Quando eu estava grávida do Nathan, frequentei um grupo de gestantes que era bem focado em parto natural e parto humanizado. Esse tipo de grupo atrai principalmente 2 tipos de gestantes:
1. Gestantes bem informadas que sabem que o parto normal tem menos riscos
2. Hippies
Ok, sei que estou generalizando aqui quando as chamo de hippies, mas... ah, tem horas que generalizar é muito mais fácil e mais legal. :-)
Bom, eu obviamente pertenço ao primeiro grupo. Já no grupo que chamei de hippies tinha de tudo. A maioria queria parto em casa. Várias plantavam a placenta. Algumas comiam a placenta (eca!). E algumas passavam a gestação inteira sem fazer um único ultrassom!
Essa política do ultrassom elas explicavam dizendo que ele mais gera ansiedade do que tranquilidade. Outras diziam que seguiam a intuição. Bom, agora pelo menos entendo um pouco melhor isso de dizer que os ultrassons podem gerar ansiedade desnecessária. Na minha 1a. gestação eu sempre ficava encanada com a possibilidade de perder o bebê (coisa de quem teve dificuldade pra engravidar). Então nos primeiros meses os ultrassons foram importantíssimos pra me deixar tranquila. Eu via que tava tudo bem, que o bebê era normal e ia ficando cada vez menos ansiosa. Sem eles, teria sido uma gestação bem mais difícil.
Mas desta vez aconteceu o contrário. Quando fiz o ultrassom morfológico, com umas 18semanas, encontraram 2 coisas:
1. Dois Choroid plexus cysts.
2. Arritmia ocasional
Acho que já comentei que aqui os resultados dos seus exames e ultrassons vão direto pra parteira/médico, né? Pois é, eu fiz o ultrassom, achava que tava tudo bem e, dias depois, a parteira me liga pra contar desses achados.
Esses cistos que mencionei ficam numa parte do cérebro e não fazem mal nenhum. Acabam sumindo após algumas semanas e os bebês nascem e se desenvolvem normalmente. Eles são vistos em ultrassons o tempo todo. Mas... (claro que tem um mais), algum tempo atrás um pesquisador qualquer concluiu que eles são vistos com um pouco mais de frequência (tipo 1% a mais) em bebês com trissomia 18 - uma doença genética gravíssima que acontece quando o bebê tem 2 cópias do cromossomo 18. É a chamada Síndrome de Edward.
Por outro lado, bebês com trissomia 18 têm um moooonte de problemas. Esse tipo de bebês são facilmente identificáveis por ultrassom, porque tem má formação nos pés, nas mãos, fígado, coração, rosto às vezes faltam órgãos... Caí na besteira de ver fotos no google images e são imagens chocantes. Bebês todos deformados.
Assim, nada realmente indicava que meu bebê tivesse essa trissomia. Ele era todo bonitinho e fofinho. Quer dizer, quase nada, porque tinha essa arritmia. Então a parteira falou pra mim que muito muuuuito provavelmente meu bebê era super normal, mas... por causa da arritmia, se eu quisesse, ela me passaria um novo ultrassom, com um especialista. Claro que eu quis.
Então, com 20 semanas, fui num hospital especializado em crianças, em Hamilton (cidade vizinha). Lá fizeram um ultrassom que durou uma eternidade. Acho que fiquei quase 1hora deitada lá. Mediram tudo que podia ser medido e analisaram tudo que dava pra ser analisado. Entre outras coisas, mediram fêmur, mediram tórax, mediram osso nasal, mediram a translucência nucal de novo, analisaram cérebro, analisaram coração e ficaram um tempão monitorando batimentos cardíacos.
Depois do ultrassom, tive consulta lá mesmo com um médico especialista em trissomias em geral. Resultados:
1. Os cistos no cérebro já tinham desaparecido
2. Não encontraram nada de anormal, nenhuma má formação
3. Realmente tinha uma arritmia, mas a médica disse que é do tipo que normalmente some até o fim da gestação. A cada 10 batidas, mais ou menos, o coração pulava em uma.
4. Tinha um pouco de fluido numa parte do coração. Mas a médica também disse que eles veem isso o tempo todo e normalmente some durante a gestação, conforme o feto vai se desenvolvendo.
Aqui no Canadá o aborto é permitido. Portanto, em caso de suspeita de trissomia eles dão a opção de você fazer a amniocentese, pra ter certeza se o bebê realmente tem alguma síndrome. Algumas gestantes até fazem a amnio só pra ficar sabendo com antecedência e se preparar. Mas o exame tem risco de causar aborto, então na maioria dos casos só faz quem pensa em abortar se o bebê não for normalzinho.
Como eu não abortaria em caso nenhum, não queria mesmo fazer a amnio. Ainda bem, porque a médica disse que o resultado do meu ultrassom foi ótimo e que eu teria que implorar muuuuito pra ela me deixar fazer uma amnio. Disse que é praticamente impossível um bebê com trissomia 18 apresentar todos os órgãos normais. Mas também disse que, tirando o problema genético de lado, ela recomendaria um novo ultrassom dali 2 semanas, pra acompanhar a arritmia.
E assim, esta semana, com 23 semanas de gravidez, voltei no hospital pra mais um ultrassom. Dessa vez, tudo absolutamente normal. Nada de cistos em lugar nenhum, nada de fluido no coração e nada de arritmia. Ora ora ora. Foi uma mulher diferente que fez o ultrassom desta vez e ela me perguntou por que eu tinha sido encaminhada para lá (já que no hospital eles só atendem casos especiais, tipo problemas genéticos, suspeita de problemas genéticos ou má formação). Eu falei que tinham achado os cistos e a arritmia. E ela: "Sim, eu vi que acharam isso, mas por que te encaminharam pra cá?". Como quem diz: ãh, mas só por causa disso??? E a minha resposta foi bem essa, que encaminharam só por causa disso. E ela: "Ah, é? Ah, ok então".
Depois desse ultrassom, também tinha consulta. Mas o médico não ficou nem 2 minutos na sala comigo. Perguntou se eu tinha alguma dúvida, claro, mas disse que tava tudo absolutamente normal, então... realmente não tinha o que se falar.
Chegando em casa, fui no meu arquivo excel da gravidez do Nathan e vi que naquela época fiz o ultrassom da translucência nucal com 13 semanas e depois só fiz o morfológico com 22semanas e 6dias. Moral da história: se desta vez eu tivesse feito o morfológico também com 22semanas, já estaria tudo normal e eu nem teria ficado sabendo que algum dia teve fluido ou cisto em algum lugar.
E só então dei um pouquinho de razão pras hippies que não fazem ultrassom. Porque por mais que a parteira e os médicos falassem que não precisava me preocupar, que provavelmente não era nada e tal, lógico que me preocupei. Logo que ficamos sabendo do resultado do 1o. morfológico, ficamos eu e o Alessandro gastando horas pesquisando sobre defeitos genéticos e sobre os tais choroid plexus cysts, dos quais até então eu nunca tinha ouvido falar. E pelo jeito, toda essa preocupação foi à toa. Humpf.
O que a médica especialista me disse (naquele ultrassom com 20 semanas) é que toda semana ela atende no mínimo 3 gestantes cujos bebês têm esses cistos. Disse que é super normal e que provavelmente hoje eles são vistos com mais frequência porque os equipamentos são melhores. E como os bebês cuja única coisa de diferente são esses cistos acabam nascendo sem problema nenhum, eles volta e meia repensam essa política e pensam que deveriam simplesmente ignorar esse achado. Mas... por precaução, continuam avaliando, até que surja um novo estudo, melhor do que aquele. É, aparentemente foi tudo apenas uma grande perda de tempo.
Bom, eu tô feliz de deixar esse assunto de lado e feliz que agora parece estar tudo bem com bebê. Mas... pelo sim, pelo não, vou querer uma boa avaliação do coraçãozinho dele depois que nascer. Just in case, né? Afinal, eu não sou do grupo das hippies. E devo ter nascido sem intuição. :-P
sexta-feira, 2 de março de 2012
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Féris em Cancun
Olá, estamos de volta! Agradeço muito as mensagens dos fãs, ansiosos pelo nosso retorno. :-) Mas vocês entendem que foi por uma boa causa, né? Estávamos de férias.
Desde o ano passado que o Alessandro tinha alguns dias de folga pra tirar no trabalho. Ficou combinado que iríamos em fevereiro. Era uma época boa no trabalho e pra mim também, já que estaria de 5meses. Um pouco depois disso eu provavelmente já não teria coragem de viajar. Mesmo o inverno não tendo sido tão rigoroso este ano, lógico que logo pensei em praia e calor. Em princípio íamos pra República Dominicana, mas também olhei Jamaica, Ilhas Cayman e, lógico, Cancun, que acabou sendo o escolhido.
Tendo um toddler de 2 anos e um bebê na barriga, decidi que íamos mais pra descansar, aproveitar praia, piscina e não ficar passeando e fazendo turismo. O Alessandro, que é um pato e odeia andar, claro que logo aderiu à ideia. :-) Pesquisei, escolhei um resort que parecia legal, mas estava enrolando pra efetuar a compra. Aí, um belo dia, o pacote estava $800 mais barato. Oba, comprei na hora! :-)
Escolhi o Sea Adventure Resort, entre outros motivos, porque ele tem um Waterpark que parecia bem legal pra criancinhas. Realmente foi uma ótima escolha. Fomos lá todos os dias e o Nathan adorou. O resort é do tipo all-inclusive. Ou seja, o preço já incluía café da manhã, almoço, jantar e lanches a toda hora do dia ou da noite (inclusive madrugada). Com isso, nós realmente não saímos do resort, hehehe. Não trouxe nenhum souvenir e a única coisa que compramos foi sorvete na lojinha do hotel. :-)
Ah, também tinha shows no resort. No sábado teve um musical do Rei Leão, no domingo show do Piratas do Caribe e na segunda Peter Pan. Assistimos os dois primeiros e o Nathan adorou!! Ficava prestando atenção, batendo palmas, apontando... uma gracinha. :-) Mais um ponto pro resort! Os shows também estavam inclusos no preço, como todo o resto.
Bom, sem mais delongas, vamos às fotos.

Nathan pronto pra tomar café da manhã. Enquanto espera, assiste Cartoon Network. Acho que ele gostou da novidade, eu nunca coloco nesse canal pra ele assistir aqui. O quarto era bem confortável. Duas camas de casal e uma salinha onde tinha sofá, mesa, cadeiras e uma mini cozinha (frigobar, micro-ondas e cafeteira).


Essas duas fotos foram tiradas da sacada do nosso quarto. Nada mal acordar e dar de cara com uma vista dessas. :-) Mas na verdade a praia era mais mais bonita do que outra coisa. Tinha muitas, muuuuuuitas algas. Era irritante demais. Eu só tentei entrar na água uma vez, mas nem passei do joelho. Decidi ficar só na piscina, mesmo. O Nathan também não gostou muito da praia propriamente dita. Achou as piscinas bem mais divertidas.
A praia era privativa do resort, então era bem tranquila e nunca passava ninguém querendo vender coisas. Tão diferente ir numa praia assim... Bom pra deitar nas espreguiçadeiras e relaxar, mas até que senti falta de uma água de coco e um milho cozido.

O hotel é bem grandinho e dividido em 2 partes. Tem uma parte em frente à praia (onde ficamos), onde tem quartos, restaurante, lanchonete, essa piscinona aí e mais uma piscina infantil. O legal dessa piscina é que tem vários níveis. Ali onde o Nathan tá é rasinho (uns 20cm), então ele ficava andando pra lá e pra cá. Mas também tem 3 "banheiras de hidromassagem" embutidas. O Alessandro está em uma delas, nessa foto. E mais lá no fundo da foto tem a parte mais funda da piscina.

Bar molhado, que fica na parte mais funda da piscina. Também inclusas no preço estavam as bebidas. Mas os sucos eu achei bem meia boca... Não eram naturais.
Piscina infantil.
Tinha sempre várias atividades no resort. Hidroginástica na piscina, yoga na praia, vôlei na areia e vários joguinhos e competiçõezinhas pra crianças. Nessa foto, guerra de bexigas d'água.
Hora do lanche!
Aqui já estamos na 2a. parte do hotel, onde tem o waterpark, mais apartamentos, mais 2 piscinas, mais um bar, mais 2 restaurantes, salão de shows, quadra de tênis e basquete, campo de futebol e pista de golfe. Nessa foto, o Nathan tá colocando o peixe pra escorregar no peixe.
Compramos um caminhãozinho que vinha com pazinha, rastelo, um molde e um regador. O Nathan praticamente só brincou com o regador. Ia lá, pegava água, aí procurava uma planta ou grama e regava. Repetiu isso muuuuuitas vezes. Engraçado que algumas horas ele ficava um tempão olhando pra terra, pensando, analisando... Não sei exatamente o quê. Talvez procurando a parte mais seca? Ou talvez se perguntando onde tinha ido parar toda a água que ele tinha jogado, hehehe. :-)

Tinha uma fonte constantemente jorrando água naquele balde grande que tem lá em cima. Aí, quando o balde fica cheio...

O Nathan não gostou nada da água espirrando nele. Mas sempre tinha crianças ali embaixo esperando o balde virar. O Alessandro também chegou a levá-lo num dos tobogãs maiores, mas o Nathan também não gostou, porque no final espirrava aquele monte de água na cara dele (e ele odeia água no olho).



Por que é que criança só precisa colocar óculos escuros e já fica super gracinha?

Assistindo o show O Rei Leão.

Em frente ao resort.

Experimentando pirulito pela 1a.vez. Fez até pose pra foto, hehehe. Aí ele está no Kid's club, vendo desenho. Se você quiser, pode deixar seu filho (de 4 a 10anos) aos cuidados do pessoal do clube o dia inteiro. Eles têm várias atividades pras crianças, das 9:00 às 18:00 (ou algo assim). Bom para crianças que querem ser independentes e pais que querem sossego, hehehe. Todos os dias tem uma programação de atividades diferente, mas o dia sempre acaba com um desenhinho. Nesse dia tava passando Peter Pan.
Depois de passar a manhã no waterpark escorregando, regando a grama, jogando bola e correndo atrás dos lagartos (iguanas), moleza fazê-lo dormir! Aliás, nunca precisamos fazer isso. O Alessandro dava banho nele e, em seguida, enquanto eu secava e colocava roupa nele, ele já capotava na cama. Aí era só cobrir e aproveitar pra descansar, ler ou dormir também. :-)
Acho que a fotógrafa oficial merece pelo menos uma fotinha aqui no blog, né? :-) Olha aí minha barriga de 5meses. Grandinha, né?
Bom, acho que é isso. Aproveitamos muito as piscinas, principalmente o waterpark e foi ótimo não ter que usar casaco. Quer dizer, de dia e longe do ar condicionado, é claro. :-) Não sei se lá é sempre assim, mas nos dias que passamos em Cancun estava sempre ventando. O tempo tooooodo. De dia, quando estava 28graus e sol, tudo bem, o vento até era gostosinho. Mas à noite ficava meio frio. Ainda assim, foi ótimo fugir do friozão do Canadá. Que gostoso usar vestido!!
Também consegui descansar um pouquinho. O Alessandro cuidou do Nathan quase o tempo todo. Até porque ele estava bem "papaizeiro". Era "Pai, cá", "Pai, go!" e "Pai, mão" o dia todo, hehehe. Era o Alessandro deitar na espreguiçadeira, que o Nathan já vinha chamar. A não ser uma hora ou outra que ele estava entretido colocando o peixe pra escorregar, ou regando as plantas.
