Volta e meia me perguntam se eu gosto daqui. Quando respondo que sim, perguntam por quê. Bom, tem vários motivos. Os principais:
1. Gosto do espírito "certinho" das pessoas, como comentei no post anterior
2. Gosto das opções de coisas pra comprar. Sempre tem 500 opções pra tudo!! E tirando as verduras/legumes no inverno, o preço costuma ser muito bom, comparado com o Brasil.
3. Opções para crianças
O que eu vou falar hoje é sobre o item 3. É meio difícil comparar porque só tive criança no Brasil por 1ano e 2 meses. Bom, se bem que estou no Canadá exatamente há 1ano (ok, 1 ano e alguns dias), então tá parecido.
Primeiro, a impressão que eu tenho é que a população em geral adora crianças. Conversam com ele no parquinho, no shopping, nos restaurantes, no elevador e por aí vai Brincam, puxam papo (ou tentam, hehehe), fazem hi-5 com a mão, oferecem doces... Mas até aí, nada de muito especial. Acho que no Brasil as pessoas também são, em geral, muito simpáticas.
Em segundo lugar, adoro as opções que tem para as crianças brincarem. Mesmo numa cidade que poderia ser considerada pequena-média, como Burlington (170.000 habitantes), tem um moooonte de parques, parquinhos, piscinas públicas... Fora programas como os do Early Years Centres, que eu vivo comentando. Além dos festivais que sempre tem por aí. Aliás, tô enrolando pra ir num festival de inverno... É que ficar ao ar livre no inverno realmente não me anima muito.
Terceiro lugar, opções de aulas/atividades. Já até fiz um post sobre isso, algum tempo atrás. Novamente, mesmo não sendo uma cidade muito grande, as crianças podem fazer aula de tudo! Natação, música, ginástica, esportes, artes marciais, computação... E quando eu falo esportes, também tem opção de tudo que é tipo. Desde os coletivos clássicos (futebol, basquete, hóquei, etc), até mesmo os mais "exóticos", como nado sincronizado, lacrosse, curling, velejar... Tudo aqui em Burlington. A criança deve até ficar meio perdida pra escolher.
Além das estruturas públicas, é interessante ver como os estabelecimentos comerciais também estão preparados para receber crianças. Principalmente os restaurantes. Assim que a gente senta na mesa, a garçonete traz giz de cera e um mini livrinho pra colorir. Normalmente eles já colocam o menu infantil em uma das páginas. E todo restaurante tem aqueles copos com tampinha e canudinho, pra diminuir o risco de acidentes com as bebidas. Em alguns deles o copo é brinde e pode ser levado pra casa.
Também achei interessante encontrar brinquedos nos lugares mais inusitados:
1. Dentista
Esses dias fui ao dentista e, como era pra ser coisa rápida, levei o Nathan comigo. E não teve problema nenhum, porque na recepção tinha vários brinquedos, joguinhos e quebra-cabeças. Resultado: o Nathan não deu trabalho absolutamente nenhum e acabou que a consulta foi rápida demais. Ele não queria ir embora. :-)
2. Médico
Na nossa médica de família tem brinquedos tanto na sala de espera quanto no consultório propriamente dito. Por enquanto o Nathan parece gostar muito de ir lá, mesmo já tendo levado picadinhas (de vacina).
3. Parteira
Na parteira a mesma coisa. Brinquedos na sala de espera e nos consultórios. A minha última consulta demorou 1hora, mas o Nathan ficou lá firme e forte, enquanto ela me interrogava.
4. Concessionária
Ano passado teve uma espécie de recall, aí levei meu Santa Fe na Hyundai para trocar uma peça do air bag. Ali eu fiquei realmente surpresa de ver brinquedos! Mas tinha. Você senta pra esperar seu carro ficar pronto, lê uma revista e enquanto isso seu filho tem brinquedinhos e livrinhos à disposição.
5. Banco
Quando fomos na agência do td, pouco depois de chegarmos no Canadá, a gerente também trouxe brinquedos pro Nathan.
6. Lavanderia
Na lavanderia aqui do prédio às vezes tem brinquedos e quebra-cabeças, mas às vezes não. Não entendi muito bem o espírito da coisa, mas acho que eles são "emprestáveis". Ou seja, as crianças levam pra casa, brincam e, um belo dia devolvem (ou não). Digo isso porque perto da piscina tem uma mini biblioteca. Um dia o Nathan pegou um livrinho lá e eu perguntei se ela precisava anotar o número do meu apartamento, quando tinha que devolver, etc. A moça só respondeu: "Ah, devolve quando quiser. Se esquecer, também não tem problema". Aliás, o livrinho tá aqui até hoje. Quero trocar, mas isso certamente implicará em ir à piscina. :-) Então tem que ser num dia que já vamos preparados para nadar.
7. Aeroporto
Até os aeroportos aqui tem brinquedos! Em alguns aeroportos são só brinquedos espalhados na sala de embarque, mas outros têm playgrounds, mesmo. Excelente pra quem tem que ficar algumas horinhas esperando conexão. Lembro que o Nathan chegou a brincar com umas coisinhas quando estávamos no aeroporto em Montreal.
Aqui criança pode até trabalhar. Quer dizer, mais ou menos. Eu sempre vejo no jorrnalzinho de Burlington (que recebemos de graça toda semana) a convocação de crianças para entregarem jornal. Igual a gente vê nos filmes, sabe? A criança vai passando de bicicleta pela rua jogando os jornais nas casas. Muito legal! É sempre bem pouquinho, cada criança entrega só na sua própria rua e imagino que tenha um limite de quadras. E eu sei que tem alguma "recompensa", mas não sei se é realmente um salário, se são sorteios ou outra coisa.
Enfim, aqui a criança sempre tem como ganhar uns troquinhos. Seja entregando jornal, cortando grama no verão ou limpando neve no inverno. E isso me lembrando que vi a propaganda de um curso para babás específico para adolescentes de 12-17 anos. Oferecido por um centro comunitário, então é bem baratinho. É, aqui tem curso pra tudo!!
Enfim, é por essas e outras que aqui me parece um ótimo lugar para criar meus filhos. Então vamos indo. Quer dizer, vamos ficando.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Canadá, um país certinho
Perfeição não existe em lugar nenhum, isso é fato. Ainda assim, a minha percepção é de que aqui é tudo muito correto e todos muito certinhos. E embora às vezes (poucas) isso incomode um pouco alguém acostumada com o jeitinho brasileiro, eu cheguei à conclusão que acho isso ótimo.
Lotação máxima
=============
Talvez eu já tenha comentado, mas no Early Years a lotação máxima é 50pessoas. E assim que entra a 50a., eles colocam uma plaquinha de Stop! na porta e já era. Não vai entrar, mesmo que tenha passado 5 minutos tirando 3 filhos e tralhas do carro e, por isso, alguém acabou entrando na sua frente. Sem choro nem vela. Já ficamos de fora algumas vezes por conta disso. Em alguns dos centros, eu achei que o lugar era bem grande, que caberiam mais de 50. Mas... regras são regras, não sei como chegaram nesse número e... só sei que é assim.
Sapatos no pé
===========
Na escolinha as crianças tinham que ficar o tempo todo calçadas, até pra dormir. O motivo é que, em caso de evacuação, todos tinham que estar prontos pra sair o mais rápido possível.
Piscina
=======
Aqui no prédio tem uma piscina. Algumas vezes fomos até lá e demos com a cara na porta. Eles fecham a piscina sempre que qualquer marcador não está com os níveis corretos. Seja de cloro, de temperatura ou transparência da água.Às vezes parece bobo, mas é tudo em prol da segurança.
Espirros
========
Aqui desde pequenas as crianças aprendem a espirrar na dobra do cotovelo e não na mão, como eu aprendi. Exagerado, mas faz sentido, já que a mão da gente encosta em tudo, espalhando germes por aí. Esses tempos uma colega brasileira estava no elevador, espirrou e, instintivamente, colocou a mão na frente. Levou a maior bronca da mulher que estava junto no elevador. Quando saíram, a mulher apontou para um daqueles trequinhos (como se traduz dispenser?) de gel bactericida e falou pra minha amiga higienizar a mão antes de encostar em qualquer coisa.
Boas maneiras
===========
No Early Years sempre vejo as outras mães ensinando boas maneiras aos filhos. As frases são sempre: "Você tem que compartilhar", "Peça desculpas", "Espere a sua vez", "Peça licença" e por aí vai. É assim o tempo todo. Ah, lembram da piadinha? "Como é que você identifica um canadense em uma sala cheia de gente? É só sair pisando no pé de cada um deles e ver qual pede desculpas pra você". Não é que um dia esses acabei observando isso na prática? Eu tava no mercado e não lembro como acabei pisando no pé de uma mulher. E sim, ela me pediu desculpas!!! Não sei se foi instinto ou se ela achou que estava no meio do caminho e, por isso, a culpa tinha sido dela.
Vagas especiais
============
As vagas de estacionamento para cadeirantes são respeitadas!!
Mas na verdade comecei a escrever este post depois que li a notícia de que 3 prédios desabaram no Rio de Janeiro. Ainda não se sabem os motivos, mas já encontraram algumas irregularidades em obras. Precisa falar mais? Não é a primeira vez nem segunda que vemos uma notícia desse tipo no Brasil. Teve desabamento até em obras do aeroporto em Guarulhos. E sempre encontram irregularidades, regras não cumpridas. Nessas horas fico feliz em morar em um país tão certinho. Mesmo que isso implique em colocar capacete no meu filho, pra ele andar de triciclo.
Fui procurar no google por "building collapsed in Canada", mas não achei nada. Ou nenhum prédio nunca desabou por aqui, ou eu que não soube procurar direito. Mas vi que uma quadra desabou esses dias na Eslováquia. E achei vááários desabamentos no Brasil.
Continuando a sessão de divagações, fiquei pensando que a causa de muitos males é a mania das pessoas não se conformarem com o que têm. Sempre querem mais. Sempre querem o que não têm. E às vezes tomam à força. Como os ladrõezinhos que roubam tênis de marca. Como as mulheres que roubam roupas caras em lojas. Como as pessoas que compram cds piratas ou só assistem filmes roubados via internet.
Muitas pessoas vão ficar indignadas com o desabamento dos prédios, com a corrupção, com o super faturamento de obras... mas à noite, pra relaxar, vão lá baixar mais um episódio de suas séries favoritas. Como se ética fosse apenas para os outros.
Pior ainda é ver pessoas que não precisam roubar/trapacear e ainda assim o fazem. Pessoas que trabalham, ganham dinheiro suficiente pra assinar tv cabo e comprar seus seriados mas, ainda assim, pegam via internet. E são as mesmas pessoas que ficam indignadas ao ver políticos que já são tão ricos e ganham tão bem, roubando e trapaceando.
Me lembrei de um episódio da minha infância. Eu tinha uns 10 ou 11 anos e, um dia, algum professor ou funcionário esqueceu em algum lugar da escola uma caixa com um monte daquelas canetinhas coloridas que servem pra marcar texto. As crianças da minha turma foram lá em peso pegar as canetinhas e guardavam rapidamente nas mochilas. E eu só olhando sem entender nada, pensando: "Por que esses meus amiguinhos que pareciam tão legais estão roubando as canetinhas?".
Eu era uma criança certinha...Mas virei uma adolescente que também não se contentava com o que tinha e baixei muitas músicas e filmes pela internet. Até que... vi a luz e parei. Voltei a ser certinha. Já teve muita gente que disse que eu era muito politicamente correta. Pra essas pessoas eu respondo: "Obrigada, com muito orgulho. Espero que você também chegue lá". :-) Vejam, nunca disse que sou perfeita. Mas não custa nada a gente tentar levar uma vida com mais ética, certo?
Praticamente ninguém tem tudo o que quer. Que isso seja sua motivação, que te faça trabalhar, que te faça estudar, que te faça querer progredir. Enquanto isso, aceite que não dá pra ter tudo na vida e fique feliz com o que você tem. Não espere chegar ao leito de morte, pra só então perceber que era feliz e não tinha percebido. Vire uma pessoa certinha você também, passe isso para os seus filhos. Nunca é tarde para começar.
Lotação máxima
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Talvez eu já tenha comentado, mas no Early Years a lotação máxima é 50pessoas. E assim que entra a 50a., eles colocam uma plaquinha de Stop! na porta e já era. Não vai entrar, mesmo que tenha passado 5 minutos tirando 3 filhos e tralhas do carro e, por isso, alguém acabou entrando na sua frente. Sem choro nem vela. Já ficamos de fora algumas vezes por conta disso. Em alguns dos centros, eu achei que o lugar era bem grande, que caberiam mais de 50. Mas... regras são regras, não sei como chegaram nesse número e... só sei que é assim.
Sapatos no pé
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Na escolinha as crianças tinham que ficar o tempo todo calçadas, até pra dormir. O motivo é que, em caso de evacuação, todos tinham que estar prontos pra sair o mais rápido possível.
Piscina
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Aqui no prédio tem uma piscina. Algumas vezes fomos até lá e demos com a cara na porta. Eles fecham a piscina sempre que qualquer marcador não está com os níveis corretos. Seja de cloro, de temperatura ou transparência da água.Às vezes parece bobo, mas é tudo em prol da segurança.
Espirros
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Aqui desde pequenas as crianças aprendem a espirrar na dobra do cotovelo e não na mão, como eu aprendi. Exagerado, mas faz sentido, já que a mão da gente encosta em tudo, espalhando germes por aí. Esses tempos uma colega brasileira estava no elevador, espirrou e, instintivamente, colocou a mão na frente. Levou a maior bronca da mulher que estava junto no elevador. Quando saíram, a mulher apontou para um daqueles trequinhos (como se traduz dispenser?) de gel bactericida e falou pra minha amiga higienizar a mão antes de encostar em qualquer coisa.
Boas maneiras
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No Early Years sempre vejo as outras mães ensinando boas maneiras aos filhos. As frases são sempre: "Você tem que compartilhar", "Peça desculpas", "Espere a sua vez", "Peça licença" e por aí vai. É assim o tempo todo. Ah, lembram da piadinha? "Como é que você identifica um canadense em uma sala cheia de gente? É só sair pisando no pé de cada um deles e ver qual pede desculpas pra você". Não é que um dia esses acabei observando isso na prática? Eu tava no mercado e não lembro como acabei pisando no pé de uma mulher. E sim, ela me pediu desculpas!!! Não sei se foi instinto ou se ela achou que estava no meio do caminho e, por isso, a culpa tinha sido dela.
Vagas especiais
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As vagas de estacionamento para cadeirantes são respeitadas!!
Mas na verdade comecei a escrever este post depois que li a notícia de que 3 prédios desabaram no Rio de Janeiro. Ainda não se sabem os motivos, mas já encontraram algumas irregularidades em obras. Precisa falar mais? Não é a primeira vez nem segunda que vemos uma notícia desse tipo no Brasil. Teve desabamento até em obras do aeroporto em Guarulhos. E sempre encontram irregularidades, regras não cumpridas. Nessas horas fico feliz em morar em um país tão certinho. Mesmo que isso implique em colocar capacete no meu filho, pra ele andar de triciclo.
