ajude bastante a descansar.
  Por um 3o. lado (é um triângulo), se ele não for pra escolinha, continuo passando bastante tempo com o Nathan. O que, apesar de cansativo, é muito bom. Ele não vai ser pequenininho e lindinho e gracinha e carinhoso e me dar muitos beijos pra sempre.
  Mas aí voltamos ao problema financeiro inicial. As reservas podem aguentar mais um pouco, mas... com um bebê os gastos também aumentam. Mais um quartinho pra montar, roupinhas, mais fraldas. Bom, acho que vamos pensar mais no assunto.

CULPAS
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  Não tem como ser mãe sem se culpar por um monte de coisa, né? A minha maior, no momento, é por não estar tão contente quanto estava quando engravidei do Nathan. Fico esperando, esperando, mas aquela grande alegria ainda não chegou. Mas tudo bem, não estou assim tããããão culpada. Eu sou uma pessoa legal, sei que a hora vai chegar e vou amar meu bebezinho tanto quanto amo o Nathan. Talvez quando os enjoos passarem. Talvez depois do 1o.ultrassom - que é semana que vem, obaaaaa! :-)

MEDO
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  Claro, não dá pra ter gravidez 100% livre de medos, né? Fico aqui pensando se ele existe mesmo, se está crescendo direitinho, se tem cérebro, se não tem síndrome de down... Já fiquei com paranoias por não ter tomado ácido fólico antes de engravidar. Embora as chances de problemas sejam pequenas, elas existem. E sempre tem uma azarada ou outra pra cair nas estatísticas. Mas problemas no tubo neural estão entre minhas menores preocupações, já que eu como bem direitinho. Podia até não ter boas reservas, mas também não devia estar com deficiência de ácido fólico. Ah, também já tive minha fase de medo de gravidez tubária. Mas se até agora não estou morrendo de dor, não deve estar nas trompas, não. Acho que esse medo já dá pra superar. :-)
  O medo do parto vou deixar mais pra frente, que tá muito cedo pra isso.
 
  Hoje tive minha 1a.consulta, mas não teve nada de emocionante... Tanto que vou deixar pra contar amanhã (ou depois, ou conforme meu estômago deixar).

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Escolinha - Dias 6 e 7

  Um passinho pra frente, um passinho pra trás. Na 3a.feira parecia que ele estava chegando mais feliz, porque não pediu colo na entrada, como na última vez. E quando chegou já foi direto pra mesinha, pra rabiscar com as outras crianças. Nem parecia que eu estava ali. Quer dizer, foi só eu dizer que ia embora, pra ele lembrar que eu estava ali e logo não estaria mais. Começou a chorar.
  Hoje fui buscá-lo uns 15 minutos mais tarde. Só o suficiente pra ele acabar de almoçar, passar pelo ritual de escovar os dentes e deitar na caminha. Bom, a professora disse que ele até "sentou" na caminha numa boa, ficou lá quietinho, mas se ela tentasse deitá-lo, eram gritos, gritos e mais protestos.
  O Alessandro foi junto buscar, mas ficou parado na porta. Logo que o Nathan me viu, veio correndo me abraçar e começou a chorar. Mostrei que o papai tava na porta e ele correu pra ele, pedindo água (estratégia do Nathan pra sair dali. Fora que ele adora brincar com o bebedouro que tem no corredor).
  A professora disse que o Nathan parecia menos à vontade do que na semana passada. Fez mais manha, chorou mais, pediu mais colo. Bom, talvez seja o efeito fim de semana.

DIA 7
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  Hoje o Nathan também chegou normalzinho, mas não queria me largar por nada. Logo chegou a hora da rodinha de música/historinha, aí ele dava uns passinhos até lá, voltava correndo pra mim, ia de novo, voltava, ficava apontando... Ficou bem claro que ele queria ir lá, mas tinha medo que, se fosse, eu iria embora. Aliás, hoje durante todos os... sei lá... 20 minutos que fiquei com ele, parecia que ele tava ansioso, porque sabia que eu iria embora a qualquer momento.
  Enfim, acho que a adaptação poderia ter sido melhor e mais lenta no começo. Mas no ponto que estamos agora, não adiantava eu ficar mais com ele. Enquanto eu ficasse ali, ele não iria se soltar e ia ficar grudado em mim. Então fui pra casa. E realmente a professora disse que ele ficou ótimo, super tranquilo, bem melhor do que na 3a.feira. Hmmm, vai entender.
  Hoje a chupeta dele já tava lá, então falei pra depois do almoço tentarem de novo deitá-lo na caminha, pra ele ir se acostumando com a ideia e eu chegaria um pouquinho depois. Aí cheguei e... ele estava dormindo! Bonitinho, capotadinho. Ohhhh, ti fofinho cuti cuti tchutchutchu. A professora disse que ele passou um dia ótimo, comeu um monte de melancia no lanche, um montão de brócolis no almoço (gostou tanto que nem quis o ravióli) e, na hora do cachilo, ela só fez um pouco de carinho nas costinhas, ele pegou a chupeta, virou pro cantinho e rooooonc.
  Mas... como esperado para o primeiro dia, dormiu pouquinho. Só 45 minutos. Quando acordou, ficou deitadinho na cama, quietinho. Devia estar me esperando...

  Enfim, achei que hoje foi um dia bom! A parte triste é deixá-lo chorando. E saber que, por mais que ele também goste de lá (se é que já gosta e não apenas aceita), preferia ficar comigo. Mas já fiquei feliz porque ele passou um dia bom e até dormiu. Achei que fosse demorar mais pra ele se acostumar com a ideia de dormir na escolinha.
  Acho que logo logo já vou conseguir deixá-lo o dia todo. Aí talvez eu durma o dia todo. Que sooooooooooono.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Gestação conserta tudo - até infertilidade

  Já ouviram falar que gestação faz as mulheres ficarem mais inteligentes? E terem memória melhor (não logo que o bebê nasce, obviamente)? Pois é, tem uns estudos que mostram isso. Também serve pra regular hormônios, pode fazer as mulheres viverem mais, ter menos doenças, menos chance de alguns cânceres se amamentarem... Enfim, sei lá, mágicas da maternidade. :-)
  Entre outras coisas, conserta até fertilidade. Volta e meia tinha alguém me perguntando se/quando eu ia ter outro filho. Para alguns resposta qualquer e para os mais íntimos a verdade: "Olha, até quero mais um. Mas foi tão difícil engravidar do Nathan, não sei se vou conseguir". E pra isso praticamente todo mundo responde a mesma coisa: "Ah, mas minha cunhada/vizinha/sobrinha/amiga/secretária também fez tratamento pra ter o primeiro, depois teve mais um/dois/três/gêmeos naturalmente!".
  Eu já tinha pesquisado sobre isso. Realmente tem alguma mágica na gestação que conserta o corpo feminino. E não, não é só aquela velha lenda de que a mulher relaxou e por isso engravidou. Não senhor. Os hormônios mudam.
  Eu percebi mudanças logo que minha menstruação voltou, poucos meses atrás. Como o Nathan continuou mamando bastante, ela demorou pra voltar, o que só aconteceu quando ele tava com 19 meses, finzinho de junho. E meus ciclos já estavam diferentes.

  Talvez eu deva fazer um parênteses aqui pra explicar como eu sei que tava diferente. E que diferenças são essas. Nem todo mundo vai entender como eu me sentia e como podia ficar tão obcecada com tantos detalhes. Só quem teve dificuldade pra engravidar entende completamente a angústia, a ansiedade, a paranoia... Bom, pra ficar mais ilustrativo vou contar brevemente a historinha pra eu conseguir engravidar do Nathan.

ENGRAVIDANDO DO NATHAN
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  Comecei a tentar engravidar como todo mundo, eu acho. Parei a pílula, prestava atenção pra saber quando era o período fértil e só. Nos primeiros 6 meses tava tranquila, achando que ia dar tudo certo, ia engravidar rapidinho, etc. Aí minha ginecologista pediu exames hormonais e pareciam todos ok.