E talvez pela 1a. vez, a melhor parte da viagem NÃO foi a hora de voltar pra casa, hehehe. Foi muito pouco tempo, quero ir de novo!!!
Desde o ano passado que o Alessandro tinha alguns dias de folga pra tirar no trabalho. Ficou combinado que iríamos em fevereiro. Era uma época boa no trabalho e pra mim também, já que estaria de 5meses. Um pouco depois disso eu provavelmente já não teria coragem de viajar. Mesmo o inverno não tendo sido tão rigoroso este ano, lógico que logo pensei em praia e calor. Em princípio íamos pra República Dominicana, mas também olhei Jamaica, Ilhas Cayman e, lógico, Cancun, que acabou sendo o escolhido.
Tendo um toddler de 2 anos e um bebê na barriga, decidi que íamos mais pra descansar, aproveitar praia, piscina e não ficar passeando e fazendo turismo. O Alessandro, que é um pato e odeia andar, claro que logo aderiu à ideia. :-) Pesquisei, escolhei um resort que parecia legal, mas estava enrolando pra efetuar a compra. Aí, um belo dia, o pacote estava $800 mais barato. Oba, comprei na hora! :-)
Escolhi o Sea Adventure Resort, entre outros motivos, porque ele tem um Waterpark que parecia bem legal pra criancinhas. Realmente foi uma ótima escolha. Fomos lá todos os dias e o Nathan adorou. O resort é do tipo all-inclusive. Ou seja, o preço já incluía café da manhã, almoço, jantar e lanches a toda hora do dia ou da noite (inclusive madrugada). Com isso, nós realmente não saímos do resort, hehehe. Não trouxe nenhum souvenir e a única coisa que compramos foi sorvete na lojinha do hotel. :-)
Ah, também tinha shows no resort. No sábado teve um musical do Rei Leão, no domingo show do Piratas do Caribe e na segunda Peter Pan. Assistimos os dois primeiros e o Nathan adorou!! Ficava prestando atenção, batendo palmas, apontando... uma gracinha. :-) Mais um ponto pro resort! Os shows também estavam inclusos no preço, como todo o resto.
Bom, sem mais delongas, vamos às fotos.
Nathan pronto pra tomar café da manhã. Enquanto espera, assiste Cartoon Network. Acho que ele gostou da novidade, eu nunca coloco nesse canal pra ele assistir aqui. O quarto era bem confortável. Duas camas de casal e uma salinha onde tinha sofá, mesa, cadeiras e uma mini cozinha (frigobar, micro-ondas e cafeteira).
Essas duas fotos foram tiradas da sacada do nosso quarto. Nada mal acordar e dar de cara com uma vista dessas. :-) Mas na verdade a praia era mais mais bonita do que outra coisa. Tinha muitas, muuuuuuitas algas. Era irritante demais. Eu só tentei entrar na água uma vez, mas nem passei do joelho. Decidi ficar só na piscina, mesmo. O Nathan também não gostou muito da praia propriamente dita. Achou as piscinas bem mais divertidas.
A praia era privativa do resort, então era bem tranquila e nunca passava ninguém querendo vender coisas. Tão diferente ir numa praia assim... Bom pra deitar nas espreguiçadeiras e relaxar, mas até que senti falta de uma água de coco e um milho cozido.
O hotel é bem grandinho e dividido em 2 partes. Tem uma parte em frente à praia (onde ficamos), onde tem quartos, restaurante, lanchonete, essa piscinona aí e mais uma piscina infantil. O legal dessa piscina é que tem vários níveis. Ali onde o Nathan tá é rasinho (uns 20cm), então ele ficava andando pra lá e pra cá. Mas também tem 3 "banheiras de hidromassagem" embutidas. O Alessandro está em uma delas, nessa foto. E mais lá no fundo da foto tem a parte mais funda da piscina.
Bar molhado, que fica na parte mais funda da piscina. Também inclusas no preço estavam as bebidas. Mas os sucos eu achei bem meia boca... Não eram naturais.
Piscina infantil.
Tinha sempre várias atividades no resort. Hidroginástica na piscina, yoga na praia, vôlei na areia e vários joguinhos e competiçõezinhas pra crianças. Nessa foto, guerra de bexigas d'água.
Hora do lanche!
Aqui já estamos na 2a. parte do hotel, onde tem o waterpark, mais apartamentos, mais 2 piscinas, mais um bar, mais 2 restaurantes, salão de shows, quadra de tênis e basquete, campo de futebol e pista de golfe. Nessa foto, o Nathan tá colocando o peixe pra escorregar no peixe.
Compramos um caminhãozinho que vinha com pazinha, rastelo, um molde e um regador. O Nathan praticamente só brincou com o regador. Ia lá, pegava água, aí procurava uma planta ou grama e regava. Repetiu isso muuuuuitas vezes. Engraçado que algumas horas ele ficava um tempão olhando pra terra, pensando, analisando... Não sei exatamente o quê. Talvez procurando a parte mais seca? Ou talvez se perguntando onde tinha ido parar toda a água que ele tinha jogado, hehehe. :-)
Tinha uma fonte constantemente jorrando água naquele balde grande que tem lá em cima. Aí, quando o balde fica cheio...
O Nathan não gostou nada da água espirrando nele. Mas sempre tinha crianças ali embaixo esperando o balde virar. O Alessandro também chegou a levá-lo num dos tobogãs maiores, mas o Nathan também não gostou, porque no final espirrava aquele monte de água na cara dele (e ele odeia água no olho).



Por que é que criança só precisa colocar óculos escuros e já fica super gracinha?
Assistindo o show O Rei Leão.
Em frente ao resort.
Experimentando pirulito pela 1a.vez. Fez até pose pra foto, hehehe. Aí ele está no Kid's club, vendo desenho. Se você quiser, pode deixar seu filho (de 4 a 10anos) aos cuidados do pessoal do clube o dia inteiro. Eles têm várias atividades pras crianças, das 9:00 às 18:00 (ou algo assim). Bom para crianças que querem ser independentes e pais que querem sossego, hehehe. Todos os dias tem uma programação de atividades diferente, mas o dia sempre acaba com um desenhinho. Nesse dia tava passando Peter Pan.
Acho que a fotógrafa oficial merece pelo menos uma fotinha aqui no blog, né? :-) Olha aí minha barriga de 5meses. Grandinha, né?
Bom, acho que é isso. Aproveitamos muito as piscinas, principalmente o waterpark e foi ótimo não ter que usar casaco. Quer dizer, de dia e longe do ar condicionado, é claro. :-) Não sei se lá é sempre assim, mas nos dias que passamos em Cancun estava sempre ventando. O tempo tooooodo. De dia, quando estava 28graus e sol, tudo bem, o vento até era gostosinho. Mas à noite ficava meio frio. Ainda assim, foi ótimo fugir do friozão do Canadá. Que gostoso usar vestido!!
Também consegui descansar um pouquinho. O Alessandro cuidou do Nathan quase o tempo todo. Até porque ele estava bem "papaizeiro". Era "Pai, cá", "Pai, go!" e "Pai, mão" o dia todo, hehehe. Era o Alessandro deitar na espreguiçadeira, que o Nathan já vinha chamar. A não ser uma hora ou outra que ele estava entretido colocando o peixe pra escorregar, ou regando as plantas.
E talvez pela 1a. vez, a melhor parte da viagem NÃO foi a hora de voltar pra casa, hehehe. Foi muito pouco tempo, quero ir de novo!!!
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Dirigindo na neve
Este inverno tem sido bem suave. Totalmente diferente do ano passado. Quando chegamos no Canadá, em janeiro/2011, tinha neve por toda a parte. Neve nas calçadas, neve nos parques, pilhas e pilhas de neve acumuladas em vários cantinhos, calçadas e estacionamentos. Os dias passavam, fazia sol, a temperatura oscilava, às vezes até ficava positiva, mas nunca o suficiente pra derreter as montanhas de neve.
Um ano depois, em janeiro/2012, neve zero. Nadinha. Os gramados lá, verdinhos. Neste inverno até chegou a nevar algumas vezes (tipo 2 vezes por mês). Mas a neve nunca dou muito tempo. Passavam-se uns 2 dias, a temperatura subia, chegando até uns 8graus e a neve derretia. Compramos trenó pra levar o Nathan pra escorregar na neve mas... que neve?
Bom, eu estava achando ótimo as temperaturas não tão horripilantes, que ficavam sempre passeando em torno dos 0graus. Mas até que tava torcendo por uma nevascazinha, pra brincar um pouco na neve. Até que... sexta-feira passada nevou. Nevou durante o dia e imagino que tenha nevado durante toda a noite, porque sábado de manhã, quando saí pra ir no pilates, as ruas estavam mais ou menos assim:
Na verdade um pouco piores. Essa foto eu tirei na volta, quando os carros já tinham esmagado e derretido uma parte da neve. Na ida estava pior. Normalmente a prefeitura limpa a neve das ruas, então essa neve toda me pegou de surpresa. Eu estava com o carro sedan, que obviamente não é a melhor escolha para dirigir na neve.
Dirigir na neve não é divertido!!! Bom, confesso que na verdade eu achei sim divertido, hehehe. Mas provavelmente porque foi a primeira vez, então tava no espírito de aventura. :-) A primeira coisa que a gente repara ao dirigir na neve é que o carro não anda. Você pisa no acelerador e... o carro mal se mexe. Demora muuuuito até pegar uma certa velocidade - sendo que "uma certa velocidade" é uns 40km/h. A segunda coisa é que o carro não vai reto. Ele vai dando uma dançadinhas pra um lado e pro outro. Virei à esquerda numa rua e tentei pegar a pista da esquerda, mas o carro foi escorregando, escorregando e fui parar na pista da direita.
Outro problema é que não dá pra enxergar as marcações no asfalto. Eu não sabia se estava na pista da esquerda, do meio, da direita ou no meio do caminho.Estão vendo que nessa foto dá pra ver uma faixinha branca, né? Pois é, mas essa rua tem 4 pistas. O jeito é ir adivinhando e seguindo os outros carros. Na hora de estacionar também não dá pra ver as delimitações das vagas. Mas aí você para em qualquer lugar, ou segue os outros carros e pronto.
Fico me perguntando se a previsão do tempo errou e pegou o pessoal de surpresa. Porque ano passado, que tinha sempre muito mais neve, me pareceu que as ruas sempre estavam limpas antes do almoço. Essa rua que passei é uma das principais, estranhei estar com tanta neve. Mas à tarde, quando saí de novo, já estava praticamente tudo limpo (só porque agora eu tava com a SUV, tsc tsc tsc). Aí vi numa rua de acesso passando o caminhão que limpa a neve das ruas. Aliás, quando saí do estacionamento à tarde vi que os carros estavam todos tortos nas vagas, hehehe.
Enfim, agora já sei como é dirigir na neve. Embora eu tenha achado divertido (pelo menos na 1a. vez), é mais perigoso, lógico. O pessoal dirige mais devagar, mas ainda assim é mais comum acontecerem batidinhas e raspadinhas. Bom, isso nas ruas das cidades. Nas rodovias, aí sim deve ser perigoso, mesmo.
Um ano depois, em janeiro/2012, neve zero. Nadinha. Os gramados lá, verdinhos. Neste inverno até chegou a nevar algumas vezes (tipo 2 vezes por mês). Mas a neve nunca dou muito tempo. Passavam-se uns 2 dias, a temperatura subia, chegando até uns 8graus e a neve derretia. Compramos trenó pra levar o Nathan pra escorregar na neve mas... que neve?
Bom, eu estava achando ótimo as temperaturas não tão horripilantes, que ficavam sempre passeando em torno dos 0graus. Mas até que tava torcendo por uma nevascazinha, pra brincar um pouco na neve. Até que... sexta-feira passada nevou. Nevou durante o dia e imagino que tenha nevado durante toda a noite, porque sábado de manhã, quando saí pra ir no pilates, as ruas estavam mais ou menos assim:
Na verdade um pouco piores. Essa foto eu tirei na volta, quando os carros já tinham esmagado e derretido uma parte da neve. Na ida estava pior. Normalmente a prefeitura limpa a neve das ruas, então essa neve toda me pegou de surpresa. Eu estava com o carro sedan, que obviamente não é a melhor escolha para dirigir na neve.
Dirigir na neve não é divertido!!! Bom, confesso que na verdade eu achei sim divertido, hehehe. Mas provavelmente porque foi a primeira vez, então tava no espírito de aventura. :-) A primeira coisa que a gente repara ao dirigir na neve é que o carro não anda. Você pisa no acelerador e... o carro mal se mexe. Demora muuuuito até pegar uma certa velocidade - sendo que "uma certa velocidade" é uns 40km/h. A segunda coisa é que o carro não vai reto. Ele vai dando uma dançadinhas pra um lado e pro outro. Virei à esquerda numa rua e tentei pegar a pista da esquerda, mas o carro foi escorregando, escorregando e fui parar na pista da direita.
Outro problema é que não dá pra enxergar as marcações no asfalto. Eu não sabia se estava na pista da esquerda, do meio, da direita ou no meio do caminho.Estão vendo que nessa foto dá pra ver uma faixinha branca, né? Pois é, mas essa rua tem 4 pistas. O jeito é ir adivinhando e seguindo os outros carros. Na hora de estacionar também não dá pra ver as delimitações das vagas. Mas aí você para em qualquer lugar, ou segue os outros carros e pronto.
Fico me perguntando se a previsão do tempo errou e pegou o pessoal de surpresa. Porque ano passado, que tinha sempre muito mais neve, me pareceu que as ruas sempre estavam limpas antes do almoço. Essa rua que passei é uma das principais, estranhei estar com tanta neve. Mas à tarde, quando saí de novo, já estava praticamente tudo limpo (só porque agora eu tava com a SUV, tsc tsc tsc). Aí vi numa rua de acesso passando o caminhão que limpa a neve das ruas. Aliás, quando saí do estacionamento à tarde vi que os carros estavam todos tortos nas vagas, hehehe.
Enfim, agora já sei como é dirigir na neve. Embora eu tenha achado divertido (pelo menos na 1a. vez), é mais perigoso, lógico. O pessoal dirige mais devagar, mas ainda assim é mais comum acontecerem batidinhas e raspadinhas. Bom, isso nas ruas das cidades. Nas rodovias, aí sim deve ser perigoso, mesmo.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Amamentação e desmame
MAMANDO
==========
Antes de engravidar, eu não sabia nada sobre amamentação. Por um tempo, achei que esse negócio de mamar no peito era importante só nos 2 primeiros meses e que, depois, fórmula seria tão bom quanto. Bom, nada como assumir a própria ignorância e ir em busca de mais conhecimento. :-)
Logo concluí que estava fora de cogitação qualquer coisa diferente de leite materno nos primeiros 6meses de vida. E assim foi, o Nathan só mamou no peito por 6 meses. Nada de complemento, nada de chá, nada de água, nada de nada. Lembro de perguntar pra pediatra: "Água nunca? Nunquinha? Nem se fizer 40 graus? Nem se eu for pro deserto?". E ela respondeu que não. Se mama apenas no peito, não precisa de água em circunstância nenhuma.
Também aprendi que, dos 6 aos 12 meses, embora o bebê comece com os sólidos, o leite materno ainda é o principal alimento e a comida apenas um complemento. Então meu objetivo era amamentar no mínimo até 1 ano. E realmente, dos 6 aos 12 meses, o Nathan começou a comer, mas o único leite que tomava era o do peito.