Fui procurar no google por "building collapsed in Canada", mas não achei nada. Ou nenhum prédio nunca desabou por aqui, ou eu que não soube procurar direito. Mas vi que uma quadra desabou esses dias na Eslováquia. E achei vááários desabamentos no Brasil.
Continuando a sessão de divagações, fiquei pensando que a causa de muitos males é a mania das pessoas não se conformarem com o que têm. Sempre querem mais. Sempre querem o que não têm. E às vezes tomam à força. Como os ladrõezinhos que roubam tênis de marca. Como as mulheres que roubam roupas caras em lojas. Como as pessoas que compram cds piratas ou só assistem filmes roubados via internet.
Muitas pessoas vão ficar indignadas com o desabamento dos prédios, com a corrupção, com o super faturamento de obras... mas à noite, pra relaxar, vão lá baixar mais um episódio de suas séries favoritas. Como se ética fosse apenas para os outros.
Pior ainda é ver pessoas que não precisam roubar/trapacear e ainda assim o fazem. Pessoas que trabalham, ganham dinheiro suficiente pra assinar tv cabo e comprar seus seriados mas, ainda assim, pegam via internet. E são as mesmas pessoas que ficam indignadas ao ver políticos que já são tão ricos e ganham tão bem, roubando e trapaceando.
Me lembrei de um episódio da minha infância. Eu tinha uns 10 ou 11 anos e, um dia, algum professor ou funcionário esqueceu em algum lugar da escola uma caixa com um monte daquelas canetinhas coloridas que servem pra marcar texto. As crianças da minha turma foram lá em peso pegar as canetinhas e guardavam rapidamente nas mochilas. E eu só olhando sem entender nada, pensando: "Por que esses meus amiguinhos que pareciam tão legais estão roubando as canetinhas?".
Eu era uma criança certinha...Mas virei uma adolescente que também não se contentava com o que tinha e baixei muitas músicas e filmes pela internet. Até que... vi a luz e parei. Voltei a ser certinha. Já teve muita gente que disse que eu era muito politicamente correta. Pra essas pessoas eu respondo: "Obrigada, com muito orgulho. Espero que você também chegue lá". :-) Vejam, nunca disse que sou perfeita. Mas não custa nada a gente tentar levar uma vida com mais ética, certo?
Praticamente ninguém tem tudo o que quer. Que isso seja sua motivação, que te faça trabalhar, que te faça estudar, que te faça querer progredir. Enquanto isso, aceite que não dá pra ter tudo na vida e fique feliz com o que você tem. Não espere chegar ao leito de morte, pra só então perceber que era feliz e não tinha percebido. Vire uma pessoa certinha você também, passe isso para os seus filhos. Nunca é tarde para começar.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
O guardião da moral e dos bons costumes
Sabe aqueles dias que você chega em casa cansado, depois de um longo dia de trabalho, aí se joga no sofá ou vai direto pra cozinha, sem nem parar pra falar oi pra sua esposa/marido? Pois é, aqui em casa esse problema não existe.
Todos os dias, quando o Alessandro chega, ao ouvir o barulho da porta o Nathan corre pra lá todo feliz, gritando "Pai! Pai!". Dá um abraço rápido, um beijo e logo em seguida fala pra ele: "Mamãe!". Aí aponta pra onde eu estou e fica esperando que ele venha me dar beijo. E se o Alessandro demora muito, tirando o sapato, a mochila, etc, ele fica insistindo: "Minha mãe. Minha mamãe" ou então tentando empurrá-lo, falando "Go, go!". Só sossega depois que o Alessandro vem falar oi pra mim.
Aiai, tem como não amar muito essa criaturinha? :-)
E aqui vai uma foto dele fazendo uma obra de arte lá no Early Years.
Todos os dias, quando o Alessandro chega, ao ouvir o barulho da porta o Nathan corre pra lá todo feliz, gritando "Pai! Pai!". Dá um abraço rápido, um beijo e logo em seguida fala pra ele: "Mamãe!". Aí aponta pra onde eu estou e fica esperando que ele venha me dar beijo. E se o Alessandro demora muito, tirando o sapato, a mochila, etc, ele fica insistindo: "Minha mãe. Minha mamãe" ou então tentando empurrá-lo, falando "Go, go!". Só sossega depois que o Alessandro vem falar oi pra mim.
Aiai, tem como não amar muito essa criaturinha? :-)
E aqui vai uma foto dele fazendo uma obra de arte lá no Early Years.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Consultas, infecção e outros sintomas
E por falar em consultas, semana passada fiz uns exames de sangue e urina de rotina. Acho que já comentei que aqui os resultados vão direto pro médico (ou parteira), né? Pois é, minha parteira recebeu meus resultados e ligou pra avisar que estou com infecção urinária. Oi? Como assim? Sem sintoma nenhum? Pois é, disse que na gravidez é comum ter infecção sem que a gestante apresente nenhum sintoma. Credo, coisa esquisita... Agora vou ter que tomar antibiótico, bolinhas...
No começo da gravidez, quando tudo me dava enjoo e indigestão, eu estava mesmo achando que tava tomando pouca água (porque até isso me fazia passar mal). Lembro de ter ficado especialmente preocupada, com medo justamente de infecção urinária!! Já faz umas 2 semanas que voltei ao meu ritmo normal de tomadora de água compulsiva, mas vai saber há quanto tempo estou com essa infecção?
Mudando de assunto, estou sentindo o bebê mexer! Começou quando estava com 16 semanas. Eu queria marcar o dia certinho, mas é difícil. Nas primeiras vezes a gente fica achando que é gases, indigestão, hehehe. Fora que ainda sinto bem fraquinho e foram poucas vezes. Mas agora é inconfundível. É ele! Ou ela. :-)
2a.feira passada tive consulta com a parteira. Novamente, nada de muito emocionante. Ela me fez mais um mooooooonte de perguntas sobre meu histórico médico e da minha família. Disse que os meus exames de sangue estavam todos ok. Aquelas coisas típicas: rubéola, clamídia, Hepatite B, HIV, etc. Eu mesma não cheguei nem a ver os resultados. Mas imagino que, se eu quiser, devo poder ter uma cópia, né?
Aí ela disse que recebeu o laudo dos meus dois ultrassons e também tava tudo ok. De posse dos laudos, ficou novamente fazendo mil contas e revendo a data prevista para o parto. Sinceramente, não sei pra que tanto empenho, sabendo que a data prevista é só uma aproximação. Mas talvez seja importante para o planejamento delas, pra não ter gestantes demais e parteiras de menos.
Ah, no banheiro também tem um exame meio self-service, hehehe. Você faz xixi no copinho, aí coloca uma tirinha lá dentro e espera 1minuto. Aí compara com a tabela de cores pra ver se os níveis de proteína e glicose estão normais. A ideia é fazer isso antes de cada consulta, aí qualquer irregularidade discutir com a parteira. No meu caso, tudo normal.
É, acho que a única parte legal da consulta foi aquele aparelhinho pra ouvir o coração do bebê. 150 bpm. Aparentemente, tudo bem. :-)
Comentei que os enjoos passaram? Pois é, demoraram looongas 15 semanas, mas finalmente (agora estou com 17) estou me sentindo bem. O cansaço e o sono extremos também passaram.
E para os curiosos e ansiosos, aviso que na 6a.feira da semana que vem faço o ultrassom morfológico no qual, se tudo correr bem, descobrirei o sexo do bebê. Espero que sim, quero fazer compraaaaaaaaaaaass. :-D
No começo da gravidez, quando tudo me dava enjoo e indigestão, eu estava mesmo achando que tava tomando pouca água (porque até isso me fazia passar mal). Lembro de ter ficado especialmente preocupada, com medo justamente de infecção urinária!! Já faz umas 2 semanas que voltei ao meu ritmo normal de tomadora de água compulsiva, mas vai saber há quanto tempo estou com essa infecção?
Mudando de assunto, estou sentindo o bebê mexer! Começou quando estava com 16 semanas. Eu queria marcar o dia certinho, mas é difícil. Nas primeiras vezes a gente fica achando que é gases, indigestão, hehehe. Fora que ainda sinto bem fraquinho e foram poucas vezes. Mas agora é inconfundível. É ele! Ou ela. :-)
2a.feira passada tive consulta com a parteira. Novamente, nada de muito emocionante. Ela me fez mais um mooooooonte de perguntas sobre meu histórico médico e da minha família. Disse que os meus exames de sangue estavam todos ok. Aquelas coisas típicas: rubéola, clamídia, Hepatite B, HIV, etc. Eu mesma não cheguei nem a ver os resultados. Mas imagino que, se eu quiser, devo poder ter uma cópia, né?
Aí ela disse que recebeu o laudo dos meus dois ultrassons e também tava tudo ok. De posse dos laudos, ficou novamente fazendo mil contas e revendo a data prevista para o parto. Sinceramente, não sei pra que tanto empenho, sabendo que a data prevista é só uma aproximação. Mas talvez seja importante para o planejamento delas, pra não ter gestantes demais e parteiras de menos.
Ah, no banheiro também tem um exame meio self-service, hehehe. Você faz xixi no copinho, aí coloca uma tirinha lá dentro e espera 1minuto. Aí compara com a tabela de cores pra ver se os níveis de proteína e glicose estão normais. A ideia é fazer isso antes de cada consulta, aí qualquer irregularidade discutir com a parteira. No meu caso, tudo normal.
É, acho que a única parte legal da consulta foi aquele aparelhinho pra ouvir o coração do bebê. 150 bpm. Aparentemente, tudo bem. :-)
Comentei que os enjoos passaram? Pois é, demoraram looongas 15 semanas, mas finalmente (agora estou com 17) estou me sentindo bem. O cansaço e o sono extremos também passaram.
E para os curiosos e ansiosos, aviso que na 6a.feira da semana que vem faço o ultrassom morfológico no qual, se tudo correr bem, descobrirei o sexo do bebê. Espero que sim, quero fazer compraaaaaaaaaaaass. :-D
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Pele sensível
Desde que o Nathan tinha mais ou menos uns 12 meses que percebi umas manchinhas brancas no rosto dele, principalmente na bochecha direita. Não era nada assim muito evidente e praticamente só eu percebia.
Mas quando chegou o verão aqui no Canadá e ele ficou bronzeado, ficou bem mais evidente. Nessa época não pareciam manchas. Olhando, dava a impressão de protetor solar mal aplicado, sabe? Uma parte mais marrom, outra mais clarinha e assim vai. Claro, eu sabia que não era apenas bronzeado mal feito porque ele tinha a pele meio "colorida" faz tempo.
De qualquer forma, comentei com a médica de família, que na primeira vez também olhou, olhou e não enxergou nada. Acho que nessa época ele já tinha desbotado um pouco. E realmente, não era nada assim muito evidente. Mas comentei mostrando nas consultas seguintes e ela acabou encaminhando para um dermatologista.
Bom, aqui a saúde é pública e, portanto, consultas com especialista sem caráter de urgência podem demorar, então a consulta foi só ontem. O médico também ficou olhando, olhando, com aquela cara de "ué", hehehe, até que eu mostrei pra ele uma foto do Nathan tirada no verão. Ele olhou e falou: "Ah, agora sim. Isso é a melhor coisa que você poderia ter me mostrado hoje". Há! :-)
Ele também passou a mão no rosto, olhou a perninha, passou a mão na barriga e o diagnóstico foi o mais simples possível: pele sensível. Oi? Só isso? É, só isso! Ele disse que o Nathan tem a pele sensível e, por causa disso, pode ter um pouco de dermatite em contato com alguns perfumes, químicas, roupa lavada com um sabão mais forte, etc. E a descoloração no rosto ele chamou de uma "hipopigmentação pós-inflamatória".
Pra cuidar é simples: evitar os tais perfumes, químicas, etc. Hidratar bastante, principalmente no inverno, porque ele disse que a pele do rosto e da barriga dele estão meio secas. E também evitar banhos quentes e demorados. Tranquilo.
O médico também olhou minhas mãos e falou: "É, estão meio secas, tem que hidratar mais". E estão mesmo, mas eu tenho tanta preguiça de ficar gastando tempo passando hidratante, quando há sempre tanta coisa a se fazer!!
Aliás, isso me lembra que, por volta da época que ele entrou na escolinha, começou a ficar com a pele da barriga e coxas meio aspéra, com bolinhas vermelhinhas. Mas o problema melhorava e piorava sozinho. Um pouco antes de ele sair da escolinha, começamos a passar hidratante, porque achei que a pele tava meio seca. Poucos dias depois a pele já tava boa. Aí fiquei em dúvida se foi a saída da escolinha ou o hidratante. Provavelmente o hidratante, mesmo. A única coisa diferente na escolinha eram os lenços umedecidos, mas o bumbum dele sempre esteve lisinho e bonitinho.
Aí fiquei pensando, pensando e fazendo a retrospectiva. Como uma pele sensível, como é que o Nathan não teve nadinha quando ainda era bebê e, consequentemente, a pele era mais sensível ainda? Ah, elementar, meus caros leitores. Eu era muuuuuuito cuidadosa. Banho só com sabonete de glicerina. Lembro que eu achava o cheiro super sem graça, mas a pediatra recomendou, então tá recomendado! Muitos banhos eram só com água mesmo e lavar o cabelo só de vez em quando. A roupa dele era lavada separadamente, com sabão especial e sem amaciante. Bumbum limpo só com algodão e água, sem lenços umedecidos. A temperatura da água do banho devidamente medida com termômetro.
E realmente, foi por volta de 1ano que eu relaxei um pouco, comecei a lavar a roupa dele junto com a nossa e tal. E nem acho que os cuidados precisam voltar. Acho que se hidratar a pele dele com mais frequência, já deve resolver. Bom, pelo menos o mistério está resolvido, e já sei o que é. :-) O médico falou que até podem voltar a ter diferença na pigmentação, mas nada que seja permanente e com o tempo tudo se ajeita. Ok, então. Nem acho que a pele dele é tããããão sensível assim. Talvez só um pouco seca. Mas continua macia, fofinha, gostosinha, lindinha!!! Dá até vontade de ir lá acordá-lo pra beijar. :-)
Mas quando chegou o verão aqui no Canadá e ele ficou bronzeado, ficou bem mais evidente. Nessa época não pareciam manchas. Olhando, dava a impressão de protetor solar mal aplicado, sabe? Uma parte mais marrom, outra mais clarinha e assim vai. Claro, eu sabia que não era apenas bronzeado mal feito porque ele tinha a pele meio "colorida" faz tempo.