1. Dicas para engravidar
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 Tentativas continuam, mas aí comecei a fazer pesquisas e coletar dicas, das mais variadas e esquisitas:
- Após a relação:
   1. Não urinar
   2. Não tomar banho
   3. Não levantar
   4. Colocar um travesseiro embaixo do bumbum
   5. Ficar deitada com as pernas pra cima, apoiadas na parede
- Fazer relação dia sim, dia não no período fértil
- Fazer relação todos os dias no período fértil
- Tomar sei lá quais chás
- O homem não pode tomar banho quente antes da relação
- Não consumir álcool
- Não tomar café
- Tomar ácido fólico

2. Dicas para achar o dia da ovulação
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  Também tinha dicas para saber quando a mulher estava no período fértil e quando era a ovulação. Pra quem tem dinheiro sobrando é fácil, é só comprar um testezinho parecido com teste de gravidez. É só fazer xixi no pauzinho e pronto, o teste te diz se tá no dia certo.
  Outro método era o da temperatura. Todo dia ao acordar, antes de levantar da cama, você pega um termômetro, põe na boca e mede. Aí você anota todos os dias e faz um gráfico. A temperatura basal sempre sobe um pouquinho após a ovulação. Então você vai medindo todo dia e, hora que subiu, tá liberada, pode parar de tentar até o mês que vem. :D Com o passar dos meses, se o seu ciclo for regular você descobre quando é o seu dia de ovulação. O gráfico fica mais ou menos assim:


  Outra coisa que você podia observar é o seu muco cervical. Eu nunca tinha reparado nisso antes, mas aquele pequeno corrimento feminino muda ao longo do ciclo. Depois que você menstrua ele é mais cremoso, aí vai ficando aguado e, no período fértil, fica grudento e gosmento igual clara de ovo, eca! Sinal de que um dos seus hormônios está se elevando pra que ocorra a liberação do óvulo. Esqueci o nome do hormônio... E, logo após a ovulação, o muco seca ou volta a ficar cremoso.
 
3. Mais exames
  Bom, com dicas ou sem dicas, a gravidez não vinha. Um ano se passou e fiz um exame horrível chamado histerossalpinografia. Nesse exame, jogam um líquido pelas suas trompas para ver se o caminho está livre e vão tirando alguns raio-x durante o processo.
  Minha ginecologista olhou e disse que o exame tava normal, que o líquido passou direitinho e chegou nos ovários. Também repeti exames hormonais e tudo parecia ok. O Alessandro também fez exames e estava tudo perfeito com ele.

4. Especialista em reprodução
  Os meses foram passando e decidimos consultar um especialista em reprodução. Levei todos os exames que já tinha feito até o momento. Após analisar tudo e eu contar toda minha história, ele me disse o seguinte: "Olha, sua histerossalpingografia mostra que suas trompas são meio enroladinhas. Isso por si só não significa que você vai ter dificuldade pra engravidar. Mas no seu caso todo o resto parece ok, então só pode ser isso". E para tentar resolver, eu podia ou fazer uma cirurgia ou fazer Fertilização in Vitro.

5. FIVs
  Decidimos pela FIV, porque parecia mais rápido. Eu tinha um pouco de pressa, porque queria ter um filho ainda no Brasil, antes de mudar pro Canadá.
  1a. tentativa - não deu certo. Só conseguimos um embrião e ele não vingou. Pra piorar, o médico ainda descobriu um endometrioma (endometriose em um dos ovários). Ou seja, pode ser que eu tivesse uma endometriose não diagnosticada e isso também estivesse me atrapalhando.
  2a. tentativa - aumentou-se a dose dos remédios. Também não deu certo.
  3a. tentativa - nem lembro dos detalhes, só sei que não deu certo.
  Nessa altura meu próprio médico já estava desesperançoso. Me falou pra começar a pensar em doação de óvulos. Não dá nem pra começar a tentar explicar o que eu senti quando ele me falou isso. Ele parecia estar jogando a toalha. Não tinha mais o que fazer pra me ajudar. Acabou. Eu não ia conseguir. Os sonhos de uma vida toda, desde que eu era criancinha e brincava com bonecas, tudo acabado. Minha barriga nunca iria crescer, eu nunca iria sentir um bebê mexer lá dentro.

6. Nova médica, novos exames, novo diagnóstico
  Mas enfim, fui em São Paulo em outra especialista em reprodução. Ela me pediu uns exames mais high-tech. Um deles nem era feito no Brasil, meu sangue foi passar lá nos Estados Unidos. Quando o resultado chegou, um novo diagnóstico: baixa reserva ovariana. Vocês sabem que toda mulher já nasce com seu estoque de óvulos, né? E ao longo da vida, vai gastando a cada ciclo. Pois é, pelos exames a minha quantidade de óvulos já estava baixa, mesmo eu sendo nova. E quando a oferta é pequena, fica mais difícil pro corpo conseguir achar um que preste.
  Resumindo: não era impossível eu engravidar naturalmente, só muito difícil e talvez não acontecesse nunca. Como se eu tivesse mais de 40 anos, sei lá.

7. FIV final
  Levando em consideração tudo, resolvemos tentar de novo, mas seria a última vez. Até porque o dinheiro tava acabando. Com o novo diagnóstico, veio um novo protocolo, novos remédios, tudo diferente. Nisso também aprendi que a espessura do endométrio (que é a camada interna do útero) também influencia na facilidade de implantação do embrião. Essa foi a única FIV que chegamos ao passo de implantar embriões no meu útero. Tudo tinha que estar perfeitinho.
  E felizmente, tudo estava, porque enfim, após 2 anos de tentativas, engravidei e assim nasceu o Nathan, êêêêê. :-)


SINAIS DE FERTILIDADE APÓS A GESTAÇÃO
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1. A primeira diferença foi no meu fluxo. A minha menstruação sempre durou poucos dias e o fluxo era fraquinho. Agora ela começou a durar mais dias e era mais forte. Concluí que isso era um sinal que agora o meu endométrio estava ficando mais espesso e, como já comentei, isso ajuda o embrião a se implantar no útero.
2. Logo de cara parecia que o meu ciclo já tava se regularizando por volta dos 30dias. Ele sempre foi tão doidão, achei até estranho.
3. Lembram do tal muco clara de ovo? Pois é, antes eu procurava pelo dito cujo com todas as minhas forças. Chegava até a... er... procurar lá dentro. Ei, não vale me julgar, mulher desesperada querendo ser mãe faz dessas coisas, hehehe. Bom, mesmo procurando, procurando, era difícil achar. Nem todo mês eu tinha e, quando tinha, normalmente era beeeeem pouquinho, não daria nem um décimo de uma clara de ovo de codorna. :P
  Pois é, mas isso era antes. Depois do Nathan, tinha clara o suficiente pra fazer formas e mais formas de suspiro! E nem precisava mais procurar. Quando eu me limpava após ir ao banheiro já dava pra sentir ao passar o papel higiênico.
  Achei interessante as mudanças e fiquei pensando que, quando eu fosse tentar engravidar de novo, talvez até fosse mais fácil e quem sabe, talvez, eu pudesse até engravidar naturalmente? Bom, melhor não sonhar muito...

A PROVA FINAL DE QUE GRAVIDEZ CONSERTA TUDO
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  Até que, em uma bela 5a.feira de outubro, meu estômago ficou meio esquisito depois de tomar café. Eu sempre tomava uma xicarazinha por dia, após o almoço, logo depois de colocar o Nathan pra dormir. Era minha hora de descansar, ler emails, escrever no blog e... tomar cafezinho!
  No dia seguinte, uma 6a.feira, estômago ruim de novo. Comecei a achar que estava tomando café demais. Aí à noite, meu estômago ruim de novo, eu com frio, com tremedeira, sei lá, tava tudo estranho.
  Sábado de manhã saí pra comprar umas coisinhas que o Nathan ia precisar pra escolinha. Cheguei na loja me arrastando, passando mal, mal, mal. Ah, comentei antes que meu ciclo tava regulado, né? Pois é, esse mês tava atrasado. Mas imagina, né? Nem adianta achar que podia ser gravidez. Afinal, gestação pode até consertar a parte hormonal, mas não vai fazer brotar mais óvulos nos meus ovários. Concluí que, como o Nathan resolveu dar uma reforçada nas mamadas (carência por causa da escolinha, eu acho), isso devia ter bagunçado meus hormônios de novo.
  Mas enfim, nesse sábado eu já estava me sentindo esquisita demais há tempo demais. Então resolvi fazer um testezinho, assim, só pra não ficar com minhocas na cabeça.