E como eu não gosto de pesquisa superficial, continuei lendo muito e fiquei sabendo de várias vantagens de amamentar após 1ano - a chamada amamentação prolongada. Algumas vantagens emocionais, várias nutricionais (o leite materno continua sendo o melhor polivitamínico que existe) e, principalmente, para a saúde. Não é realmente tão importante quanto no 1o. ano de vida, mas... já que ia tomar algum leite, mesmo, que fosse o meu. Aí tracei minha nova meta: amamentar até os 2 anos.
Felizmente conseguimos atingir nossa meta. Não foi fácil... Os 2 primeiros meses foram de puro sofrimento. Peitos rachados, que sangravam, a ferida grudava no soutien, eu desgrudava, sangrava de novo... Dolorido e nojento. A cada mamada, eu pegava um mordedor que o Nathan ganhou no hospital e mordia forte, enquanto eventualmente lágrimas escorriam. Eu via mulheres que amamentavam enquanto conversavam, riam, caminhavam, etc e me perguntava se alguma dia ia ser assim pra mim também. Não era legal, não era prazeroso, não era sublime. Era só um sacrifício que eu fazia em prol do meu bebê. Um grande sofrimento que acontecia cerca de 10 vezes por dia. Ficava pensando no filme Jogos Mortais e pensando se a dor de cortar um dedo seria maior... O Alessandro me chamava de exagerada. Claro, fácil subestimar a dor alheia. Mas a comparação não era drama, apenas as imagens daquele filme me vinham na cabeça, uai. Nessa época, eu achava que não ia conseguir atingir minha meta de 2 anos. Mas depois que o Nathan fez 2 meses, a dor foi passando, passando e... passou! Ufa!
Quando voltei a trabalhar, depois que ele fez 5meses, também foi trabalhoso. Eu vivia tirando leite. Tirava em casa, tirava no trabalho e, na época que o Alessandro ou minha mãe estavam cuidando dele, ia pra casa amamentar na hora do almoço. Uma correria só! Era vapt vupt. Chegar, amamentar e sair correndo pra não ultrapassar (muito) 1hora de almoço. E sempre que dava, tirava leite pra manter a produção e fazer estoque no freezer. Mas também deu tudo certo. Nunca faltou leite materno pra ele e nunca precisei complementar com outro tipo de leite.
Não dá pra saber até que o ponto o leite materno influencia a saúde. Só sei que a saúde do Nathan, por enquanto, tem sido ótima. Teve febre umas 5 vezes no 1o.ano de vida, 1virose na praia, mas só. Nunca precisou ir no pronto socorro, nunca teve otite e nunca precisou tomar remédio, nem antitérmico.
No 2o. ano de vida, então, melhor ainda! Achei que ao chegar no Canadá ele teria algumas gripes, mas que nada! Em um ano inteiro aqui, só tive 1dia de febre, que também foi embora no dia seguinte, sem remédio nem nada. Só leite da mamãe. E foi só! Mesmo com escolinha, o máximo que teve foi nariz escorrendo de vez em quando.
Tá excelente ou não tá? Compensou a dor dos primeiros meses.
DESMAMANDO
==============
Quando engravidei, o Nathan estava mamando 4 ou 5 vezes por dia. Primeira quando acordava de manhã, segunda vez antes do cochilo da tarde, terceira quando acordava do cochilo, a última antes de dormir à noite e, eventualmente, de madrugada. Mas mesmo nessa época ele já pulava uma mamada ou outra. Às vezes quando estava com a barriga muito cheia, ou quando tava com muito sono, ou quando já acordava todo animado... Enfim, já tava desacelerando.
A ideia de amamentar dois ao mesmo tempo não me agradava nem um pouco!! Além de me parecer cansativo, eu ainda ficar toda confusa com esse negócio de peito cheio, peito vazio, qual o peito da vez.. Xiii, melhor simplificar. Fora que o peito começou a ficar bem sensível por causa da gravidez. Nessa época bati uns papos por aí e fiquei sabendo que é bem comum que o filho mais velho desmame quando a mãe engravida, porque o leite vai diminuindo e muda o sabor. Então resolvi não utilizar nenhuma estratégia e apenas torcer pra que o Nathan desmamasse sozinho. Se não fosse funcionasse... bom, aí eu pensaria em usar alguma técnica desmamante que fosse bem suave.
Não sei se foi a gravidez ou coincidência, mas nos últimos 3 meses ele foi mamando cada vez menos. Primeiro parou de mamar no cochilo da tarde. Aí parou de mamar antes de dormir. De madrugada já era raro, porque ele tava dormindo a noite toda. A última mamada que permanecia firme e forte era a de "café da manhã".
Até que 2 semanas atrás, na 5a.feira, ele não pediu pra mamar! Na 6a.feira também não. Nem no sábado. Já tava achando que ia dar certo, mas aí no domingo, 29/janeiro, ele pediu pra mamar quando acordou de manhã. Não sei se saiu leite ou não. Só sei que doeu bastante quando ele começou a sugar. Mas foi só no começo, depois passou. E ele ficou lá mamando, um tempão. Eu acho que no final não tava saindo mais nada, ele não parecia estar fazendo força nenhuma, a boca mal mexia. Só tava dando uma mamadinha pra se despedir. Depois de muito mamar, colocou a chupeta e adormeceu de novo.
E... essa foi a última vez. Domingo completou 1 semana inteirinha sem mamar. Acho que agora foi, né? Hoje ele apontou pro meu peito no banho e falou "Mamá?". Aí eu falei: "É, aí é o peito da mamãe, onde você mamava. Mas você ficou uma semana sem mamar, agora acabou". Ele ainda falou de novo "mamá?" e só. Talvez estivesse só comentando... Relembrando. Vai saber o que passa na cabecinha dele? Acho que querer muito ele não queria, senão teria insistido. Afinal, ele tem 2 anos. Insistência é sua marca registrada. Talvez quisesse só dar uma enrolada pra não sair do banho...
Bom, acho que já posso considerá-lo desmamado, né? Já tive até minha depressão pós-amamentação. :-) Lembram do meu post onde eu dizia que ser mãe é perder filhos? Então, a sensação é essa: de que perdi mais um. Perdi meu menininho pequenininho que mamava. Dá uma tristeza... Não acho que vou sentir falta do ato em si. É mais a ideia de amor e cuidado. De estar fazendo uma coisa tão importante. Vou sentir saudade dessa época em que eu era tão importante pra ele. Mas estou feliz também. Pelo menos neste quesito: missão cumprida! Mamou por 2anos e 2 meses.
Outra coisa boa é que agora vou ter um descanso de alguns meses, até começar tudo de novo com o bebê2. Aiai, dá até preguiça de pensar que serão mais 2anos. Espero que pelo menos agora meus seios já tenham entendido o espírito da coisa e não doa tanto quanto doeu com o Nathan.
==========
Antes de engravidar, eu não sabia nada sobre amamentação. Por um tempo, achei que esse negócio de mamar no peito era importante só nos 2 primeiros meses e que, depois, fórmula seria tão bom quanto. Bom, nada como assumir a própria ignorância e ir em busca de mais conhecimento. :-)
Logo concluí que estava fora de cogitação qualquer coisa diferente de leite materno nos primeiros 6meses de vida. E assim foi, o Nathan só mamou no peito por 6 meses. Nada de complemento, nada de chá, nada de água, nada de nada. Lembro de perguntar pra pediatra: "Água nunca? Nunquinha? Nem se fizer 40 graus? Nem se eu for pro deserto?". E ela respondeu que não. Se mama apenas no peito, não precisa de água em circunstância nenhuma.
Também aprendi que, dos 6 aos 12 meses, embora o bebê comece com os sólidos, o leite materno ainda é o principal alimento e a comida apenas um complemento. Então meu objetivo era amamentar no mínimo até 1 ano. E realmente, dos 6 aos 12 meses, o Nathan começou a comer, mas o único leite que tomava era o do peito.
E como eu não gosto de pesquisa superficial, continuei lendo muito e fiquei sabendo de várias vantagens de amamentar após 1ano - a chamada amamentação prolongada. Algumas vantagens emocionais, várias nutricionais (o leite materno continua sendo o melhor polivitamínico que existe) e, principalmente, para a saúde. Não é realmente tão importante quanto no 1o. ano de vida, mas... já que ia tomar algum leite, mesmo, que fosse o meu. Aí tracei minha nova meta: amamentar até os 2 anos.
Felizmente conseguimos atingir nossa meta. Não foi fácil... Os 2 primeiros meses foram de puro sofrimento. Peitos rachados, que sangravam, a ferida grudava no soutien, eu desgrudava, sangrava de novo... Dolorido e nojento. A cada mamada, eu pegava um mordedor que o Nathan ganhou no hospital e mordia forte, enquanto eventualmente lágrimas escorriam. Eu via mulheres que amamentavam enquanto conversavam, riam, caminhavam, etc e me perguntava se alguma dia ia ser assim pra mim também. Não era legal, não era prazeroso, não era sublime. Era só um sacrifício que eu fazia em prol do meu bebê. Um grande sofrimento que acontecia cerca de 10 vezes por dia. Ficava pensando no filme Jogos Mortais e pensando se a dor de cortar um dedo seria maior... O Alessandro me chamava de exagerada. Claro, fácil subestimar a dor alheia. Mas a comparação não era drama, apenas as imagens daquele filme me vinham na cabeça, uai. Nessa época, eu achava que não ia conseguir atingir minha meta de 2 anos. Mas depois que o Nathan fez 2 meses, a dor foi passando, passando e... passou! Ufa!
Quando voltei a trabalhar, depois que ele fez 5meses, também foi trabalhoso. Eu vivia tirando leite. Tirava em casa, tirava no trabalho e, na época que o Alessandro ou minha mãe estavam cuidando dele, ia pra casa amamentar na hora do almoço. Uma correria só! Era vapt vupt. Chegar, amamentar e sair correndo pra não ultrapassar (muito) 1hora de almoço. E sempre que dava, tirava leite pra manter a produção e fazer estoque no freezer. Mas também deu tudo certo. Nunca faltou leite materno pra ele e nunca precisei complementar com outro tipo de leite.
Não dá pra saber até que o ponto o leite materno influencia a saúde. Só sei que a saúde do Nathan, por enquanto, tem sido ótima. Teve febre umas 5 vezes no 1o.ano de vida, 1virose na praia, mas só. Nunca precisou ir no pronto socorro, nunca teve otite e nunca precisou tomar remédio, nem antitérmico.
No 2o. ano de vida, então, melhor ainda! Achei que ao chegar no Canadá ele teria algumas gripes, mas que nada! Em um ano inteiro aqui, só tive 1dia de febre, que também foi embora no dia seguinte, sem remédio nem nada. Só leite da mamãe. E foi só! Mesmo com escolinha, o máximo que teve foi nariz escorrendo de vez em quando.
Tá excelente ou não tá? Compensou a dor dos primeiros meses.
DESMAMANDO
==============
Quando engravidei, o Nathan estava mamando 4 ou 5 vezes por dia. Primeira quando acordava de manhã, segunda vez antes do cochilo da tarde, terceira quando acordava do cochilo, a última antes de dormir à noite e, eventualmente, de madrugada. Mas mesmo nessa época ele já pulava uma mamada ou outra. Às vezes quando estava com a barriga muito cheia, ou quando tava com muito sono, ou quando já acordava todo animado... Enfim, já tava desacelerando.
A ideia de amamentar dois ao mesmo tempo não me agradava nem um pouco!! Além de me parecer cansativo, eu ainda ficar toda confusa com esse negócio de peito cheio, peito vazio, qual o peito da vez.. Xiii, melhor simplificar. Fora que o peito começou a ficar bem sensível por causa da gravidez. Nessa época bati uns papos por aí e fiquei sabendo que é bem comum que o filho mais velho desmame quando a mãe engravida, porque o leite vai diminuindo e muda o sabor. Então resolvi não utilizar nenhuma estratégia e apenas torcer pra que o Nathan desmamasse sozinho. Se não fosse funcionasse... bom, aí eu pensaria em usar alguma técnica desmamante que fosse bem suave.
Não sei se foi a gravidez ou coincidência, mas nos últimos 3 meses ele foi mamando cada vez menos. Primeiro parou de mamar no cochilo da tarde. Aí parou de mamar antes de dormir. De madrugada já era raro, porque ele tava dormindo a noite toda. A última mamada que permanecia firme e forte era a de "café da manhã".
Até que 2 semanas atrás, na 5a.feira, ele não pediu pra mamar! Na 6a.feira também não. Nem no sábado. Já tava achando que ia dar certo, mas aí no domingo, 29/janeiro, ele pediu pra mamar quando acordou de manhã. Não sei se saiu leite ou não. Só sei que doeu bastante quando ele começou a sugar. Mas foi só no começo, depois passou. E ele ficou lá mamando, um tempão. Eu acho que no final não tava saindo mais nada, ele não parecia estar fazendo força nenhuma, a boca mal mexia. Só tava dando uma mamadinha pra se despedir. Depois de muito mamar, colocou a chupeta e adormeceu de novo.
E... essa foi a última vez. Domingo completou 1 semana inteirinha sem mamar. Acho que agora foi, né? Hoje ele apontou pro meu peito no banho e falou "Mamá?". Aí eu falei: "É, aí é o peito da mamãe, onde você mamava. Mas você ficou uma semana sem mamar, agora acabou". Ele ainda falou de novo "mamá?" e só. Talvez estivesse só comentando... Relembrando. Vai saber o que passa na cabecinha dele? Acho que querer muito ele não queria, senão teria insistido. Afinal, ele tem 2 anos. Insistência é sua marca registrada. Talvez quisesse só dar uma enrolada pra não sair do banho...
Bom, acho que já posso considerá-lo desmamado, né? Já tive até minha depressão pós-amamentação. :-) Lembram do meu post onde eu dizia que ser mãe é perder filhos? Então, a sensação é essa: de que perdi mais um. Perdi meu menininho pequenininho que mamava. Dá uma tristeza... Não acho que vou sentir falta do ato em si. É mais a ideia de amor e cuidado. De estar fazendo uma coisa tão importante. Vou sentir saudade dessa época em que eu era tão importante pra ele. Mas estou feliz também. Pelo menos neste quesito: missão cumprida! Mamou por 2anos e 2 meses.
Outra coisa boa é que agora vou ter um descanso de alguns meses, até começar tudo de novo com o bebê2. Aiai, dá até preguiça de pensar que serão mais 2anos. Espero que pelo menos agora meus seios já tenham entendido o espírito da coisa e não doa tanto quanto doeu com o Nathan.
sábado, 4 de fevereiro de 2012
O Canadá me dá dinheiro
Lembram que faz um tempo escrevi aqui que o Canadá tem alguns programas de auxílio a famílias com filhos? Pois é, em novembro do ano passado finalmente mandei o formulário com nossas informações, pra nos inscrevermos nos programas. Eu só mando minhas informações e eles verificam a qual dos programas tenho direito. Aí, semana passada, começaram a chegar cartas.
1. A primeira carta dizia que não tínhamos direito ao Ontario Child Benefit, que é pra famílias de baixa renda.
2. Por outro lado, informava que tínhamos direito ao Canada Child Tax Benefit, mas não ao valor total, também por causa da nossa renda. O que me surpreendeu foi ver que, junto com a carta, veio um cheque!! Assim, pelo correio. E caixinha de correio normal, sem precisar assinar nem nada. Doido, não?
3. Dias depois recebi outra carta, falando que tínhamos direito ao Universal Child Care Benefit. Novamente, veio junto um cheque. Tá certo que é um cheque nominal, mas ainda assim é muito estranho!