De qualquer forma, comentei com a médica de família, que na primeira vez também olhou, olhou e não enxergou nada. Acho que nessa época ele já tinha desbotado um pouco. E realmente, não era nada assim muito evidente. Mas comentei mostrando nas consultas seguintes e ela acabou encaminhando para um dermatologista.
Bom, aqui a saúde é pública e, portanto, consultas com especialista sem caráter de urgência podem demorar, então a consulta foi só ontem. O médico também ficou olhando, olhando, com aquela cara de "ué", hehehe, até que eu mostrei pra ele uma foto do Nathan tirada no verão. Ele olhou e falou: "Ah, agora sim. Isso é a melhor coisa que você poderia ter me mostrado hoje". Há! :-)
Ele também passou a mão no rosto, olhou a perninha, passou a mão na barriga e o diagnóstico foi o mais simples possível: pele sensível. Oi? Só isso? É, só isso! Ele disse que o Nathan tem a pele sensível e, por causa disso, pode ter um pouco de dermatite em contato com alguns perfumes, químicas, roupa lavada com um sabão mais forte, etc. E a descoloração no rosto ele chamou de uma "hipopigmentação pós-inflamatória".
Pra cuidar é simples: evitar os tais perfumes, químicas, etc. Hidratar bastante, principalmente no inverno, porque ele disse que a pele do rosto e da barriga dele estão meio secas. E também evitar banhos quentes e demorados. Tranquilo.
O médico também olhou minhas mãos e falou: "É, estão meio secas, tem que hidratar mais". E estão mesmo, mas eu tenho tanta preguiça de ficar gastando tempo passando hidratante, quando há sempre tanta coisa a se fazer!!
Aliás, isso me lembra que, por volta da época que ele entrou na escolinha, começou a ficar com a pele da barriga e coxas meio aspéra, com bolinhas vermelhinhas. Mas o problema melhorava e piorava sozinho. Um pouco antes de ele sair da escolinha, começamos a passar hidratante, porque achei que a pele tava meio seca. Poucos dias depois a pele já tava boa. Aí fiquei em dúvida se foi a saída da escolinha ou o hidratante. Provavelmente o hidratante, mesmo. A única coisa diferente na escolinha eram os lenços umedecidos, mas o bumbum dele sempre esteve lisinho e bonitinho.
Aí fiquei pensando, pensando e fazendo a retrospectiva. Como uma pele sensível, como é que o Nathan não teve nadinha quando ainda era bebê e, consequentemente, a pele era mais sensível ainda? Ah, elementar, meus caros leitores. Eu era muuuuuuito cuidadosa. Banho só com sabonete de glicerina. Lembro que eu achava o cheiro super sem graça, mas a pediatra recomendou, então tá recomendado! Muitos banhos eram só com água mesmo e lavar o cabelo só de vez em quando. A roupa dele era lavada separadamente, com sabão especial e sem amaciante. Bumbum limpo só com algodão e água, sem lenços umedecidos. A temperatura da água do banho devidamente medida com termômetro.
E realmente, foi por volta de 1ano que eu relaxei um pouco, comecei a lavar a roupa dele junto com a nossa e tal. E nem acho que os cuidados precisam voltar. Acho que se hidratar a pele dele com mais frequência, já deve resolver. Bom, pelo menos o mistério está resolvido, e já sei o que é. :-) O médico falou que até podem voltar a ter diferença na pigmentação, mas nada que seja permanente e com o tempo tudo se ajeita. Ok, então. Nem acho que a pele dele é tããããão sensível assim. Talvez só um pouco seca. Mas continua macia, fofinha, gostosinha, lindinha!!! Dá até vontade de ir lá acordá-lo pra beijar. :-)
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Ontario Early Years Centre
Acho que já falei várias vezes que eu sempre levo o Nathan pra brincar num tal de Early Years, né? Na verdade, cada vez eu falo uma coisa diferente. Às vezes digo que o levei pra brincar, ou que o levei num programa de brincadeiras, ou num programa pais-crianças. O problema é que realmente não tem um nome bom pra descrever aquele treco. Então resolvi escrever este post pra explicar melhor como o negócio funciona.
Esses Early Years Centres fazem parte de um programa da província de Ontario que tem por objetivo dar suporte para famílias com crianças pequenas (até 6 anos de idade). Esses centros têm vários tipos de reuniões e programas. Tem reuniões para suporte à amamentação, reuniões para combate à depressão pós-parto, reuniões para pais com bebês recém-nascidos, palestras e mini-cursos sobre nutrição, educação infantil, como disciplinar, como tirar das fraldas e por aí vai. Praticamente tudo de graça, embora de vez em quando apareça um curso ou outro que é pago, como por exemplo o de ensinar linguagem de sinais para bebês.
O programa que eu normalmente levo o Nathan é chamado simplesmente de "drop-in", termo difícil de trazer para o português, que significa algo do tipo "Apareça" ou "É só chegar", hehehe. :-) É um programa para crianças de 0 a 6 anos. Aqui em Burlington tem desses drop-ins em várias localizações espalhadas pela cidade. Então eu tenho um calendário na minha geladeira, pra saber em que dia da semana e em que horário tem programa em cada localização.
O que vamos mais frequentemente fica bem pertinho daqui e funciona às 4as. e 6as., das 09:15 ao 12:00. Mas você pode chegar a qualquer hora e ir embora a qualquer hora. Quer dizer, até pode, mas é arriscado. Esses lugares têm lotação máxima de 50 pessoas e eles controlam isso rigidamente, por questões de segurança. Lotou, eles colocam um "Pare!!!" na porta e não deixam mais ninguém entrar. Algumas localizações são mais concorridas que as outras, aí nessas eu já sei que nem adianta chegar depois das 09:30, que já era.
Embora nos programas drop-in sejam mais para as crianças brincarem livremente com os brinquedos, tem uma certa rotina, que é a seguinte:
Das 09:15 às 10:15 é só brincadeira livre.
Às 10:15 é hora de recolher os brinquedos. Todos os pais e crianças ajudam, embora algumas crianças protestem um pouco. :-) Brinquedos recolhidos, todos se sentam para o "circle time". Cada centro tem 2 ou 3... hmmm, como chamá-las? Funcionárias? Professoras? Enfim, vou chamá-las de "tias", à là Brasil. Enfim, as tias então cantam musiquinhas e todos acompanham. São sempre musiquinhas que envolvem muitos gestos, tipo a cabeça-ombro-joelho-pé ou se-você-está-contente-faça-tal-coisa. Em geral para encerrar colocam uma música de algum cd, pras crianças dançarem em pé. Na hora do circle time algumas crianças tentam voltar para os brinquedos. Não é proibido, mas as tias falam pros pais sempre tentarem mantê-las sentadas no círculo, pra ir incentivando a disciplina, participação em grupo, etc.
10:30 - acabada a musiquinha, é hora do lanche. Bom, o lanche cada pai/mãe leva o seu de casa. Só é proibido qualquer coisa que contenha amendoim (muita gente alérgica por aqui). Quando acaba a última música, as crianças já vão correndo pras mesinhas. :-) Quem não quiser lanchar, fica livre pra voltar pros brinquedos
10:45 - quando todas as crianças acabam de comer, as tias limpam as mesinhas e trazem as atividades artísticas, que sempre vão mudando. Podem ser canetinhas, massinhas, adesivos, pintura com tinta, giz de cera, etc. Novamente, é tudo livre. A criança que quiser vai fazer arte nas mesinhas, se não quiser pode ir brincar.
11:45 - mais um cleanup, todos os brinquedos são recolhidos e novamente todos se sentam para o circle time. Cantam musiquinhas e a última é uma de despedida. Ótimo pra ajudar a convencer as crianças que tá na hora de ir embora, hehehe. :-)
12:00 acabou!
E é isso. Legal, não? As crianças socializam, os pais têm chance de conversar com outros pais, os filhos brincam, aprendem e... tudo isso sem escolinha e sem pagar nada. Eu acho ótimo! Deixa eu mostrar algumas fotos.
Tem uma "área" lá que é bem doméstica. :-) Tem fogão, lavadora, secadora, bonecas, berços... Um dia esses estava conversando com outras mães e, quando olhamos, tinha uns 5 meninos brincando lá. Ficamos achando graça que nenhuma das meninas estava interessada nos serviços domésticos, hehehe.
Nesses centros todo mundo (pais e crianças) tem que colocar uma etiqueta com o nome na roupa.
Esse é um escorredor bem pequenininho, mas tem um maior dentro da sala. Mas acho que nunca tirei foto dele. Sempre tento não enquadrar outras crianças nas fotos, pra evitar problemas com possíveis pais paranóicos.

Nathan colocando os patinhos pra nadar.

Ele adora ficar balançando nesse cavalinho.

Nesse tanque de areia eles sempre mudam o conteúdo. A "areia" às vezes é areia colorido, às vezes grãos de arroz ou outro cereal qualquer. E os brinquedos às vezes são pazinhas e baldinhos, às vezes insetos, etc.
Ah, uma coisa bem legal! No verão eles fazem alguns desses programas ao ar livre, em parques. Eles têm uns furgões próprios pra levar todas as coisas. Olha uma foto do furgão aí embaixo:
Acho que não dá pra ver nessa foto, mas ali dentro tem uma máquina automática de fazer bolhas de sabão. É isso o que o Nathan está caçando.
Uma coisa boa dos programas ao ar livre é poder ter tanques com água, sem muita preocupação de fazer bagunça. Mas já vi esses tanquinhos nos programas internos, também. As tias têm muito boa vontade, limpam tudo numa boa.
Nesse dia, na hora do circle time uma da tias levou uma espécie de lona colorida redonda enoooooooorme. As crianças adoraram brincar tanto em cima quanto embaixo da lona. :-) Também teve uma hora que ela jogou um monte de bolinhas em cima e todo mundo ficou chacoalhando a lona, pras bolinhas pularem. Enfim, achei bem criativo.
Nathan brincando com um frisbee.
Sempre tem muitos livros, também. Às vezes, no fim do circle time, a tia conta uma historinha.
E a seguir, fotos de alguns dos trabalhinhos que ele fez. Tem muitos, muuuuuuuuitos. Até parei de trazer pra casa. O que que a gente faz com tanta arte que as crianças produzem?
Esses Early Years Centres fazem parte de um programa da província de Ontario que tem por objetivo dar suporte para famílias com crianças pequenas (até 6 anos de idade). Esses centros têm vários tipos de reuniões e programas. Tem reuniões para suporte à amamentação, reuniões para combate à depressão pós-parto, reuniões para pais com bebês recém-nascidos, palestras e mini-cursos sobre nutrição, educação infantil, como disciplinar, como tirar das fraldas e por aí vai. Praticamente tudo de graça, embora de vez em quando apareça um curso ou outro que é pago, como por exemplo o de ensinar linguagem de sinais para bebês.
O programa que eu normalmente levo o Nathan é chamado simplesmente de "drop-in", termo difícil de trazer para o português, que significa algo do tipo "Apareça" ou "É só chegar", hehehe. :-) É um programa para crianças de 0 a 6 anos. Aqui em Burlington tem desses drop-ins em várias localizações espalhadas pela cidade. Então eu tenho um calendário na minha geladeira, pra saber em que dia da semana e em que horário tem programa em cada localização.
O que vamos mais frequentemente fica bem pertinho daqui e funciona às 4as. e 6as., das 09:15 ao 12:00. Mas você pode chegar a qualquer hora e ir embora a qualquer hora. Quer dizer, até pode, mas é arriscado. Esses lugares têm lotação máxima de 50 pessoas e eles controlam isso rigidamente, por questões de segurança. Lotou, eles colocam um "Pare!!!" na porta e não deixam mais ninguém entrar. Algumas localizações são mais concorridas que as outras, aí nessas eu já sei que nem adianta chegar depois das 09:30, que já era.
Embora nos programas drop-in sejam mais para as crianças brincarem livremente com os brinquedos, tem uma certa rotina, que é a seguinte:
Das 09:15 às 10:15 é só brincadeira livre.
Às 10:15 é hora de recolher os brinquedos. Todos os pais e crianças ajudam, embora algumas crianças protestem um pouco. :-) Brinquedos recolhidos, todos se sentam para o "circle time". Cada centro tem 2 ou 3... hmmm, como chamá-las? Funcionárias? Professoras? Enfim, vou chamá-las de "tias", à là Brasil. Enfim, as tias então cantam musiquinhas e todos acompanham. São sempre musiquinhas que envolvem muitos gestos, tipo a cabeça-ombro-joelho-pé ou se-você-está-contente-faça-tal-coisa. Em geral para encerrar colocam uma música de algum cd, pras crianças dançarem em pé. Na hora do circle time algumas crianças tentam voltar para os brinquedos. Não é proibido, mas as tias falam pros pais sempre tentarem mantê-las sentadas no círculo, pra ir incentivando a disciplina, participação em grupo, etc.
10:30 - acabada a musiquinha, é hora do lanche. Bom, o lanche cada pai/mãe leva o seu de casa. Só é proibido qualquer coisa que contenha amendoim (muita gente alérgica por aqui). Quando acaba a última música, as crianças já vão correndo pras mesinhas. :-) Quem não quiser lanchar, fica livre pra voltar pros brinquedos
10:45 - quando todas as crianças acabam de comer, as tias limpam as mesinhas e trazem as atividades artísticas, que sempre vão mudando. Podem ser canetinhas, massinhas, adesivos, pintura com tinta, giz de cera, etc. Novamente, é tudo livre. A criança que quiser vai fazer arte nas mesinhas, se não quiser pode ir brincar.
11:45 - mais um cleanup, todos os brinquedos são recolhidos e novamente todos se sentam para o circle time. Cantam musiquinhas e a última é uma de despedida. Ótimo pra ajudar a convencer as crianças que tá na hora de ir embora, hehehe. :-)
12:00 acabou!
E é isso. Legal, não? As crianças socializam, os pais têm chance de conversar com outros pais, os filhos brincam, aprendem e... tudo isso sem escolinha e sem pagar nada. Eu acho ótimo! Deixa eu mostrar algumas fotos.
Tem uma "área" lá que é bem doméstica. :-) Tem fogão, lavadora, secadora, bonecas, berços... Um dia esses estava conversando com outras mães e, quando olhamos, tinha uns 5 meninos brincando lá. Ficamos achando graça que nenhuma das meninas estava interessada nos serviços domésticos, hehehe.
Nesses centros todo mundo (pais e crianças) tem que colocar uma etiqueta com o nome na roupa.
Esse é um escorredor bem pequenininho, mas tem um maior dentro da sala. Mas acho que nunca tirei foto dele. Sempre tento não enquadrar outras crianças nas fotos, pra evitar problemas com possíveis pais paranóicos.
Nathan colocando os patinhos pra nadar.
Ele adora ficar balançando nesse cavalinho.
Nesse tanque de areia eles sempre mudam o conteúdo. A "areia" às vezes é areia colorido, às vezes grãos de arroz ou outro cereal qualquer. E os brinquedos às vezes são pazinhas e baldinhos, às vezes insetos, etc.