    Bom, eu aprendi na minha época de tentativas que uma linha fraquinha é sempre uma linha. O máximo que significa é que a gravidez tá no comecinho, não importa o quão fraca seja a linha. Bom, deixa eu analisar então.
  Um, só tem uma linha vertical. Ok, nada de gravidez então. Epa, mas peraí. A legenda diz que não gravidez é uma linha horizontal, não vertical. Epa epa, tem um trequinho na horizontal ali. Aquilo é uma linha? Não é só... tipo... a marcação onde a linha aparece ou deixa de aparecer? Aiai, por que fui fazer o teste durante o dia, em vez de esperar a 1a. urinha da manhã?
  Bolinhas, não aguento até amanhã. Vou comprar outro.


  E aí está, queridos leitores, a prova de que gravidez conserta tudo. Concepção há mais de 3 semanas. Pelos meus cálculos, estou completando hoje 7 semanas. E toda essa lenga lenga foi só pra falar que estou grávida. :-) Mas eu não podia ser tão breve assim. Tinha que explicar melhor, pra vocês saberem o quanto isso é, no meu caso, especial, inesperado e improvável.
  Tenho muito mais pra falar. Bom, isso não é lá uma novidade. Cada post que escrevo é maior que o outro... Mas agora tô com muito sono, passando muito mal, super enjoada. Mas eu volto. Até breve!

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Escolinha - Dia 5

  Ufa, o Nathan dormiu a noite inteira. Das 21:00 às 06:00. Aí mamou, ficamos enrolando na cama (ah, que delícia enrolar na cama com esse friozinho) e levantamos às 07:00.
  Chegamos na escolinha mais ou menos 08:45. Dessa vez o Nathan pediu colo já na entrada. Xiii, não gostei. Peguei no colo e fomos até a salinha dele (com pausa, claro, para ver as tartarugas e os peixes. Aliás, declaro isso como default e não mais falarei disso).
  Chegando na porta, desci do colo pra tirar o colo e ele já entrou e foi sentar na mesinha pra tomar café. Novidade: a professora oficial dele não estava lá. No lugar dela, estava a team leader (líder do time). Deixa eu explicar melhor, é que na verdade tem várias salas de toddlers, de bebês, etc. O Nathan, por exemplo, está na Toddler3 (são 3 no total). E cada sala dos toddlers tem 2 professoras e uma líder. Aí a líder acho que é a mesma para todas as salas de toddlers.
  Essa líder é a coordenadora, supervisora e também acaba sendo meio coringa. Hoje, por exemplo, era folga da professora do Nathan, então ela tava no lugar. Tá, tudo bem, mas a professora bem que podia ter me avisado, né? Humpf. Não gostei. Mas para o Nathan acho que foi até melhor. Como ele não viu a "mulher que me pega quando a mamãe vai embora", achou que eu ia ficar lá o tempo todo. Bom, pelo menos é o que eu ACHO que ele achou.
  Enfim, ficou lá feliz, tomou seu leite, comeu waffles, deixou a professora limpá-lo numa boa depois da refeição e aí foram todos pra mesinha brincar de colar adesivos. Eu fiquei num cantinho. Ele ficou uns 15 minutos brincando com os adesivos e nem olhava pra mim. Talvez exatamente porque a professora oficial não estava lá.
  Bom, sempre melhor sair quando ele está feliz, né? Fui lá, expliquei pra ele que ia sair e voltava depois, aí ele já fechou a cara e ensaiou um chorinho. Mas dessa vez foi só um chorinho, não ficou gritando "Mamãe" todo desesperado. Até me deu beijo e fez tchauzinho com a mão, embora com cara tristinha (snif...).
  Enfim, hoje fiquei fora praticamente das 09:30 ao 12:00. Quando voltei, ele ficou feliz, na hora falou "Mamãe!", mas continuou sentado, comendo. Quer dizer, estava mais brincando de empilhar rodelas de banana do que comendo. A professora disse que ele ficou bem, mas não gostou de brincar lá fora. Disse que ficava pegando a mão dela e pedindo pra entrar. Será que ele tava com frio? Tava uns 5 graus de manhã. Esqueci de perguntar se ele ficou com o gorro e se ela colocou a calça mais quentinha. Bom, acho que sim. Sempre vejo as crianças super encapotadas pra brincar lá fora.
  Quando achei que ele tinha parado de comer, falei pro Nathan "Vamos pra casa?". Imediatamente ele levantou e começou a falar "Bye bye!" pra todo mundo. Quase todas as outras crianças já estavam deitadas, se preparando pra dormir. Todas dão tchauzinho pra gente, que bonitinhas. :-)
  Gostei bem mais da líder do que da professora oficial. Bolinhas... E se assim se encerra mais uma semana de escolinha. Ufa, ainda bem que agora vem o fim de semana. Mas achei que hoje foi melhor. Pelo menos não teve nenhum choro desesperado.
  Ah, hoje cheguei a voltar pra casa por um tempo, aí fiquei vendo pela internet o video do Nathan na escolinha. :) Ele parecia bem, ficava correndo de um lado pro outro. Mas na hora da historinha não quis nem saber. Pegou um brinquedo e foi brincar sozinho em uma mesinha.

Escolinha - dia 4

Como contei no último post, a noite passada foi bem ruim. O Nathan ficou acordado das 03:00 às 06:00 da madrugada. Assim, 08:30 o Alessandro foi lá checar e ainda estávamos deitados. Eu levantei, mas o Nathan ficou dormindo.
  Me arrumei o mais rápido que consegui, acordei o Nathan pouco antes das 09:00 e, com isso, chegamos na escolinha um pouco antes das 10:00. Essa hora as crianças já estavam se arrumando pra brincar lá fora.
 A chegada foi bem, como sempre. Foi andando e olhando tudo, com pausa para ver as tartarugas e os peixes. Até que chegamos na porta da sala dele e ele viu a professora arrumando as crianças pra brincar lá fora. Imediatamente ele grudou em mim, pediu colo e começou um chorinho.
  A professora arrumou todo mundo, inclusive o Nathan, chamou todos pra irem lá fora, foram e, nesse tempo todo, o Nathan ficou chorandinho e pedindo colo. Lá no pátio peguei no colo, fiquei uns 15 minutos tentando convencê-lo a brincar com alguma coisa, mas ele ficou chorandinho o tempo inteirinho, sem parar.
  Fiquei bem chateada, achando que as coisas estavam indo rápido demais, que devia ter feito a adaptação de forma mais lenta... Mas agora a coisa estava num ponto que eu percebi que, ainda que eu ficasse uma hora inteira com ele ali, ele não pararia de chorar. Estava chorando já de expectativa, porque sabia que uma hora eu ia embora.
  Deixei o Nathan com a professora e fui. Ele chorou bastante quando eu saí, mas pelo menos depois que eu fui embora, ele parou de chorar e foi brincar (pelo menos foi o que a professora disse).
  Fiquei lendo na recepção e também fui no empório comprar pêra. Fui buscar o Nathan 12:00, quando ele estaria acabando de almoçar. Cheguei lá, ele estava junto da professora, com um pedaço de pêra na mão e chorando, tipo fazendo manha. Ela me explicou que ele passou a manhã bem, mas que continua não gostando muito das transições. E na hora que acabou de almoçar, queria levantar, só que ali o combinado é continuar sentado, até que a professora limpe todo mundo e todos escovem os dentes.
  Mas enfim, quando ele me viu parou o chorinho e logo já virou pra professora todo feliz, deu tchauzinho e falou "Bye bye!", como quem diz: "Minha mãe chegou, tô indo embora!". :-)
  A professora diz que a adaptação dele está sendo ótima, que ele brinca, dá risada, participa (um pouco), etc. Não sei... Ainda tô achando sofrido... A luta continua.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Escolinha - Dia3