4. Quando eu achei que já tinha recebido tudo o que tinha direito, recebia uma carta falando que eu tinha direito a um tal de Ontario Sales Tax Transition Benefit. Que não tem nada a ver com o Nathan ou crianças. A cartinha falava brevemente que o governo da província fez algumas mudanças no esquema de impostos e, para me ajudar nessa fase de transição, eu estou recebendo esse auxílio. E assim recebi mais um cheque pelo correio.
Aliás, cheque pelo correio aqui parece ser a coisa mais normal do mundo. Dia desses recebi uma conta da fedex porque comprei algo nos Estados Unidos e precisava pagar o imposto. Eu li a carta umas 10 vezes procurando alguma outra forma de pagamento, fui no site da internet, no site do meu banco, mas nada feito. Tive que mandar um cheque pra eles!
Mas enfim, a gente se acostuma. Aliás, me acostumar a ganhar dinheiro do governo vai ser facílimo, hehehe. Os impostos aqui não são pouca coisa. Por outro lado, eu vejo retorno o tempo todo. As ruas não têm buracos, as escolas são de qualidade, a saúde é pública, tem vários programas para crianças (Early Years Centres), centros comunitários, piscinas públicas e por aí vai. Aí você não se sente explorado ao pagar os impostos.
1. A primeira carta dizia que não tínhamos direito ao Ontario Child Benefit, que é pra famílias de baixa renda.
2. Por outro lado, informava que tínhamos direito ao Canada Child Tax Benefit, mas não ao valor total, também por causa da nossa renda. O que me surpreendeu foi ver que, junto com a carta, veio um cheque!! Assim, pelo correio. E caixinha de correio normal, sem precisar assinar nem nada. Doido, não?
3. Dias depois recebi outra carta, falando que tínhamos direito ao Universal Child Care Benefit. Novamente, veio junto um cheque. Tá certo que é um cheque nominal, mas ainda assim é muito estranho!
4. Quando eu achei que já tinha recebido tudo o que tinha direito, recebia uma carta falando que eu tinha direito a um tal de Ontario Sales Tax Transition Benefit. Que não tem nada a ver com o Nathan ou crianças. A cartinha falava brevemente que o governo da província fez algumas mudanças no esquema de impostos e, para me ajudar nessa fase de transição, eu estou recebendo esse auxílio. E assim recebi mais um cheque pelo correio.
Aliás, cheque pelo correio aqui parece ser a coisa mais normal do mundo. Dia desses recebi uma conta da fedex porque comprei algo nos Estados Unidos e precisava pagar o imposto. Eu li a carta umas 10 vezes procurando alguma outra forma de pagamento, fui no site da internet, no site do meu banco, mas nada feito. Tive que mandar um cheque pra eles!
Mas enfim, a gente se acostuma. Aliás, me acostumar a ganhar dinheiro do governo vai ser facílimo, hehehe. Os impostos aqui não são pouca coisa. Por outro lado, eu vejo retorno o tempo todo. As ruas não têm buracos, as escolas são de qualidade, a saúde é pública, tem vários programas para crianças (Early Years Centres), centros comunitários, piscinas públicas e por aí vai. Aí você não se sente explorado ao pagar os impostos.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Canadá e as crianças
Volta e meia me perguntam se eu gosto daqui. Quando respondo que sim, perguntam por quê. Bom, tem vários motivos. Os principais:
1. Gosto do espírito "certinho" das pessoas, como comentei no post anterior
2. Gosto das opções de coisas pra comprar. Sempre tem 500 opções pra tudo!! E tirando as verduras/legumes no inverno, o preço costuma ser muito bom, comparado com o Brasil.
3. Opções para crianças
O que eu vou falar hoje é sobre o item 3. É meio difícil comparar porque só tive criança no Brasil por 1ano e 2 meses. Bom, se bem que estou no Canadá exatamente há 1ano (ok, 1 ano e alguns dias), então tá parecido.
Primeiro, a impressão que eu tenho é que a população em geral adora crianças. Conversam com ele no parquinho, no shopping, nos restaurantes, no elevador e por aí vai Brincam, puxam papo (ou tentam, hehehe), fazem hi-5 com a mão, oferecem doces... Mas até aí, nada de muito especial. Acho que no Brasil as pessoas também são, em geral, muito simpáticas.
Em segundo lugar, adoro as opções que tem para as crianças brincarem. Mesmo numa cidade que poderia ser considerada pequena-média, como Burlington (170.000 habitantes), tem um moooonte de parques, parquinhos, piscinas públicas... Fora programas como os do Early Years Centres, que eu vivo comentando. Além dos festivais que sempre tem por aí. Aliás, tô enrolando pra ir num festival de inverno... É que ficar ao ar livre no inverno realmente não me anima muito.
Terceiro lugar, opções de aulas/atividades. Já até fiz um post sobre isso, algum tempo atrás. Novamente, mesmo não sendo uma cidade muito grande, as crianças podem fazer aula de tudo! Natação, música, ginástica, esportes, artes marciais, computação... E quando eu falo esportes, também tem opção de tudo que é tipo. Desde os coletivos clássicos (futebol, basquete, hóquei, etc), até mesmo os mais "exóticos", como nado sincronizado, lacrosse, curling, velejar... Tudo aqui em Burlington. A criança deve até ficar meio perdida pra escolher.
Além das estruturas públicas, é interessante ver como os estabelecimentos comerciais também estão preparados para receber crianças. Principalmente os restaurantes. Assim que a gente senta na mesa, a garçonete traz giz de cera e um mini livrinho pra colorir. Normalmente eles já colocam o menu infantil em uma das páginas. E todo restaurante tem aqueles copos com tampinha e canudinho, pra diminuir o risco de acidentes com as bebidas. Em alguns deles o copo é brinde e pode ser levado pra casa.
Também achei interessante encontrar brinquedos nos lugares mais inusitados:
1. Dentista
Esses dias fui ao dentista e, como era pra ser coisa rápida, levei o Nathan comigo. E não teve problema nenhum, porque na recepção tinha vários brinquedos, joguinhos e quebra-cabeças. Resultado: o Nathan não deu trabalho absolutamente nenhum e acabou que a consulta foi rápida demais. Ele não queria ir embora. :-)
2. Médico
Na nossa médica de família tem brinquedos tanto na sala de espera quanto no consultório propriamente dito. Por enquanto o Nathan parece gostar muito de ir lá, mesmo já tendo levado picadinhas (de vacina).
3. Parteira
Na parteira a mesma coisa. Brinquedos na sala de espera e nos consultórios. A minha última consulta demorou 1hora, mas o Nathan ficou lá firme e forte, enquanto ela me interrogava.
4. Concessionária
Ano passado teve uma espécie de recall, aí levei meu Santa Fe na Hyundai para trocar uma peça do air bag. Ali eu fiquei realmente surpresa de ver brinquedos! Mas tinha. Você senta pra esperar seu carro ficar pronto, lê uma revista e enquanto isso seu filho tem brinquedinhos e livrinhos à disposição.
5. Banco
Quando fomos na agência do td, pouco depois de chegarmos no Canadá, a gerente também trouxe brinquedos pro Nathan.
6. Lavanderia
Na lavanderia aqui do prédio às vezes tem brinquedos e quebra-cabeças, mas às vezes não. Não entendi muito bem o espírito da coisa, mas acho que eles são "emprestáveis". Ou seja, as crianças levam pra casa, brincam e, um belo dia devolvem (ou não). Digo isso porque perto da piscina tem uma mini biblioteca. Um dia o Nathan pegou um livrinho lá e eu perguntei se ela precisava anotar o número do meu apartamento, quando tinha que devolver, etc. A moça só respondeu: "Ah, devolve quando quiser. Se esquecer, também não tem problema". Aliás, o livrinho tá aqui até hoje. Quero trocar, mas isso certamente implicará em ir à piscina. :-) Então tem que ser num dia que já vamos preparados para nadar.
7. Aeroporto
Até os aeroportos aqui tem brinquedos! Em alguns aeroportos são só brinquedos espalhados na sala de embarque, mas outros têm playgrounds, mesmo. Excelente pra quem tem que ficar algumas horinhas esperando conexão. Lembro que o Nathan chegou a brincar com umas coisinhas quando estávamos no aeroporto em Montreal.
Aqui criança pode até trabalhar. Quer dizer, mais ou menos. Eu sempre vejo no jorrnalzinho de Burlington (que recebemos de graça toda semana) a convocação de crianças para entregarem jornal. Igual a gente vê nos filmes, sabe? A criança vai passando de bicicleta pela rua jogando os jornais nas casas. Muito legal! É sempre bem pouquinho, cada criança entrega só na sua própria rua e imagino que tenha um limite de quadras. E eu sei que tem alguma "recompensa", mas não sei se é realmente um salário, se são sorteios ou outra coisa.
Enfim, aqui a criança sempre tem como ganhar uns troquinhos. Seja entregando jornal, cortando grama no verão ou limpando neve no inverno. E isso me lembrando que vi a propaganda de um curso para babás específico para adolescentes de 12-17 anos. Oferecido por um centro comunitário, então é bem baratinho. É, aqui tem curso pra tudo!!
Enfim, é por essas e outras que aqui me parece um ótimo lugar para criar meus filhos. Então vamos indo. Quer dizer, vamos ficando.
1. Gosto do espírito "certinho" das pessoas, como comentei no post anterior
2. Gosto das opções de coisas pra comprar. Sempre tem 500 opções pra tudo!! E tirando as verduras/legumes no inverno, o preço costuma ser muito bom, comparado com o Brasil.
3. Opções para crianças
O que eu vou falar hoje é sobre o item 3. É meio difícil comparar porque só tive criança no Brasil por 1ano e 2 meses. Bom, se bem que estou no Canadá exatamente há 1ano (ok, 1 ano e alguns dias), então tá parecido.
Primeiro, a impressão que eu tenho é que a população em geral adora crianças. Conversam com ele no parquinho, no shopping, nos restaurantes, no elevador e por aí vai Brincam, puxam papo (ou tentam, hehehe), fazem hi-5 com a mão, oferecem doces... Mas até aí, nada de muito especial. Acho que no Brasil as pessoas também são, em geral, muito simpáticas.
Em segundo lugar, adoro as opções que tem para as crianças brincarem. Mesmo numa cidade que poderia ser considerada pequena-média, como Burlington (170.000 habitantes), tem um moooonte de parques, parquinhos, piscinas públicas... Fora programas como os do Early Years Centres, que eu vivo comentando. Além dos festivais que sempre tem por aí. Aliás, tô enrolando pra ir num festival de inverno... É que ficar ao ar livre no inverno realmente não me anima muito.
Terceiro lugar, opções de aulas/atividades. Já até fiz um post sobre isso, algum tempo atrás. Novamente, mesmo não sendo uma cidade muito grande, as crianças podem fazer aula de tudo! Natação, música, ginástica, esportes, artes marciais, computação... E quando eu falo esportes, também tem opção de tudo que é tipo. Desde os coletivos clássicos (futebol, basquete, hóquei, etc), até mesmo os mais "exóticos", como nado sincronizado, lacrosse, curling, velejar... Tudo aqui em Burlington. A criança deve até ficar meio perdida pra escolher.
Além das estruturas públicas, é interessante ver como os estabelecimentos comerciais também estão preparados para receber crianças. Principalmente os restaurantes. Assim que a gente senta na mesa, a garçonete traz giz de cera e um mini livrinho pra colorir. Normalmente eles já colocam o menu infantil em uma das páginas. E todo restaurante tem aqueles copos com tampinha e canudinho, pra diminuir o risco de acidentes com as bebidas. Em alguns deles o copo é brinde e pode ser levado pra casa.
Também achei interessante encontrar brinquedos nos lugares mais inusitados:
1. Dentista
Esses dias fui ao dentista e, como era pra ser coisa rápida, levei o Nathan comigo. E não teve problema nenhum, porque na recepção tinha vários brinquedos, joguinhos e quebra-cabeças. Resultado: o Nathan não deu trabalho absolutamente nenhum e acabou que a consulta foi rápida demais. Ele não queria ir embora. :-)
2. Médico
Na nossa médica de família tem brinquedos tanto na sala de espera quanto no consultório propriamente dito. Por enquanto o Nathan parece gostar muito de ir lá, mesmo já tendo levado picadinhas (de vacina).
3. Parteira
Na parteira a mesma coisa. Brinquedos na sala de espera e nos consultórios. A minha última consulta demorou 1hora, mas o Nathan ficou lá firme e forte, enquanto ela me interrogava.
4. Concessionária
Ano passado teve uma espécie de recall, aí levei meu Santa Fe na Hyundai para trocar uma peça do air bag. Ali eu fiquei realmente surpresa de ver brinquedos! Mas tinha. Você senta pra esperar seu carro ficar pronto, lê uma revista e enquanto isso seu filho tem brinquedinhos e livrinhos à disposição.
5. Banco
Quando fomos na agência do td, pouco depois de chegarmos no Canadá, a gerente também trouxe brinquedos pro Nathan.
6. Lavanderia
Na lavanderia aqui do prédio às vezes tem brinquedos e quebra-cabeças, mas às vezes não. Não entendi muito bem o espírito da coisa, mas acho que eles são "emprestáveis". Ou seja, as crianças levam pra casa, brincam e, um belo dia devolvem (ou não). Digo isso porque perto da piscina tem uma mini biblioteca. Um dia o Nathan pegou um livrinho lá e eu perguntei se ela precisava anotar o número do meu apartamento, quando tinha que devolver, etc. A moça só respondeu: "Ah, devolve quando quiser. Se esquecer, também não tem problema". Aliás, o livrinho tá aqui até hoje. Quero trocar, mas isso certamente implicará em ir à piscina. :-) Então tem que ser num dia que já vamos preparados para nadar.
7. Aeroporto
Até os aeroportos aqui tem brinquedos! Em alguns aeroportos são só brinquedos espalhados na sala de embarque, mas outros têm playgrounds, mesmo. Excelente pra quem tem que ficar algumas horinhas esperando conexão. Lembro que o Nathan chegou a brincar com umas coisinhas quando estávamos no aeroporto em Montreal.
Aqui criança pode até trabalhar. Quer dizer, mais ou menos. Eu sempre vejo no jorrnalzinho de Burlington (que recebemos de graça toda semana) a convocação de crianças para entregarem jornal. Igual a gente vê nos filmes, sabe? A criança vai passando de bicicleta pela rua jogando os jornais nas casas. Muito legal! É sempre bem pouquinho, cada criança entrega só na sua própria rua e imagino que tenha um limite de quadras. E eu sei que tem alguma "recompensa", mas não sei se é realmente um salário, se são sorteios ou outra coisa.
Enfim, aqui a criança sempre tem como ganhar uns troquinhos. Seja entregando jornal, cortando grama no verão ou limpando neve no inverno. E isso me lembrando que vi a propaganda de um curso para babás específico para adolescentes de 12-17 anos. Oferecido por um centro comunitário, então é bem baratinho. É, aqui tem curso pra tudo!!
Enfim, é por essas e outras que aqui me parece um ótimo lugar para criar meus filhos. Então vamos indo. Quer dizer, vamos ficando.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Canadá, um país certinho
Perfeição não existe em lugar nenhum, isso é fato. Ainda assim, a minha percepção é de que aqui é tudo muito correto e todos muito certinhos. E embora às vezes (poucas) isso incomode um pouco alguém acostumada com o jeitinho brasileiro, eu cheguei à conclusão que acho isso ótimo.