Ah, uma coisa bem legal! No verão eles fazem alguns desses programas ao ar livre, em parques. Eles têm uns furgões próprios pra levar todas as coisas. Olha uma foto do furgão aí embaixo:
Acho que não dá pra ver nessa foto, mas ali dentro tem uma máquina automática de fazer bolhas de sabão. É isso o que o Nathan está caçando.
Uma coisa boa dos programas ao ar livre é poder ter tanques com água, sem muita preocupação de fazer bagunça. Mas já vi esses tanquinhos nos programas internos, também. As tias têm muito boa vontade, limpam tudo numa boa.
Nesse dia, na hora do circle time uma da tias levou uma espécie de lona colorida redonda enoooooooorme. As crianças adoraram brincar tanto em cima quanto embaixo da lona. :-) Também teve uma hora que ela jogou um monte de bolinhas em cima e todo mundo ficou chacoalhando a lona, pras bolinhas pularem. Enfim, achei bem criativo.
Nathan brincando com um frisbee.
Sempre tem muitos livros, também. Às vezes, no fim do circle time, a tia conta uma historinha.
E a seguir, fotos de alguns dos trabalhinhos que ele fez. Tem muitos, muuuuuuuuitos. Até parei de trazer pra casa. O que que a gente faz com tanta arte que as crianças produzem?
Nathan na cabana
No aniversário o Nathan ganhou uma cabaninha, mas só em meados de dezembro é que resolvi montá-la. O Nathan se divertiu mais com a montagem do que com a cabana propriamente dita, hehehe. Olhem só a alegria dele brincando.
Eu até desencanei de montar. Quer dizer, por um tempo, até que ele começou a querer arrastar a cabana semi-montada para a sala. O problema é que ele estava tentando fazê-la passar entre o sofá e a estante, onde não tinha espaço. Aí forçou tanto que chegou a entortar um daqueles caninhos da armação. Aí acabou a brincadeira (e começou o choro) e só fui acabar de montar depois, quando ele estava distraído vendo desenho.
Ela é feita para ser acoplada numa cama de solteiro. Bom, a cama dele é queen size, então não dava. Então coloquei nesse colchão que fica no escritório (futuro quarto do bebê2). Ficou bem legalzinha.
O Nathan também gostou do resultado final. Ficou levando brinquedos lá pra dentro, me chamou pra entrar e não me deixava mais sair. Essa foto embaixo é ele protestando que eu saí da cabana, hehehe.
Eu até desencanei de montar. Quer dizer, por um tempo, até que ele começou a querer arrastar a cabana semi-montada para a sala. O problema é que ele estava tentando fazê-la passar entre o sofá e a estante, onde não tinha espaço. Aí forçou tanto que chegou a entortar um daqueles caninhos da armação. Aí acabou a brincadeira (e começou o choro) e só fui acabar de montar depois, quando ele estava distraído vendo desenho.
Ela é feita para ser acoplada numa cama de solteiro. Bom, a cama dele é queen size, então não dava. Então coloquei nesse colchão que fica no escritório (futuro quarto do bebê2). Ficou bem legalzinha.
O Nathan também gostou do resultado final. Ficou levando brinquedos lá pra dentro, me chamou pra entrar e não me deixava mais sair. Essa foto embaixo é ele protestando que eu saí da cabana, hehehe.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Escolhendo o café da manhã
Nathan parado na frente da geladeira aberta, escolhendo o café da manhã:
- Quer leite, Nathan?
- Nããão.
- Quer suco?
- Nããão.
- Quer iogurte?
- Nããão.
- Quer pão?
- Nããão.
Ele vai explorando, até que abre uma panela e vê que tem brócolis dentro. O que ele escolhe para o café da manhã, então? Brócolis, é claro! Só cozido, sem tempero, sem sal, sem nada. Que delícia!!
- Quer leite, Nathan?
- Nããão.
- Quer suco?
- Nããão.
- Quer iogurte?
- Nããão.
- Quer pão?
- Nããão.
Ele vai explorando, até que abre uma panela e vê que tem brócolis dentro. O que ele escolhe para o café da manhã, então? Brócolis, é claro! Só cozido, sem tempero, sem sal, sem nada. Que delícia!!
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
A escolinha do Nathan
6a.feira seria o último dia do Nathan na escolinha. Digo "seria" porque não o levei. Semana passada recebi um email dizendo que teve um caso de catapora na escola. Não na turma dele e sim na classe dos 4-5anos. Como eles nunca se encontram, não compartilham o playground nem nada, o levei pra escolinha assim mesmo na semana passada, até porque eu tinha consulta no dentista. Aí teve fim de semana, Natal, feriado e, na 4a.feira desta semana, recebi outro email dizendo que teve um caso de catapora entre os toddlers (justamente a faixa etária do Nathan). Portanto, como eu não quero que ele fique doente, ficou em casa.
Achei muito legal a postura da escolinha. No email não só eles avisam o que aconteceu, como também instruem os pais sobre quais sintomas eles devem prestar atenção e recomendam não enviar a criança pra escola se eles estiverem presentes. É bom que com isso evitam-se surtos e contágios. Quer dizer, evita-se o máximo que dá pra evitar, né? Algumas doenças ficam incubadas por várias dias e, quando a criança finalmente apresenta os sintomas, já teve tempo de contaminar várias outras. A catapora também tem esse tempo de incubação, então pode até ser que ele ainda apresente sintomas. É pouco provável, já que eu tive catapora e o Nathan ainda mama, mesmo que muito pouquinho. Bom, nada que se possa fazer, agora. Mas também não estou preocupada.
Enfim, queria registrar como é a escolinha dele, antes que eu me esqueça. Algumas coisas eu já comentei quando estava contando da adaptação. Bom, aqui vai mais um pouco.
Uma das coisas que mais gostei na escolinha foi o espaço físico. A escola é bem grande. A própria salinha dele já é bem espaçosa e iluminada, com janelas enormes. E toda sala tem frigobar, onde sempre tem água fresca e leite. E anexo a cada classe tem um banheiro também bem grande, cheio de piazinhas e privadinhas, para aqueles que estiverem começando a sair das fraldas. Não tem chuveiro ou banheira. Aqui não existe essa história de tomar banho na escolinha. Tão diferente do Brasil!
Lembro que quando o Nathan foi pra escolinha em Jaguariúna, com 6 meses, eu nem queria que dessem banho. Afinal, eu gostava de dar banho pessoalmente nele todos os dias, antes de dormir. E um banho por dia já é o suficiente, certo? :-) Aí após alguns dias a tia falou pra mim: "Ahhhh, deixa a gente dar pelo menos um banho, vai? A gente gosta tanto!". Hehehe. Aí deixei. Fazia parte da rotina da escolinha e é importante que todas as crianças sigam a mesma rotina. E no verão os bebês tomavam 2 banhos por dia, um de manhã e outro à tarde. Com isso, o Nathan acabava tomando 3 banhos por dia. Isso que é bebê limpinho, hehehe. E como eu só usava um sabonete o mais natural possível (e muitas vezes nem sabonete usava), ele nunca ficou com a pele ressecada, irritada nem nada parecido.
Bom, mas voltando à escolinha canadense. Na hora de brincar lá fora, também não é apenas UM pátio. São 3 ou 4 playgrounds. Um para os bebês até 18meses, outro para os toddlers de 18-30meses. Aí acho que tem outro para os prescholers (2,5 a 4anos) e o último pras crianças maiores. A lei determina que as crianças têm que brincar lá fora por 1hora de manhã e mais 1hora à tarde, então é importante que o lugar seja legal. E se estiver chovendo ou muito frio (o que aqui significa temperaturas abaixo de -15 graus), tem um ginásio interno que eu também achei bem grande.
Fora a sala oficial de cada classe, a escola também tem 5 salas especiais:
1. Sala de música - onde eles ouvem música, brincam com instrumentos musicais, etc.
2. Sala de drama - onde eles brincam de imitar situações do dia-a-dia. Seja brincando de cozinhar (ou cozinhando de verdade, no caso dos mais velhos), de fazer compras, fazendo teatrinhos, sei lá.
3. Sala dos computadores - para videozinhos, joguinhos, etc
4. Sala de arte - para fazer artes mais elaboradas.
5. Sala de leitura
Achei interessante a ideia das 5 salinhas. Quebra a monotonia de ficar sempre na mesma sala, além de estimular mais a criatividade. Bom, pelo menos pareceu que sim... E gostei da sala de música, já que o estudo de música na infância favorece o aprendizado global.
Outra coisa que me fez escolher essa escolinha foi que eles ofereciam atividades Montessori. Bom, pra quem não conhece, ia demorar uma eternidade pra eu explicar o que são e como funcionam as escolas Montessori. Fora que nem eu sei exatamente como elas funcionam, só sei o que pesquisei na internet. Mas vou fazer uma tentativa de resumir.
Em uma escola Montessori (e aqui falando de escola mesmo, não escolinhas), não tem aquele esquema tradicional de o professor ficar lá na frente falando e cada aluno em sua carteira, ouvindo. Não. Nas Montessori cada aluno faz o seu horário, escolhe qual assunto quer estudar primeiro, por quanto tempo e estuda sozinho. O professor fica passeando pela sala e vai ajudando, orientando conforme seja necessário. Outra coisa é que o aprendizado normalmente não é "ler+exercícios escritos". Nas Montessori usa-se ao máximo o aprendizado por meio de coisas manuais, que se podem visualizar. Tipo, aprender matemática usando blocos que ajudem a visualizar quantidades. Enfim, pra mim o mais legal é que cada aluno faz seu próprio ritmo, assim não ficam entediados (quando aprendem muito mais rápido que os colegas) nem se sentem desanimados (quando precisam estudar mais um certo assunto que os outros). Futuramente, se tivermos dinheiro, talvez eu coloque meus filhos (que coisa, agora é no plural) em uma Montessori. Eu acho que teria adorado estudar em uma escola assim!!
Mas enfim, o Nathan ainda é bem novinho e, portanto, o que a escolinha oferece são apenas algumas atividades feitas com os trecos da linha Montessori. Nessas atividades a criança aprende alguma coisa sozinha e por meio de alguma coisa manual. Nessa idade, acho que aprendem sobre blocos, cores, nem sei direito.
A escolinha também tem sua própria cozinha e seu próprio chef de cozinha. E toda a comida servida é preparada no local. Toda mesmo! Inclusive pães e bolachinhas. Lá não servem nada industrializado. Ou quase nada, vai. Acho que eles devem comprar o cream cheese e a geléia. :-)
Achei o cardápio bem variado e gostei que tem bastante fruta. Ah, uma coisa que achei diferente é que aqui toma-se leite durante o almoço. Achei bem esquisito, mas o Nathan gostou bastante. Ele sempre toma uns 2 ou 3 copinhos de leite junto com a refeição. Principalmente quando não gosta muito do cardápio, hehehe.
As salas dos toddlers têm lotação máxima de 15 crianças e 3 professoras, já que a proporção oficial é 1 professora para 5 crianças. A classe do Nathan não estava lotada, então eram 2 professoras e 10crianças. Fora a "líder" que cuidava das três classes de toddlers. E, como já contei antes, cada professora é responsável sempre pelas mesmas 5 crianças, para favorecer o vínculo. Eu reparei que isso realmente acontece. Nas últimas vezes que o Nathan foi pra escolinha, quando via a Laura, ia correndo pra ela. Ela o pegava no colo, o Nathan me dava tchauzinho e beleza, pode ir embora, mamãe. Por outro lado, quando chegávamos e ela não estava lá, ele ainda dava uma choradinha quando eu ia embora, mesmo no colo de outra professora. Enfim, ainda não sei se realmente essa é uma boa estratégia, porque as moças me falavam que, quando a Laura ia embora antes de eu chegar, ele também chorava. É legal ele ter um vínculo maior com alguém, mas a impressão que tive é que, com isso, ele não formou vínculo nenhum com as outras professoras. Bom, pode ser porque foi pouco tempo, também. Só 2 meses e 2,5 vezes por semana.
Outra coisa que não gostei muito foi do esquema das estagiárias. Como a escolinha fica aberta das 07:00 às 18:00, nenhuma professora fica lá todo esse tempo, então elas vão fazendo um esquema delas e a gente nunca sabe quem está lá que horas. Aí, talvez pra suprir algumas lacunas, todo dia tinha uma ou mais "estagiárias" por lá. Por um lado isso é bem legal, porque aumenta número de moças pra dar atenção pras crianças. O chato é que o revezamento me pareceu muito grande. Eu via uma moça 2 ou 3 vezes e depois nunca mais. E elas estavam lá principalmente no fim da tarde. Então, quando eu ia buscar o Nathan, às vezes eu tinha a impressão que ele estava meio "largado" lá. Bom, tá certo que essa é a hora do "free play", então realmente cada criança tava brincando com o que queria. Mas teve dias que eu cheguei e a única professora tava no banheirinho trocando uma fralda, na sala principal algumas crianças, algumas estagiárias e alguns pais também buscando seus filhos. Nisso eu peguei o Nathan, peguei o relatório diário e... ninguém me falou oi, ninguém me falou tchau. Tive a impressão que ninguém me viu entrar, ninguém me viu sair. Sei lá, não gostei.
Ah, mencionei o relatório diário, né? Esse eu achava bem legal e completo. Eles colocam que quantidade a criança comeu de cada comida, em cada refeição; quanto tempo dormiu; se fez xixi/cocô e também fazem um resuminho das atividades do dia. Tirei foto de um dos relatórios do Nathan:
Fora isso, só faltou falar das professoras. Mas aí fica difícil de opinar. Tinha dias que eu achava a professora do Nathan legal, carinhosa e tal. Ela sempre pedia abraço quando ele chegava e, algum dia, eu vi ela beijando uma das crianças - coisa raríssima por aqui. Abraço tudo bem, mas beijo não. Mas no geral, sempre acho que fica faltando alguma coisa, embora eu não saiba explicar o quê. Só fiquei com aquela sensação de que elas não gostavam de crianças tanto assim. Na escolinha do Brasil eu sentia justamente o contrário, que as tias pareciam que adoravam cada uma das crianças.
Bom, acho que já chega de escrever sobre a escolinha. Deixa eu postar isso aqui logo antes que os hackers voltem a invadir o meu blog. Humpf.
Achei muito legal a postura da escolinha. No email não só eles avisam o que aconteceu, como também instruem os pais sobre quais sintomas eles devem prestar atenção e recomendam não enviar a criança pra escola se eles estiverem presentes. É bom que com isso evitam-se surtos e contágios. Quer dizer, evita-se o máximo que dá pra evitar, né? Algumas doenças ficam incubadas por várias dias e, quando a criança finalmente apresenta os sintomas, já teve tempo de contaminar várias outras. A catapora também tem esse tempo de incubação, então pode até ser que ele ainda apresente sintomas. É pouco provável, já que eu tive catapora e o Nathan ainda mama, mesmo que muito pouquinho. Bom, nada que se possa fazer, agora. Mas também não estou preocupada.