3a.feira foi o terceiro dia do Nathan na escolinha. Dessa vez fomos mais cedo e chegamos acho que 08:40 ou 08:45. No começo tudo bem de novo. Ele entrou, viu os peixes e as tartarugas, foi andando pelos corredores, até chegarmos na salinha dele. Chegando na porta da sala dele, ele deu uma travada. A professora o chamou pra entrar, toda animada, mas ele só grudou na minha perna e não parecia muito a fim de entrar, não.
  Peguei no colo e levei até a mesinha, porque estava na hora do café. Bom, tava na hora pra ele, porque as outras crianças já tinham comido. Ele sentou na cadeirinha, ficou lá numa boa, segurou a sua tigelinha de cereal, mas praticamente não comeu. Mas segurava firme quando alguma criança se aproximava, como quem diz "Eu não quero, mas é meu!". :-)
  Nisso eu sentei num cantinho e fiquei lá, tentando interferir o menos possível. Era pra ele ver que eu estava ali, mas que na escolinha eu não ia brincar com ele. Se ele me pedia alguma coisa, eu falava pra ele pedir pra professora. Bom, não ficamos muito tempo ali, porque às 09:00 as crianças foram pro Drama Studio. Fui junto.
  O que acontece no Drama Studio depende um pouco da idade das crianças, claro. Mas acho que a ideia é brincar de faz conta e de coisas da vida real. Acho que os mais velhos brincam de fantoches, teatrinho, sei lá. A ideia é bonita, mas pelo menos nesse dia basicamente as crianças brincaram de casinha. :-) Era uma salinha com fogão, geladeira, panelinhas, comidinhas, carrinho de compras, etc. O Nathan gostou bastante dessa salinha, ele adora brincar com comidinhas! Ele me serviu algumas comidas no pratinho. Falei pra ele servir pra professora e ele foi lá levar pra ela. Eu estava sempre tentando que ele interagisse com ela o máximo possível.
  09:30 voltaram pra salinha oficial dos toddlers. A professora tentou convencer o Nathan a dar a mão pra outra criança ou pra ela, mas nada feito. Chegando lá voltei pro meu cantinho e o Nathan continuou brincando.
  10:00 é hora de brincar lá fora. Um pouquinho antes, como sempre, começa a preparação. Calça por cima da calça, casaco, gorro, luva. Deixei a professora vesti-lo. Ele não gostou muito não, ficava reclamando e gritando "Mamãe!". Mas quando tava pronto, foi atrás das outras crianças até lá fora. Chegando no pátio já achou uma bolinha e ficou brincando numa boa. Lá pelas 10:30 tava tudo bem, a professora chata já tinha me perguntando duas vezes se eu não ia embora, então resolvi deixá-lo um pouquinho. Falei tchau pro Nathan, disse que ia sair um pouquinho mas voltava depois. Ele não gostou e começou a chorar. Foi pro colo da professora, que tentou distraí-lo com um brinquedo, mas enquanto eu andava até a porta ele só chorava e gritava "Mamãe! Mamãe!". Snif... :-(
  Fiquei explorando as redondezas, vendo as lojas que tinha naquela praça. Academia, restaurante, spa, empório... Acho que fiquei uma hora dentro do empório, olhando, olhando. Até achei algumas coisas interessantes, mas tava passando mal, nada me dava muita vontade. Voltei pra escolinha e fiquei na recepção lendo revista. Eram mais ou menos 11:50. A recepcionista foi até a salinha dos toddlers e voltou pra me dizer que ele estava almoçando. Esperei mais uns 10 minutos e fui até a sala.
  Fiquei do lado de fora, espiando pelo vidro. Ele tava comendo alguma coisa gosmenta, parecia alguma sobremesa. As outras crianças já tinham acabado. Ela tava comendo sozinho, bonitinho, então resolvi esperar, pra não atrapalhar. E, claro, pra observar. Ele continuou comendo, tava tudo bem, eu enjoei de esperar e entrei. Quando ele me viu não ficou desesperado como na última vez. Só me entregou a colher, pra eu acabar de dar o iogurte pra ele. Mas não pediu pra vir no meu colo, não chorou, não levantou, nada. Parecia que tava tudo bem, mesmo.
  A professora disse que ele chorou um pouquinho quando eu saí, mas logo parou. Depois disso, disse que ele chorou nas transições. Tipo, hora de sair do pátio e entrar. Hora de parar de brincar e ir pra rodinha de história. Hora de parar de brincar e sentar na mesa pra esperar o almoço... Essas coisas. Normal. Criança de 2 anos quer escolher o que fazer, não receber ordens. E, lógico, eles odeiam esperar. Ainda mais se não sabem o que estão esperando. :-)
  Bom, não pareceu tão ruim. O pior mesmo é o choro esganiçado a hora que estou indo embora, ele me olhando com aquela cara de: "Não me abandona aqui!!! Por favor!! Por que você está fazendo isso comigo?". Pelo menos essa é a minha interpretação da carinha dele...
  Mas enfim, quando o busquei tava tudo bem, peguei no colo, ele deu tchau pra professora, fizeram um Hi-5 e fomos. Esse dia ele acordou cedo, antes das 07:00, então achei que ele ia dormir no carro. Mas não, chegou acordadão às 12:30. Fui comer e ele também re-almoçou. O coloquei pra domir quase 13:30 e... cadê o sono? Não adormecia de jeito nenhum. Rolava, rolava, rolava, rolava, pediu pra mamar, rolou mais um pouco e mais um pouco, até que finalmente dormiu.
  Aí à noite, quando o Alessandro foi colocá-lo pra dormir... quem disse que dormia? Parece que demorou um tempão pra adormecer. Ou pelo menos foi o que pareceu. Porque eu tava lá tomando meu banho, como sempre faço quando eles vão dormir, quando de repente um menininho de pijama vem bater na porta. :-) Ou não queria dormir sozinho, ou (mais provável) queria dormir comigo. O Alessandro ficou com ele de novo, mas eu me troquei, sequei o cabelo, escovei os dentes e ele ainda tava lá acordadão. Já eram umas 22:00. Deitei com ele e dormiu rapidinho. Fiquei com ele lá a noite toda.
  Na 4a. à noite, novamente não adormecia de jeito nenhum. O Alessandro disse que o Nathan ficava dando a chupeta pra ele. Como sempre que ele levanta tem que dar a chupeta, acho que raciocionou que entregar a chupeta significa levantar da cama. :-) Tudo bem, a afirmação do consequente é um erro comum, quando ele crescer eu ensino pra ele lógica booleana e tautologia, hehehe.
  Enfim, ficaram um tempo lá, até que o Alessandro desistiu e me chamou. Deitei junto e rapidinho o Nathan dormiu (e eu também). Às 02:00 levantei com sede, tomei água e fui pra minha própria cama. Ah, se eu soubesse o problema que isso ia causar. Às 03:00 o Nathan acordou chorando. Fui lá. Pediu pra mamar, aí rolou, rolou, rolou, quis mamar de novo, rolou, rolou, rolou... Mudava de pose, vinha pra cima de mim, me dava cabeçada, puxava edredon, chutava edredon, sentava, deitava, mamava de novo, rolava, rolava... Ficou assim muito, MUITO tempo. Até que resolvi olhar que horas eram. 05:30. WHAT??????? Eu cansada, com sono, com estômago doendo, já tava perdendo a paciência. Mas nada do Nathan dormir. Pelos meus cálculos adormeceu lá por 06:00. Justo de 4a. pra 5a.! É que 5a. feira era dia de escolinha de novo e eu queria que ele acordasse cedo pra tomar café lá de novo e continuar na rotina.
  Bom, aprendi algumas lições. Por mais que a adaptação PAREÇA estar indo bem, isso claramente está afetando o Nathan. Segundo, aprendi que durante esse período é melhor ficar a noite toda lá no quarto dele, mesmo. Porque ficar acordada das 03:00 às 06:00 da madrugada, ainda por cima passando mal, NÃO DÁ!!