Lotação máxima
=============
Talvez eu já tenha comentado, mas no Early Years a lotação máxima é 50pessoas. E assim que entra a 50a., eles colocam uma plaquinha de Stop! na porta e já era. Não vai entrar, mesmo que tenha passado 5 minutos tirando 3 filhos e tralhas do carro e, por isso, alguém acabou entrando na sua frente. Sem choro nem vela. Já ficamos de fora algumas vezes por conta disso. Em alguns dos centros, eu achei que o lugar era bem grande, que caberiam mais de 50. Mas... regras são regras, não sei como chegaram nesse número e... só sei que é assim.
Sapatos no pé
===========
Na escolinha as crianças tinham que ficar o tempo todo calçadas, até pra dormir. O motivo é que, em caso de evacuação, todos tinham que estar prontos pra sair o mais rápido possível.
Piscina
=======
Aqui no prédio tem uma piscina. Algumas vezes fomos até lá e demos com a cara na porta. Eles fecham a piscina sempre que qualquer marcador não está com os níveis corretos. Seja de cloro, de temperatura ou transparência da água.Às vezes parece bobo, mas é tudo em prol da segurança.
Espirros
========
Aqui desde pequenas as crianças aprendem a espirrar na dobra do cotovelo e não na mão, como eu aprendi. Exagerado, mas faz sentido, já que a mão da gente encosta em tudo, espalhando germes por aí. Esses tempos uma colega brasileira estava no elevador, espirrou e, instintivamente, colocou a mão na frente. Levou a maior bronca da mulher que estava junto no elevador. Quando saíram, a mulher apontou para um daqueles trequinhos (como se traduz dispenser?) de gel bactericida e falou pra minha amiga higienizar a mão antes de encostar em qualquer coisa.
Boas maneiras
===========
No Early Years sempre vejo as outras mães ensinando boas maneiras aos filhos. As frases são sempre: "Você tem que compartilhar", "Peça desculpas", "Espere a sua vez", "Peça licença" e por aí vai. É assim o tempo todo. Ah, lembram da piadinha? "Como é que você identifica um canadense em uma sala cheia de gente? É só sair pisando no pé de cada um deles e ver qual pede desculpas pra você". Não é que um dia esses acabei observando isso na prática? Eu tava no mercado e não lembro como acabei pisando no pé de uma mulher. E sim, ela me pediu desculpas!!! Não sei se foi instinto ou se ela achou que estava no meio do caminho e, por isso, a culpa tinha sido dela.
Vagas especiais
============
As vagas de estacionamento para cadeirantes são respeitadas!!
Mas na verdade comecei a escrever este post depois que li a notícia de que 3 prédios desabaram no Rio de Janeiro. Ainda não se sabem os motivos, mas já encontraram algumas irregularidades em obras. Precisa falar mais? Não é a primeira vez nem segunda que vemos uma notícia desse tipo no Brasil. Teve desabamento até em obras do aeroporto em Guarulhos. E sempre encontram irregularidades, regras não cumpridas. Nessas horas fico feliz em morar em um país tão certinho. Mesmo que isso implique em colocar capacete no meu filho, pra ele andar de triciclo.
Fui procurar no google por "building collapsed in Canada", mas não achei nada. Ou nenhum prédio nunca desabou por aqui, ou eu que não soube procurar direito. Mas vi que uma quadra desabou esses dias na Eslováquia. E achei vááários desabamentos no Brasil.
Continuando a sessão de divagações, fiquei pensando que a causa de muitos males é a mania das pessoas não se conformarem com o que têm. Sempre querem mais. Sempre querem o que não têm. E às vezes tomam à força. Como os ladrõezinhos que roubam tênis de marca. Como as mulheres que roubam roupas caras em lojas. Como as pessoas que compram cds piratas ou só assistem filmes roubados via internet.
Muitas pessoas vão ficar indignadas com o desabamento dos prédios, com a corrupção, com o super faturamento de obras... mas à noite, pra relaxar, vão lá baixar mais um episódio de suas séries favoritas. Como se ética fosse apenas para os outros.
Pior ainda é ver pessoas que não precisam roubar/trapacear e ainda assim o fazem. Pessoas que trabalham, ganham dinheiro suficiente pra assinar tv cabo e comprar seus seriados mas, ainda assim, pegam via internet. E são as mesmas pessoas que ficam indignadas ao ver políticos que já são tão ricos e ganham tão bem, roubando e trapaceando.
Me lembrei de um episódio da minha infância. Eu tinha uns 10 ou 11 anos e, um dia, algum professor ou funcionário esqueceu em algum lugar da escola uma caixa com um monte daquelas canetinhas coloridas que servem pra marcar texto. As crianças da minha turma foram lá em peso pegar as canetinhas e guardavam rapidamente nas mochilas. E eu só olhando sem entender nada, pensando: "Por que esses meus amiguinhos que pareciam tão legais estão roubando as canetinhas?".
Eu era uma criança certinha...Mas virei uma adolescente que também não se contentava com o que tinha e baixei muitas músicas e filmes pela internet. Até que... vi a luz e parei. Voltei a ser certinha. Já teve muita gente que disse que eu era muito politicamente correta. Pra essas pessoas eu respondo: "Obrigada, com muito orgulho. Espero que você também chegue lá". :-) Vejam, nunca disse que sou perfeita. Mas não custa nada a gente tentar levar uma vida com mais ética, certo?
Praticamente ninguém tem tudo o que quer. Que isso seja sua motivação, que te faça trabalhar, que te faça estudar, que te faça querer progredir. Enquanto isso, aceite que não dá pra ter tudo na vida e fique feliz com o que você tem. Não espere chegar ao leito de morte, pra só então perceber que era feliz e não tinha percebido. Vire uma pessoa certinha você também, passe isso para os seus filhos. Nunca é tarde para começar.
Lotação máxima
=============
Talvez eu já tenha comentado, mas no Early Years a lotação máxima é 50pessoas. E assim que entra a 50a., eles colocam uma plaquinha de Stop! na porta e já era. Não vai entrar, mesmo que tenha passado 5 minutos tirando 3 filhos e tralhas do carro e, por isso, alguém acabou entrando na sua frente. Sem choro nem vela. Já ficamos de fora algumas vezes por conta disso. Em alguns dos centros, eu achei que o lugar era bem grande, que caberiam mais de 50. Mas... regras são regras, não sei como chegaram nesse número e... só sei que é assim.
Sapatos no pé
===========
Na escolinha as crianças tinham que ficar o tempo todo calçadas, até pra dormir. O motivo é que, em caso de evacuação, todos tinham que estar prontos pra sair o mais rápido possível.
Piscina
=======
Aqui no prédio tem uma piscina. Algumas vezes fomos até lá e demos com a cara na porta. Eles fecham a piscina sempre que qualquer marcador não está com os níveis corretos. Seja de cloro, de temperatura ou transparência da água.Às vezes parece bobo, mas é tudo em prol da segurança.
Espirros
========
Aqui desde pequenas as crianças aprendem a espirrar na dobra do cotovelo e não na mão, como eu aprendi. Exagerado, mas faz sentido, já que a mão da gente encosta em tudo, espalhando germes por aí. Esses tempos uma colega brasileira estava no elevador, espirrou e, instintivamente, colocou a mão na frente. Levou a maior bronca da mulher que estava junto no elevador. Quando saíram, a mulher apontou para um daqueles trequinhos (como se traduz dispenser?) de gel bactericida e falou pra minha amiga higienizar a mão antes de encostar em qualquer coisa.
Boas maneiras
===========
No Early Years sempre vejo as outras mães ensinando boas maneiras aos filhos. As frases são sempre: "Você tem que compartilhar", "Peça desculpas", "Espere a sua vez", "Peça licença" e por aí vai. É assim o tempo todo. Ah, lembram da piadinha? "Como é que você identifica um canadense em uma sala cheia de gente? É só sair pisando no pé de cada um deles e ver qual pede desculpas pra você". Não é que um dia esses acabei observando isso na prática? Eu tava no mercado e não lembro como acabei pisando no pé de uma mulher. E sim, ela me pediu desculpas!!! Não sei se foi instinto ou se ela achou que estava no meio do caminho e, por isso, a culpa tinha sido dela.
Vagas especiais
============
As vagas de estacionamento para cadeirantes são respeitadas!!
Mas na verdade comecei a escrever este post depois que li a notícia de que 3 prédios desabaram no Rio de Janeiro. Ainda não se sabem os motivos, mas já encontraram algumas irregularidades em obras. Precisa falar mais? Não é a primeira vez nem segunda que vemos uma notícia desse tipo no Brasil. Teve desabamento até em obras do aeroporto em Guarulhos. E sempre encontram irregularidades, regras não cumpridas. Nessas horas fico feliz em morar em um país tão certinho. Mesmo que isso implique em colocar capacete no meu filho, pra ele andar de triciclo.
Fui procurar no google por "building collapsed in Canada", mas não achei nada. Ou nenhum prédio nunca desabou por aqui, ou eu que não soube procurar direito. Mas vi que uma quadra desabou esses dias na Eslováquia. E achei vááários desabamentos no Brasil.
Continuando a sessão de divagações, fiquei pensando que a causa de muitos males é a mania das pessoas não se conformarem com o que têm. Sempre querem mais. Sempre querem o que não têm. E às vezes tomam à força. Como os ladrõezinhos que roubam tênis de marca. Como as mulheres que roubam roupas caras em lojas. Como as pessoas que compram cds piratas ou só assistem filmes roubados via internet.
Muitas pessoas vão ficar indignadas com o desabamento dos prédios, com a corrupção, com o super faturamento de obras... mas à noite, pra relaxar, vão lá baixar mais um episódio de suas séries favoritas. Como se ética fosse apenas para os outros.
Pior ainda é ver pessoas que não precisam roubar/trapacear e ainda assim o fazem. Pessoas que trabalham, ganham dinheiro suficiente pra assinar tv cabo e comprar seus seriados mas, ainda assim, pegam via internet. E são as mesmas pessoas que ficam indignadas ao ver políticos que já são tão ricos e ganham tão bem, roubando e trapaceando.
Me lembrei de um episódio da minha infância. Eu tinha uns 10 ou 11 anos e, um dia, algum professor ou funcionário esqueceu em algum lugar da escola uma caixa com um monte daquelas canetinhas coloridas que servem pra marcar texto. As crianças da minha turma foram lá em peso pegar as canetinhas e guardavam rapidamente nas mochilas. E eu só olhando sem entender nada, pensando: "Por que esses meus amiguinhos que pareciam tão legais estão roubando as canetinhas?".
Eu era uma criança certinha...Mas virei uma adolescente que também não se contentava com o que tinha e baixei muitas músicas e filmes pela internet. Até que... vi a luz e parei. Voltei a ser certinha. Já teve muita gente que disse que eu era muito politicamente correta. Pra essas pessoas eu respondo: "Obrigada, com muito orgulho. Espero que você também chegue lá". :-) Vejam, nunca disse que sou perfeita. Mas não custa nada a gente tentar levar uma vida com mais ética, certo?
Praticamente ninguém tem tudo o que quer. Que isso seja sua motivação, que te faça trabalhar, que te faça estudar, que te faça querer progredir. Enquanto isso, aceite que não dá pra ter tudo na vida e fique feliz com o que você tem. Não espere chegar ao leito de morte, pra só então perceber que era feliz e não tinha percebido. Vire uma pessoa certinha você também, passe isso para os seus filhos. Nunca é tarde para começar.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
O guardião da moral e dos bons costumes
Sabe aqueles dias que você chega em casa cansado, depois de um longo dia de trabalho, aí se joga no sofá ou vai direto pra cozinha, sem nem parar pra falar oi pra sua esposa/marido? Pois é, aqui em casa esse problema não existe.
Todos os dias, quando o Alessandro chega, ao ouvir o barulho da porta o Nathan corre pra lá todo feliz, gritando "Pai! Pai!". Dá um abraço rápido, um beijo e logo em seguida fala pra ele: "Mamãe!". Aí aponta pra onde eu estou e fica esperando que ele venha me dar beijo. E se o Alessandro demora muito, tirando o sapato, a mochila, etc, ele fica insistindo: "Minha mãe. Minha mamãe" ou então tentando empurrá-lo, falando "Go, go!". Só sossega depois que o Alessandro vem falar oi pra mim.
Aiai, tem como não amar muito essa criaturinha? :-)
E aqui vai uma foto dele fazendo uma obra de arte lá no Early Years.
Todos os dias, quando o Alessandro chega, ao ouvir o barulho da porta o Nathan corre pra lá todo feliz, gritando "Pai! Pai!". Dá um abraço rápido, um beijo e logo em seguida fala pra ele: "Mamãe!". Aí aponta pra onde eu estou e fica esperando que ele venha me dar beijo. E se o Alessandro demora muito, tirando o sapato, a mochila, etc, ele fica insistindo: "Minha mãe. Minha mamãe" ou então tentando empurrá-lo, falando "Go, go!". Só sossega depois que o Alessandro vem falar oi pra mim.
Aiai, tem como não amar muito essa criaturinha? :-)
E aqui vai uma foto dele fazendo uma obra de arte lá no Early Years.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Consultas, infecção e outros sintomas
E por falar em consultas, semana passada fiz uns exames de sangue e urina de rotina. Acho que já comentei que aqui os resultados vão direto pro médico (ou parteira), né? Pois é, minha parteira recebeu meus resultados e ligou pra avisar que estou com infecção urinária. Oi? Como assim? Sem sintoma nenhum? Pois é, disse que na gravidez é comum ter infecção sem que a gestante apresente nenhum sintoma. Credo, coisa esquisita... Agora vou ter que tomar antibiótico, bolinhas...
No começo da gravidez, quando tudo me dava enjoo e indigestão, eu estava mesmo achando que tava tomando pouca água (porque até isso me fazia passar mal). Lembro de ter ficado especialmente preocupada, com medo justamente de infecção urinária!! Já faz umas 2 semanas que voltei ao meu ritmo normal de tomadora de água compulsiva, mas vai saber há quanto tempo estou com essa infecção?
Mudando de assunto, estou sentindo o bebê mexer! Começou quando estava com 16 semanas. Eu queria marcar o dia certinho, mas é difícil. Nas primeiras vezes a gente fica achando que é gases, indigestão, hehehe. Fora que ainda sinto bem fraquinho e foram poucas vezes. Mas agora é inconfundível. É ele! Ou ela. :-)
2a.feira passada tive consulta com a parteira. Novamente, nada de muito emocionante. Ela me fez mais um mooooooonte de perguntas sobre meu histórico médico e da minha família. Disse que os meus exames de sangue estavam todos ok. Aquelas coisas típicas: rubéola, clamídia, Hepatite B, HIV, etc. Eu mesma não cheguei nem a ver os resultados. Mas imagino que, se eu quiser, devo poder ter uma cópia, né?
Aí ela disse que recebeu o laudo dos meus dois ultrassons e também tava tudo ok. De posse dos laudos, ficou novamente fazendo mil contas e revendo a data prevista para o parto. Sinceramente, não sei pra que tanto empenho, sabendo que a data prevista é só uma aproximação. Mas talvez seja importante para o planejamento delas, pra não ter gestantes demais e parteiras de menos.
Ah, no banheiro também tem um exame meio self-service, hehehe. Você faz xixi no copinho, aí coloca uma tirinha lá dentro e espera 1minuto. Aí compara com a tabela de cores pra ver se os níveis de proteína e glicose estão normais. A ideia é fazer isso antes de cada consulta, aí qualquer irregularidade discutir com a parteira. No meu caso, tudo normal.