Enfim, queria registrar como é a escolinha dele, antes que eu me esqueça. Algumas coisas eu já comentei quando estava contando da adaptação. Bom, aqui vai mais um pouco.
Uma das coisas que mais gostei na escolinha foi o espaço físico. A escola é bem grande. A própria salinha dele já é bem espaçosa e iluminada, com janelas enormes. E toda sala tem frigobar, onde sempre tem água fresca e leite. E anexo a cada classe tem um banheiro também bem grande, cheio de piazinhas e privadinhas, para aqueles que estiverem começando a sair das fraldas. Não tem chuveiro ou banheira. Aqui não existe essa história de tomar banho na escolinha. Tão diferente do Brasil!
Lembro que quando o Nathan foi pra escolinha em Jaguariúna, com 6 meses, eu nem queria que dessem banho. Afinal, eu gostava de dar banho pessoalmente nele todos os dias, antes de dormir. E um banho por dia já é o suficiente, certo? :-) Aí após alguns dias a tia falou pra mim: "Ahhhh, deixa a gente dar pelo menos um banho, vai? A gente gosta tanto!". Hehehe. Aí deixei. Fazia parte da rotina da escolinha e é importante que todas as crianças sigam a mesma rotina. E no verão os bebês tomavam 2 banhos por dia, um de manhã e outro à tarde. Com isso, o Nathan acabava tomando 3 banhos por dia. Isso que é bebê limpinho, hehehe. E como eu só usava um sabonete o mais natural possível (e muitas vezes nem sabonete usava), ele nunca ficou com a pele ressecada, irritada nem nada parecido.
Bom, mas voltando à escolinha canadense. Na hora de brincar lá fora, também não é apenas UM pátio. São 3 ou 4 playgrounds. Um para os bebês até 18meses, outro para os toddlers de 18-30meses. Aí acho que tem outro para os prescholers (2,5 a 4anos) e o último pras crianças maiores. A lei determina que as crianças têm que brincar lá fora por 1hora de manhã e mais 1hora à tarde, então é importante que o lugar seja legal. E se estiver chovendo ou muito frio (o que aqui significa temperaturas abaixo de -15 graus), tem um ginásio interno que eu também achei bem grande.
Fora a sala oficial de cada classe, a escola também tem 5 salas especiais:
1. Sala de música - onde eles ouvem música, brincam com instrumentos musicais, etc.
2. Sala de drama - onde eles brincam de imitar situações do dia-a-dia. Seja brincando de cozinhar (ou cozinhando de verdade, no caso dos mais velhos), de fazer compras, fazendo teatrinhos, sei lá.
3. Sala dos computadores - para videozinhos, joguinhos, etc
4. Sala de arte - para fazer artes mais elaboradas.
5. Sala de leitura
Achei interessante a ideia das 5 salinhas. Quebra a monotonia de ficar sempre na mesma sala, além de estimular mais a criatividade. Bom, pelo menos pareceu que sim... E gostei da sala de música, já que o estudo de música na infância favorece o aprendizado global.
Outra coisa que me fez escolher essa escolinha foi que eles ofereciam atividades Montessori. Bom, pra quem não conhece, ia demorar uma eternidade pra eu explicar o que são e como funcionam as escolas Montessori. Fora que nem eu sei exatamente como elas funcionam, só sei o que pesquisei na internet. Mas vou fazer uma tentativa de resumir.
Em uma escola Montessori (e aqui falando de escola mesmo, não escolinhas), não tem aquele esquema tradicional de o professor ficar lá na frente falando e cada aluno em sua carteira, ouvindo. Não. Nas Montessori cada aluno faz o seu horário, escolhe qual assunto quer estudar primeiro, por quanto tempo e estuda sozinho. O professor fica passeando pela sala e vai ajudando, orientando conforme seja necessário. Outra coisa é que o aprendizado normalmente não é "ler+exercícios escritos". Nas Montessori usa-se ao máximo o aprendizado por meio de coisas manuais, que se podem visualizar. Tipo, aprender matemática usando blocos que ajudem a visualizar quantidades. Enfim, pra mim o mais legal é que cada aluno faz seu próprio ritmo, assim não ficam entediados (quando aprendem muito mais rápido que os colegas) nem se sentem desanimados (quando precisam estudar mais um certo assunto que os outros). Futuramente, se tivermos dinheiro, talvez eu coloque meus filhos (que coisa, agora é no plural) em uma Montessori. Eu acho que teria adorado estudar em uma escola assim!!
Mas enfim, o Nathan ainda é bem novinho e, portanto, o que a escolinha oferece são apenas algumas atividades feitas com os trecos da linha Montessori. Nessas atividades a criança aprende alguma coisa sozinha e por meio de alguma coisa manual. Nessa idade, acho que aprendem sobre blocos, cores, nem sei direito.
A escolinha também tem sua própria cozinha e seu próprio chef de cozinha. E toda a comida servida é preparada no local. Toda mesmo! Inclusive pães e bolachinhas. Lá não servem nada industrializado. Ou quase nada, vai. Acho que eles devem comprar o cream cheese e a geléia. :-)
Achei o cardápio bem variado e gostei que tem bastante fruta. Ah, uma coisa que achei diferente é que aqui toma-se leite durante o almoço. Achei bem esquisito, mas o Nathan gostou bastante. Ele sempre toma uns 2 ou 3 copinhos de leite junto com a refeição. Principalmente quando não gosta muito do cardápio, hehehe.
As salas dos toddlers têm lotação máxima de 15 crianças e 3 professoras, já que a proporção oficial é 1 professora para 5 crianças. A classe do Nathan não estava lotada, então eram 2 professoras e 10crianças. Fora a "líder" que cuidava das três classes de toddlers. E, como já contei antes, cada professora é responsável sempre pelas mesmas 5 crianças, para favorecer o vínculo. Eu reparei que isso realmente acontece. Nas últimas vezes que o Nathan foi pra escolinha, quando via a Laura, ia correndo pra ela. Ela o pegava no colo, o Nathan me dava tchauzinho e beleza, pode ir embora, mamãe. Por outro lado, quando chegávamos e ela não estava lá, ele ainda dava uma choradinha quando eu ia embora, mesmo no colo de outra professora. Enfim, ainda não sei se realmente essa é uma boa estratégia, porque as moças me falavam que, quando a Laura ia embora antes de eu chegar, ele também chorava. É legal ele ter um vínculo maior com alguém, mas a impressão que tive é que, com isso, ele não formou vínculo nenhum com as outras professoras. Bom, pode ser porque foi pouco tempo, também. Só 2 meses e 2,5 vezes por semana.
Outra coisa que não gostei muito foi do esquema das estagiárias. Como a escolinha fica aberta das 07:00 às 18:00, nenhuma professora fica lá todo esse tempo, então elas vão fazendo um esquema delas e a gente nunca sabe quem está lá que horas. Aí, talvez pra suprir algumas lacunas, todo dia tinha uma ou mais "estagiárias" por lá. Por um lado isso é bem legal, porque aumenta número de moças pra dar atenção pras crianças. O chato é que o revezamento me pareceu muito grande. Eu via uma moça 2 ou 3 vezes e depois nunca mais. E elas estavam lá principalmente no fim da tarde. Então, quando eu ia buscar o Nathan, às vezes eu tinha a impressão que ele estava meio "largado" lá. Bom, tá certo que essa é a hora do "free play", então realmente cada criança tava brincando com o que queria. Mas teve dias que eu cheguei e a única professora tava no banheirinho trocando uma fralda, na sala principal algumas crianças, algumas estagiárias e alguns pais também buscando seus filhos. Nisso eu peguei o Nathan, peguei o relatório diário e... ninguém me falou oi, ninguém me falou tchau. Tive a impressão que ninguém me viu entrar, ninguém me viu sair. Sei lá, não gostei.
Ah, mencionei o relatório diário, né? Esse eu achava bem legal e completo. Eles colocam que quantidade a criança comeu de cada comida, em cada refeição; quanto tempo dormiu; se fez xixi/cocô e também fazem um resuminho das atividades do dia. Tirei foto de um dos relatórios do Nathan:
Fora isso, só faltou falar das professoras. Mas aí fica difícil de opinar. Tinha dias que eu achava a professora do Nathan legal, carinhosa e tal. Ela sempre pedia abraço quando ele chegava e, algum dia, eu vi ela beijando uma das crianças - coisa raríssima por aqui. Abraço tudo bem, mas beijo não. Mas no geral, sempre acho que fica faltando alguma coisa, embora eu não saiba explicar o quê. Só fiquei com aquela sensação de que elas não gostavam de crianças tanto assim. Na escolinha do Brasil eu sentia justamente o contrário, que as tias pareciam que adoravam cada uma das crianças.
Bom, acho que já chega de escrever sobre a escolinha. Deixa eu postar isso aqui logo antes que os hackers voltem a invadir o meu blog. Humpf.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Primeiro Natal no Canadá
Confesso que me decepcionei um pouco com o Natal por aqui. Não sei por que, eu achava que aqui tudo ia ser maior e mais grandioso. Mais luzes, mais decoração, mais tudo e não foi nada disso.
Bom, realmente não sei de onde tirei essa ideia. Afinal, mais ou menos metade da população é composta por imigrantes vindos de várias partes do mundo. Várias delas são lugares onde não se comemora o Natal. Nessa época do ano, os judeus comemoram o Hanukah, os africanos comemoram o Kwanzaa e por aí vai. E aqui o respeito às diferenças culturais é fortíssimo. Tanto que a maioria das pessoas não deseja "Feliz Natal" a não ser que conheça bem a pessoa. Tipo, se você faz uma compra no mercado, o caixa vai te desejar "Boas Festas". Nas lojas também está escrito "Boas Festas". Às vezes até tem um Feliz Natal, mas normalmente acompanhado de uma outra série de felicitações.
Aliás, a decoração natalina também deixou a desejar. No Brasil, quando você vai ao shopping, é um festival de luzes, bolinhas, árvore de Natal enorme... enfim, aquela coisa linda que vocês conhecem. Aqui, entrei no shopping e... ué, cadê a decoração? Logo que entrei, não tinha absolutamente. Fui andando e vi umas bolinhas aqui, outras ali. Mas achei tão sem graça! Tão pobrinha. Bléééé. Me decepcionei. Bom, mas pelo menos aqui o Papai Noel também chega de helicóptero no shopping. :-)
A festinha de fim de ano na escolinha do Nathan também foi a coisa mais sem graça do mundo. Deixa eu colocar uma foto.
Bom, a "apresentação" foi só isso. As crianças sentadinhas ali, aí começou a tocar Jingle Bells e 1 ou 2 crianças cantaram junto, enquanto as outras ficaram lá com cara de assustadas, hehehe. Na hora o Nathan ficou quieto, mas ele adora essa música! Ele canta mais ou menos assim: "Babauel, babauel, babababa ei!!" Hehehe. :-) Ainda teve mais uma música, aí acabou. Mas o Nathan me viu no meio da primeira música e já saiu do palco pra vir ficar comigo. Sem problemas, acho que essas crianças são muito novinhas pra apresentações, mesmo. Depois das músicas teve comes e bebes no saguão de entrada e só. Mais fotinhas:
Eu ia oferecer melancia, mas ele viu o cookie primeiro, aí já era. :-)
E essa foi a lembrancinha:
Bonitinha, ok, mas reparem que não tem nada que lembre Natal. Quer dizer, no máximo as cores. :-) Mas enfim, achei as professoras bem sem criatividade. Fora que eu fiquei esperando que aquelas cortinas no palco fossem abrir e ter alguma coisa lá atrás, mas não, elas ficaram fechadas. Me enganaram! Tá certo que as crianças são muito pequenas, mas ano passado, no Brasil, o Nathan era menor ainda e as professoras da escolinha fizeram um trabalho bem legal com o berçário. Não teve apresentação, mas tinha um mural com fotos dos aluninhos em bolinhas de Natal, mensagens das professoras, lembrancinhas legais... Sei lá, acho que lá também tinha muito mais calor humano, mais amor. Enfim, me decepcionei! Mas outro hora escrevo um post só pra falar da escolinha.
Bom, mas pelo menos UMA coisa legal que tem todo ano aqui é a Santa Claus Parade (desfile do Papai Noel). Quer dizer, imagino que seja legal, porque nós não fomos. Além de eu estar no auge dos enjoos naquele dia, ela começava às 14:00, bem no horário do cochilo do Nathan. Mas ano que vem acho que dá pra gente ir.
Ah, outra coisa legal é que lá no parque em frente ao lago também tem o que eles chamam de Festival of Lights. O festival é composto basicamente por luzes, mesmo. :-) Em formato de animais, presépio, carruagem, etc. Deixa eu colocar algumas fotos. Tinha beeeeem mais coisas além dessas que vou mostrar, mas não tiramos fotos de todas. Tava muito frio e a vontade era de ficar com a mão no bolso e voltar correndo pra casa.
Viu? Não disse que o papai noel chega de helicóptero?
Nessa área da banda de porquinhos estava tocando uma música, mas não lembro qual.
Nathan tentando montar na girafa.
Presépio.
Fiquei um tempo matutando sobre o que fazer pra ceia de Natal. Não queria fazer peru, porque já tínhamos comido isso no Ação de Graças e eu não achei que ficou delicioso. Eu até poderia caçar uma outra receita, mas o chato é que as sobras são interminááááveis. Aí resolvi fazer fondue. É gostoso e pouco comum. Porque para marcar uma data diferente tem que ser algo diferente!!
Também fiquei pensando se seria melhor esperar o Nathan dormir pra comermos o fondue. Afinal, garfinhos, fogo, queijo quente... tudo o que um toddler precisa pra fazer arte. :-) Mas desisti logo dessa ideia. Natal tem que ser em família! Com toda a família. Ou, se não der, com o máximo de família possível. :-) Essa foi nossa ceia, então: fondue de queijo e, de sobremesa, fondue de chocolate.E um vinho sem álcool horroroso, hehehe. Ninguém gostou.
O fondue de queijo estava uma delícia, nham nham nham. Mesmo com a barriga cheia, fui dormir já pensando em comprar mais. O Nathan acho que nem experimentou direito. Quando ele viu os pãos cortadinhos, desatou a comer pão, antes mesmo do fondue ficar pronto, aí na hora tava sem fome. Mas ele achou bem divertido ficar mergulhando o pão no queijo e dando pra mim e pro Alessandro. Mas o que ele mais gostou foi de brindar. Adorou pegar a tacinha, brindar e falar Feliz Natal. Acho que repetimos isso mais de 10 vezes. :-)
O fondue de chocolate ele também nem quis chegar perto. Quer dizer, isso no dia 24. Porque o resto do fondue ficou esquecido lá em cima da mesa e, no dia seguinte, foi encontrado! :-) Aí sim ele comeu com o dedo e se lambuzou todo. Eu acho que estava dormindo essa hora e o papai dele só filmando, hehehe.