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Adaptação na escolinha - Dia 2

  6a.feira passada foi o segundo dia na escolinha. Chegamos lá 09:30 e, quando saímos do carro, novamente o Nathan ficou animado vendo as crianças brincando dentro da cerca e querendo ir lá.
  Quando entramos, ele foi novamente ver as tartarugas e peixes do lobby. Fomos pra salinha dos toddlers e, chegando lá, foi direto pra "cozinha". Ele adora brincar com cozinha, micro-ondas, comidinhas, etc. Até aí tudo certo.
  Chegou a hora de brincar lá fora. Aliás, estava lendo o "manual dos pais" que me deram na escolinha e vi que é meio que lei que as escolinhas levem as crianças para brincar ao livre. E tem que ser 2 horas por dia. Desde que esteja pelo menos -15 graus. :-) Haja roupa!! Então eles sempre vão lá fora por 1 hora durante a manhã e mais 1 hora à tarde.
  Quando chega a hora de se arrumar, a professora fala pra todas as crianças se sentarem na entrada da sala, onde ficam as cestinhas e ganchinhos de cada aluno, para vestirem as roupas de ir lá fora. O Nathan acompanhou e sentou também. Dessa vez lembrei de levar roupas bem quentinhas. Coloquei o casaco, o gorro e as luvas. Ele não reclamou nem tentou tirar! Sucesso!! Mas se levantou logo em seguida e ficou correndo pra lá e pra cá, enquanto o procedimento seria esperar sentado até todas as crianças ficarem prontas.
  Enfim, todos ficaram prontos e fomos lá fora. Esse dia uma menininha foi muito com a minha cara. :-) Ela chegou na minha frente e começou a pular, falando "jump". Primeiro eu tentei ignorar, porque tava brincando com o Nathan. Mas ela continuo pulando, então eventualmente eu dei atenção pra ela, pulei também, falando "jump jump" e elogiando os pulos dela. Aí o Nathan também começou a pular. Aí começou a juntar criança e mais criança e logo estava todo mundo na minha frente pulando, hehehe.
  Eventualmente me desvincilhei das crianças e o Nathan foi brincar de outra coisa. Mas a menininha (Alice, eu acho) veio atrás de mim. Ela derrubou umas das luvas, entregou pra mim e falou "o-oh", pedindo pra eu colocar. Ajudei, mas o Nathan não gostou nem um pouco!! Ficou morrendo de ciúmes! O pior é que a menininha gostou da atenção e aí ficava o tempo todo chacoalhando a mão até a luva cair, pra poder vir falar "o-oh" pra mim de novo. E nem uma das professoras veio me salvar, tsc tsc.
  Bom, eu precisava ir novamente na secretaria, pra assinar mais alguma coisa e cadastrar minha senha e minha mão. Lá, pra conseguir entrar, primeiro você digita a sua senha, depois coloca a sua mão no painel, aí se tudo estiver ok, a porta abre. Chique, né? Parece coisa de filme, hehehe. Aí, pra ir lá, eu tinha que deixar o Nathan sozinho novamente. Escolhi uma hora que ele estava bem entretido com uns legos e fui. Mas naquela hora a diretora estava ocupada com alguém, então resolvi voltar mais tarde. Quando voltei pro playground, o Nathan estava no colo da professora e chorando, de novo. :-( Ai, que dozinha. Que tadinho!
  Brincaram mais um tempo lá fora, aí voltaram pra sala. Brincaram mais um pouco, teve a hora oficial da troca da fralda (que o Nathan detestou) e, quando ele estava novamente entretido brincando, fui novamente na secretaria. A tal diretora me perguntou mais um monte de coisa, me deu alguns conselhos sobre adaptação (que eu prontamente ignorei), me levou pra cadastrar a senha e pronto. Mas nisso se passaram uns 20 minutos.
  Quando voltei pra sala, o Nathan estava com as outras crianças em volta da mesa, sentadinho e com babador, comida no prato. A professora disse que eles tinham acabado de começar a comer (eles almoçam 11:30), que ele tinha experimentado a cenoura, mas não gostou. Quando me viu, ele gritou "Mamãe", abriu os bracinhos e começou um chorinho. Mas não pediu pra levantar. Mas me deu a colher, pedindo pra eu dar comida. Comeceu batata e uma torta de carne com cebola. E tomou leite, um mooooooonte de leite. Acho que 4 copinhos.
  A professora disse que ele chorou bastante enquanto eu tava fora, mas que parou de chorar na hora da historinha. Só que depois voltou a chorar quando a história acabou e chegou a hora de se preparar para o almoço. Bom, pelo menos em alguma hora ele parou de chorar... Mas ainda assim estou bastante triste com essa adaptação e sei que ele também.
  Logo depois do almoço fomos embora, que oficialmente no dia2 de adaptação estaríamos indo embora 11:30, antes das crianças comerem. Já levou um almoço grátis. :-P
  Amanhã já é o 1o. dia e, pelos conselhos das professoras e funcionárias, seria o dia de entregá-lo e tchau. Mas não vai dar. Não amanhã. Vou tentar levá-lo mais cedo, pra ele tomar café lá com as outras crianças. E talvez em alguma parte da manhã eu saia um pouco. Mas... sei lá. Amanhã eu vejo o que acontece.
 
 

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Eu tenho muito o que fazer

  Tem coisas irritantes, né? Uma delas é quando você fala ou faz X e vem um mala dizendo:
"Você não tem mais o que fazer?"
"Você precisa arrumar o que fazer"
"Isso é coisa de gente que não tem o que fazer"
  Ah, que coisa mais chata.

  O que me levou a escrever sobre isso é aquele joguinho do facebook. Vocês viram? Que a mulher pega o mês e dia do aniversário, aí olha uma tabelinha lá que alguém inventou e, com base nisso, posta no facebook: "Vou morar 7 meses em Londres". Ou algo assim, mudando o país/cidade de acordo com o mês de aniversário.
  Aí, no post de alguma amiga estávamos comentando sobre a brincadeira, quando lá vem a mal humorada com a famosa frase: "Isso é coisa de gente que não tem o que fazer". Claro, tem razão! Não importa se a pessoa trabalha o dia inteiro, estuda à noite, se limpa a casa, se cuida dos filhos, se faz comida... Não!!! Só o importa os 2 minutos que ela perdeu pra postar sua participação no joguinho. Humpf.

  E eu nem estou falando pra me defender, porque não participei e na verdade nem gosto desses jogos. Diz a lenda que é pra comemorar, apoiar, defender (ou algo assim) a causa do câncer de mama. Eu acho que isso não ajuda absolutamente em nada o combate ao câncer. Mas ainda assim, essa e outras brincadeirinhas do facebook são legaizinhas, as mulheres se divertem. Deixem as pessoas serem felizes, poxa!!

  E agora vou me defender, porque me lembrei que esses tempos postei a foto dos meus cereais organizados pelo teor de fibra e claro que já vieram me falar que eu tinha que arrumar uma ocupação, hehehe. Não sei por que, mas aquele dia achei super engraçado e levei na brincadeira, enquanto hoje o comentário me irritou. Talvez porque as pessoas que falaram de mim me conheçam, então sabem que eu faço essas doidices, tendo muito ou pouco o que fazer. :-P Mas o comentário da desconhecida hoje me soou tão "Estou acima disso". Tão arrogante. Hmmm, será que estou julgando mal? Afinal, facebook e internet também tem muito dessas coisas, né?
  De qualquer forma, há muito tempo que eu organizo minhas roupas por cores, faço planilhas para planejar férias, planilhas pra planejar festas, planilhas para decidir compras, planilhas para fazer dieta e calcular o consumo diário de fibras, calorias, ferro, etc. Enfim, planilhas pra tudo. Também organizo meus papéis bagunçados em 3 pilhas (guardar, pensar, triturar). Organizo as camisetas do Nathan usando o método FIFO (First In, First Out). Mudei o critério para organização dos cereais, agora de acordo com o teor de açúcar. Organizo minha roupa suja em umas 10 categorias (toalhas brancas, toalhas coloridas, pano de prato, prano de chão, delicadas brancas, delicadas escuras, delicadas coloridas, normais brancas, normais escuras, normais coloridas). Olha, não é que deu exatamente 10? Hehehe. Não é à toa que a Daniela ficava doidinha com as minhas pilhas. :-)

  Enfim, mesmo assim e também por causa disso, eu tenho muuuuito o que fazer! Inclusive escrever no blog. E agora tenho uma importante missão: tentar lembrar se alguma vez eu também já falei isso pra alguém ou sobre alguém (bem provável) e portanto sou ou fui, também, uma mala. :-)