É, acho que a única parte legal da consulta foi aquele aparelhinho pra ouvir o coração do bebê. 150 bpm. Aparentemente, tudo bem. :-)
Comentei que os enjoos passaram? Pois é, demoraram looongas 15 semanas, mas finalmente (agora estou com 17) estou me sentindo bem. O cansaço e o sono extremos também passaram.
E para os curiosos e ansiosos, aviso que na 6a.feira da semana que vem faço o ultrassom morfológico no qual, se tudo correr bem, descobrirei o sexo do bebê. Espero que sim, quero fazer compraaaaaaaaaaaass. :-D
No começo da gravidez, quando tudo me dava enjoo e indigestão, eu estava mesmo achando que tava tomando pouca água (porque até isso me fazia passar mal). Lembro de ter ficado especialmente preocupada, com medo justamente de infecção urinária!! Já faz umas 2 semanas que voltei ao meu ritmo normal de tomadora de água compulsiva, mas vai saber há quanto tempo estou com essa infecção?
Mudando de assunto, estou sentindo o bebê mexer! Começou quando estava com 16 semanas. Eu queria marcar o dia certinho, mas é difícil. Nas primeiras vezes a gente fica achando que é gases, indigestão, hehehe. Fora que ainda sinto bem fraquinho e foram poucas vezes. Mas agora é inconfundível. É ele! Ou ela. :-)
2a.feira passada tive consulta com a parteira. Novamente, nada de muito emocionante. Ela me fez mais um mooooooonte de perguntas sobre meu histórico médico e da minha família. Disse que os meus exames de sangue estavam todos ok. Aquelas coisas típicas: rubéola, clamídia, Hepatite B, HIV, etc. Eu mesma não cheguei nem a ver os resultados. Mas imagino que, se eu quiser, devo poder ter uma cópia, né?
Aí ela disse que recebeu o laudo dos meus dois ultrassons e também tava tudo ok. De posse dos laudos, ficou novamente fazendo mil contas e revendo a data prevista para o parto. Sinceramente, não sei pra que tanto empenho, sabendo que a data prevista é só uma aproximação. Mas talvez seja importante para o planejamento delas, pra não ter gestantes demais e parteiras de menos.
Ah, no banheiro também tem um exame meio self-service, hehehe. Você faz xixi no copinho, aí coloca uma tirinha lá dentro e espera 1minuto. Aí compara com a tabela de cores pra ver se os níveis de proteína e glicose estão normais. A ideia é fazer isso antes de cada consulta, aí qualquer irregularidade discutir com a parteira. No meu caso, tudo normal.
É, acho que a única parte legal da consulta foi aquele aparelhinho pra ouvir o coração do bebê. 150 bpm. Aparentemente, tudo bem. :-)
Comentei que os enjoos passaram? Pois é, demoraram looongas 15 semanas, mas finalmente (agora estou com 17) estou me sentindo bem. O cansaço e o sono extremos também passaram.
E para os curiosos e ansiosos, aviso que na 6a.feira da semana que vem faço o ultrassom morfológico no qual, se tudo correr bem, descobrirei o sexo do bebê. Espero que sim, quero fazer compraaaaaaaaaaaass. :-D
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Pele sensível
Desde que o Nathan tinha mais ou menos uns 12 meses que percebi umas manchinhas brancas no rosto dele, principalmente na bochecha direita. Não era nada assim muito evidente e praticamente só eu percebia.
Mas quando chegou o verão aqui no Canadá e ele ficou bronzeado, ficou bem mais evidente. Nessa época não pareciam manchas. Olhando, dava a impressão de protetor solar mal aplicado, sabe? Uma parte mais marrom, outra mais clarinha e assim vai. Claro, eu sabia que não era apenas bronzeado mal feito porque ele tinha a pele meio "colorida" faz tempo.
De qualquer forma, comentei com a médica de família, que na primeira vez também olhou, olhou e não enxergou nada. Acho que nessa época ele já tinha desbotado um pouco. E realmente, não era nada assim muito evidente. Mas comentei mostrando nas consultas seguintes e ela acabou encaminhando para um dermatologista.
Bom, aqui a saúde é pública e, portanto, consultas com especialista sem caráter de urgência podem demorar, então a consulta foi só ontem. O médico também ficou olhando, olhando, com aquela cara de "ué", hehehe, até que eu mostrei pra ele uma foto do Nathan tirada no verão. Ele olhou e falou: "Ah, agora sim. Isso é a melhor coisa que você poderia ter me mostrado hoje". Há! :-)
Ele também passou a mão no rosto, olhou a perninha, passou a mão na barriga e o diagnóstico foi o mais simples possível: pele sensível. Oi? Só isso? É, só isso! Ele disse que o Nathan tem a pele sensível e, por causa disso, pode ter um pouco de dermatite em contato com alguns perfumes, químicas, roupa lavada com um sabão mais forte, etc. E a descoloração no rosto ele chamou de uma "hipopigmentação pós-inflamatória".
Pra cuidar é simples: evitar os tais perfumes, químicas, etc. Hidratar bastante, principalmente no inverno, porque ele disse que a pele do rosto e da barriga dele estão meio secas. E também evitar banhos quentes e demorados. Tranquilo.
O médico também olhou minhas mãos e falou: "É, estão meio secas, tem que hidratar mais". E estão mesmo, mas eu tenho tanta preguiça de ficar gastando tempo passando hidratante, quando há sempre tanta coisa a se fazer!!
Aliás, isso me lembra que, por volta da época que ele entrou na escolinha, começou a ficar com a pele da barriga e coxas meio aspéra, com bolinhas vermelhinhas. Mas o problema melhorava e piorava sozinho. Um pouco antes de ele sair da escolinha, começamos a passar hidratante, porque achei que a pele tava meio seca. Poucos dias depois a pele já tava boa. Aí fiquei em dúvida se foi a saída da escolinha ou o hidratante. Provavelmente o hidratante, mesmo. A única coisa diferente na escolinha eram os lenços umedecidos, mas o bumbum dele sempre esteve lisinho e bonitinho.
Aí fiquei pensando, pensando e fazendo a retrospectiva. Como uma pele sensível, como é que o Nathan não teve nadinha quando ainda era bebê e, consequentemente, a pele era mais sensível ainda? Ah, elementar, meus caros leitores. Eu era muuuuuuito cuidadosa. Banho só com sabonete de glicerina. Lembro que eu achava o cheiro super sem graça, mas a pediatra recomendou, então tá recomendado! Muitos banhos eram só com água mesmo e lavar o cabelo só de vez em quando. A roupa dele era lavada separadamente, com sabão especial e sem amaciante. Bumbum limpo só com algodão e água, sem lenços umedecidos. A temperatura da água do banho devidamente medida com termômetro.
E realmente, foi por volta de 1ano que eu relaxei um pouco, comecei a lavar a roupa dele junto com a nossa e tal. E nem acho que os cuidados precisam voltar. Acho que se hidratar a pele dele com mais frequência, já deve resolver. Bom, pelo menos o mistério está resolvido, e já sei o que é. :-) O médico falou que até podem voltar a ter diferença na pigmentação, mas nada que seja permanente e com o tempo tudo se ajeita. Ok, então. Nem acho que a pele dele é tããããão sensível assim. Talvez só um pouco seca. Mas continua macia, fofinha, gostosinha, lindinha!!! Dá até vontade de ir lá acordá-lo pra beijar. :-)
Mas quando chegou o verão aqui no Canadá e ele ficou bronzeado, ficou bem mais evidente. Nessa época não pareciam manchas. Olhando, dava a impressão de protetor solar mal aplicado, sabe? Uma parte mais marrom, outra mais clarinha e assim vai. Claro, eu sabia que não era apenas bronzeado mal feito porque ele tinha a pele meio "colorida" faz tempo.
De qualquer forma, comentei com a médica de família, que na primeira vez também olhou, olhou e não enxergou nada. Acho que nessa época ele já tinha desbotado um pouco. E realmente, não era nada assim muito evidente. Mas comentei mostrando nas consultas seguintes e ela acabou encaminhando para um dermatologista.
Bom, aqui a saúde é pública e, portanto, consultas com especialista sem caráter de urgência podem demorar, então a consulta foi só ontem. O médico também ficou olhando, olhando, com aquela cara de "ué", hehehe, até que eu mostrei pra ele uma foto do Nathan tirada no verão. Ele olhou e falou: "Ah, agora sim. Isso é a melhor coisa que você poderia ter me mostrado hoje". Há! :-)
Ele também passou a mão no rosto, olhou a perninha, passou a mão na barriga e o diagnóstico foi o mais simples possível: pele sensível. Oi? Só isso? É, só isso! Ele disse que o Nathan tem a pele sensível e, por causa disso, pode ter um pouco de dermatite em contato com alguns perfumes, químicas, roupa lavada com um sabão mais forte, etc. E a descoloração no rosto ele chamou de uma "hipopigmentação pós-inflamatória".
Pra cuidar é simples: evitar os tais perfumes, químicas, etc. Hidratar bastante, principalmente no inverno, porque ele disse que a pele do rosto e da barriga dele estão meio secas. E também evitar banhos quentes e demorados. Tranquilo.
O médico também olhou minhas mãos e falou: "É, estão meio secas, tem que hidratar mais". E estão mesmo, mas eu tenho tanta preguiça de ficar gastando tempo passando hidratante, quando há sempre tanta coisa a se fazer!!
Aliás, isso me lembra que, por volta da época que ele entrou na escolinha, começou a ficar com a pele da barriga e coxas meio aspéra, com bolinhas vermelhinhas. Mas o problema melhorava e piorava sozinho. Um pouco antes de ele sair da escolinha, começamos a passar hidratante, porque achei que a pele tava meio seca. Poucos dias depois a pele já tava boa. Aí fiquei em dúvida se foi a saída da escolinha ou o hidratante. Provavelmente o hidratante, mesmo. A única coisa diferente na escolinha eram os lenços umedecidos, mas o bumbum dele sempre esteve lisinho e bonitinho.
Aí fiquei pensando, pensando e fazendo a retrospectiva. Como uma pele sensível, como é que o Nathan não teve nadinha quando ainda era bebê e, consequentemente, a pele era mais sensível ainda? Ah, elementar, meus caros leitores. Eu era muuuuuuito cuidadosa. Banho só com sabonete de glicerina. Lembro que eu achava o cheiro super sem graça, mas a pediatra recomendou, então tá recomendado! Muitos banhos eram só com água mesmo e lavar o cabelo só de vez em quando. A roupa dele era lavada separadamente, com sabão especial e sem amaciante. Bumbum limpo só com algodão e água, sem lenços umedecidos. A temperatura da água do banho devidamente medida com termômetro.
E realmente, foi por volta de 1ano que eu relaxei um pouco, comecei a lavar a roupa dele junto com a nossa e tal. E nem acho que os cuidados precisam voltar. Acho que se hidratar a pele dele com mais frequência, já deve resolver. Bom, pelo menos o mistério está resolvido, e já sei o que é. :-) O médico falou que até podem voltar a ter diferença na pigmentação, mas nada que seja permanente e com o tempo tudo se ajeita. Ok, então. Nem acho que a pele dele é tããããão sensível assim. Talvez só um pouco seca. Mas continua macia, fofinha, gostosinha, lindinha!!! Dá até vontade de ir lá acordá-lo pra beijar. :-)
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Ontario Early Years Centre
Acho que já falei várias vezes que eu sempre levo o Nathan pra brincar num tal de Early Years, né? Na verdade, cada vez eu falo uma coisa diferente. Às vezes digo que o levei pra brincar, ou que o levei num programa de brincadeiras, ou num programa pais-crianças. O problema é que realmente não tem um nome bom pra descrever aquele treco. Então resolvi escrever este post pra explicar melhor como o negócio funciona.
Esses Early Years Centres fazem parte de um programa da província de Ontario que tem por objetivo dar suporte para famílias com crianças pequenas (até 6 anos de idade). Esses centros têm vários tipos de reuniões e programas. Tem reuniões para suporte à amamentação, reuniões para combate à depressão pós-parto, reuniões para pais com bebês recém-nascidos, palestras e mini-cursos sobre nutrição, educação infantil, como disciplinar, como tirar das fraldas e por aí vai. Praticamente tudo de graça, embora de vez em quando apareça um curso ou outro que é pago, como por exemplo o de ensinar linguagem de sinais para bebês.
O programa que eu normalmente levo o Nathan é chamado simplesmente de "drop-in", termo difícil de trazer para o português, que significa algo do tipo "Apareça" ou "É só chegar", hehehe. :-) É um programa para crianças de 0 a 6 anos. Aqui em Burlington tem desses drop-ins em várias localizações espalhadas pela cidade. Então eu tenho um calendário na minha geladeira, pra saber em que dia da semana e em que horário tem programa em cada localização.
O que vamos mais frequentemente fica bem pertinho daqui e funciona às 4as. e 6as., das 09:15 ao 12:00. Mas você pode chegar a qualquer hora e ir embora a qualquer hora. Quer dizer, até pode, mas é arriscado. Esses lugares têm lotação máxima de 50 pessoas e eles controlam isso rigidamente, por questões de segurança. Lotou, eles colocam um "Pare!!!" na porta e não deixam mais ninguém entrar. Algumas localizações são mais concorridas que as outras, aí nessas eu já sei que nem adianta chegar depois das 09:30, que já era.
Embora nos programas drop-in sejam mais para as crianças brincarem livremente com os brinquedos, tem uma certa rotina, que é a seguinte:
Das 09:15 às 10:15 é só brincadeira livre.
Às 10:15 é hora de recolher os brinquedos. Todos os pais e crianças ajudam, embora algumas crianças protestem um pouco. :-) Brinquedos recolhidos, todos se sentam para o "circle time". Cada centro tem 2 ou 3... hmmm, como chamá-las? Funcionárias? Professoras? Enfim, vou chamá-las de "tias", à là Brasil. Enfim, as tias então cantam musiquinhas e todos acompanham. São sempre musiquinhas que envolvem muitos gestos, tipo a cabeça-ombro-joelho-pé ou se-você-está-contente-faça-tal-coisa. Em geral para encerrar colocam uma música de algum cd, pras crianças dançarem em pé. Na hora do circle time algumas crianças tentam voltar para os brinquedos. Não é proibido, mas as tias falam pros pais sempre tentarem mantê-las sentadas no círculo, pra ir incentivando a disciplina, participação em grupo, etc.
10:30 - acabada a musiquinha, é hora do lanche. Bom, o lanche cada pai/mãe leva o seu de casa. Só é proibido qualquer coisa que contenha amendoim (muita gente alérgica por aqui). Quando acaba a última música, as crianças já vão correndo pras mesinhas. :-) Quem não quiser lanchar, fica livre pra voltar pros brinquedos
10:45 - quando todas as crianças acabam de comer, as tias limpam as mesinhas e trazem as atividades artísticas, que sempre vão mudando. Podem ser canetinhas, massinhas, adesivos, pintura com tinta, giz de cera, etc. Novamente, é tudo livre. A criança que quiser vai fazer arte nas mesinhas, se não quiser pode ir brincar.
11:45 - mais um cleanup, todos os brinquedos são recolhidos e novamente todos se sentam para o circle time. Cantam musiquinhas e a última é uma de despedida. Ótimo pra ajudar a convencer as crianças que tá na hora de ir embora, hehehe. :-)
12:00 acabou!