Ah, tem fotos dele com os presentes também.
É, na verdade não tem muitas fotos, porque na manhã do dia 25 eu filmei ele abrindo os embrulhos. E alguns presentes demos dia 24, à noite. O Alessandro trouxe os meus presentes, aí tivemos que dar alguma coisa pra ele abrir, também. :-) Mas ele foi uma gracinha! O Alessandro entregou um embrulho pra ele e falou "Dá pra mamãe", aí ele me deu. Entreguei outro e falei: "Dá pro papai" e ele levou. Um fofo! Eu tava achando que ele ia querer abrir todos, hehehe.
Aliás, nossa árvore este ano estava bem pobrinha. Eu tinha o costume de ir comprando os presentes pra família e colocando embaixo da árvore. Mas esse ano não dava, porque o Nathan adora abrir embrulhos, achei que não ia sobrar nada. :-) Fora que os presentes pra família foram todos pro correio, não tinha muita coisa por aqui. Bom, pelo menos os presentes que minha mãe mandou já tinham chegado, ebaaaa. Eu me comportei direitinho e só abri no dia 24, viu? :-D
Acho que só tirei foto do Nathan brincando com esse presente, que é uma cozinha que eu comprei. Ele adorou! O Alessandro foi montando e ele em volta, todo animado, querendo brincar.
O que ele mais gosta é de "pegar água" na cozinha dele e servir pra gente. O engraçado é que ele sempre serve assim, em cima de um pratinho, hehehe. Que lindo!!
Bom, acho que era só isso. Foi um Natal gostoso, com comida gostosa e minha familinha linda. O que estraga são as comparações. Ficar pensando que no Brasil estaria calor, que no Brasil eu comeria chester, que no Brasil eu faria uma sobremesa pra ceia em família... Enfim, tudo aquilo que eu estava acostumada. Quem sabe ano que vem?
Bom, realmente não sei de onde tirei essa ideia. Afinal, mais ou menos metade da população é composta por imigrantes vindos de várias partes do mundo. Várias delas são lugares onde não se comemora o Natal. Nessa época do ano, os judeus comemoram o Hanukah, os africanos comemoram o Kwanzaa e por aí vai. E aqui o respeito às diferenças culturais é fortíssimo. Tanto que a maioria das pessoas não deseja "Feliz Natal" a não ser que conheça bem a pessoa. Tipo, se você faz uma compra no mercado, o caixa vai te desejar "Boas Festas". Nas lojas também está escrito "Boas Festas". Às vezes até tem um Feliz Natal, mas normalmente acompanhado de uma outra série de felicitações.
Aliás, a decoração natalina também deixou a desejar. No Brasil, quando você vai ao shopping, é um festival de luzes, bolinhas, árvore de Natal enorme... enfim, aquela coisa linda que vocês conhecem. Aqui, entrei no shopping e... ué, cadê a decoração? Logo que entrei, não tinha absolutamente. Fui andando e vi umas bolinhas aqui, outras ali. Mas achei tão sem graça! Tão pobrinha. Bléééé. Me decepcionei. Bom, mas pelo menos aqui o Papai Noel também chega de helicóptero no shopping. :-)
A festinha de fim de ano na escolinha do Nathan também foi a coisa mais sem graça do mundo. Deixa eu colocar uma foto.
Bom, a "apresentação" foi só isso. As crianças sentadinhas ali, aí começou a tocar Jingle Bells e 1 ou 2 crianças cantaram junto, enquanto as outras ficaram lá com cara de assustadas, hehehe. Na hora o Nathan ficou quieto, mas ele adora essa música! Ele canta mais ou menos assim: "Babauel, babauel, babababa ei!!" Hehehe. :-) Ainda teve mais uma música, aí acabou. Mas o Nathan me viu no meio da primeira música e já saiu do palco pra vir ficar comigo. Sem problemas, acho que essas crianças são muito novinhas pra apresentações, mesmo. Depois das músicas teve comes e bebes no saguão de entrada e só. Mais fotinhas:
Eu ia oferecer melancia, mas ele viu o cookie primeiro, aí já era. :-)
E essa foi a lembrancinha:
Bonitinha, ok, mas reparem que não tem nada que lembre Natal. Quer dizer, no máximo as cores. :-) Mas enfim, achei as professoras bem sem criatividade. Fora que eu fiquei esperando que aquelas cortinas no palco fossem abrir e ter alguma coisa lá atrás, mas não, elas ficaram fechadas. Me enganaram! Tá certo que as crianças são muito pequenas, mas ano passado, no Brasil, o Nathan era menor ainda e as professoras da escolinha fizeram um trabalho bem legal com o berçário. Não teve apresentação, mas tinha um mural com fotos dos aluninhos em bolinhas de Natal, mensagens das professoras, lembrancinhas legais... Sei lá, acho que lá também tinha muito mais calor humano, mais amor. Enfim, me decepcionei! Mas outro hora escrevo um post só pra falar da escolinha.
Bom, mas pelo menos UMA coisa legal que tem todo ano aqui é a Santa Claus Parade (desfile do Papai Noel). Quer dizer, imagino que seja legal, porque nós não fomos. Além de eu estar no auge dos enjoos naquele dia, ela começava às 14:00, bem no horário do cochilo do Nathan. Mas ano que vem acho que dá pra gente ir.
Ah, outra coisa legal é que lá no parque em frente ao lago também tem o que eles chamam de Festival of Lights. O festival é composto basicamente por luzes, mesmo. :-) Em formato de animais, presépio, carruagem, etc. Deixa eu colocar algumas fotos. Tinha beeeeem mais coisas além dessas que vou mostrar, mas não tiramos fotos de todas. Tava muito frio e a vontade era de ficar com a mão no bolso e voltar correndo pra casa.
Viu? Não disse que o papai noel chega de helicóptero?
Nessa área da banda de porquinhos estava tocando uma música, mas não lembro qual.
Nathan tentando montar na girafa.
Presépio.
Fiquei um tempo matutando sobre o que fazer pra ceia de Natal. Não queria fazer peru, porque já tínhamos comido isso no Ação de Graças e eu não achei que ficou delicioso. Eu até poderia caçar uma outra receita, mas o chato é que as sobras são interminááááveis. Aí resolvi fazer fondue. É gostoso e pouco comum. Porque para marcar uma data diferente tem que ser algo diferente!!
Também fiquei pensando se seria melhor esperar o Nathan dormir pra comermos o fondue. Afinal, garfinhos, fogo, queijo quente... tudo o que um toddler precisa pra fazer arte. :-) Mas desisti logo dessa ideia. Natal tem que ser em família! Com toda a família. Ou, se não der, com o máximo de família possível. :-) Essa foi nossa ceia, então: fondue de queijo e, de sobremesa, fondue de chocolate.E um vinho sem álcool horroroso, hehehe. Ninguém gostou.
O fondue de queijo estava uma delícia, nham nham nham. Mesmo com a barriga cheia, fui dormir já pensando em comprar mais. O Nathan acho que nem experimentou direito. Quando ele viu os pãos cortadinhos, desatou a comer pão, antes mesmo do fondue ficar pronto, aí na hora tava sem fome. Mas ele achou bem divertido ficar mergulhando o pão no queijo e dando pra mim e pro Alessandro. Mas o que ele mais gostou foi de brindar. Adorou pegar a tacinha, brindar e falar Feliz Natal. Acho que repetimos isso mais de 10 vezes. :-)
O fondue de chocolate ele também nem quis chegar perto. Quer dizer, isso no dia 24. Porque o resto do fondue ficou esquecido lá em cima da mesa e, no dia seguinte, foi encontrado! :-) Aí sim ele comeu com o dedo e se lambuzou todo. Eu acho que estava dormindo essa hora e o papai dele só filmando, hehehe.
Ah, tem fotos dele com os presentes também.
É, na verdade não tem muitas fotos, porque na manhã do dia 25 eu filmei ele abrindo os embrulhos. E alguns presentes demos dia 24, à noite. O Alessandro trouxe os meus presentes, aí tivemos que dar alguma coisa pra ele abrir, também. :-) Mas ele foi uma gracinha! O Alessandro entregou um embrulho pra ele e falou "Dá pra mamãe", aí ele me deu. Entreguei outro e falei: "Dá pro papai" e ele levou. Um fofo! Eu tava achando que ele ia querer abrir todos, hehehe.
Aliás, nossa árvore este ano estava bem pobrinha. Eu tinha o costume de ir comprando os presentes pra família e colocando embaixo da árvore. Mas esse ano não dava, porque o Nathan adora abrir embrulhos, achei que não ia sobrar nada. :-) Fora que os presentes pra família foram todos pro correio, não tinha muita coisa por aqui. Bom, pelo menos os presentes que minha mãe mandou já tinham chegado, ebaaaa. Eu me comportei direitinho e só abri no dia 24, viu? :-D
Acho que só tirei foto do Nathan brincando com esse presente, que é uma cozinha que eu comprei. Ele adorou! O Alessandro foi montando e ele em volta, todo animado, querendo brincar.
O que ele mais gosta é de "pegar água" na cozinha dele e servir pra gente. O engraçado é que ele sempre serve assim, em cima de um pratinho, hehehe. Que lindo!!
Bom, acho que era só isso. Foi um Natal gostoso, com comida gostosa e minha familinha linda. O que estraga são as comparações. Ficar pensando que no Brasil estaria calor, que no Brasil eu comeria chester, que no Brasil eu faria uma sobremesa pra ceia em família... Enfim, tudo aquilo que eu estava acostumada. Quem sabe ano que vem?
domingo, 25 de dezembro de 2011
Nathan e o Papai Noel
Resolvi levar o Nathan ao shopping pra ver o papai noel e, se tudo corresse bem, tirar foto com ele. Não tinha muitas expectativas, já que ano passado ele não gostou nadinha da experiência. :-) No colo do Papai Noel ele chorava. E mesmo no meu colo, do lado do Papai Noel, ficou todo desconfiado.
Antes de sair de casa, falei: "Vamos no shopping, ver o Papai Noel?". Ele se animou todo! Não sei se exatamente por causa do Papai Noel. Provavelmente só por sair pra passear, que ele sempre adora.
Chegando no shopping, falei de novo: "Chegamos!!! Vamos lá ver o Papai Noel!".
Entramos no shopping e eu falei: "Vamos procurar o Papai Noel, Nathan?".
Achamos a casinha dele, aí eu falei: "Nathan, vamos lá tirar foto com o Papai Noel?". Ele foi todo animado correndo pelo corredor formado por aquelas cordinhas-forma-fila. Mesmo sendo dia 23/dezembro, o shopping até que tava tranquilo e não tinha fila nenhuma.
Percorremos o corredorzinho e eu falei: "Olha lá o Papai Noel, Nathan". Adivinhem o que ele falou? Bom, ele arregalou os olhos, deu um sorriso, apontou e falou: "SANTA!!". Hahahaha.
Difícil, né? A gente tenta ensinar português pro filho, repete 100 vezes, mas... o Santa Claus ganhou. :-) Bom, não dá nem pra me espantar muito. Nessa época do ano, a maioria dos desenhos que passam na tv falam de Natal. Eu falei 100 vezes, a tv falou outras 100 e, no fim, ele escolheu.
Bom, embora ele tenha ficado todo animado, na hora que eu o coloquei sentado do lado do Papai Noel, a coisa perdeu a graça. Ele não sorriu mais e ficou com aquela cara de "Ok, o que eu tô fazendo aqui? Vai acontecer alguma coisa?". O papai noel o pegou no colo e ele não reclamou nem nada, mas não consegui arrancar um sorrisinho pra foto. Como a fotógrafa era "oficial" lá do shopping, não deu pra ficar muito tempo insistindo. Nem gostei tanto da foto, achei que ele ficou meio que fazendo careta, hehehe. Mas tudo bem, ano que vem a gente tenta de novo. :-) Talvez em 2012 ele até tire foto com o Papai Noel e não com o Santa.
Antes de sair de casa, falei: "Vamos no shopping, ver o Papai Noel?". Ele se animou todo! Não sei se exatamente por causa do Papai Noel. Provavelmente só por sair pra passear, que ele sempre adora.
Chegando no shopping, falei de novo: "Chegamos!!! Vamos lá ver o Papai Noel!".
Entramos no shopping e eu falei: "Vamos procurar o Papai Noel, Nathan?".
Achamos a casinha dele, aí eu falei: "Nathan, vamos lá tirar foto com o Papai Noel?". Ele foi todo animado correndo pelo corredor formado por aquelas cordinhas-forma-fila. Mesmo sendo dia 23/dezembro, o shopping até que tava tranquilo e não tinha fila nenhuma.
Percorremos o corredorzinho e eu falei: "Olha lá o Papai Noel, Nathan". Adivinhem o que ele falou? Bom, ele arregalou os olhos, deu um sorriso, apontou e falou: "SANTA!!". Hahahaha.
Difícil, né? A gente tenta ensinar português pro filho, repete 100 vezes, mas... o Santa Claus ganhou. :-) Bom, não dá nem pra me espantar muito. Nessa época do ano, a maioria dos desenhos que passam na tv falam de Natal. Eu falei 100 vezes, a tv falou outras 100 e, no fim, ele escolheu.
Bom, embora ele tenha ficado todo animado, na hora que eu o coloquei sentado do lado do Papai Noel, a coisa perdeu a graça. Ele não sorriu mais e ficou com aquela cara de "Ok, o que eu tô fazendo aqui? Vai acontecer alguma coisa?". O papai noel o pegou no colo e ele não reclamou nem nada, mas não consegui arrancar um sorrisinho pra foto. Como a fotógrafa era "oficial" lá do shopping, não deu pra ficar muito tempo insistindo. Nem gostei tanto da foto, achei que ele ficou meio que fazendo careta, hehehe. Mas tudo bem, ano que vem a gente tenta de novo. :-) Talvez em 2012 ele até tire foto com o Papai Noel e não com o Santa.
sábado, 24 de dezembro de 2011
Primeira ida ao dentista no Canadá
Como todo ano, chegou a hora da visita anual ao dentista. Não tínhamos nenhuma indicação muito sólida, então escolhemos por localização e resolvemos ir ao dentista que fica a uma quadra daqui, hehehe. :-) Bom, na verdade o Alessandro escolheu. Eu só fui no embalo, já que ele aparentemente gostou (mas disse que é difícil julgar quando você só faz limpeza).
A primeira consulta aqui é gigantesca. De cara a recepcionista já falou pra eu agendar 2 horas seguidas, pra dar tempo de fazer tudo de uma vez só. Também avisou que na 1a. visita seriam feitos raios-X (ainda é assim que se escreve raio-X??) completos da boca e mandíbula. Esse ponto eu estranhei bastante. Tirar raio-X assim, sem mais nem menos? Mesmo se eu não estiver sentindo nada e ela não achar nada de errado com meus dentes? Estranhíssimo!! Questionei e me falaram que é a única forma de encontrar infiltrações e blablabla. Estranho ou não, no meu caso não fazia diferença, pois gestantes não podem tirar raio-X.