Adaptação na escolinha - dia 1

  O Nathan dormiu a noite inteira, mas acordou às 06:00, buááá. Tava tão escuro! E amanheceu um dia feio e frio. Tipo uns 5 graus. Checo o meu termômetro: 20 graus aqui dentro. Hora de aumentar o aquecedor. Aqui a gente não se veste de acordo com a temperatura, mas sim de acordo com o lugar aonde vamos (uau, que alegria, é tão raro ter uma chance de escrever corretamente aonde em vez de onde, hehehe).
  Er, voltando ao que interessa, se vamos ficar ao ar livre, aí sim precisa de muita roupa. Mas se vamos em algum playground  indoor, mercado, shopping, loja, etc, aí normalmente é só calça e camiseta pro Nathan. E pra mim um casaco leve, lógico, que eu continuo friorenta. :-)
  Bom, como eu não conhecia o teor do ar condicionado da escolinha, dei uma caprichada. Coloquei camiseta. Por cima uma camiseta de manga comprida. E por cima um casaco forradinho por dentro e impermeável por fora, porque a previsão era de chuva (presente da tia Taia!). Calça e bota.
  No caminho, dentro do carro, ele ficava falando "Pé! Pé!" querendo que eu tirasse a bota. Tirei, porque normalmente ele é bem calorento mesmo. Depois ele mesmo tirou as meias.
  Chegando na escolinha, não queria colocar as botas de jeito nenhum. Perguntei se queria colocar o tênis, então. Deu risadinha. Ok, tênis então. Logo que saímos do carro, pela grade ele viu as crianças brincando com umas bicicletinhas e já ficou todo animado.
  Quando estávamos entrando, a diretora nos viu pelo vidro e já veio toda sorridente abrir a porta falando: "Oi, Nathan! Oi Camilla! Que bom que vocês chegaram! Sejam bem vindos!". Uma animação que só. Bom, legal quando estão te esperando, te chamam pelo nome e tudo. Bom sinal. :-) Entramos e no hall ele reconheceu o lugar. É que na entrada tem um "tanque" com peixes e tartarugas. Ele foi pra lá correndo falando "Peixe! Tatu!".
  Aí a diretora nos levou até a salinha dele e nos apresentou pra professora dele, Laura. Engraçado como o meu cérebro funciona. Estou careca de saber a pronúncia desse nome. Mas quando fui apresentada, não liguei uma coisa a outra e fiquei pensando: "Como será que escreve isso? Lora?". Hehehe. Mas depois me toquei. :-)
  Quando chegamos ela estava arrumando as crianças pra ir brincar lá fora. Eu marquei no relógio. Foram 15 minutos para vestir 4 crianças. A outra professora vestiu outras 4 crianças. Todas com botas, gorro na cabeça e algumas colocaram uma 2a. calça. Fiquei me perguntando se o Nathan tava com pouca roupa... Aqui a proporção oficial pra idade dele é no máximo 1 professora para 5 crianças. E embora as crianças e professoras dividam todas a mesma sala, nessa escola eles gostam de deixar a mesma professora sempre responsável pelas mesmas 5 crianças. A vantagem é que assim favorece o vínculo. Imagino que facilite também a adaptação.
  Bom, enquanto todos se aprontavam o Nathan ficou brincando na salinha com os brinquedos, feliz e contente. Na hora de sair, ele reclamou de ter que deixar os brinquedos e fez um mini escândalo. Mas chegando lá fora viu as bicicleta, carrinhos e já foi todo feliz brincar. Enquanto isso fiquei conversando com a professora.
  Lá pelas tantas, ele deu uma choradinha e me chamou. Cheguei perto e vi que ele tinha sujado as mãos. O nariz também tava escorrendo, mas ele deixou a professora limpar. Ok, ele não a odeia. Já é um começo. :-) Tem pessoas (bem poucas, é verdade) que ele antipatiza à 1a. vista.
  Voltamos à conversa e o Nathan voltou a brincar. Lá pelas tantas ouço ele chorando e vejo que ele e outro menino estão disputando um carrinho. Não sei quem tava brincando primeiro, mas 1 outra professora vai lá, convence o outro menino a brincar com outra coisa e o Nathan vai pro carrinho. Ok, tudo continua bem, até que daqui a pouco ele está fora do carrinho chorando de novo e outro menino dentro. Vou lá, o menino sai, mas aí o Nathan já tá bravo e não quer entrar. Mas também não quer que outras crianças brinquem. Enfim, entra num modo-choro e não sai mais. A partir daí tudo tá ruim, tudo tá chato. Mostro outros brinquedos, pego no colo, tento colocá-lo dentro do carrinho de novo, mas agora tá tudo ruim. Rostinho dele gelado, mão bem gelada. Fico pensando que talvez ele esteja com frio e por isso mais mal humorado. Pergunto se ele quer entrar e ele fala que sim, na hora.
  Voltamos pra sala e ele fica feliz brincando sozinho. Uns 10-15 minutos depois as outras crianças voltam. A professora serve pêra pras crianças, ele vai lá pedir também. Na 1a. vez que ela tenta entregar um pedaço pra ele, ele tampa o rosto com as mãozinhas e fala Não! Acho que estranhou que outra pessoa tá dando comida pra ele. Mas logo logo ele já tá lá do lado dela, pedindo um pedaço atrás do outro. Aí de repente ela muda pra banana. Primeiro ele ficou animado, mas aí ela começou a fatiar a banana e ele começou a chorar, hehehe. Está acostumado a ganhar uma banana inteira só pra ele. Ela tentou oferecer fatias, mas ele só batia as duas mãos no rosto e falava "Não". Aí a professora pega uma banana nova, descasca até a metade. Ele fica todo feliz e começa a comer. Mas depois de algumas mordidas, vê uma pêra inteira em cima do balcão e começa a pedir pêra. Não sei se elas sempre mimam as crianças assim ou é só porque ele é novo, mas aí a professora cortou uma nova pêra e ele voltou a comer.
  Pancinha cheia, ele volta a brincar, todo feliz. Pergunto se quer ir embora: "Não!". Falo pra ele que vou sair um pouquinho e já volto. Quando eu o levo no programa mãe-criança no Early Years Centre, às vezes aviso que vou no banheiro e ele nem liga, fica lá brincando. Outras vezes ele gruda e vem junto comigo. De qualquer forma, eu sei que ele entende o que eu falo. Logo, como falei que ia sair e ele nem ligou, só avisei a professora e fui até a secretaria, pra acertar o pagamento e entregar a carteirinha de vacinação.
  Quando volto, já ouço um choro de longe... Entro na sala e tá o Nathan no colo da professora, chorando. Logo que me vê dá uma risadinha, todo feliz. Mas quando vem pro meu colo continua a chorar, soluçar, aquele choro de quem tá recuperando o fôlego. Não é choro de manha, é choro de desesperado. A professora disse que é um bom sinal que ele deixou numa boa que ela o pegasse no colo, pra consolar. É, acho que sim. Mas não gostei nadinha do choro dele... :-(
  Enfim, fomos embora, ele deu tchau pras tartarugas, quer dizer, bye bye pras tartarugas, bye bye pros peixes e fomos. Dormiu no carro voltando pra casa.
  Chegando em casa, eu o coloquei na cama e... chorei!! É, chorei, nem sei por quê. Culpa, consciência pesada, dó, tristeza... Fiquei lembrando dele chorando e pensando se isso vai acontecer muitas vezes. Ele vai pra escolinha só 1/2 período. Quer dizer, o 1/2 período aqui é diferente. São 2 dias inteiros por semana + 1 dia inteiro em semanas alteradas. Tipo toda 3a. e 5a., e uma 6a.feira sim, outra não. A escolinha está disponível das 07:00 às 18:00. Mas o horário, claro, os pais decidem.
  Ah, a professora me disse que os alunos de 1/2 período demoram mais pra se adaptar, normalmente uns 2 meses. Aí eu pensei: DOIS MESES??????? A sugestão deles é chegar, dar um beijinho rápido, não enrolar, avisar que vai voltar mais tarde e tchau tchau. É, sei lá, talvez daqui um tempo eu até consiga fazer isso e ir embora mesmo que ele esteja chorando. Mas não, nunquinha que já vou conseguir fazer isso semana que vem. Se ele chorar daqui 2 meses, é apenas porque prefere ficar comigo do que com qualquer outra pessoa. Mas se ele faz isso amanhã, ou semana que vem, é muito provável que seja porque ainda tá inseguro. Não conhece direito as professoras, não confia nelas. Não sabe se eu vou voltar mesmo. Fora que seja agora ou daqui 1 ano ele ainda não vai entender por que ele tem que ficar lá e não pode ficar comigo o dia todo, todos os dias. Nem eu entendo!! Por que, hein?
  Ai, que dureza. Não tava nem com fome pra almoçar, acreditam? Que mãe mais dramática!!