E é isso. Legal, não? As crianças socializam, os pais têm chance de conversar com outros pais, os filhos brincam, aprendem e... tudo isso sem escolinha e sem pagar nada. Eu acho ótimo! Deixa eu mostrar algumas fotos.
Tem uma "área" lá que é bem doméstica. :-) Tem fogão, lavadora, secadora, bonecas, berços... Um dia esses estava conversando com outras mães e, quando olhamos, tinha uns 5 meninos brincando lá. Ficamos achando graça que nenhuma das meninas estava interessada nos serviços domésticos, hehehe.
Nesses centros todo mundo (pais e crianças) tem que colocar uma etiqueta com o nome na roupa.
Esse é um escorredor bem pequenininho, mas tem um maior dentro da sala. Mas acho que nunca tirei foto dele. Sempre tento não enquadrar outras crianças nas fotos, pra evitar problemas com possíveis pais paranóicos.

Nathan colocando os patinhos pra nadar.

Ele adora ficar balançando nesse cavalinho.

Nesse tanque de areia eles sempre mudam o conteúdo. A "areia" às vezes é areia colorido, às vezes grãos de arroz ou outro cereal qualquer. E os brinquedos às vezes são pazinhas e baldinhos, às vezes insetos, etc.
Ah, uma coisa bem legal! No verão eles fazem alguns desses programas ao ar livre, em parques. Eles têm uns furgões próprios pra levar todas as coisas. Olha uma foto do furgão aí embaixo:
Acho que não dá pra ver nessa foto, mas ali dentro tem uma máquina automática de fazer bolhas de sabão. É isso o que o Nathan está caçando.
Uma coisa boa dos programas ao ar livre é poder ter tanques com água, sem muita preocupação de fazer bagunça. Mas já vi esses tanquinhos nos programas internos, também. As tias têm muito boa vontade, limpam tudo numa boa.
Nesse dia, na hora do circle time uma da tias levou uma espécie de lona colorida redonda enoooooooorme. As crianças adoraram brincar tanto em cima quanto embaixo da lona. :-) Também teve uma hora que ela jogou um monte de bolinhas em cima e todo mundo ficou chacoalhando a lona, pras bolinhas pularem. Enfim, achei bem criativo.
Nathan brincando com um frisbee.
Sempre tem muitos livros, também. Às vezes, no fim do circle time, a tia conta uma historinha.
E a seguir, fotos de alguns dos trabalhinhos que ele fez. Tem muitos, muuuuuuuuitos. Até parei de trazer pra casa. O que que a gente faz com tanta arte que as crianças produzem?
Esses Early Years Centres fazem parte de um programa da província de Ontario que tem por objetivo dar suporte para famílias com crianças pequenas (até 6 anos de idade). Esses centros têm vários tipos de reuniões e programas. Tem reuniões para suporte à amamentação, reuniões para combate à depressão pós-parto, reuniões para pais com bebês recém-nascidos, palestras e mini-cursos sobre nutrição, educação infantil, como disciplinar, como tirar das fraldas e por aí vai. Praticamente tudo de graça, embora de vez em quando apareça um curso ou outro que é pago, como por exemplo o de ensinar linguagem de sinais para bebês.
O programa que eu normalmente levo o Nathan é chamado simplesmente de "drop-in", termo difícil de trazer para o português, que significa algo do tipo "Apareça" ou "É só chegar", hehehe. :-) É um programa para crianças de 0 a 6 anos. Aqui em Burlington tem desses drop-ins em várias localizações espalhadas pela cidade. Então eu tenho um calendário na minha geladeira, pra saber em que dia da semana e em que horário tem programa em cada localização.
O que vamos mais frequentemente fica bem pertinho daqui e funciona às 4as. e 6as., das 09:15 ao 12:00. Mas você pode chegar a qualquer hora e ir embora a qualquer hora. Quer dizer, até pode, mas é arriscado. Esses lugares têm lotação máxima de 50 pessoas e eles controlam isso rigidamente, por questões de segurança. Lotou, eles colocam um "Pare!!!" na porta e não deixam mais ninguém entrar. Algumas localizações são mais concorridas que as outras, aí nessas eu já sei que nem adianta chegar depois das 09:30, que já era.
Embora nos programas drop-in sejam mais para as crianças brincarem livremente com os brinquedos, tem uma certa rotina, que é a seguinte:
Das 09:15 às 10:15 é só brincadeira livre.
Às 10:15 é hora de recolher os brinquedos. Todos os pais e crianças ajudam, embora algumas crianças protestem um pouco. :-) Brinquedos recolhidos, todos se sentam para o "circle time". Cada centro tem 2 ou 3... hmmm, como chamá-las? Funcionárias? Professoras? Enfim, vou chamá-las de "tias", à là Brasil. Enfim, as tias então cantam musiquinhas e todos acompanham. São sempre musiquinhas que envolvem muitos gestos, tipo a cabeça-ombro-joelho-pé ou se-você-está-contente-faça-tal-coisa. Em geral para encerrar colocam uma música de algum cd, pras crianças dançarem em pé. Na hora do circle time algumas crianças tentam voltar para os brinquedos. Não é proibido, mas as tias falam pros pais sempre tentarem mantê-las sentadas no círculo, pra ir incentivando a disciplina, participação em grupo, etc.
10:30 - acabada a musiquinha, é hora do lanche. Bom, o lanche cada pai/mãe leva o seu de casa. Só é proibido qualquer coisa que contenha amendoim (muita gente alérgica por aqui). Quando acaba a última música, as crianças já vão correndo pras mesinhas. :-) Quem não quiser lanchar, fica livre pra voltar pros brinquedos
10:45 - quando todas as crianças acabam de comer, as tias limpam as mesinhas e trazem as atividades artísticas, que sempre vão mudando. Podem ser canetinhas, massinhas, adesivos, pintura com tinta, giz de cera, etc. Novamente, é tudo livre. A criança que quiser vai fazer arte nas mesinhas, se não quiser pode ir brincar.
11:45 - mais um cleanup, todos os brinquedos são recolhidos e novamente todos se sentam para o circle time. Cantam musiquinhas e a última é uma de despedida. Ótimo pra ajudar a convencer as crianças que tá na hora de ir embora, hehehe. :-)
12:00 acabou!
E é isso. Legal, não? As crianças socializam, os pais têm chance de conversar com outros pais, os filhos brincam, aprendem e... tudo isso sem escolinha e sem pagar nada. Eu acho ótimo! Deixa eu mostrar algumas fotos.
Tem uma "área" lá que é bem doméstica. :-) Tem fogão, lavadora, secadora, bonecas, berços... Um dia esses estava conversando com outras mães e, quando olhamos, tinha uns 5 meninos brincando lá. Ficamos achando graça que nenhuma das meninas estava interessada nos serviços domésticos, hehehe.
Nesses centros todo mundo (pais e crianças) tem que colocar uma etiqueta com o nome na roupa.
Esse é um escorredor bem pequenininho, mas tem um maior dentro da sala. Mas acho que nunca tirei foto dele. Sempre tento não enquadrar outras crianças nas fotos, pra evitar problemas com possíveis pais paranóicos.
Nathan colocando os patinhos pra nadar.
Ele adora ficar balançando nesse cavalinho.
Nesse tanque de areia eles sempre mudam o conteúdo. A "areia" às vezes é areia colorido, às vezes grãos de arroz ou outro cereal qualquer. E os brinquedos às vezes são pazinhas e baldinhos, às vezes insetos, etc.
Ah, uma coisa bem legal! No verão eles fazem alguns desses programas ao ar livre, em parques. Eles têm uns furgões próprios pra levar todas as coisas. Olha uma foto do furgão aí embaixo:
Acho que não dá pra ver nessa foto, mas ali dentro tem uma máquina automática de fazer bolhas de sabão. É isso o que o Nathan está caçando.
Uma coisa boa dos programas ao ar livre é poder ter tanques com água, sem muita preocupação de fazer bagunça. Mas já vi esses tanquinhos nos programas internos, também. As tias têm muito boa vontade, limpam tudo numa boa.
Nesse dia, na hora do circle time uma da tias levou uma espécie de lona colorida redonda enoooooooorme. As crianças adoraram brincar tanto em cima quanto embaixo da lona. :-) Também teve uma hora que ela jogou um monte de bolinhas em cima e todo mundo ficou chacoalhando a lona, pras bolinhas pularem. Enfim, achei bem criativo.
Nathan brincando com um frisbee.
Sempre tem muitos livros, também. Às vezes, no fim do circle time, a tia conta uma historinha.
E a seguir, fotos de alguns dos trabalhinhos que ele fez. Tem muitos, muuuuuuuuitos. Até parei de trazer pra casa. O que que a gente faz com tanta arte que as crianças produzem?
Nathan na cabana
No aniversário o Nathan ganhou uma cabaninha, mas só em meados de dezembro é que resolvi montá-la. O Nathan se divertiu mais com a montagem do que com a cabana propriamente dita, hehehe. Olhem só a alegria dele brincando.
Eu até desencanei de montar. Quer dizer, por um tempo, até que ele começou a querer arrastar a cabana semi-montada para a sala. O problema é que ele estava tentando fazê-la passar entre o sofá e a estante, onde não tinha espaço. Aí forçou tanto que chegou a entortar um daqueles caninhos da armação. Aí acabou a brincadeira (e começou o choro) e só fui acabar de montar depois, quando ele estava distraído vendo desenho.
Ela é feita para ser acoplada numa cama de solteiro. Bom, a cama dele é queen size, então não dava. Então coloquei nesse colchão que fica no escritório (futuro quarto do bebê2). Ficou bem legalzinha.
O Nathan também gostou do resultado final. Ficou levando brinquedos lá pra dentro, me chamou pra entrar e não me deixava mais sair. Essa foto embaixo é ele protestando que eu saí da cabana, hehehe.
Eu até desencanei de montar. Quer dizer, por um tempo, até que ele começou a querer arrastar a cabana semi-montada para a sala. O problema é que ele estava tentando fazê-la passar entre o sofá e a estante, onde não tinha espaço. Aí forçou tanto que chegou a entortar um daqueles caninhos da armação. Aí acabou a brincadeira (e começou o choro) e só fui acabar de montar depois, quando ele estava distraído vendo desenho.
Ela é feita para ser acoplada numa cama de solteiro. Bom, a cama dele é queen size, então não dava. Então coloquei nesse colchão que fica no escritório (futuro quarto do bebê2). Ficou bem legalzinha.
O Nathan também gostou do resultado final. Ficou levando brinquedos lá pra dentro, me chamou pra entrar e não me deixava mais sair. Essa foto embaixo é ele protestando que eu saí da cabana, hehehe.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Escolhendo o café da manhã
Nathan parado na frente da geladeira aberta, escolhendo o café da manhã:
- Quer leite, Nathan?
- Nããão.
- Quer suco?
- Nããão.
- Quer iogurte?
- Nããão.
- Quer pão?
- Nããão.
Ele vai explorando, até que abre uma panela e vê que tem brócolis dentro. O que ele escolhe para o café da manhã, então? Brócolis, é claro! Só cozido, sem tempero, sem sal, sem nada. Que delícia!!
- Quer leite, Nathan?
- Nããão.
- Quer suco?
- Nããão.
- Quer iogurte?
- Nããão.
- Quer pão?
- Nããão.
Ele vai explorando, até que abre uma panela e vê que tem brócolis dentro. O que ele escolhe para o café da manhã, então? Brócolis, é claro! Só cozido, sem tempero, sem sal, sem nada. Que delícia!!
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
A escolinha do Nathan
6a.feira seria o último dia do Nathan na escolinha. Digo "seria" porque não o levei. Semana passada recebi um email dizendo que teve um caso de catapora na escola. Não na turma dele e sim na classe dos 4-5anos. Como eles nunca se encontram, não compartilham o playground nem nada, o levei pra escolinha assim mesmo na semana passada, até porque eu tinha consulta no dentista. Aí teve fim de semana, Natal, feriado e, na 4a.feira desta semana, recebi outro email dizendo que teve um caso de catapora entre os toddlers (justamente a faixa etária do Nathan). Portanto, como eu não quero que ele fique doente, ficou em casa.
Achei muito legal a postura da escolinha. No email não só eles avisam o que aconteceu, como também instruem os pais sobre quais sintomas eles devem prestar atenção e recomendam não enviar a criança pra escola se eles estiverem presentes. É bom que com isso evitam-se surtos e contágios. Quer dizer, evita-se o máximo que dá pra evitar, né? Algumas doenças ficam incubadas por várias dias e, quando a criança finalmente apresenta os sintomas, já teve tempo de contaminar várias outras. A catapora também tem esse tempo de incubação, então pode até ser que ele ainda apresente sintomas. É pouco provável, já que eu tive catapora e o Nathan ainda mama, mesmo que muito pouquinho. Bom, nada que se possa fazer, agora. Mas também não estou preocupada.
Enfim, queria registrar como é a escolinha dele, antes que eu me esqueça. Algumas coisas eu já comentei quando estava contando da adaptação. Bom, aqui vai mais um pouco.
Uma das coisas que mais gostei na escolinha foi o espaço físico. A escola é bem grande. A própria salinha dele já é bem espaçosa e iluminada, com janelas enormes. E toda sala tem frigobar, onde sempre tem água fresca e leite. E anexo a cada classe tem um banheiro também bem grande, cheio de piazinhas e privadinhas, para aqueles que estiverem começando a sair das fraldas. Não tem chuveiro ou banheira. Aqui não existe essa história de tomar banho na escolinha. Tão diferente do Brasil!
Lembro que quando o Nathan foi pra escolinha em Jaguariúna, com 6 meses, eu nem queria que dessem banho. Afinal, eu gostava de dar banho pessoalmente nele todos os dias, antes de dormir. E um banho por dia já é o suficiente, certo? :-) Aí após alguns dias a tia falou pra mim: "Ahhhh, deixa a gente dar pelo menos um banho, vai? A gente gosta tanto!". Hehehe. Aí deixei. Fazia parte da rotina da escolinha e é importante que todas as crianças sigam a mesma rotina. E no verão os bebês tomavam 2 banhos por dia, um de manhã e outro à tarde. Com isso, o Nathan acabava tomando 3 banhos por dia. Isso que é bebê limpinho, hehehe. E como eu só usava um sabonete o mais natural possível (e muitas vezes nem sabonete usava), ele nunca ficou com a pele ressecada, irritada nem nada parecido.
Bom, mas voltando à escolinha canadense. Na hora de brincar lá fora, também não é apenas UM pátio. São 3 ou 4 playgrounds. Um para os bebês até 18meses, outro para os toddlers de 18-30meses. Aí acho que tem outro para os prescholers (2,5 a 4anos) e o último pras crianças maiores. A lei determina que as crianças têm que brincar lá fora por 1hora de manhã e mais 1hora à tarde, então é importante que o lugar seja legal. E se estiver chovendo ou muito frio (o que aqui significa temperaturas abaixo de -15 graus), tem um ginásio interno que eu também achei bem grande.
Fora a sala oficial de cada classe, a escola também tem 5 salas especiais:
1. Sala de música - onde eles ouvem música, brincam com instrumentos musicais, etc.
2. Sala de drama - onde eles brincam de imitar situações do dia-a-dia. Seja brincando de cozinhar (ou cozinhando de verdade, no caso dos mais velhos), de fazer compras, fazendo teatrinhos, sei lá.
3. Sala dos computadores - para videozinhos, joguinhos, etc
4. Sala de arte - para fazer artes mais elaboradas.
5. Sala de leitura
Achei interessante a ideia das 5 salinhas. Quebra a monotonia de ficar sempre na mesma sala, além de estimular mais a criatividade. Bom, pelo menos pareceu que sim... E gostei da sala de música, já que o estudo de música na infância favorece o aprendizado global.