Chegando no local, a primeira coisa a ser feita é preencher um questionário médico gigantesco, onde você assinala tudo o que tem ou já teve. É muito, muito completo!! Pergunta desde problemas cardíacos, diabetes, hipertensão, alergias, até herpes, tosse persistente, anemia. Parece até que você está indo a médico e não ao dentista. E após assinar um monte de "Ok, eu aceito isso" e "estou ciente daquilo", finalmente é hora de ir pro consultório começar o exame.
Gostei da salinha. A cadeira tem uma televisão acoplada lá no pé e, sendo acoplada, sobe e desce conforme a cadeira sobe e desce, pra ficar sempre visível. Gostei. :-)
E agora, finalmente, o exame! A dentista vai olhando e falando, enquanto a assistente vai anotando as coisas no computador. O problema dela tem umas 10abas, cada uma com um moooonte de campos a serem preenchidos. Fico me perguntando o que tanto ela pode ter pra escrever sobre uma boca...
Passo 1. A primeira coisa que ela examina é a cabeça e o pescoço. Fica apalpando aqui, apalpando lá, pede pra eu engolir, procura nódulos linfáticos, vê se tem alguma inchada, pede pra eu engolir... Aí pede pra eu abrir/fechar a boca, enquanto põe a mão nos lados da cabeça pra ver se tem algo raspando, alguma coisa fazendo "click". Não achou nada de anormal.
Passo 2. Hora de abrir a boca e ela fica vendo se os dentes de cima encaixam certinho com os de baixo e procura mordida cruzada. Ela também mede quantos milímetros tem na frente, entre a arcada de cima e a de baixo quando eu mordo. Ainda pediu pra eu ficar abrindo a boca e mordendo de vários jeitos diferentes. Pelo que entendi, não existem ortodontistas por aqui. Dentista é dentista e todos fazem de tudo.
Passo 3. Procurar cáries. Primeiro ela me dá um óculos, por causa da luz forte. A luz é igualzinho à das cadeiras de dentista no Brasil, o pessoal aqui é apenas mais fresco, hehehe. Aí ela vai olhando dente por dente. Não encontrou nada. Aí ela me dá um outro tipo de óculos e usa uma luzinha especial, azul, também pra ver se encontra cáries ou algum outro problema. Mas novamente, tudo bem.
Passo 4. Histórico. Como ela não tem meus registros históricos, vai olhando dente por dente e anotando quais possuem obturações, de qual tipo, de qual tamanho, se elas parecem boas, etc. Em um dente ela recomendou trocar, porque acha que uma borda começou a mudar de cor, então pode ser que tenha uma cárie se formando ali. Mas disse que não tem pressa e que é melhor esperar o bebê nascer.
Passo 5. Ela olha as gengivas, classifica em Tipo 2 e fica anotando onde eu tenho retração de gengiva.
Passo 6. Perguntas sobre hábitos de higiene. Ela pergunta (e anota) quantas vezes por dia eu escovo os dentes, se passo fio dental, que escova eu uso, que pasta eu uso, enxaguante bucal, etc.
Passo 7. Perguntas sobre hábitos alimentícios. Não lembro muito das outras perguntas, só lembro de ela perguntando se eu como muito doce e chocolate. Ela se espantou bastante quando eu disse que chegava a ficar um mês sem comer chocolate, sem sentir falta. :-) Ah sim, também perguntou de refrigerante, mas isso eu tomo ainda menos que como chocolate.
Passo 8. Não lembro o nome da categoria, mas ela perguntou se eu roo as unhas, se fumo, se ranjo os dentes e outras coisas. Ela disse que encontrou um pouco de desgaste nos dentes, o que sugere que eu posso estar rangendo os dentes. Disse que talvez seja uma boa ideia usar um protetor pra dormir. Também fez outras perguntas não cobertas naquele questionário gigantesco da entrada. Tipo, se eu já tive algum grande trauma na boca ou cabeça, se tirei o siso, como, por que e por aí vai.
Bom, aí acaba a parte da dentista e eu vou pra outra salinha e quem me atende agora é a assistente. Nessa outra sala também tem televisão, mas ela não é acoplada na cadeira. Que pobreza! :-) De qualquer forma, a distração é ótima para procedimentos demorados e chatos. Gostei.
Passo 9. Limpeza dos dentes. Ela pega aquele ferrinho feio, chato, bobo e careca e vai passando dente por dente, raspando, cutucando, pra retirar qualquer possível acúmulo de placa. Achei essa parte bem chatinha e doída, mas ela jura que é porque estou grávida e os hormônios sempre causam um pouco de "gengivite gestacional" e mais sensibilidade. Sei não, o Alessandro também falou que não gostou nada da limpeza. Ela se ofereceu pra passar um gel pra diminuir a sensibilidade, mas falei que não precisava; não estava tããããão terrível assim. Depois do ferrinho, ela passa fio dental em tudo. Em seguida, passa uma escovinha automática. Como estou grávida, não teve aplicação de flúor.
Passo 10. Ok, esse não faz parte necessariamente da consulta. É que eu estava com uma afta gigantesca no fundo da boca, quase na garganta. Mas não lembrava como falava afta em inglês. Mostrei a afta pra moça, pra perguntar como qual era o nome daquele troço (o nome é canker sore). Aí ela se ofereceu pra passar um laser pra secar. Uau, nem sabia que dava pra fazer isso. :-) Foi só 1 minuto de laser e pronto, tchau afta! Bom, pelo menos eu esqueci completamente da afta depois disso. Só lembrei agora, ao escrever este post.
Ufa, acho que é tudo. Ela pediu pra eu voltar em 2 semanas, pra acompanhar minha "gengivite gestacional" e só. Achei tudo muito bem feito. A atenção aos detalhes é grande, me parece que o trabalho preventivo ali é bem forte. E tanta a dentista quanto a assistente foram bastante simpáticas (mesmo a assistente tendo aquele velho hábito de te fazer perguntas enquanto você tá com a boca aberta, hehehe). Enfim, por enquanto eu recomendaria esse consultório, sim. E agora vocês já sabem o que esperar quando forem ao dentista no Canadá pela 1a. vez. :-)
A primeira consulta aqui é gigantesca. De cara a recepcionista já falou pra eu agendar 2 horas seguidas, pra dar tempo de fazer tudo de uma vez só. Também avisou que na 1a. visita seriam feitos raios-X (ainda é assim que se escreve raio-X??) completos da boca e mandíbula. Esse ponto eu estranhei bastante. Tirar raio-X assim, sem mais nem menos? Mesmo se eu não estiver sentindo nada e ela não achar nada de errado com meus dentes? Estranhíssimo!! Questionei e me falaram que é a única forma de encontrar infiltrações e blablabla. Estranho ou não, no meu caso não fazia diferença, pois gestantes não podem tirar raio-X.
Chegando no local, a primeira coisa a ser feita é preencher um questionário médico gigantesco, onde você assinala tudo o que tem ou já teve. É muito, muito completo!! Pergunta desde problemas cardíacos, diabetes, hipertensão, alergias, até herpes, tosse persistente, anemia. Parece até que você está indo a médico e não ao dentista. E após assinar um monte de "Ok, eu aceito isso" e "estou ciente daquilo", finalmente é hora de ir pro consultório começar o exame.
Gostei da salinha. A cadeira tem uma televisão acoplada lá no pé e, sendo acoplada, sobe e desce conforme a cadeira sobe e desce, pra ficar sempre visível. Gostei. :-)
E agora, finalmente, o exame! A dentista vai olhando e falando, enquanto a assistente vai anotando as coisas no computador. O problema dela tem umas 10abas, cada uma com um moooonte de campos a serem preenchidos. Fico me perguntando o que tanto ela pode ter pra escrever sobre uma boca...
Passo 1. A primeira coisa que ela examina é a cabeça e o pescoço. Fica apalpando aqui, apalpando lá, pede pra eu engolir, procura nódulos linfáticos, vê se tem alguma inchada, pede pra eu engolir... Aí pede pra eu abrir/fechar a boca, enquanto põe a mão nos lados da cabeça pra ver se tem algo raspando, alguma coisa fazendo "click". Não achou nada de anormal.
Passo 2. Hora de abrir a boca e ela fica vendo se os dentes de cima encaixam certinho com os de baixo e procura mordida cruzada. Ela também mede quantos milímetros tem na frente, entre a arcada de cima e a de baixo quando eu mordo. Ainda pediu pra eu ficar abrindo a boca e mordendo de vários jeitos diferentes. Pelo que entendi, não existem ortodontistas por aqui. Dentista é dentista e todos fazem de tudo.
Passo 3. Procurar cáries. Primeiro ela me dá um óculos, por causa da luz forte. A luz é igualzinho à das cadeiras de dentista no Brasil, o pessoal aqui é apenas mais fresco, hehehe. Aí ela vai olhando dente por dente. Não encontrou nada. Aí ela me dá um outro tipo de óculos e usa uma luzinha especial, azul, também pra ver se encontra cáries ou algum outro problema. Mas novamente, tudo bem.
Passo 4. Histórico. Como ela não tem meus registros históricos, vai olhando dente por dente e anotando quais possuem obturações, de qual tipo, de qual tamanho, se elas parecem boas, etc. Em um dente ela recomendou trocar, porque acha que uma borda começou a mudar de cor, então pode ser que tenha uma cárie se formando ali. Mas disse que não tem pressa e que é melhor esperar o bebê nascer.
Passo 5. Ela olha as gengivas, classifica em Tipo 2 e fica anotando onde eu tenho retração de gengiva.
Passo 6. Perguntas sobre hábitos de higiene. Ela pergunta (e anota) quantas vezes por dia eu escovo os dentes, se passo fio dental, que escova eu uso, que pasta eu uso, enxaguante bucal, etc.
Passo 7. Perguntas sobre hábitos alimentícios. Não lembro muito das outras perguntas, só lembro de ela perguntando se eu como muito doce e chocolate. Ela se espantou bastante quando eu disse que chegava a ficar um mês sem comer chocolate, sem sentir falta. :-) Ah sim, também perguntou de refrigerante, mas isso eu tomo ainda menos que como chocolate.
Passo 8. Não lembro o nome da categoria, mas ela perguntou se eu roo as unhas, se fumo, se ranjo os dentes e outras coisas. Ela disse que encontrou um pouco de desgaste nos dentes, o que sugere que eu posso estar rangendo os dentes. Disse que talvez seja uma boa ideia usar um protetor pra dormir. Também fez outras perguntas não cobertas naquele questionário gigantesco da entrada. Tipo, se eu já tive algum grande trauma na boca ou cabeça, se tirei o siso, como, por que e por aí vai.
Bom, aí acaba a parte da dentista e eu vou pra outra salinha e quem me atende agora é a assistente. Nessa outra sala também tem televisão, mas ela não é acoplada na cadeira. Que pobreza! :-) De qualquer forma, a distração é ótima para procedimentos demorados e chatos. Gostei.
Passo 9. Limpeza dos dentes. Ela pega aquele ferrinho feio, chato, bobo e careca e vai passando dente por dente, raspando, cutucando, pra retirar qualquer possível acúmulo de placa. Achei essa parte bem chatinha e doída, mas ela jura que é porque estou grávida e os hormônios sempre causam um pouco de "gengivite gestacional" e mais sensibilidade. Sei não, o Alessandro também falou que não gostou nada da limpeza. Ela se ofereceu pra passar um gel pra diminuir a sensibilidade, mas falei que não precisava; não estava tããããão terrível assim. Depois do ferrinho, ela passa fio dental em tudo. Em seguida, passa uma escovinha automática. Como estou grávida, não teve aplicação de flúor.
Passo 10. Ok, esse não faz parte necessariamente da consulta. É que eu estava com uma afta gigantesca no fundo da boca, quase na garganta. Mas não lembrava como falava afta em inglês. Mostrei a afta pra moça, pra perguntar como qual era o nome daquele troço (o nome é canker sore). Aí ela se ofereceu pra passar um laser pra secar. Uau, nem sabia que dava pra fazer isso. :-) Foi só 1 minuto de laser e pronto, tchau afta! Bom, pelo menos eu esqueci completamente da afta depois disso. Só lembrei agora, ao escrever este post.
Ufa, acho que é tudo. Ela pediu pra eu voltar em 2 semanas, pra acompanhar minha "gengivite gestacional" e só. Achei tudo muito bem feito. A atenção aos detalhes é grande, me parece que o trabalho preventivo ali é bem forte. E tanta a dentista quanto a assistente foram bastante simpáticas (mesmo a assistente tendo aquele velho hábito de te fazer perguntas enquanto você tá com a boca aberta, hehehe). Enfim, por enquanto eu recomendaria esse consultório, sim. E agora vocês já sabem o que esperar quando forem ao dentista no Canadá pela 1a. vez. :-)
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Como o Canadá lida com adolescentes violentos
Semana passada li uma notícia sobre um grupo de meninas de uns 13 anos que se reuniram pra dormir na casa de uma delas. Mas parece que duas delas não eram tão amigas assim, pois uma delas jogou água sanitária na outra e a ameaçou com uma faca.
A ameaçada prestou queixa e a adolescente foi presa. Não sei se existe algum tipo de febem por aqui.
Dei uma pesquisada rápida no google e, pelo que entendi, dos 12-17anos as sentenças são diferenciadas mas, em caso de condenação, a cadeia é a mesma.
Mas enfim, a menina foi presa e 1 ou 2 semanas depois liberada após uma fiança de $500. Quer dizer, liberada em termos. Está em prisão domiciliar. Não pode ir à escola nem se aproximar das (ou se comunicar com as) outras meninas que estavam lá na tal festa do pijama.
Ainda vai demorar mais um mês até ela ser ouvida na corte novamente. Consequências sérias. Agora ela fica com a vida em suspenso, presa em casa. Nem sei o que acontece depois. Fiquei curiosa pra saber mais sobre as leis locais em relação a crimes juvenis. Pode ser que ela fique com a ficha suja pra sempre.
Mas achei interessante ver como ninguém acha que foi pouca coisa. Pelo contrário, o juiz de paz que cuida do caso disse que as acusações são "very serious, shocking or horrendous". Nossa! Eu nem achei que tinha sido algo tão terrível assim, já que ninguém se feriu. Mas por aqui ameaças são levadas a sério. Tem alguma controvérsia sobre se a prisão não acaba deixando o adolescente mais propenso a voltar a praticar crimes. Bom, eu acho que depende do caso. Mas no caso dessa menina aí, duvido que ela vai voltar a jogar água sanitária em alguém.
A ameaçada prestou queixa e a adolescente foi presa. Não sei se existe algum tipo de febem por aqui.