  Agora, relendo o que escrevi, na verdade acho que não foi tão ruim assim e eu que estou sofrendo muito por antecedência. Afinal, ele deixou a professora limpar o nariz, deixou pegar no colo, comeu frutas... Antes da hora da rodinha de música, as professoras cantam a musiquinha de "cleanup". Ele já conhecia a musiquinha do early years centre e também o protocolo. Então quando cantaram a musiquinha ajudou a recolher os brinquedos e guardar. Aí foi sentar lá junto com as crianças para cantar. Mas a música não agradou e ele começou a ir engatinhando em direção à porta. Foi, foi, foi, até sair. Ah, é que também no early years centre, sempre fazem a rodinha de música pra encerrar o programa, antes de ir embora. Como ele já tava com soninho, acho que resolveu pular a roda de música e ir embora direto. :-)
 
  Bom, não estou mais totalmente deprimida, mas não estou animada, não... Será que amanhã vai ser melhor? Vamos ver...

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Nathanices - 1 ano e 11 meses

  Bom, agora que finalmente acabei o relato de visitas, posso voltar a falar do Nathan.
  Ele está lindinho, fofinho, carinhoso, espertinho, etc. Pesa quase 13quilos e tem 86 ou 87cm. Logo que ele completa 2 anos tem um check-up médico, aí vamos ter uma medida "oficial". Ele nunca para quieto para eu conseguir medir direito.
  Ele continua muito carinhoso. Me dá muitos abraços e beijos expontâneos. No papai também. Mas também dá beijo no cachorrinho dele, na ovelha, no ursinho, etc. :-) Ele coloca os bichinhos pra dormir, cobre com o edredon e dá beijinho de boa noite.
  Eu também o ensinei a fazer carinhos nas flores, porque ele estava começando a destruir jardins por aí. Deu totalmente certo! Agora ele vai andando e fazendo carinhos. E ele também gosta de fazer carinho em bebês, especialmente no Caio, amiguinho dele. Sempre que se encontram ele faz carinho no bebê e fica falando: "Bebê? Caiuuuu!"
  Ah, muitas vezes quando ele vem me abraçar me chama de "minha mamãe". E eventualmente ainda segura a minha cabeça com as mãozinhas pra tentar me dar beijo na boca. Eca! Bom, vou relatar aqui um monte de coisinhas sobre ele.
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  Aprendeu a fazer cosquinha na gente! O Alessandro sempre fazia cócega nele falando "tickle tickle tickle" (inglês para cócegas). Aí ele aprendeu e vem fazer na gente, falando tickle com uma pronúncia ótima (o som fica mais ou menos "ticol, ticol, ticol").
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   O Nathan sempre "desenha", rabisca e pinta. Claro que ele ainda é muito novinho pra pintar dentro das linhas, mas percebi que ele já tenta se manter "por cima" do desenho em vez de rabiscar aleatoriamente pela folha. Já é um progresso. :-)
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  Aqui tem esquilos. Muitos esquilos. Um mooooonte de esquilos!! O Nathan vive correndo atrás deles, mas eles são muito rápidos e sempre sobem em alguma árvore antes que ele consiga chegar muito perto. Ele os chama de "quiqui".
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  Por falar em quiqui, a chupeta dele não é mais titi. Agora é quiqui, também. Favor não trazer um esquilo pra mim na hora de dormir!
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   O Nathan é muito bom na arte de negociar. Se ele está feliz com algum brinquedo, e alguma outra criança tenta pegar, ou fica olhando muito insistentemente, ele pega outro brinquedo e dá pra ela, com aquela cara de "Brinca com isso aí e me deixa em paz". Ele também já tentou essa estratégia quando era ELE que queria o brinquedo que outra criança estava usando. Tentou fazê-la se interessar por outra coisa, para que ele pudesse brincar. Mas isso não costuma dar muito certo. :-) Só com bebezinhos.
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   Como o Nathan ainda não fala bem, é difícil saber tudo o que ele sabe e entende. Os animais acho que ele já conhece a maioria. Se peço pra ele apontar no livro qual é a girafa, o hipopótamo, o macaco, etc, ele sempre aponta certinho.
  Esses dias tive a impressão de que ele também já sabe as cores. Ele estava brincando de colorir, aí eu falei pra ele pintar de verde e ele foi direitinho na cor certa. Fiquei curiosa e querendo saber se ele sabe outras, mas aí ele enjoou e foi brincar de outra coisa.
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   Muitas das palavras do Nathan são de duas sílabas repetidas. Pêra é pepê, banana é babá, batata é babá, suco é fufu, etc. E o leite é titi. Mas muitas vezes a pronúncia dele fica parecida com "xixi", hehehe. Aí de vez em quando alguém me avisa: "acho que ele fez xixi". :-)
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  E por falar em avisar, às vezes o nariz dele tá sujo, aí ele fica esfregando, coçando e falando "caca". E se tá incomodando mesmo, ele deixa eu limpar, fica quietinho.
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  Bom, que ele é esperto, eu sei. Já faz um tempão que sabe usar o meu iphone. Ele aperta o botão pra ligar, desliza o dedo pra desbloquear, vai "virando as páginas" até chegar na página dos joguinhos dele, aí escolhe o que quer e... joga! Uma hora tenho que filmá-lo fazendo isso. Ele é muito espertinho. Também sabe onde clicar pra ir no youtube assistir videos.

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  Ele agora come com frequência um cereal chamado Cheerios, que é tipo uma rodinha. Redondinho, com furinho no meio. O engraçado é que ele não gosta dos cheerios defeituosos. Quando encontra um quebrado, ele levanta, vai até a cozinha, joga no lixo, aí volta pra sala e continua comendo.
  Ele também gosta do cereal, gosta do leite, mas não muito dos dois juntos. Prefere separado. Talvez para o cereal não perder a "crocância", sei lá.
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   O Nathan às vezes dá bronca na gente. Por exemplo, se eu pego uma pipoca da tigela dele, ou alguma coisa gravíssima do tipo. Esses dias coloquei o dvd da Galinha Pintadinha pra ele assistir, aí quando começou a primeira música eu comecei a cantar junto, toda animada, olhando pra ele. Aí ele colocou a mão na minha boca e me deu a maior bronca: "Blablablablabla". Como quem diz: "Fica quieta, ô mãe desafinada, tô tentando ouvir!!"
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  O Nathan também gosta de escolher quem vai fazer o quê. Nos fins de semana, normalmente eu não posso empurrar o carrinho dele, tem que ser o papai. Se eu tento empurrar, levo bronca, claro! E com o dedinho em riste!!
  Ele também escolhe quem empurra no balanço, quem dá comida, quem tira da cadeirinha do carro, quem vai pegar no colo, etc. Só na hora de dormir é que tem pessoa certa. Depois do almoço é a mamãe e à noite é o papai. E melhor não quebrar o protocolo, senão ele protesta. A não ser que a pessoa "oficial" não esteja em casa. Aí ele demora mais pra adormecer, mas não reclama.
---   Agora ele tem vários dvds de desenho, a maioria da Turma da Mônica e da série Bebê Mais, mas também tem outros poucos pingados. Tem um dos Baby Loonie Toonies que eu ganhei no McDonald's no ano passado, ainda no Brasil, que ele nunca queria assistir. Era só eu colocar pra ele começar a chorar.
  Mas agora ele alcança os dvds. Quer dizer, depois de vários episódios de ele se equilibrando em cima de coisas ou escalando para tentar alcançá-los, eu mesma coloquei mais pra baixo, no organizador de brinquedos dele. Agora ele tem acesso livre, o que tem vantagens e desvantagens, claro. A parte boa é que ele mesmo escolhe o que quer assistir, porque antes eu ia colocando e ele ia gritando, até eu conseguir acertar o que ele queria assistir. Às vezes ele explica e eu entendo, mas outras ele fala que quer ver o do "bebê", mas tenho um mooonte com bebê, aí até eu acertar demora. Quer dizer, demorava, agora tá fácil!
  Voltando ao assunto, esses dias ele resolveu que queria assistir os Loonie Toonies e... não parou mais! Agora pede pra assistir todo dia, várias vezes! Olha, tenho que sair muito com ele e brincar bastante em casa. Porque se ele tá sozinho na sala (e eu na cozinha, limpando, sei lá), lá vai escolher um dvd pra assistir. Nem que seja só pra fazer companhia enquanto ele brinca com outra coisa.
  Aqui uma foto do organizador de brinquedos, dele. Já ajuda, mas ainda assim tem sempre muitos brinquedos espalhados por aí.