Outra coisa que me fez escolher essa escolinha foi que eles ofereciam atividades Montessori. Bom, pra quem não conhece, ia demorar uma eternidade pra eu explicar o que são e como funcionam as escolas Montessori. Fora que nem eu sei exatamente como elas funcionam, só sei o que pesquisei na internet. Mas vou fazer uma tentativa de resumir.
Em uma escola Montessori (e aqui falando de escola mesmo, não escolinhas), não tem aquele esquema tradicional de o professor ficar lá na frente falando e cada aluno em sua carteira, ouvindo. Não. Nas Montessori cada aluno faz o seu horário, escolhe qual assunto quer estudar primeiro, por quanto tempo e estuda sozinho. O professor fica passeando pela sala e vai ajudando, orientando conforme seja necessário. Outra coisa é que o aprendizado normalmente não é "ler+exercícios escritos". Nas Montessori usa-se ao máximo o aprendizado por meio de coisas manuais, que se podem visualizar. Tipo, aprender matemática usando blocos que ajudem a visualizar quantidades. Enfim, pra mim o mais legal é que cada aluno faz seu próprio ritmo, assim não ficam entediados (quando aprendem muito mais rápido que os colegas) nem se sentem desanimados (quando precisam estudar mais um certo assunto que os outros). Futuramente, se tivermos dinheiro, talvez eu coloque meus filhos (que coisa, agora é no plural) em uma Montessori. Eu acho que teria adorado estudar em uma escola assim!!
Mas enfim, o Nathan ainda é bem novinho e, portanto, o que a escolinha oferece são apenas algumas atividades feitas com os trecos da linha Montessori. Nessas atividades a criança aprende alguma coisa sozinha e por meio de alguma coisa manual. Nessa idade, acho que aprendem sobre blocos, cores, nem sei direito.
A escolinha também tem sua própria cozinha e seu próprio chef de cozinha. E toda a comida servida é preparada no local. Toda mesmo! Inclusive pães e bolachinhas. Lá não servem nada industrializado. Ou quase nada, vai. Acho que eles devem comprar o cream cheese e a geléia. :-)
Achei o cardápio bem variado e gostei que tem bastante fruta. Ah, uma coisa que achei diferente é que aqui toma-se leite durante o almoço. Achei bem esquisito, mas o Nathan gostou bastante. Ele sempre toma uns 2 ou 3 copinhos de leite junto com a refeição. Principalmente quando não gosta muito do cardápio, hehehe.
As salas dos toddlers têm lotação máxima de 15 crianças e 3 professoras, já que a proporção oficial é 1 professora para 5 crianças. A classe do Nathan não estava lotada, então eram 2 professoras e 10crianças. Fora a "líder" que cuidava das três classes de toddlers. E, como já contei antes, cada professora é responsável sempre pelas mesmas 5 crianças, para favorecer o vínculo. Eu reparei que isso realmente acontece. Nas últimas vezes que o Nathan foi pra escolinha, quando via a Laura, ia correndo pra ela. Ela o pegava no colo, o Nathan me dava tchauzinho e beleza, pode ir embora, mamãe. Por outro lado, quando chegávamos e ela não estava lá, ele ainda dava uma choradinha quando eu ia embora, mesmo no colo de outra professora. Enfim, ainda não sei se realmente essa é uma boa estratégia, porque as moças me falavam que, quando a Laura ia embora antes de eu chegar, ele também chorava. É legal ele ter um vínculo maior com alguém, mas a impressão que tive é que, com isso, ele não formou vínculo nenhum com as outras professoras. Bom, pode ser porque foi pouco tempo, também. Só 2 meses e 2,5 vezes por semana.
Outra coisa que não gostei muito foi do esquema das estagiárias. Como a escolinha fica aberta das 07:00 às 18:00, nenhuma professora fica lá todo esse tempo, então elas vão fazendo um esquema delas e a gente nunca sabe quem está lá que horas. Aí, talvez pra suprir algumas lacunas, todo dia tinha uma ou mais "estagiárias" por lá. Por um lado isso é bem legal, porque aumenta número de moças pra dar atenção pras crianças. O chato é que o revezamento me pareceu muito grande. Eu via uma moça 2 ou 3 vezes e depois nunca mais. E elas estavam lá principalmente no fim da tarde. Então, quando eu ia buscar o Nathan, às vezes eu tinha a impressão que ele estava meio "largado" lá. Bom, tá certo que essa é a hora do "free play", então realmente cada criança tava brincando com o que queria. Mas teve dias que eu cheguei e a única professora tava no banheirinho trocando uma fralda, na sala principal algumas crianças, algumas estagiárias e alguns pais também buscando seus filhos. Nisso eu peguei o Nathan, peguei o relatório diário e... ninguém me falou oi, ninguém me falou tchau. Tive a impressão que ninguém me viu entrar, ninguém me viu sair. Sei lá, não gostei.
Ah, mencionei o relatório diário, né? Esse eu achava bem legal e completo. Eles colocam que quantidade a criança comeu de cada comida, em cada refeição; quanto tempo dormiu; se fez xixi/cocô e também fazem um resuminho das atividades do dia. Tirei foto de um dos relatórios do Nathan:
Fora isso, só faltou falar das professoras. Mas aí fica difícil de opinar. Tinha dias que eu achava a professora do Nathan legal, carinhosa e tal. Ela sempre pedia abraço quando ele chegava e, algum dia, eu vi ela beijando uma das crianças - coisa raríssima por aqui. Abraço tudo bem, mas beijo não. Mas no geral, sempre acho que fica faltando alguma coisa, embora eu não saiba explicar o quê. Só fiquei com aquela sensação de que elas não gostavam de crianças tanto assim. Na escolinha do Brasil eu sentia justamente o contrário, que as tias pareciam que adoravam cada uma das crianças.
Bom, acho que já chega de escrever sobre a escolinha. Deixa eu postar isso aqui logo antes que os hackers voltem a invadir o meu blog. Humpf.
Achei muito legal a postura da escolinha. No email não só eles avisam o que aconteceu, como também instruem os pais sobre quais sintomas eles devem prestar atenção e recomendam não enviar a criança pra escola se eles estiverem presentes. É bom que com isso evitam-se surtos e contágios. Quer dizer, evita-se o máximo que dá pra evitar, né? Algumas doenças ficam incubadas por várias dias e, quando a criança finalmente apresenta os sintomas, já teve tempo de contaminar várias outras. A catapora também tem esse tempo de incubação, então pode até ser que ele ainda apresente sintomas. É pouco provável, já que eu tive catapora e o Nathan ainda mama, mesmo que muito pouquinho. Bom, nada que se possa fazer, agora. Mas também não estou preocupada.
Enfim, queria registrar como é a escolinha dele, antes que eu me esqueça. Algumas coisas eu já comentei quando estava contando da adaptação. Bom, aqui vai mais um pouco.
Uma das coisas que mais gostei na escolinha foi o espaço físico. A escola é bem grande. A própria salinha dele já é bem espaçosa e iluminada, com janelas enormes. E toda sala tem frigobar, onde sempre tem água fresca e leite. E anexo a cada classe tem um banheiro também bem grande, cheio de piazinhas e privadinhas, para aqueles que estiverem começando a sair das fraldas. Não tem chuveiro ou banheira. Aqui não existe essa história de tomar banho na escolinha. Tão diferente do Brasil!
Lembro que quando o Nathan foi pra escolinha em Jaguariúna, com 6 meses, eu nem queria que dessem banho. Afinal, eu gostava de dar banho pessoalmente nele todos os dias, antes de dormir. E um banho por dia já é o suficiente, certo? :-) Aí após alguns dias a tia falou pra mim: "Ahhhh, deixa a gente dar pelo menos um banho, vai? A gente gosta tanto!". Hehehe. Aí deixei. Fazia parte da rotina da escolinha e é importante que todas as crianças sigam a mesma rotina. E no verão os bebês tomavam 2 banhos por dia, um de manhã e outro à tarde. Com isso, o Nathan acabava tomando 3 banhos por dia. Isso que é bebê limpinho, hehehe. E como eu só usava um sabonete o mais natural possível (e muitas vezes nem sabonete usava), ele nunca ficou com a pele ressecada, irritada nem nada parecido.
Bom, mas voltando à escolinha canadense. Na hora de brincar lá fora, também não é apenas UM pátio. São 3 ou 4 playgrounds. Um para os bebês até 18meses, outro para os toddlers de 18-30meses. Aí acho que tem outro para os prescholers (2,5 a 4anos) e o último pras crianças maiores. A lei determina que as crianças têm que brincar lá fora por 1hora de manhã e mais 1hora à tarde, então é importante que o lugar seja legal. E se estiver chovendo ou muito frio (o que aqui significa temperaturas abaixo de -15 graus), tem um ginásio interno que eu também achei bem grande.
Fora a sala oficial de cada classe, a escola também tem 5 salas especiais:
1. Sala de música - onde eles ouvem música, brincam com instrumentos musicais, etc.
2. Sala de drama - onde eles brincam de imitar situações do dia-a-dia. Seja brincando de cozinhar (ou cozinhando de verdade, no caso dos mais velhos), de fazer compras, fazendo teatrinhos, sei lá.
3. Sala dos computadores - para videozinhos, joguinhos, etc
4. Sala de arte - para fazer artes mais elaboradas.
5. Sala de leitura
Achei interessante a ideia das 5 salinhas. Quebra a monotonia de ficar sempre na mesma sala, além de estimular mais a criatividade. Bom, pelo menos pareceu que sim... E gostei da sala de música, já que o estudo de música na infância favorece o aprendizado global.
Outra coisa que me fez escolher essa escolinha foi que eles ofereciam atividades Montessori. Bom, pra quem não conhece, ia demorar uma eternidade pra eu explicar o que são e como funcionam as escolas Montessori. Fora que nem eu sei exatamente como elas funcionam, só sei o que pesquisei na internet. Mas vou fazer uma tentativa de resumir.
Em uma escola Montessori (e aqui falando de escola mesmo, não escolinhas), não tem aquele esquema tradicional de o professor ficar lá na frente falando e cada aluno em sua carteira, ouvindo. Não. Nas Montessori cada aluno faz o seu horário, escolhe qual assunto quer estudar primeiro, por quanto tempo e estuda sozinho. O professor fica passeando pela sala e vai ajudando, orientando conforme seja necessário. Outra coisa é que o aprendizado normalmente não é "ler+exercícios escritos". Nas Montessori usa-se ao máximo o aprendizado por meio de coisas manuais, que se podem visualizar. Tipo, aprender matemática usando blocos que ajudem a visualizar quantidades. Enfim, pra mim o mais legal é que cada aluno faz seu próprio ritmo, assim não ficam entediados (quando aprendem muito mais rápido que os colegas) nem se sentem desanimados (quando precisam estudar mais um certo assunto que os outros). Futuramente, se tivermos dinheiro, talvez eu coloque meus filhos (que coisa, agora é no plural) em uma Montessori. Eu acho que teria adorado estudar em uma escola assim!!
Mas enfim, o Nathan ainda é bem novinho e, portanto, o que a escolinha oferece são apenas algumas atividades feitas com os trecos da linha Montessori. Nessas atividades a criança aprende alguma coisa sozinha e por meio de alguma coisa manual. Nessa idade, acho que aprendem sobre blocos, cores, nem sei direito.
A escolinha também tem sua própria cozinha e seu próprio chef de cozinha. E toda a comida servida é preparada no local. Toda mesmo! Inclusive pães e bolachinhas. Lá não servem nada industrializado. Ou quase nada, vai. Acho que eles devem comprar o cream cheese e a geléia. :-)
Achei o cardápio bem variado e gostei que tem bastante fruta. Ah, uma coisa que achei diferente é que aqui toma-se leite durante o almoço. Achei bem esquisito, mas o Nathan gostou bastante. Ele sempre toma uns 2 ou 3 copinhos de leite junto com a refeição. Principalmente quando não gosta muito do cardápio, hehehe.
As salas dos toddlers têm lotação máxima de 15 crianças e 3 professoras, já que a proporção oficial é 1 professora para 5 crianças. A classe do Nathan não estava lotada, então eram 2 professoras e 10crianças. Fora a "líder" que cuidava das três classes de toddlers. E, como já contei antes, cada professora é responsável sempre pelas mesmas 5 crianças, para favorecer o vínculo. Eu reparei que isso realmente acontece. Nas últimas vezes que o Nathan foi pra escolinha, quando via a Laura, ia correndo pra ela. Ela o pegava no colo, o Nathan me dava tchauzinho e beleza, pode ir embora, mamãe. Por outro lado, quando chegávamos e ela não estava lá, ele ainda dava uma choradinha quando eu ia embora, mesmo no colo de outra professora. Enfim, ainda não sei se realmente essa é uma boa estratégia, porque as moças me falavam que, quando a Laura ia embora antes de eu chegar, ele também chorava. É legal ele ter um vínculo maior com alguém, mas a impressão que tive é que, com isso, ele não formou vínculo nenhum com as outras professoras. Bom, pode ser porque foi pouco tempo, também. Só 2 meses e 2,5 vezes por semana.
Outra coisa que não gostei muito foi do esquema das estagiárias. Como a escolinha fica aberta das 07:00 às 18:00, nenhuma professora fica lá todo esse tempo, então elas vão fazendo um esquema delas e a gente nunca sabe quem está lá que horas. Aí, talvez pra suprir algumas lacunas, todo dia tinha uma ou mais "estagiárias" por lá. Por um lado isso é bem legal, porque aumenta número de moças pra dar atenção pras crianças. O chato é que o revezamento me pareceu muito grande. Eu via uma moça 2 ou 3 vezes e depois nunca mais. E elas estavam lá principalmente no fim da tarde. Então, quando eu ia buscar o Nathan, às vezes eu tinha a impressão que ele estava meio "largado" lá. Bom, tá certo que essa é a hora do "free play", então realmente cada criança tava brincando com o que queria. Mas teve dias que eu cheguei e a única professora tava no banheirinho trocando uma fralda, na sala principal algumas crianças, algumas estagiárias e alguns pais também buscando seus filhos. Nisso eu peguei o Nathan, peguei o relatório diário e... ninguém me falou oi, ninguém me falou tchau. Tive a impressão que ninguém me viu entrar, ninguém me viu sair. Sei lá, não gostei.
Ah, mencionei o relatório diário, né? Esse eu achava bem legal e completo. Eles colocam que quantidade a criança comeu de cada comida, em cada refeição; quanto tempo dormiu; se fez xixi/cocô e também fazem um resuminho das atividades do dia. Tirei foto de um dos relatórios do Nathan:
Fora isso, só faltou falar das professoras. Mas aí fica difícil de opinar. Tinha dias que eu achava a professora do Nathan legal, carinhosa e tal. Ela sempre pedia abraço quando ele chegava e, algum dia, eu vi ela beijando uma das crianças - coisa raríssima por aqui. Abraço tudo bem, mas beijo não. Mas no geral, sempre acho que fica faltando alguma coisa, embora eu não saiba explicar o quê. Só fiquei com aquela sensação de que elas não gostavam de crianças tanto assim. Na escolinha do Brasil eu sentia justamente o contrário, que as tias pareciam que adoravam cada uma das crianças.
Bom, acho que já chega de escrever sobre a escolinha. Deixa eu postar isso aqui logo antes que os hackers voltem a invadir o meu blog. Humpf.
Assinar:
Postagens (Atom)