Dei uma pesquisada rápida no google e, pelo que entendi, dos 12-17anos as sentenças são diferenciadas mas, em caso de condenação, a cadeia é a mesma.
Mas enfim, a menina foi presa e 1 ou 2 semanas depois liberada após uma fiança de $500. Quer dizer, liberada em termos. Está em prisão domiciliar. Não pode ir à escola nem se aproximar das (ou se comunicar com as) outras meninas que estavam lá na tal festa do pijama.
Ainda vai demorar mais um mês até ela ser ouvida na corte novamente. Consequências sérias. Agora ela fica com a vida em suspenso, presa em casa. Nem sei o que acontece depois. Fiquei curiosa pra saber mais sobre as leis locais em relação a crimes juvenis. Pode ser que ela fique com a ficha suja pra sempre.
Mas achei interessante ver como ninguém acha que foi pouca coisa. Pelo contrário, o juiz de paz que cuida do caso disse que as acusações são "very serious, shocking or horrendous". Nossa! Eu nem achei que tinha sido algo tão terrível assim, já que ninguém se feriu. Mas por aqui ameaças são levadas a sério. Tem alguma controvérsia sobre se a prisão não acaba deixando o adolescente mais propenso a voltar a praticar crimes. Bom, eu acho que depende do caso. Mas no caso dessa menina aí, duvido que ela vai voltar a jogar água sanitária em alguém.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
A palmada, o tapinha e os pais descontrolados
Essa semana, umas 3 ou 4 pessoas compartilharam no facebook uma foto de uma criança apanhando do pai e falando algo do tipo "Obrigada pai, por me dar limite" ou então "melhor infringir a lei da palmada do que ter um filho que fere o código penal inteiro".
Tô aqui espumando de raiva. Preciso desabafar! Logo que vi isso pela primeira vez, achei que era só brincadeira. Mas depois vi que tem pessoas que realmente defendem e acreditam que PRECISAM bater nos filhos para educar e dar limite. Gente do céu, como pode? Hello gente, estamos em 2011, o mundo evoluiu. Sério que vocês vão querer ficar pra trás? Acordem!
A tal foto que fala do código penal é o argumento mais ridículo que alguém poderia apresentar. Vai lá na cadeia e pergunta pros presos quantos deles apanharam dos pais. Quero ver se escapa um!! Eu achei que todos já estivessem carecas de saber que a violência doméstica é ainda maior nas classes mais baixas, de ondem normalmente saem os criminosos. A criminalidade tem muitas causas, a maioria históricas, fruto da desigualdade social. A palmadinha, tapinha ou tapão não têm nada a ver com a história. Parem de falar besteira, ok?
Mas tudo bem, vamos falar da outra foto, que fala sobre limites. Claro, óbvio ululante que criança precisa de limite e ouvir vários "não" na vida. Tem pai que deixa o filho fazer tudo, compra tudo o que ele quer e o resultado são uns mimados mal criados e, em alguns casos, drogados e, é verdade, até criminosos. Mas quem foi o mentecapto que disse que a única forma de dar limite pra uma criança é com tapa, hein? Hein? Se eu pego esse cara, vou azucriná-lo pro resto dos meus dias!! Fica falando besteira por aí, daí as mentes fracas acreditam.
Eu frequento uma lista de emails de mães. Lá de vez em quando aparece uma mãe com remorso, dizendo que nunca bate no filho mas, um belo dia, aconteceu sei lá o que, ela se descontrolou e bateu. A história é sempre parecida. A mãe ou o pai nunca batem porque pararam pra pensar e decidiram: "Ah, nesta situação a punição ideal é a chinelada". Claro que não! Batem porque estão com raiva, porque perderam a paciência. Então não me venham com nhénhénhém dizendo que acham que bater é importante pra dar limite. Bom, mas pelo menos essas reconheceram o erro.
Raiva eu também já tive. Vou mostrar:
Estão vendo essa tv de plasma 42 polegadas super bonitinha, comprada novinha em abril/2011? Então agora olhem mais perto.
Essa é uma foto mais perto dessa mesma tv, quebrada em julho/2011 pelo Nathan, que jogou uma bolinha nela. Era uma bolinha bem dura...
Então acreditem, quando eu vi que a tv parou de funcionar por causa dessa bolinha, eu realmente fiquei com raiva. Mas ele tinha 18 meses. Bater só ia servir pra descontar minha raiva, ele não ia aprender nada e com certeza nem entenderia por que estava apanhando. Ia ficar é confuso, sem entender por que aquela pessoa que mais o protege o estava machucando. Realmente não entendo como alguém pode bater em uma criança tão pequena. Mas sei que existem pessoas que batem até em bebês!! Ai, que covardia!
Mas ok, voltemos às "crianças maiorzinhas". Eu desafiei no facebook e desafio aqui de novo. Quer ver alguém me dar um exemplo (só UM) de uma situação em que é "necessário" usar uma punição física. Não vão achar. Não existe!! Sempre tem alternativas. Tem deixar de castigo, colocar pra pensar, cortar a sobremesa, cortar a televisão, cortar o videogame, cortar um passeio que já estava programado... Tem jeitos melhores e piores e alguns eu nem concordo muito, mas qualquer um é melhor do que bater. Alguns têm efeito demorado, alguns só fazem efeito na próxima birra, mas... pelo menos você não apelou.
Alguém escreveu no facebook este exemplo: "criança berrando, se jogando no chão, xingando e/ou batendo nos pais, enfim uma birra daquelas....". Bléeééé, esse é moleza. Não fosse a parte do "batendo", eu diria apenas pra ignorar ou sair de perto. Eu faço isso quando o Nathan dá xilique e sempre funciona. Em casa às vezes demora até 15 minutos, mas sempre passa. Com o tempo a birra diminui de duração, porque ele percebe que não faz efeito. Fora de casa, é só sair andando que ele vem correndo atrás. Felizmente por aqui essas birras são bem raras. E se a criança tá batendo em você, saia de perto. Se ela vier atrás, segure os braços dela, feche no quarto, feche no banheiro.
E continuando, um dia a criança e vira adolescente. Essa é, na minha opinião, a fase em que os limites são mais necessários do que nunca. Afinal, é nessa fase que vêm as grandes preocupações, como cigarro, álcool, drogas, gravidez indesejada, preparação pro vestibular, etc. Em adolescente você não vai dar tapinha, vai? Nem palmada. Vai ter que aprender a dar limite de outro jeito, não vai? Então é só começar a praticar mais cedo, simples!
E aqui eu faço um parênteses para lembrar a minha mãe que a profecia dela já se cumpriu faz tempo. Sabe aquela profecia que mãe sempre faz? "Um dia você vai entender. Um dia você vai me dar razão". Hehehe. :-) É verdade, hoje eu entendo as preocupações e os limites. E lembrando da minha mente adolescente, acho que ela tinha razão, porque eu teria dado sim, muita cabeçada por aí se não fossem por eles. E vejam só, foi uma adolescência livre de chineladas!! E eu não virei marginal, hehehe.
Comentei sobre esse assunto com o Alessandro há pouco e ele me falou que também deu sermão em alguém no facebook. Hehehe, que legal! Nem eu sabia, nem ele sabia que eu também tava discutindo esse assunto. É bom saber que a gente pensa igual. Dá aquela sensação de: ufa, escolhi a pessoa certa pra ser pai dos meus filhos. :-)
O que mais me entristece é que mesmo ótimas pessoas, boas mães (no geral) pensem assim. Eu também sou humana, também tenho defeitos e não sei se ganharia o concurso de melhor mãe do mundo. E sendo imperfeita, embora hoje me pareça extremamente improvável, talvez um dia eu também perca a paciência e dê um tapa. Mas se isso acontecer, podem ter a certeza que não vou ficar arrumando desculpas pra tentar me justificar. Vou assumir que errei, que me descontrolei e me esforçar pra que não aconteça mais.
E se você, que está lendo agora, é uma dessas mães que (ainda) bate nos filhos, não se sinta ofendida pensando que eu acho você uma péssima mãe, unicamente por causa desse quesito. Talvez você seja, talvez não. Sei lá, não te conheço. :-P Nem tô dizendo que sou uma mãe melhor que você. Até porque não conheço nenhuma régua que consiga medir isso. Mas nesse ponto em específico, sinto muito, não é uma opinião, é um fato: você está errada.
Tô aqui espumando de raiva. Preciso desabafar! Logo que vi isso pela primeira vez, achei que era só brincadeira. Mas depois vi que tem pessoas que realmente defendem e acreditam que PRECISAM bater nos filhos para educar e dar limite. Gente do céu, como pode? Hello gente, estamos em 2011, o mundo evoluiu. Sério que vocês vão querer ficar pra trás? Acordem!
A tal foto que fala do código penal é o argumento mais ridículo que alguém poderia apresentar. Vai lá na cadeia e pergunta pros presos quantos deles apanharam dos pais. Quero ver se escapa um!! Eu achei que todos já estivessem carecas de saber que a violência doméstica é ainda maior nas classes mais baixas, de ondem normalmente saem os criminosos. A criminalidade tem muitas causas, a maioria históricas, fruto da desigualdade social. A palmadinha, tapinha ou tapão não têm nada a ver com a história. Parem de falar besteira, ok?
Mas tudo bem, vamos falar da outra foto, que fala sobre limites. Claro, óbvio ululante que criança precisa de limite e ouvir vários "não" na vida. Tem pai que deixa o filho fazer tudo, compra tudo o que ele quer e o resultado são uns mimados mal criados e, em alguns casos, drogados e, é verdade, até criminosos. Mas quem foi o mentecapto que disse que a única forma de dar limite pra uma criança é com tapa, hein? Hein? Se eu pego esse cara, vou azucriná-lo pro resto dos meus dias!! Fica falando besteira por aí, daí as mentes fracas acreditam.
Eu frequento uma lista de emails de mães. Lá de vez em quando aparece uma mãe com remorso, dizendo que nunca bate no filho mas, um belo dia, aconteceu sei lá o que, ela se descontrolou e bateu. A história é sempre parecida. A mãe ou o pai nunca batem porque pararam pra pensar e decidiram: "Ah, nesta situação a punição ideal é a chinelada". Claro que não! Batem porque estão com raiva, porque perderam a paciência. Então não me venham com nhénhénhém dizendo que acham que bater é importante pra dar limite. Bom, mas pelo menos essas reconheceram o erro.
Raiva eu também já tive. Vou mostrar:
Estão vendo essa tv de plasma 42 polegadas super bonitinha, comprada novinha em abril/2011? Então agora olhem mais perto.
Essa é uma foto mais perto dessa mesma tv, quebrada em julho/2011 pelo Nathan, que jogou uma bolinha nela. Era uma bolinha bem dura...
Então acreditem, quando eu vi que a tv parou de funcionar por causa dessa bolinha, eu realmente fiquei com raiva. Mas ele tinha 18 meses. Bater só ia servir pra descontar minha raiva, ele não ia aprender nada e com certeza nem entenderia por que estava apanhando. Ia ficar é confuso, sem entender por que aquela pessoa que mais o protege o estava machucando. Realmente não entendo como alguém pode bater em uma criança tão pequena. Mas sei que existem pessoas que batem até em bebês!! Ai, que covardia!
Mas ok, voltemos às "crianças maiorzinhas". Eu desafiei no facebook e desafio aqui de novo. Quer ver alguém me dar um exemplo (só UM) de uma situação em que é "necessário" usar uma punição física. Não vão achar. Não existe!! Sempre tem alternativas. Tem deixar de castigo, colocar pra pensar, cortar a sobremesa, cortar a televisão, cortar o videogame, cortar um passeio que já estava programado... Tem jeitos melhores e piores e alguns eu nem concordo muito, mas qualquer um é melhor do que bater. Alguns têm efeito demorado, alguns só fazem efeito na próxima birra, mas... pelo menos você não apelou.
Alguém escreveu no facebook este exemplo: "criança berrando, se jogando no chão, xingando e/ou batendo nos pais, enfim uma birra daquelas....". Bléeééé, esse é moleza. Não fosse a parte do "batendo", eu diria apenas pra ignorar ou sair de perto. Eu faço isso quando o Nathan dá xilique e sempre funciona. Em casa às vezes demora até 15 minutos, mas sempre passa. Com o tempo a birra diminui de duração, porque ele percebe que não faz efeito. Fora de casa, é só sair andando que ele vem correndo atrás. Felizmente por aqui essas birras são bem raras. E se a criança tá batendo em você, saia de perto. Se ela vier atrás, segure os braços dela, feche no quarto, feche no banheiro.
E continuando, um dia a criança e vira adolescente. Essa é, na minha opinião, a fase em que os limites são mais necessários do que nunca. Afinal, é nessa fase que vêm as grandes preocupações, como cigarro, álcool, drogas, gravidez indesejada, preparação pro vestibular, etc. Em adolescente você não vai dar tapinha, vai? Nem palmada. Vai ter que aprender a dar limite de outro jeito, não vai? Então é só começar a praticar mais cedo, simples!
E aqui eu faço um parênteses para lembrar a minha mãe que a profecia dela já se cumpriu faz tempo. Sabe aquela profecia que mãe sempre faz? "Um dia você vai entender. Um dia você vai me dar razão". Hehehe. :-) É verdade, hoje eu entendo as preocupações e os limites. E lembrando da minha mente adolescente, acho que ela tinha razão, porque eu teria dado sim, muita cabeçada por aí se não fossem por eles. E vejam só, foi uma adolescência livre de chineladas!! E eu não virei marginal, hehehe.
Comentei sobre esse assunto com o Alessandro há pouco e ele me falou que também deu sermão em alguém no facebook. Hehehe, que legal! Nem eu sabia, nem ele sabia que eu também tava discutindo esse assunto. É bom saber que a gente pensa igual. Dá aquela sensação de: ufa, escolhi a pessoa certa pra ser pai dos meus filhos. :-)
O que mais me entristece é que mesmo ótimas pessoas, boas mães (no geral) pensem assim. Eu também sou humana, também tenho defeitos e não sei se ganharia o concurso de melhor mãe do mundo. E sendo imperfeita, embora hoje me pareça extremamente improvável, talvez um dia eu também perca a paciência e dê um tapa. Mas se isso acontecer, podem ter a certeza que não vou ficar arrumando desculpas pra tentar me justificar. Vou assumir que errei, que me descontrolei e me esforçar pra que não aconteça mais.
E se você, que está lendo agora, é uma dessas mães que (ainda) bate nos filhos, não se sinta ofendida pensando que eu acho você uma péssima mãe, unicamente por causa desse quesito. Talvez você seja, talvez não. Sei lá, não te conheço. :-P Nem tô dizendo que sou uma mãe melhor que você. Até porque não conheço nenhuma régua que consiga medir isso. Mas nesse ponto em específico, sinto muito, não é uma opinião, é um fato: você está errada.
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