  Olha a cara dele de "Hmmm, qual video vou assistir agora?". Aliás, nessa foto ele tá com a roupa que ele escolheu. Tentei uma blusa, tirou. Coloquei um macacão, reclamou. Mostrei essa calça, beleza. Bota? Beleza! Normalmente quando chegamos em casa ele já tira casaco, tênis e meia. Não gosta muito de coisas no pé (a não ser que esteja com frio, claro). Mas hoje não queria tirar a bota, não. Como já disse, ele puxou pra mamãe no gosto pelas botas. :-D
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  Ele ainda não consegue pular muito bem tirando os dois pés do chão ao mesmo tempo, mas vive tentando. Já em relação a bolas, é incrível a habilidade que ele tem. Todo mês recebo de alguns sites aqueles boletins de progresso do bebê. Aqueles que falam: com "x meses, seu bebê já deve conseguir fazer isso e aquilo, falar tantas palavras, etc". No boletim deste mês estavam falando que agora talvez a criança já consiga jogar uma bola por cima da cabeça e talvez até chutar. E eu pensei: Hein? Como assim? O Nathan começou a fazer tudo isso com pouco mais de 1 ano. Ele chuta bolas, joga frisbee, empina pipa sozinho, consegue bater direitinho na bola com o taco de hockey e até tem um começo de pontaria. :-)
  Será que ele vai corresponder às expectativas do papai e virar jogador de alguma coisa? Hehehe. Vai saber, né? Talvez ele apenas esteja desenvolvendo mais rápido essa área, apenas isso. E deixando pra fazer longos discursos mais pra frente. :-)

  Bom, acho que esse já é um bom relato. Quando o tempo vai passando, a gente vai esquecendo com que idade o filho fez cada coisa, né? Pelo menos agora tenho o registro pra lembrar como ele era quando tinha quase 2 anos.

  Amanhã é o 1o. dia dele de adaptação na escolinha. Depois conto como foi. Aiai, já estou com saudade. :-(

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Mais visitas - meus sogros

  Dois dias depois que minha irmã foi embora, meus sogros chegaram. A parte boa é que nem deu tempo de ficar com depressão pós-visita. :-) A desvantagem é que também não deu tempo de fazer aquela boa faxina pré-visita, como eu tinha planejado. Mas tudo bem, porque meus sogros são muito legais e me ajudaram a fazer limpeza, ebaaaa. :-)

  Já o Nathan gostou muito, MUITO MESMO da visita dos avós. Também, né? Dedicação quase exclusiva. Eles brincaram muito com ele. Chegaram de manhã cedo e, à tarde, o Nathan já agia como se os visse todos os dias. Quando a minha sogra ia no banheiro, ele ia atrás e ficava batendo na porta, chamando: Vovóóó!! :) Também trouxeram muitos livrinhos, dvds e cds mas, para uma criança do tamanho do Nathan, isso nem importa tanto. O que ele quer mesmo é que brinque junto. Já para os pais do Nathan, é ótimo ter uns desenhos novos, pra variar.

 Enquanto as visitas estavam o aqui, o Nathan acordava e já ia procurar pra ver se eles estavam na sala. Se não estavam, ia bater na porta do quarto, ou empurrava a porta, entrava e ia acordá-los. Aí pedia para ler historinha, ou para brincar com o Quico (um bonequinho fantoche).

  Estava tudo indo tão bem que um dia eu e o Alessandro resolvemos ir ao cinema e deixá-lo com meus sogros. Eu sabia que ele ia ficar bem, mas achei que a hora da despedida podia ser meio traumática. Afinal, às vezes ele chora quando eu saio e ele fica com o próprio pai. Mas chegou a hora de sair, eu expliquei pra ele que "Mamãe e papai vão sair, mas voltamos logo, ok?". Ele só olhou pra mim brevemente e falou "Bye bye!". Hahaha, como é bom se preocupar à toa. :-) Fomos, voltamos e ele nem aí.

  Não fizemos muitos passeios turísticos, até porque meus sogros já conheciam Toronto e Niagara de outra viagem. Mas fomos no parque, no outlet e, claro, no Walmart (algumas vezes).

  Vovô lendo livrinho com o Nathan.

   Vovó lendo livrinho e cantando musiquinha pro Nathan. Ele adora a musiquinha dos peixinhos que ela canta desde que ele era bem pequenininho.

  Procurei pela internet a Igreja Adventista mais perto da nossa casa. Peguei o endereço e fomos.

  Chegando lá, reparamos que só tinha negros na igreja. O que não é problema nenhum, claro. Mas os estereótipos vieram à minha mente, fiquei lembrando dos filmes americanos e esperando que a qualquer momento todo mundo ia levantar e começar a dançar, cantar alto e bater palmas, hehehe. O que não aconteceu claro, aaahhh. :-( Bom, pelo menos teve palmas. :D

   Foto aqui perto de casa, no "nosso" parque.


  Os avós do Nathan ficaram brincando de cadê/achou, se escondendo atrás daquele murinho. O Nathan se divertiu muito, deu muita risada. A parte difícil foi sair de lá, hehehe. Não queria parar de brincar, não. Aliás, dias depois que eles foram embora, eu e o Nathan fomos no parquinho sozinhos e ele ficava me empurrando no murinho, querendo que eu fosse pro outro lado pra repetir a brincadeira.
  Mas não dava, o outro lado fica mais pra baixo, o muro fica alto, eu não ia conseguir pular rápido, se precisasse. E eu que não ia deixar um menininho fora do meu campo de visão, com um lago logo ali, né?


  Várias lojas aqui têm uns carrinhos de compra bem legais! Olha esse, que divertido. :)

  Ohhhhh, que fofinho!! Não comprei porque era muito grande, tamanho adulto. Mas vou procurar um parecido pra ele.

   Empinando pipa no parque. O céu ainda tá azulzinho, as folhas verdinhas, mas já começou a esfirar.

  Brincando de frisbee. Pena que não comprei antes, é bem divertido!

  Olha o tamanho das botonas do Nathan. São botas de neve que eu só coloquei no pé dele para experimentar e ver se serviam, mas ele não quis tirar de jeito nenhum. Aliás, ele adora botas! Puxou pra mamãe, hehehe.

   No aeroporto de Toronto, dia de despedida.

   Bom, a visita dos avós também fui curtíííssima!! Que mania essas minhas visitas têm de ir embora logo! O Nathan chorou no aeroporto, quando eles entraram na sala de embarque e ele percebeu que eles não iam voltar. No dia seguinte, pegou o Quico (o fantoche) e ficou indo em todos os quartos, sala, cozinha, procurando e chamando: Vovó? Vovó? Ai, que dozinha...
  Mas pra falar a verdade, acho que eu sofro mais que ele. Fiquei com aquela culpa: "Ah, tadinho do Nathan. Mora tão longe dos avós, blablabla". Já ele, quando não achou os avós, foi brincar com outra coisa e pronto. Feliz como sempre. :-) Mas ele ainda lembra deles e de vez em quando acorda chamando e me perguntando onde estão vovô e vovó. Espero que voltem logo e dessa vez fiquem mais tempo.

  Agora aguardamos a visita da outra vovó e o outro vovô. A sacada já está preparada!! Venham, venham!! :-) Também temos espaço para irmãos, cunhados, tios, primos e amigos. Podem vir, que cabe todo mundo!